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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Um mês em casa sem trabalhar??!!

22.11.16, Helena Le Blanc

Ola Amigos(as)!

 

Como é que alguém que sempre trabalhou dedicadamente está um mês de baixa? 

- Difícil.

Tenho a certeza que muitos de Vós sabem o quanto isso é difícil.

Para além da maternidade, eu nunca tinha estado ausente, de "baixa", ou seja incapacitada temporariamente para o trabalho, nem sequer por doenças do meu filho. Sempre consegui que o meu marido ficasse com o meu filho para não prejudicar o meu trabalho, para além de algumas delas terem coincidido com as férias da família.

Inicialmente não pensei muito nisso, pois estava totalmente focalizada no que me estava a acontecer (AQUI).

Explicaram-me que a baixa era de um mês necessariamente, se bem que depois dos primeiros 15 dias eu poderia retomar o trabalho. Ok, boa. Serão só 15 dias.

15 dias...

O que é que eu vou fazer?

Sozinha em casa durante 15 dias???!!!!

Quando passou o primeiro impacto, sentei-me na mesa de jantar e com o meu caderno e comecei a fazer uma lista de coisas. Coisas que eu queria fazer e que nunca consegui por falta de disponibilidade.

 Por exemplo:

- reorganizar alguns armários;

- colocar fotos com moldura nas nossas escadas;

- verificar as faturas no e-fatura;

- acabar de ler 3 livros que tinha começado;

- preparar o album de fotos do Xavier para ele receber neste Natal;

- plastificar uma série de pagelas e postais;

- pedir orçamentos para mudar duas portas da casa;

- dar as fotos do aniversário do Xavier aos amigos que participaram;

- começar a preparar a lista das prendas de Natal;

- fazer o plano de natal cá para casa;

- começar a tratar da construção da garagem;

- dar um avanço significativo ao curso à distância que estava a participar...

- etc...

 

Ajudou muito ter esta lista. 

Depois de acordar e preparar o meu filho que saía com o meu marido, eu literalmente puxava as mangas para cima e "atirava-me" ao trabalho.

Houve momentos muito bons e muito maus.

Ajudou-me muito ter estes objetivos que ocuparam-me o dia e que obrigaram-me a manter um ritmo de vida mais ou menos ativo e constante. No entanto, durante este período, tive alguns momentos menos bons, em especial 2 dias, interpelados, que me senti muito em baixo. Senti-me depressiva, sem vontade de fazer nada, de sentir nada.... E porque comecei o dia a ver um filme de televisão...

 

Aprendi. Deveria concentrar-me na lista. Ajudou a passar os dias...

A dor ia acalmando e transformando-se em sacrifício aceite e oferecido para um propósito maior.

O meu marido estava muito admirado, porque achava que ao fim da primeira semana eu iria trabalhar, independentemente da baixa ou das regras laborais. 

Então ele decidiu fazer-me um pedido sério: ficar em casa o resto do tempo. Pediu-me que, pela primeira vez na minha vida pensasse em primeiro lugar na família. Há quase 3 anos que tentávamos engravidar. Ele lembrou-me das minhas palavras: "o meu trabalho, mais dia menos dia, vai acalmar". Mas, disse-me ele, nunca acalmou.

Eu não lhe respondi. Primeiro tive de fazer o esforço de realmente o ouvir e aceitar as palavras do meu marido, pois ele é o meu marido, o companheiro da minha vida, o meu amor...

Com muito esforço, medo e receio (isto era uma grande novidade para mim) aceitei. Disse que sim. Ok.

E ainda bem que disse SIM, porque Deus tinha-me preparado uma surpresa.

 

Quase no fim dos meus primeiros 15 dias de baixa o meu filho apanhou uma virose: diarreia e vómitos. O meu marido viajou para a América e ainda iria demorar uma semana. 

Os avós? Infelizmente não são uma opção para tantos dias seguidos!

Necessariamente a criança teria que ficar comigo em casa.

 

Uma semana de vómitos e diarreia com o meu filho de 4 anos, ambos sozinhos em casa, é demasiado fácil, certo Meu Deus?

Pois era, segundo Ele. Fiquei esses dias todos (grande coincidência) sem serviço de televisão, Internet e telefone fixo! 

Foi de uma sexta-feira a sexta-feira (seguinte 8 dias).

Se eu tivesse dito não ao pedido do meu marido, não sei com que cara é que iria informar o meu trabalho que, acabada de regressar, teria que ficar em casa outra vez!

 

Meus Amigos(as), Deus tem um sentido de humor fantástico, não acham?

 

"Eu propus-te a vida ou a morte, a bênção ou a maldição.

Escolhe (...) a vida (...) amando ao Senhor teu Deus, obedecendo-lhe e apegando-te a Ele, porque Ele é a tua vida e o prolongamento dos teus dias".

(Deuteronómio 30, 19-20)

 

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