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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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13
Set16

Vaticano: Teresa de Calcutá parte 1

Helena Le Blanc

Eu tive a graça de estar presente na praça de S. Pedro quando o Papa Francisco declarou que a beata Madre Teresa de Calcutá é SANTA.

Ainda não percebi realmente como tudo aconteceu.

Entendam: eu sei como tudo aconteceu mas de uma ideia quase impossível  passou a ser uma possibilidade que realmente se concretizou!

UAUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Foi uma experiência muito intensa, que teve de tudo um pouco: os primeiro e os últimos, o muito e o pouco, o alto e o baixo, o mais e o menos, etc...

O meu marido não gosta de multidões, nem sequer de viajar. Prefere a sua casa, o seu colchão. No entanto, porque me ama, aceitou acompanhar-me nesta oportunidade única: estar lá, na canonização de Santa Teresa de Calcutá.Sem Título.jpg

Adorei cada instante... mesmo de baixo de condições extremas! Foi especial: cada minuto ficou marcado (alguns a ferros) na minha memória. Mais do que as palavras (neste século em que vivemos) deixo-Vos as imagens:

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O grupo juntou-se para entrar na praça de S. Pedro.

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 Enquanto esperávamos por sua Santidade, ouvimos músicas deste coro:

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 Apesar de ainda estarem a "compor" o espaço, iniciou-se o "Acolhimento". 

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 O Dr. Manuel Lemos a acolher os peregrinos em português:

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 Se desguida vimos uma pequena apresentação de dança:

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 Ouvimos diversos testemunhos de vida, em italiano ou inglês. Esta foto é de uma família em que todos os elementos falaram sobre a sua experiência:

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 Este grupo, da Índia, apresentou uma bela canção, com expressão corporal, e que acolheu o Papa Francisco:

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Neste encontro, convocado pelo Papa, estiveram representados todos os grupos voluntários e operadores da Misericórdia.

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 O Papa Francisco, depois de ocupar o seu lugar, começou por ouvir uma introdução/apresentação, em que contextualizava o encontro e onde foram enumerados os países que estavam representados naquele encontro.

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Seguiu-se de mais um testemunho. Tive pena não ter conseguido perceber tudo relativo a este. Entendi que o Sr. num belo dia, depois de ter chegado a sua casa, aparece-lhe a polícia especial à sua porta com uma acusação de pertencer à Máfia. Foi preso. Não consegui entender muito mais porque foi em italiano e o Sr. estava muito emocionado a contar a sua história.

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Aqui ouvimos uma Missionária da Caridade a falar da sua experiência numa zona de guerra.

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E chegou o momento da catequese do Papa Francisco:

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 O texto da catequese: clica AQUI

 

Quando terminou o Santo Padre subiu no papamóvel e deu diversas voltas à praça. Não consegui nenhuma boa foto desta maior proximidade. 

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Depois observei ao afastar da praça, no fim da avenida, uma coisa interessante: uma "barraquinha" da Misericórdia que fornecia aos grupos uma cruz e um texto-guião. Como quando entramos foi por uma das laterais, não me apercebi desta atividade o acesso principal. Reparei que a fila era grande para esta barraquinha. A meio do caminho paravam: suponho que era para rezar...

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Uma bela maneira de entrar na praça de S. Pedro!

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Afasta-mo-nos para descansar, almoçar, sentar, relaxar...

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E refletir...

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 Cara Amiga/o, continuo no próximo post 

(tirei demasiadas fotos e não consigo escolher!)

 

 

18
Ago16

A terra num inferno

Helena Le Blanc

Na ultima semana a zona de Mealhada, Anadia e Oliveira do Bairro tem estado sob ataque.... terrorista? 

Se considerarmos o significado da palavra "terrorismo" -  o uso de violência, física ou psicológica, através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, pânico e, assim, obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território. É utilizado por uma grande gama de instituições como forma de alcançar seus objetivos, como organizações políticas, grupos separatistas e até por governos no poder - então, na minha opinião, acho que se aplica ao que têm vindo a acontecer nos últimos dias em Portugal.

