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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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07
Dez16

Quem é o Pai Natal?

Helena Le Blanc

O Natal sem a árvore de natal e o pai natal, não é natal!

Depois de já ter falado da árvore de natal, chegou a vez do pai natal!

 

O Pai Natal é tão importante no Natal tal como a árvore de natal.

Porquê?

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Porque a origem da figura do Pai Natal está numa pessoa que viveu de carne e osso, e que por causa dos seus feitos foi canonizado pela Igreja Católica: São Nicolau.

 

O Pai Natal é São Nicolau.

 

São Nicolau, Bispo da Igreja, era uma pessoa de extrema generosidade. Diz-se que havia três meninas pobres que não podiam casar porque não tinham dote, e São Nicolau veio e secretamente deixou três bolsas de ouro para eles à noite. Assim, a tradição de colocar os sapatos na lareira para receberem presentes nasceu de um generoso estranho que deixava presentes para aqueles que mais necessitavam.

 

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A Igreja festeja-o no dia 6 de Dezembro.

No continente americano os católicos têm o habito de festejar este santo, colocando nos sapatinhos das crianças presentes. 

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Este ano a minha família decidiu fazer o mesmo.

Não fizemos ontem, dia 6 de Dazembro, mas iremos fazer num dos próximos sábados.

Como temos compromissos familiares para o dia de Natal (onde teremos pouca flexibilidade para festejar como gostaríamos), decidimos festejar o dia de São Nicolau. Mas como o dia 6 de Dezembro é uma terça-feira decidimos transferir o dia para um dos sábados de Dezembro. 

 

Qual é o plano?

Na sexta-feira à noite irei contar a história de São Nicolau.

Encontrei uns "bonecos" em papel, que colados em cartão, irão servir para ilustrar a nossa história sobre o São Nicolau (AQUI - site Catholic Icing).

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Cada um de nós irá escrever uma carta a São Nicolau.

Os adultos escreverão sobre os seus propósitos para este advento: como está a preparar a chegada do filho do nosso Deus (sacrifícios, boas ações, novos comportamentos, priorização do que é mais importante, etc...). O Xavier irá escrever a sua carta pedindo prendas (com colagens obviamente).

Na américa isto chama-se "Christkindl Brief".  

Colocaremos essas cartas nos nossos sapatinhos com uma cenoura. A carta é para o São Nicolau e a cenoura para o seu cavalo. 

Na manha seguinte as cartas e as cenouras terão desaparecido, e no seu lugar encontraremos pequenos presentes.

Estes foram escolhidos com muito cuidado. Para o Xavier alguns livros e jogos de mesa. Para os adultos uma prenda no valor máximo de 20 euros. Decidimos fazer de uma forma simples, simbólica e alegre.

 

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Existem diversas igrejas/basílicas dedicadas a este santo:

... por exemplo em Amestardão;

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 ... em S. Miguel, Açores.

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Aqui fica uma versão da lenda de São Nicolau:

 

Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.

Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.

Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.

Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.

S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.

S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)

A imagem que temos, hoje em dia, do Pai Natal é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Pai Natal passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.

Actualmente, há quem (...) veja o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta (...), representando a generosidade para com o outro."

 

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Retirado deste site: AQUI.

12
Jan16

As prendas deste Natal!

Helena Le Blanc

Eu preparei uma lista de prendas de Natal.

Identifiquei as pessoas, o valor da prenda e fui anotando possibilidades (que encaixavam no valor pré-definido). 

Depois, reservei dois ou três momentos no meu calendário, para, com a lista, ir às compras. 

É com muito carinho que costumo a fazer. Mas porque os locais comerciais estão cheios de pessoas, tento minimizar o tempo. É um verdadeiro esforço andar nos centros comerciais nas vésperas de Natal!

Algumas das prendas já tinham sido previamente combinadas na família, ou seja, a guitarra e o Ukalela para mim e para o James respetivamente, e o Faísca para o Xavier.

No ano passado ele recebeu diversos objetos ligados ao Mickey Mousse. Era o seu boneco de eleição.

Ultimamente, ele tinha passado a falar no Faísca (macqueen). Queria (muito) um Faísca.

Fomos comprar o dito "Faísca",  mas quando chegamos à loja percebemos que não seria tarefa fácil dada a quantidade de  "Faíscas" nas prateleiras! Decidimos oferecer-lhe um faísca de 8 cms.

IMG_0810.jpg

Eu fiquei na dúvida: um Faísca de 8 cms?

Por decisão do meu marido (a qual respeitei e aceitei),adquirimos o faísca de 8 cms, alguns amigos do Faísca, o camião (onde poderia guardar o Faísca) e uma pequena pista redonda. O somatório destas coisas ultrapassou ligeiramente o orçamento que tinhamos para ele.

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Mas, um Faísca de 8 cms?

Eu temi que ele rejeitasse o (seu novo) Faísca por ser pequeno. 

No dia de Natal, ele ficou muito feliz com as suas prendas.

Respirei de alívio.

