Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

28
Nov17

O Juízo Final (parte 1)

Helena Le Blanc

Neste passado domingo ouvimos o seguinte trecho do Evangelho de S. Mateus:

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. 

book-1209805_1920 (2).jpg

 Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. 

E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. 

Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. 

Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’. E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 

(Mateus 25, 31-46)

No post "O que acontece a seguir à morte" (Aqui) falava sobre o Juízo Final. E nem a propósito ouvimos esta passagem na Missa Dominical do Cristo-Rei. 

Para os que têm dúvidas, Jesus esclarece o que vai ser depois da morte, e que será conforme as nossas ações. Não deixa dúvidas.

Isto quer dizer que Deus é um ser punitivo? NÃO, não é; de tal forma que basta eu não negar Deus que pelo menos o purgatório estará à minha espera, já garantido, e com a possibilidade de entrar mais tarde no céu!

Eu poderei andar a navegar nesta vida, a não querer saber de mim, dos outros, de Deus, mas se na hora da minha morte eu for humilde em me arrepender perante a verdade que me será apresentada (com verdade quero dizer a vida do outro lado da morte) eu tenho o céu garantido com uma passagem (grande ou pequena) no purgatório.

 

Agora pergunto eu: se eu negar Deus, mesmo diante da verdade, sendo o orgulhos mais poderoso, que poderá Deus fazer por mim? Se eu lhe "cuspo" na cara que mais poderá Ele fazer? Ele não pode obrigar-me, lembram-se? Esse foi o unico e grande poder que Deus nos deu e contra isso nada pode fazer. Deus não pode retirar uma coisa que nos ofereceu.

Portanto perante tal cenário obviamente que eu irei para o Inferno. E isso faz de Deus um ser punitivo?

 

Na verdade...

Depois da morte há vida sim! Muita vida... 

 

cross-2713356_1920.jpg

17
Nov17

O que acontece a seguir à MORTE?

Helena Le Blanc

O homem, feito de espírito e matéria, não foi destinado por Deus a morrer, mas o facto é que morre!

E o que é que acontece a seguir?

Morre-se e... pronto, acabou tudo. Finito

Muitas pessoas (mas mesmo muitas) acreditam nisto. 

 

Eu percebo que, tendo em conta a evolução dos tempos, seja difícil acreditar em algo mais do que o visível. Eu penso muitas vezes que "o mundo está loco"! É verdade. O mundo nunca foi tão difícil como agora (suponho eu!)

Agora vejam o seguinte: o homem sente, dentro de si, no seu mais íntimo uma insatisfação. Todos sentem. Mas que faz o homem moderno? Nega (ficando numa permanente negação) ou procura "algo", uma resposta. Não tendo os devidos cuidados o homem acaba por cair nas novas teorias, filosofias, "religiões", modos de estar na vida, meditações com yoga e outras coisas à mistura, etc...

E isto eu não percebo. Sempre tivemos a resposta à frente dos nossos olhos, alojada no nosso coração, à mão de semear, e mesmo assim insistimos em não aceitar e não acreditar que DEUS é DEUS, e que JESUS, seu filho primogénito muito amado, reencarnou no século I d.c. para nos ensinar (porque nós teimamos em continuar burrinhos!)

Não acham fabuloso as meditações e ensinamentos ancestrais orientais?!

E então e a nossa Bíblia? E as tradições orais da mensagem e ensinamentos de Deus, e mais tarde de Jesus?

Em termos de credibilidade história não estarão ambas no mesmo pé? A grande diferença (e única) é que uma é VERDADEIRA, e a outra é somente uma variante.

 

Retomando, pensam que essa ânsia, essa insatisfação, é nova? NÃO. Todo o ser humano nasce com ela. Temos diversos exemplos da história em que grandes cientistas, escritores, filósofos, etc... falaram disso e como acabaram por descobrir a resposta: DEUS. 

O mundo de hoje, à velocidade das novas tecnologias, não nos deixa pensar muito e por isso é mais fácil ignorar e negar. Mas garanto que essa ânsia está lá, e que virá ao de cima nos momentos menos oportunos, aqueles em que somos ultrapassados pelos acontecimentos e que nos obrigam a PARAR.

 

IMG_7871.JPG

 

Posto isto, regresso à pergunta inicial: "E o que é que acontece a seguir?"

A morte separa a alma imortal do corpo mortal. O corpo é sepultado ou cremado, e esta parte nós já sabemos muito bem.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, organizado pelo Santo Papa João Paulo II onde reuniu as verdades da nossa Fé, a alma imortal terá dois grandes momentos: 

 

- um encontro com Jesus Cristo, em particular (chamado Juízo Particular), em que a alma imortal irá receber a sua retribuição eterna.

