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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica à procura do colinho do SENHOR!

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Santuário de Fátima (férias de 2019)

Agosto 19, 2019

Um dia das minhas férias tinha que necessariamente ser dedicado ao Santuário de Fátima! Quase na reta final consegui!
 
A ultima vez que estive em Fátima (a uma hora e meia de distância) foi em 10 de Junho de 2019 - Peregrinação das Crianças da Catequese. Fui eu e o Xavier, o meu filho mais velho. Foi muito especial para nós os dois!
 
Mas eu queria muito voltar a Fátima! Com paciência fiquei à espera da oportunidade.
Já tive tantos momentos bons no Santuário que tenho sempre muitas muitas saudades: a minha Primeira Comunhão; as Peregrinações dos Acólitos; os encontros com a minha a Tia Marília e Tio Carlos de Lisboa; as visitas ao meu querido Primo Luís que esteve durante algum tempo numa comunidade; um Encontro do Movimento de Renovação Carismática para ouvir o Padre Lara; os Retiros das Famílias de Caná...
 
Chegou o dia.
Dividi-mo-nos: eu fiquei com o bebé (rumo a Fátima) e o James ficou com o nosso filho mais velho, noutro tipo de ocupações - "dividir para conquistar" como me disse o meu cunhado Andrew quando a Anna Carolina nasceu!
 
Foi primeira vez que ela (a minha bebé) foi a Fátima... Eu e ela, na comemoração da 4ª aparição de Nossa Senhora - dia 19 de Agosto.
 
No caminho (a conduzir) vim a ouvir um programa de audio (podcast - em inglês): duas famílias americanas que em conjunto falam de diversos temas da nossa Fé Cristã. Desta vez era sobre o ato de comungar na mão, na boca ou na boca ajoelhado.
Falaram sobre a tradição da Igreja Católica, Encíclicas, a posição de Roma, as grandes diferenças entre os presbíteros tendo em conta que há uma norma sobre o assunto e a nossa particular atitude quando nos preparamos para comungar.
 
Independentemente dos pormenores, concluíram que o que interessa é como nos preparamos para receber o Rei da Vida e da Morte e se temos a verdadeira consciência que ele está ali, naquele pedaço de hóstia partido.
 
A atitude tem que ser necessariamente de humildade e de grande reverência!
Foi super-interessante ouvi-los porque chamaram a minha atenção para detalhes que nunca tinha notado e pensado. 
 
Ao chegar a um dos parques de estacionamento do Santuário espreguicei (uma longa viagem com muito tráfico na auto-estrada) e inspirei o ar maravilhoso e único daquela zona. Depois segui de carrinho de bebé e bagagens para o Santuário. 
Com o horário dos ritos na mão, tentei tomar boas decisões tendo em conta as necessidades do bebé. 
Não deu tempo para ficar sentada, olhar, passear ou reflectir. 
 
A determinada altura em que fui visitar a Capelinha das Aparições, observei com mais atenção o caminho dos peregrinos que, de joelhos, se aproximavam da Capelinha. Imediatamente pensei na tal humildade (que ouvia de manhã na viagem)!
À medida que ia passando por eles de joelhos a rezarem o terço, mais coisas vinham à minha memória... Um post sobre a a experiência da Teresa Power no mesmo percurso; o significado de ser verdadeiro humilde; quando os meus olham batem numa imagem que me "abanou" profundamente e "emocionou" (coisa nada fácil): uma família...
 
A mãe de joelhos a avançar; a filha adolescente (de pé) ao lado com uma vela do seu tamanho; o Pai a seguir à filha com uma vela do seu tamanho; o filho adolescente a seguir ao pai, último da fila com uma vela do seu tamanho... e todos os 4 rezavam o terço!
 
Saltaram-me as lágrimas! 
 

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A história de Maria...

Maio 13, 2016

Num dia destes encontrei uma coisa super-hiper-especial!

Fiz todos os possíveis para adquirir o objeto para a minha família. 

Ora vejam...

 

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É uma espécie de terço sem as tradicionais 53 Aves Marias, 5 Pais Nossos, etc...

Cada conta representa uma palavra de uma história, e neste caso é a história de Maria.

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Substituí a história da bíblia do nosso momento de oração, por esta história. O Xavier fica encantado cada vez que se tira o terço do saquinho e se conta a história. Ele já decorou algumas partes.

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 Aqui ele está a mostrar-me onde começa a história:

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 Um dia o Anjo apareceu a Joaquim e Ana a anunciar-lhes o nascimento de uma filha, de seu nome Maria

Aos 14 anos foi dada em casamento a José, um carpinteiro de Nazaré.

