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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Um adulto e uma criança...

23.10.15, Helena Le Blanc

Depois de um dia de trabalho:

  • Ele chega a casa. Ela chega a casa com o filho;
  • Ele ocupa-se do filho (jogos, corridas, legos, ver televisão, pintar, etc...)
  • Ela trara do jantar (depois de fazer um xixi rápido, arrumar a minha carteira e casaco, arrumar casaco do Xavier e a sua mochila);
  • Enquanto isto tudo Ele e Ela tentam encontrar pequenos minutos para partilharem as notícias do dia;
  • Eles começam a preparar a mesa;
  • Ela levo a comida para a mesa;
  • Ele e Ela sentam-se à mesa;
  • Ela serve o prato do filho para ir arrefecendo;
  • A criança continua a brincar mais um bocadinho até que o chamem para a mesa;
  • Jantam e conversam (vão dando comida na boca à criança pois ele é muito preguiçoso!)

Ultimamente, o Xavier, porque tem toda a atenção do pai, requisita a sua atenção para tudo. Não me quer. Eu percebo que sejam fases, mas "dói" um bocadito ouvi-lo sempre a dizer-me "não, é o papá". Também é saturante para o James ouvir constantemente as suas solicitações.

 

Assim, num destes dias, o James disse-me: tens que ser tu a ficar com o Xavier quando chegas a casa. Ele precisa de ti! Amanhã?

 

Mas e o jantar? O James é responsável por muitas outras tarefas porque ele não se sente muito à vontade em cozinhar.

 

- Ok. Amanhã eu fico com o Xavier e tu preparas as pizzas?Já era esse o plano para o nosso jantar! Pode ser?

- Ok.

(Compro a massa e nós recheamos as pizzas aproveitando todos os restos que temos no frigorífico e mais uma ou duas latas de conserva).

 

No dito dia, chego a casa e fico com o meu filho.

Eu, enquanto mãe, uma das coisas que me tenho debatido, é relativo à gestão da minha disponibilidade para o trabalho, para o meu filho, para a minha família, e para outras coisas!

O tempo é importante, mas a energia também! Há dias que não há energia para mais nada! Tenho-me esforçado, dia a pôs dia, para fazer uma coisa especial ao meu filho (por ex. ir buscá-lo mais cedo do que habitual à escolinha, ou brincar um bocadinho com ele, na hora de deitar na cama, aos segredos, etc..)

Portanto, e conforme o combinado, fui brincar com ele, enquanto o meu marido preparava o jantar:

 

 

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Entrei numa competição: o Xavier na sua moto 4x4 e eu com um carrinho telecomandado!

Adivinhem quem ganhou? Pois... mesmo com batota não consegui!

  

Também decidi fazer o que vi numa foto de uma família que costumo acompanhar, nas blogosfera, (Da Cor das Cerejas) e que propunha uma atividade engraçada:

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Assim, no fim da corrida de competição, fui buscar o cesto das meias, cuequinhas, soutiens! Eu fiquei com as cuequinhas e soutiens. Ele ficou com as meias.

 

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Ele onseguiu identificar todos os pares de meias!

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Há pouco tempo, li um artigo, sobre "o seu filho deve aprender que não é o centro do mundo". Fez muito sentido para mim! Veio confirmar o que eu já pensava, mas também me chamou a atenção (puxou-me as orelhas) relativo a alguns aspetos. Por ex. "e quando estão juntos, os pais não conhecem essas crianças, não sabem lidar com elas. Estão estressados com os seus trabalhos, estão viciados nos seus telefones e não querem também se submeter a desaprovação social de uma criança que chora ou se comporta mal".

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Também li o artigo que vi no facebook, do Eduardo de Sá: os bons pais fazem uma asneira de 8 em 8 horas. E, no meio de muitas coisas, este psicólogo disse-me que " muitas vezes que os pais não têm tempo, são maus pais. A ideia deste título provocatório é dar-lhes um safanão e dizer-lhes ‘vejam bem o que são capazes! Percam de vez o medo de errar, porque os bons pais para serem bons pais precisam de fazer uma asneira de 8 em 8 horas’, enquanto não chegarem lá não devem perder a esperança." Também diz que " os pais têm de perceber é que não é possível crescer sem dor"! "(....) a função de um técnico de saúde mental é dar uns safanões aos pais e dizer ‘deixem-se de tolices, magoem um bocadinho se tiver de ser’. Se magoarmos as crianças dizendo ‘não’, são dores que nos empurram para a frente. Muitos pais querem tanto proteger os filhos das dores, que fazem pior. "

Há algum tempo atrás, uma amiga decidiu dividir comigo uma coisa... uma coisa muito importante!

Já há muito que não se confessava.

Depois de o fazer, comentou comigo o que o Sr. Padre lhe disse: "O que interessa é, em cada dia, fazer um bocadinho melhor"!

Ela receava a reação do Sr. Padre relativo a alguns aspetos da vida dela.

Ele simplesmente disse-lhe: "O que interessa é, em cada dia, fazer um bocadinho (pequenino) melhor"! 

Desde que nos esforçamos por fazer melhor, mesmo com todos os nosso erros e pecados, já estamos a caminhar... (no meu caso) ao encontro do meu filho, do meu marido, do NOSSO DEUS!

Esta confissão foi uma grande surpresa para ela! Se ela soubesse mais cedo que Deus era tão "amor", nunca teria deixado passar tanto tempo afastada dele!

 

 - Desculpa James, mas acabei mesmo por colocar as nossas meias e cuecas na internet!

 

 

Meus Deus, obrigada por esta pequena (grande) lição!

Se todos os dias eu  fizer o esforço de mais meio minuto,

de mais meio centímetro, de mais um bocadinho pequenino,

eu estarei mais perto da tua "graça"!