 

Jesus Cristo é o Juiz dos Vivos e dos Mortos. Deus assim o decidiu glorificando o nome do Seu adorado filho. Jesus Cristo submeteu-se à sua vontade apesar do seu temor junto da morte. Ele venceu o ultimo inimigo do homem. De facto, a morte é a única coisa nesta vida que o homem (continua) não poder nada.

A retribuição eterna será determinada em função das obras e da Fé (da vida terrestre).

 

- um encontro com Jesus Cristo, em conjunto com todos os homens (chamado Juízo Final), vivos e mortos, de todas as nações, em que definitivamente será desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. Revelará até às ultimas consequências o que cada um tiver feito de bem ou ter deixado de fazer. 

Noutro dia escreverei sobre o Juízo final e o depois disso (porque o nosso futuro não acaba aqui).

 

Portanto quais são as possíveis retribuições eternas?

- o céu - Quem recebe o céu será para sempre um ser semelhante a Deus, e como tal com capacidade para ver Deus tal como Ele é, face a face. Terá uma vida perfeita com Deus, Jesus Cristo, o Espírito Santo, Maria, os Anjos, ou seja, uma vida de amor com todos os que estão no céu. Finalmente desfaz-se a tal "insatisfação" que se sente no íntimo porque se alcança a felicidade suprema e definitiva.

E o que se faz lá? Cumpre-se com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira (reparem que os animais estão incluídos). Interessante, não achas?

- o purgatório - Quem recebe o purgatório (ou purificação) são todos aqueles que precisam de mais algum tempo, pois não estão preparados para verem Deus face a face. Têm entrada garantida no céu mas precisam de se purificar a fim de obterem a santidade necessária para entrar na comunidade do amor junto de Deus.

E o que é que se faz lá? Não sei. O catecismo não diz. Suponho que a tal "insatisfação" está constantemente presente e será tão difícil como o que sente uma criança diabética à frente de um chupa-chupa.

- o inferno - Este é o pior dos cenários. Só entra neste cenário aquele ou aquela que decidiu não amar Deus, mesmo na hora da morte, da separação. Aquele que, em plena posse da sua liberdade e consciência, afirmar claramente que não quer ter nada a ver com Deus vai para o inferno.

Não amar Deus está incluído também os outros filhos D´Ele (nossos irmãos) e nós mesmos. Deus é misericordioso e perdoa sempre mas teimarmos nessa posição Deus não pode fazer nada. Deus não nos pode obrigar a amá-lo porque nos deu o livro arbítrio. Assim, também não poderá evitar a nossa ida para o inferno para todo o sempre.

E o que é que se faz lá? Sente-se permanentemente a separação de Deus. A tal "insatisfação" alojada no íntimo do homem intensifica-se e como dor de queimadura permanece eternamente.

Comparo esta possível sensação ao estar no meio do deserto e sentir-se a dor da sede (já com os lábios e língua inchados) ou de um bébé latente que esfomeado sente a dor da ausência do peito. Sentir este tipo de dor eternamente é loucura na certa. 

 

Portanto, eu só receberei o inferno se, mesmo em pecado mortal na hora da morte, ou com uma vida "muito negra" decidir afirmar que não amo Deus, não quero amar Deus, nem mais ninguém. Evidentemente isto acontece sem jogos e enganos, em transparência e sinceridade plena. Se eu tiver consciência disto e andar a brincar em toda a minha vida sabendo que na hora da morte me basta dizer (e sentir) que amo Deus e tudo me será perdoado, então no mínimo deverei esperar uma profunda tristeza de Deus por mim (e um pugatório muito muito longo)!

Mas se na hora da separação eu pedir perdão a Deus por todos os pecados (mortais ou veniais) de forma muito sincera e real, Deus perdoar-me-á. Assim posso contar em receber, pelo menos, o purgatório porque apesar de eu ser perdoada terei que redimir-me por todo mal que fiz aos outros (filhos D´Ele) e a toda a criação.

Esta é a verdade do que acontece a seguir à Morte: e será como cada um decidir!

 

IMG_7843.JPG

05
Nov17

A MORTE, a coisa mais certa que temos!

Helena Le Blanc

"Tenho pensado muito sobre a minha própria morte e no que acontecerá a seguir. 