Instalei a app "Fogos PT" para poder ir acompanhando, enquanto trabalho. Houve alturas que o fiz através do facebook, partilhando a informação. Mas há momentos que não o posso fazer, e por isso tenho a app para ir sabendo... e... bem, nem querem lá saber! Ativei as notificações para a zona de Aveiro e Coimbra e apareceram tantos avisos de fogos durante os últimos dias que eu pensei que a terra tinha-se transformado num inferno.

O mundo está louco?! Anda tudo louco?!

No facebook encontramos o mesmo desabafo em muitos comentários.

Depois de viver a angústia desta tragédia (à distância de 15 kms), cheguei à conclusão que estamos sob um ataque terrorista. Já se percebeu que tantos fogos não podem ser "naturais". Foram encontrados sinais de fogo posto e até já apanharam algumas pessoas. Mas não me lembro de nunca ter sido assim ou seja, repetirem esta "atividade" tantas vezes em curtos espaços de tempo em quase todo território português.

Eu não sou ninguém para analisar estas coisas, mas... fico a pensar. E como eu muitas outras pessoas: estes fogos são no interesse das empresas madeireiras, no interesse de empresas de consumíveis necessários ao combate dos fogos, empresas das vestes dos bombeiros, ou como li recentemente no interesse de empresas de aviões e jatos particulares, etc.

Também já ouvi quanto à responsabilidade do estado em que investe mais em meios de combate do que em estratégias de prevenção. Muito se fala e diz, mas o facto é que os fogos têm sido postos com uma regularidade extraordinária na época do ano mais "interessante".

Não será isto um ataque terrorista?

Outra coisa que tenho ouvido é a reação relativo à "mão-de-obra" desta atividade: os piromaníacos.

Qual deverá ser o seu castigo? 25 anos de prisão? Serem colocados no meio do fogo? 

Eu, depois de ter visto um fogo de perto (AQUI), não posso imaginar quem quer que seja (mesmo tendo cometido os piores crimes ) a ser queimado vivo.

Na minha pequena e humilde opinião, proponho por exemplo, para além da prisão e apoio terapêutico intenso, serem colocados junto dos bombeiros na 1ª fila de combate às chamas, com mangueiras nas mãos, a sentirem e a verem o inferno durante horas e horas até ficarem completamente exaustos. Claro que em termos práticos poderá ser uma ideia sem consistência, mas é uma ideia. Também sugiro o trabalho de prevenção: limpeza aos pinhais e terrenos em épocas mais frias (para não haver perigo de fugas ou início de fogo mesmo sob vigilância). Uma boa medida também seria, depois de cumprida a pena, terem um chip de localização para serem sinalizados quando necessário para as devidas entidades.

Opiniões, ideias é o que nós precisamos: conversar sobre as coisas que de facto têm importância, ouvir-mo-nos uns aos outros, votar com responsabilidade relativo a quem terá que tomar decisões por todos nós e penalizar quem de direito, sejam políticos, gestores, particulares, funcionários... Rezar, e muito. 

 

Que Deus nos proteja deste inferno na terra, porque ele contínua... 

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 Bairrada ferida de chamas, de João Paulo Teles

 

 

08
Ago16

O inferno na terra

Helena Le Blanc

Nem todas as surpresas são boas!

A minha família passou este fim de semana numa povoação junto do Rio Douro. Notamos sinais de fogo na região. Infelizmente, não é novidade existirem fogos em Portugal, especialmente no verão.

Ao regressarmos, repentinamente o transito parou na auto-estrada A1, na direção de Porto-Aveiro. O meu marido disse-me que provavelmente seria por causa dos fogos. Estávamos numa zona antes de Albergaria.

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Pela primeira vez, vi a auto-estrada com carros parados nas três vias.

Todos começaram, pouco a pouco, a sair dos carros. Haviam autocarros e carros com adeptos de futebol do Club Braga do Sporting. Percebemos que a fila já se estendia, pelo menos, por 2 Kms. 

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A determinada altura, e observando a passagem de carros de polícia e 2 furgões da Unidade de Intervenção, consideramos que poderia ser um grande acidente, ou conflitos futebolísticos.

Vi todos o tipo de pessoas, todos o tipo de carros, todos o tipo de atividades durante esta espera...IMG_5918.JPG

Estávamos todos presos estar na auto-estrada, sem poder sair, durante 2h30 minutos.

