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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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11
Fev16

Dia Mundial do Doente

Helena Le Blanc

Hoje é o Dia Mundial do Doente e de Nossa Senhora de Lourdes.

Inicialmente pensei em pesquisar sobre as aparições da Imaculada Conceição à Santa Bernadette, mas não foi possível. Assim, estava a preparar-me para deixar passar a ocasião quando leio o post da Teresa Power do blog Uma Família Católica: Um pequeno passo.... Decido fazer um comentário ao post sobre uma coisa que saltitou na minha cabeça enquanto lia o testemunho. E o engraçado é que... apercebi-me que até tinha uma surpresa que gostaria de falar no Dia Mundial do Doente!

 

A Teresa Power gentilmente emprestou-me um livro sobre a vida da Madre Teresa de Calcutá, quando o grupo de catequistas teve que preparar uma atividade.

Uma das coisas que descobri foi a Madre Teresa de Calcutá ter um "outro eu"!

Sim, a Madre Teresa tinha um segundo eu... 

 

Como assim?

Em 1949, a Madre Teresa encontra-se com Jaquelina Decker.

Esta senhora belga tinha deixado o seu país, para dedicar-se aos pobres de Madras, na Índia. Depois de algum tempo, Jaquelina Decker começou a sentir dores fortes na coluna vertebral paralisando-a. Ela foi submetida a tratamentos intensivos mas sem qualquer alteração à sua condição de imobilidade. A sua vida ficou em risco. Jaquelina  sentia-se impotente, desanimada e condenada. 

Nesta altura, a Madre Teresa estava a frequentar um curso de enfermagem antes de iniciar o trabalho junto dos doentes, tendo deixado há pouco tempo as Irmãs de Nossa Senhora de Loreto.

Uma, infeliz, despedia-se  da sua atividade missionária.

A outra, feliz, preparava-se para a mesma atividade.

No dia que se conheceram, a Madre Teresa fez uma proposta à Jaquelina: a oferta do seu sofrimento pela obra que ela iria começar.

A Jaquelina aceitou. Assim a Madre Teresa passou a ter um outro eu - uma irmã gémea - que quase paralítica, oferecia toda a sua dor e sofrimento em prol do trabalho junto dos pobres. Uniam os seus esforços espiritualmente. 

Uma em Calcutá, outra na Bélgica.

Uma oferecia o sofrimento e orações, com o seu corpo na Bélgica e a alma na Índia.

A outra realizava a obra, os projetos, o trabalho.

Ambas Missionárias da Caridade, tornaram-se uma só.

E assim começou o grupo dos Voluntários Doentes e Sofredores.

Madre Teresa, em 13 de Janeiro de 1953, escreveu assim para Jaquelina:

"Tu, e os outros que se uniram a ti, participareis nas nossas orações, trabalhos e projetos. Com os vossos sofrimentos participareis em tudo o que pudermos fazer. (...) Tem maior mérito o que tu podes fazer no teu leito de dor que eu com os meus apressados passos no meio das pessoas. Mas tu e eu juntas podemos tudo n´Aquele que é a nossa força".

Pessoas doentes e pessoas com as mais diversas limitações, começaram a adotar uma Irmã ou um Irmão Missionário da Caridade, oferecendo os seus sofrimentos e orações. Os dois tornam-se um só e chamam-se mutuamente o seu "segundo eu".

Madre Teresa falava frequentemente do seu "segundo eu". Numa ocasião, disse o seguinte:

"O meu segundo eu, na ultima vez que estive na Bélgica disse-me: «Estou certa que vai ter muito trabalho com tudo o que tem pela frente para realizar e para dizer. Afirmo isto por causa da dor que tenho na coluna e da operação dolorosa a que, em breve, me terei de sujeitar.» Esta é a 17ª operação. Sempre que tenho que fazer alguma coisa especial é ela quem me dá força e coragem para fazer a vontade de Deus. É por isso que eu estou a fazer o que faço. O meu «segundo eu» faz a parte mais difícil do meu trabalho."

 

Esta "dinâmica" ou ideia deixou-me a pensar durante algum tempo....

 

"Eu (saudável) e tu (doente) unidas espiritualmente,

como irmãs gémeas,

para cumprirmos uma mesma missão de amor"

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Fiquei (completamente) surpresa!

02
Fev16

Poderei eu, algum dia, vir a ser FREIRA?

Helena Le Blanc

Hoje é o Dia dos Consagrados.

Primeira pergunta: QUEM SÃO OS CONSAGRADOS?

- "Ordo virginum, institutos seculares, institutos de vida ativa, institutos de vida contemplativa, ordens, monges, eremitas, e novas formas de consagração."