O Anjo Gabriel disse-lhe que foi escolhida para ser Mãe do Filho de Deus.

Pobreza, trabalho, ternura e devoção fizeram parte da sua vida.

Durante os dias de traição, inveja e ódio, chorou e sofreu junto da cruz, com o seu filho crucificado.

Depois da Ascensão de Jesus, Maria ficou entre os Apóstolos em oração, aguardando o Espírito Santo.

Maria foi recebida no Céu de corpo e alma por Deus.

A sua mensagem forte e clara continua a entregar a todo o Mundo, como é exemplo Fátima.

 

Todas as palavras que estão sublinhadas a amarelo corresponde a uma conta. E todas elas com cores, feitios ou materiais diferentes, e de acordo com a palavra que representam. 

Na ultima fotografia o Xavier mostrava-me que o Anjo (medalha com um anjo) apareceu ao Joaquim (conta cor azul) e à Ana (conta cor de rosa choque).

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Aquelas contas lilás com a branca no meio representam os 11 Apóstolos em oração no cenáculo, com Maria no meio.

E aqui podemos observar a parte final da história:

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Hoje é o 13 de Maio. Muita gente, em pensamento ou fisicamente, está no Santuário de Fátima. 

Hoje é dia para rezar, e de falar muito sobre Maria.

O Santuário, para além do recinto, tem uma vertente comercial muito presente. Todos que lá chegam, querem trazer uma recordação. Eu trago sempre qualquer coisa.

A minha lição deste dia é que depois de rezar, deestar com Maria, deconfessar-me (ou pelo menos tentar), de adorar o Santíssimo e de conviver com os amigos, poderá aparecer um objeto suficientemente especial para mim.

Assim, se eu estiver muito atenta poderei escolher bem e encontrar objetos que de facto são interessantes, e que se tornam preciosidades pelo que representam e proporcionam.

Se não o encontrar, não faltem as ocasiões...

Ir a Fátima a pé...

Maio 12, 2016

Todos os anos vejo muitos peregrinos na estrada, e também tendas e carros de ajuda e de apoio, sejam dos peregrinos sejam dos locais.transferir (1) (1).jpg

É a grande peregrinação a pé até Fátima.

Eu nunca o fiz, e também acho que esta é uma atividade que não é para mim. Já tentei fazer a peregrinação a pé ao Beco: AQUI. Desisti. 

Muitas pessoas que conheço já o fizeram, e é costume ser tema de conversa pois muita coisa acontece por essas estradas fora. Mas também há quem comente que para fazer sacrifícios não é preciso ir a Fátima a pé, pois no seu dia a dia tem muitas oportunidades para o fazer. E confesso que eu achava isto também.

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Durante muitos anos, apesar de ser católica, ser devota a Nossa Senhora, e respeitar muito o esforço dos meus amigos que vão a Fátima (a pé ou em bicicleta), também pensava que se calhar não é necessário desgastes tão grandes e violentos no nosso corpo humano para se fazerem promessas e sacrifícios. A vida dá-nos tantas outras oportunidades para isso!

Há quem o faça por agradecimento de uma especial graça ou dádiva.

Também sei de pessoas que vão porque assim o decidiram, sem terem um especial propósito. Para se desafiarem ou provarem que também conseguem... Não sei. 

Eu sempre achei um pouco "demais"!

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Muita coisa mudou em mim, entretanto.

Num dia destes, enquanto conduzia, calhei em olhar para um destes grupos e veio uma avalanche de pensamentos novos e frescos que... me apanharam desprevenida. Não é que o grupo tivesse alguma coisa de especial, mas de repente percebi que estas peregrinações são oportunidades de:

- retiros espirituais individuais (o caminhar durante tanto tempo em silêncio necessariamente obriga-nos darmo-nos conta de que existe um eu dentro de nós);

- oração comunitária (um conceito pouco entendido nos dias de hoje);peregrinos.jpg

- franco convívio (o esforço é tal que não dá para se ter máscaras);

- remissão dos pecados da humanidade com dor física (tal como faziam os pastorinhos);

- ajudar os outros (todo o apoio que a população presta ao peregrino, como fala Olívia nest post: AQUI.) - dar pousada ao peregrino.

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Se a maioria da população não consegue ver todas estas oportunidades no nosso dia a dia, pelo menos uma vez por ano mobiliza-se e fá-lo, nesta tradição da ida a Fátima a pé.

Temos que acarinhar as tradições... Muitas já se perderam e fazem grande falta... 

E eu: algum dia irei a Fátima a pé? Confesso não ter a resistência espiritual e física. Mas uma coisa posso fazer: rezar, neste mês mariano, pelos peregrinos, que têm a minha profunda admiração.

 

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