Falamos de muitas coisas, tivemos muitos pensamentos. Eu aproveitei o tempo para ver uns vídeos do Padre Paulo Ricardo, para ler o ensinamento das Famílias de Caná, para ler a Mensagem do Papa no Angelus, e para pensar... em especial no ultimo parágrafo do evangelho deste domingo.

Um grupo de pessoas apareceram junto à vedação, com garrafões de água para o pessoal. Que bela lembrança. Fiquei muito agradecida.

-"Deram água a quem tinha sede" - umas das obras de Misericórdia. 

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Finalmente, começamos a andar. Aparece-nos uma placa de aviso: Perigo: Fogo 12 Kms de transito lento.

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Estava a anoitecer. 

Eu, atrás no carro, comecei a notar muito fumo à nossa frente. 

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E... sentimos o cheiro... 

Pouco a pouco a paisagem ia mudando rapidamente: muito fumo, manchas em laranja...

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Como já tinha escurecido, percebia-se melhor as cores... alaranjadas, até que se tornaram vivas: o fogo.

O carro ficou silencioso. 

 

 

Fiquei impressionada, chocada, assustada. Pensei no inferno: as chamas do inferno. Nunca tinha estado tão próxima de um fogo desta dimensão. Foi horrível! Veio-me à mente a descrição de Jacinta, das aparições de Fátima, sobre o inferno. Entendi um pouco melhor a aflição de Jacinta.

Perguntei-me: não há nada que possamos fazer para tirar as almas do fogo do inferno, desse sofrimento eterno? Que destino horrível...

 

"Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediável das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a ideia de um castigo sem fim. Às vezes, sentada numa pedra, punha-se a pensar, e dali a pouco perguntava a Lúcia:

- Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o Inferno! E nunca mais vão sair de lá?

- Não!

- E mesmo depois de muitos, muitos anos?

- Não! O Inferno não acaba nunca!

- Mas, olha: então, depois de muitos e muitos anos, o Inferno ainda não acaba? E aquela gente que está ardendo lá não morre? E não vira cinza?! E, se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor os livra de lá?! E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Temos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles!

Depois, lembrando-se das misericordiosas palavras de Maria, acrescentava:

- Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu!

Outras vezes, meditando nos sofrimentos reservados aos pecadores que morrem sem arrependimento, Jacinta

estremecia de pena, ajoelhava-se e, de mãos postas, recitava a oração que Nossa Senhora lhes tinha ensinado:

- Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.embers-142515_1280 (1).jpg

E permanecia assim, muito tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. De vez em quando, chamava pela prima ou pelo irmão, como que acordando de um sonho:

- Francisco! Francisco! Vocês estão rezando comigo? É preciso rezar muito para livrar as almas do Inferno! Para lá vão tantas, tantas!

Por esse motivo, também a impressionava muito o que Nossa Senhora anunciara a respeito da Segunda Guerra Mundial. Jacinta parecia compreender com muita clareza todas as desgraças que essa guerra traria para a humanidade e, sobretudo, para as almas dos pecadores. Quando Lúcia, vendo-a pensativa, procurava saber com que se preocupava, por vezes respondia:

- Nessa guerra que virá, muitas pessoas vão morrer e irão para o Inferno! Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem viria a guerra, nem iriam para o Inferno!

Em outras ocasiões perguntava-se:

- Por que Nossa Senhora não mostra o Inferno aos pecadores?! Se eles o vissem, não mais pecariam, para não irem para lá!

Essa preocupação com as almas dos pobres pecadores tornava-se ainda mais viva quando a cristalina virtude de Jacinta chocava-se com alguma má ação ou dito ofensivo a Nosso Senhor. Então encobria a face com as mãos, e dizia:

- Ó meu Deus! Esta gente não sabe que, por dizer estas coisas, pode ir para o Inferno?! Perdoai-lhes, meu Jesus, e convertei-os. Com certeza não sabem que com isso ofendem a Deus! Que pena, meu Jesus! Eu rezo por eles. - E logo repetia: - Ó meu Jesus, perdoai-nos... etc."4007048302_a7947f8132.jpg

(Livro Jacinta e Francisco  Prediletos de Maria - Monsenhor João Clá)

Ler mais: AQUI

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