Ok. A resposta é, em algumas partes, "chinês" para mim.

Pesquiso.

 

P1140277.JPG

ORDO VIRGINUM - "Virgens Consagrados". 

O grupo que seguia Jesus era constituído por homens (12 apóstolos) e mulheres (Maria chamada Madalena, Joana mulher de Cuza, Susana e outras) "que ajudavam Jesus  e os discípulos com os bens que possuíam." (Lucas 8, 1-3). Portanto, alguns casados. Mas na comunidade dos primeiros cristãos, cresceu um desejo e um sonho: "um só coração, uma só alma e tudo em comum". Partilhavam todos os bens. Pouco a pouco, surgiram jovens mulheres que negavam-se "às bodas" que seus pais escolhiam. Diziam que tinham outro esposo: Deus. As "bodas místicas" passaram a ser "ordo virginium", em que ficavam "seladas com o Espírito Santo".

 

Monges Eremitas.

Alguns séculos mais tarde um jovem rico, sentindo-se "tocado" por Deus, toma uma decisão. Vende tudo o que possui, distribui pelos pobres o dinheiro, e vai viver para o deserto. O Espírito Santo condu-lo até há vida evangélica contemplativa. Tornou-se o padre Santo António Abade, ou também conhecido por Santo Antão do deserto, o Eremita, o Pai de todos os monges. 

Tal como Jesus, também foi tentado por Satanás, durante mais de quarenta dias. Antão resistiu às tentações. Ganhou fama, por ser "bom pastor" e começou a ser visitado no deserto por inúmeros peregrinos. Foi considerado santo ainda em vida, capaz de realizar milagres.

Esta foi uma das primeiras formas de ser Monge... "ser Eremita".

 

Nascimento da COMUNIDADE e das Ordens religiosas.

Um jovem militar, de nome Pacomio, sentiu o chamamento de Deus. Vendo o exemplo de Santo Antão e inspirado pelo Espírito Santo, teve um sonho: fundar uma comunidade ( a grande "koinonía") que vivesse os "Atos dos Apóstolos". 

Os monges ou frades podem ser leigos ou clérigos consagrados. Vivem em comunidades fechadas, vestem um hábito e geralmente seguem uma rígida rotina religiosa, a "regra".

A consagração a Deus significa a profissão mais radical dos votos de pobreza, castidade e obediência.

- Leigos consagrados - Não recebem o sacramento da "Ordem" mas têm a missão de testemunhar e difundir o Evangelho. Agrupam-se em institutos seculares ou em ordens religiosas. 

-Clérigos consagrados- São os Diáconos, os Padres (ou Sacerdotes) e os Bispos que recebem o sacramento da "Ordem". Jesus Cristo chama pessoas para darem continuidade à sua obra de amor.

Os Diáconos, se forem "permanentes", poderão ser casados. Poderão ser transitórios se, num 1º grau, estiverem no caminho para a vocação sacerdotal ou o presbiterado.

Existem (mais ou menos) quatro tipos de Ordens religiosas:

- Monásticas: monges ou monjas que vivem enclausurados em mosteiros. Exemplos: Anunciadas, Beneditinos, Camaldulenses, Capuchinhas, Cartuxos, Celestes, Clarissas, Cistercienses, Concepcionistas, Jerónimos, Mínimas, Monjas de Belém, Premonstratenses, Trapistas, Visitandinas, etc...

- Mendicantes: frades ou freiras que vivem em conventos. Não são tão isolados. Realizam obras de caridade, serviço aos pobres, pregação e evangelização. Renunciam à posse de quaisquer bens. Exemplos: Agostinianos, Carmelitas, Dominicanos, Franciscanos, Mercedários e Servitas. Dependem exclusivamente de dávidas e esmolas;

- Regrantes: são formadas por cónegos, presbíteros (que receberam o sacramento da Ordem) que vivem sob uma regra e que os obriga a realizar funções litúrgicas. Exemplos: Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e Ordem Premonstratense.

- Clérigos regulares: Clérigos consagrados que não vivem uma vida comunitária tão enclausurada e austera. São mais disponíveis. Exemplos: Crúzios, Escolápios, Jesuítas, Somascos e Teatinos.

Os monges  residem em mosteiros e os frades e freiras residem em conventos.

 

Institutos religiosos (Congregações religiosas ou ordens religiosas)

Estas comunidades professam a versão simples dos votos evangélicos (pobreza, castidade e obediência). São mais de oitocentas (masculinas e femininas) e todas têm um carisma específico, deixado pelos fundadores.

As Congregações masculinas podem ser apostólicas e contemplativas, com padres e irmãos ou freis consagrados.