Passados alguns dias fomos a uma festa. O Xavier levou o seu Faísca tal como um amigo dele. O Faísca do amigo era maior do que o seu (de pelo menos 30cms). O Xavier ficou muito entusiasmado com o Faísca "muito grande" do amigo! Ambas crianças passaram a maior parte do tempo a brincar com os dois faíscas e com a pista redonda do Xavier.

Quando viemos embora, o Xavier trouxe o seu faísca pequeno. Eu, sinceramente, estava a contar com uma grande birra.

Não aconteceu.

Hum!!!

Os dias foram passando e percebi que, ao contrário do que eu tinha previsto, o seu entusiasmo pelo Faísca pequeno não diminuiu. Não nos pediu um Faísca grande.

 

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Neste ultimo domingo, depois da missa fomos para casa dos meus pais, como é habitual.

A determinada altura apanhei uma conversa entre os meus pais.Trocavam impressões sobre como o Xavier gosta tanto do seu Faísca, um carro pequenino, apesar de ter em casa dos avós carros de colecção (maiores) disponíveis para brincar.

Ouvi o meu pai dizer à minha mãe que afinal não interessava o ser grande ou dar prendas grandes ou de maior valor. O que é verdadeiramente importante é perceber (realmente) o que é que ele gosta e ponto final.

Nós (pais) tomamos uma decisão, que nos pIMG_0439.JPGareceu ser a melhor, tendo em conta o Xavier, a carteira e a educação que lhe queremos dar. E, confesso, esta decisão foi essencialmente do meu marido que discerniu, melhor do que eu, o que seria melhor para o Xavier!

O Xavier deu-me uma grande lição (uma bela Surpresa de Deus!)

Eu fiquei convencida que, depois de ver Faíscas maiores, iria recusar o seu. Ele é uma criança e, para mim, seria perfeitamente natural isso acontecer. Mas não aconteceu. Ele continuou (e continua muito) apegado ao seu pequeno (maravilhoso) Faísca!

26
Dez15

O Pai Natal!

Helena Le Blanc

Como devem ter percebido, não tive oportunidade para escrever nestas ultimas semanas, para grande pena minha! Mas preparamos e vivenciamos o Natal, tal como tínhamos previsto. Nos próximos tempos, conto em Vos relatar todas as nossas aventuras com as peripécias e surpresas de Deus!

Desde que o nosso bebe nasceu, e à luz do que é mais costume fazer no Canada, começamos a tirar a Foto de Natal da nossa Família. Além de a colocarmos no nosso álbum e no nosso canto de oração, enviamos-a à nossa família e aos nossos amigos, através do tradicional postal de natal que segue por correio.

Esta foi a primeira foto:

A Escolhida para Postal de Natal.JPG

 Esta foi a segunda:

 

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Esta foi a terceira (com duas versões):

 

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Este ano pensei num cenário exterior, com o jipe do James. Tiramos muitas fotos, com a ajuda de dois jovens. Foi uma sessão fotográfica muito divertida! 

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Depois de analisar as fotos, fiquei... na duvida. Montei um plano para as trabalhar mas não me entusiasmou! Deixei o projeto de lado. Outra coisa que contribuí-o para a minha falta de entusiasmo é que, durante a sessão, o James reparou que o nosso (grande e gordo) gato estava ferido. Em todas as fotos ele ficou sempre a lamber-se. Descobrimos, no fim do dia, porquê!

Os dias passaram-se, até que o calendário obrigou-me necessariamente a pegar nisto.

Olhei para as fotos! Nada! 

Depois reparei noutra foto que estava em cima da minha secretaria, e que tínhamos tirado à pouco tempo: a foto com o Pai Natal.

Num destes sábados fomos com o Xavier visitar a aldeia de natal de Santa Maria da Feira. Conhecemos o duende Perlim e o Pai Natal, que nos recebeu no Castelo. 

Digitalizei a foto.

Sem eu conseguir explicar, pouco a pouco foi surgindo o nosso Postal de Natal. Não estava planeado nem imaginado na minha cabeça. Como dizia a uma amiga, que me interpolou relativo ao Postal, foi obra do Espírito Santo! 

Não sei se acontece frequentemente com as minhas colegas bloggers, mas na maior parte das vezes, o que escrevo é tão "e muito mais" do que inicialmente tinha preparado. Sinto-me tão enriquecida, pois sou muito mais leitora do que autora!

Descobri muitas coisas sobre o Pai Natal!

O nosso postal de natal ficou mais ou menos assim: 

postal 1.png

postal 2.png

IMG_0454-001.JPG

 

Nós podemos ter um Pai Natal sim! Ser católico não significa ignorar ou ser-se completamente indiferente aos costumes mais pagãos! Tudo deve ser na sua justa medida, sem esquecer o que é mais importante:

- Filho, o pai natal é um ajudante. Ele só faz o que lhe mandam.

Quem manda? Quem decide? Quem é?

"Alguém superior a nós, de lá de cima." - diz o povo.

Afinal, quem és?

"Eu sou Aquele que sou!" (Ex. 3, 14)

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