E tu, já pensaste na tua morte e do que encontrarás depois dela?"

cemetery-2773827_1280.jpg

Assim terminei o post sobre a Morte. Mas antes de avançar, outra pergunta impõe-se: porque é que temos que morrer?

A MORTE é a coisa mais certa que temos. É verdade, sim, mas porque é que tem que ser assim?

O ser humano não precisava da morte, pois não?

Fará sentido que a humanidade, a criação favorita de Deus, tenha que sofrer a morte física?

Para mim não faz sentido, nem tem lógica nenhuma. E na verdade não era para ser assim, segundo o Catecismo da Igreja Católica.

A morte é o momento em que a alma é separada do corpo. Com ela, passamos a ter um tempo limitado para viver a vida neste mundo de substância. Todo o ser vivo só morre uma vez, mas por outro lado a alma é imortal.

Deus não criou o homem para sofrer e morrer (e na morte sofre-se dor física). Os seus filhos prediletos não teriam que sofrer ou conhecer essa separação. Na sua bondade e generosidade, Deus criou o homem com dignidade de pessoa. Ou seja, um indivíduo com toda a capacidade e decisão; uma criatura inteligente e completamente livre cuja paternidade é divina.  O sentido da sua vida seria amar compartilhando a vida com Deus e teria que caminhar até à sua perfeição última. 

 

Eu compreendo que se fossemos logo à nascença seres perfeitos, qual seria a piada da vida? Um mundo sem cor, sem excitação, sem sentimentos... uma vida sem experiências!

Também percebo que o amor puro e livre é muito mais valioso do que um amor obrigado. Deus, tal como qualquer pai, quer um amor genuíno em que NÓS o escolhemos, e não Ele que tenha escolhido por nós.

Agora toda esta liberdade e capacidade em conjunto com a imperfeição deu asneira. Claro que deu asneira! 

Se eu der a capacidade, a liberdade e os meios ao meu filho de 5 anos para poder sair de casa e fazer o que ele bem entender, o que é que poderá acontecer? Tudo. 

 

 

Imaginem que nós somos um telemóvel de ultima geração: somos bonitos, elegantes, com capacidades maravilhosas, onde poderemos chegar aos confins do mundo através de voz, escrita, foto e presença em tempo real!

iphone-4-1249732__480 (1).jpg

Acontece que nos primeiro minutos o telemóvel achou que poderia ser autónomo e independente. E assim o era, mas ele queira mais, ou seja, não estar dependente de uma torre de comunicações, de um operador. Assim, tentou desligar-se do seu serviço/fonte de comunicações e.... caíu... caíu porque não poderia funcionar sem uma telecomunicadora.

O telemóvel levantou-se e conectou-se à sua rede. Estava novamente a funcionar. O que o telemóvel não percebeu em imediato é que houveram consequências dessa queda. Não eram visíveis, pois ele continuava bonito e em funcionamento mas começaram-se a notar com o tempo.

De vez em quando o telemóvel não apanhava bem a rede móvel, a internet... de 4 ou 5 barras passou a ter 2 ou 1 barras. Que mudança! Uma grande diferença entre ter máximo de rede em contínuo e não ter de todo.

A fonte das telecomunicações está constantemente a tentar estabelecer contacto com ele, mas o telemóvel nem sempre consegue apanhar o sinal. Depois de algum tempo a ter falhas no sinal não faz as atualizações. Torna-se lento e obsuleto deixando de funcionar. E assim a MORTE tornou-se uma realidade para o telemóvel (e para nós!)

grief-2584778_1280.jpg

O criador quando idealizou e concebeu queria o melhor para o seu telemóvel, todo o seu sucesso, porque o sucesso do telemóvel seria sempre e obviamente o seu sucesso. Queria que ele se desenvolve-se, cresce-se, ajudasse os seus outros colegas e de forma genuína e livre viesse ter consigo dizendo-se agradecido por ele o ter criado e amando-o sobre todas as coisas. 

A queda originou uma grane falha cujas consequências são várias, entre as quais a morte. E esta falha passou a ser a falha de todos os outros telemóveis que vieram a seguir. 

cemetery-2729855_1280.jpg

A MORTE não fazia parte do plano. Ela entrou nas nossas vidas por causa do pecado, o abuso da liberdade que Deus concedeu para ama-lo e amarmo-nos mutuamente. 

Agora só nos resta lidar com ela da melhor maneira (o último inimigo do homem a ser vencido).

Como?

Abrindo o nosso coração e a nossa mente para a verdade da nossa existência.

cemetery-2876178_1280.jpg

Sigam-me

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Mais sobre mim

foto do autor