Apostólicas (ativas junto da sociedade): atuam junto às paróquias, escolas, doentes, crianças, jovens, migrantes, pobres...

- Contemplativas: vivem nos mosteiros nos mais variados estilos, rezando e orando...

As Congregações femininas também podem ser apostólicas ou contemplativas, com religiosas  chamadas de Irmãs. As irmãs dedicam suas vidas ao carisma a que se sentiram chamadas.

Exemplos: agostinianos, anunciadas, beneditinos, carmelitas, cartuxos, celestes, clarissas, franciscanos, dominicanos, mínimos, Jerónimos...

 

Institutos seculares.

Professam os conselhos evangélicos (pobreza, castidade e obediência) e poderão ter uma vida em comum, incorporados num instituto reconhecido pela Igreja. Associações comunitárias de leigos católicos que vivem um tipo de vida consagrada, cultivando uma intensa vida de oração. Movimentos inspirados pelo carisma do seu fundador (clérigos, leigos, homens e mulheres, famílias, jovens) e que poderão fazer parte pessoas casadas ou celibatárias. Escolhem livremente as suas profissões. Residem com suas famílias, sozinhos ou em pequenos grupos de pessoas que partilham ou não a mesma vocação.

Exemplos: Ângela Mérici e a fundação da Companhia de Santa Úrsula em Brescia - Itália e as Filhas de Maria.

 

Institutos ou Sociedades de vida Apostólica.

Grupo de homens ou mulheres que procuram uma vida fraterna em comum, com uma finalidade apostólica particular. Não fazem ou tomam os votos religiosos. Exemplos: Congregação da Missão, de São Vicente de Paula, e as Filhas da Caridade de São Vicente de Paula.

 

Novas formas de consagração

Apesar de não terem a chamada "vida consagrada" no sentido clássico, cada vez mais há pessoas vem "consagrando suas vidas a Cristo" em associações privadas de fiéis denominadas por Comunidades Novas.

 

 

Fim da pesquisa.

As minhas desculpas por alguma incorrecção mas a Igreja é "difícil" de se perceber em algumas matérias. Não sei se é da quantidade de palavras latinas ou o numero de anos de estudo que todos os clérigos ("padres") têm que ter; mas chego à conclusão que não é somente uma questão de linguagem mas também de "estruturação".

Recentemente, tive a oportunidade de estar presente num encontro onde a Família Power explicou de que forma é que a tradicional "FAMÍLIA" poderia também ser vivência dos votos evangélicos, UMA NOVA FORMA DE CONSAGRAÇÃO ...

Depois de amadurecer tudo isto, e tendo eu estudado 13 anos num colégio de uma congregação feminina, perguntei-me:

- se eu, por quaisquer circunstâncias, pudesse optar, escolheria ser em FREIRA?P1140133.JPG

Hoje a minha resposta seria: NÃO. 

 

- Motivo? 

- A LINGUAGEM NÃO VERBAL QUE A GRANDE PARTE DA IRMÃS/FREIRAS ME TRANSMITEM.

Isto é, seriedade, intransigência, distância, dureza, frieza, cara feia, nenhum sentido de humor, rigidez, tristeza...

- Ai sim? Tens a certeza?

- Transcrevo duas ou três linhas de um livro que ando a ler:

 

  "Padre, como poderei ter a certeza de que Deus me chama?

 - Pela Alegria. Se sentires alegria quando pensas que deves dedicar toda a vida aos irmãos, se este pensamento te trouxer paz, então é certo de que Deus te chama. A alegria funciona neste caso como bússola a indicar o rumo embora este seja árduo e difícil".

 " Nas ruas, principalmente, irradiai a alegria de pertencer a Deus, de viver com Deus, de ser para Ele."

 

Portanto, lamento (MUITO) dizer isto mas na minha vida foi rara a Freira que me transmitiu ALEGRIA, BEM ESTAR, FELICIDADE, BOA DISPOSIÇÃO, PAZ, BRINCALHONA, COMPANHEIRISMO, AMIZADE, AMOR!

 

Acredito que existem Irmãs que AMAM a vida que têm, de tal forma que salte à vista! Pena é não existirem muitas testemunhas e inspiradoras para os comuns dos mortais!

Como tão bem disse o Papa Francisco: " a alegria é uma responsabilidade!".

 

 

Post scriptum: 

Peço desculpas a todas as Irmãs que, independentemente da minha opinião, têm o meu respeito.

A Madre Teresa de Calcutá (e as suas Missionárias da Caridade) têm a minha admiração!

Ela é a autora das frases que transcrevi

(Livro "Madre Teresa de Calcutá - Vida, Pendamento, Ação - do P. Januário dos Santos, 3ª Edição de 1985).

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