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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica à procura do colinho do SENHOR!

as surpresas de DEUS!

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A cristandade têm "problemas" com Maria!

Maio 31, 2016

Encontrei um pequeno livro que resume a doutrina mariana. 

Um dos capítulos é dedicado aos dogmas marianos, ou seja, aos pilares que assentam a nossa Fé. 

Dogma significa "Eu acredito". É uma afirmação de Fé.

Só uma pessoa tem autoridade para este tipo de afirmações: o PAPA em união com todos os bispos do mundo, os sucessores dos Apóstolos.

Até entendo: se todos (e são muitos) concordam e aceitam aquela afirmação como verdade, é porque sem dúvida nenhuma é fruto do Espírito Santo, pois todos sabemos como é dificíl um grupo de pessoas concordarem com o mesmo!


IMG_1609.JPG

São 4 os dogmas marianos:

1 - Maria é verdadeiramente MÃE DE DEUS (dia 1 de Janeiro);

2 - Maria permaneceu SEMPRE VIRGEM (a festa da Anunciação a 25 de Março);

3 - Maria foi CONCEBIDA SEM PECADO (8 de Dezembro):

4 - Maria SUBIU AO CÉU EM ALMA E CORPO (a Assunção em 15 de Agosto).

 

Deixem que Vos diga que Maria foi um personagem muito controversa na Cristandade. 

Os cristãos católicos, como eu, aceitam (ou devem aceitar) os quatro dogmas.

No entanto nem toda a cristandade concorda com isto.

 

Ora vejamos:

 

Protestantes (evangélicos, pentecostais, neopentecostais, luteranos, presbiteranos, anglicanos, metodistas, batistas, congregacionais) - não reconhecem Maria como Imaculada Conceição e a Assunção (dogmas n.º 3 e n.º 4). No entanto o  próprio Martinho Lutero tinha um grande interesse por Maria. Acreditava na sua virgindade perpétua, reconhecendo-a como a Mãe de Cristo. Não prestam culto a Maria pois temem torná-la uma divindade feminina.IMG_1722 copy.JPG

Eu, cristã católica, sou devota a Maria, e como tal reconheço-a como uma mulher que foi concebida sem pecado. Sendo ela a mãe do filho de Deus, só tinha que ser pura e perfeita para cumprir esse papel e missão! Também acredito na sua assunção. Porquê: AQUI.

 

Ortodoxos - É venerada como a "Theotokos", a Mãe de Deus. Não aceitam o dogma n.º 3. Mas honram-na como imaculada sem mancha, toda pura. Curioso: insistem no carácter humano da sua morte e celebram a "dormição" de Maria: acreditam que depois foi ressuscitada por seu Filho.

IMG_1633 (1).JPGEu, cristã católica, sou devota a Maria, e como tal reconheço-a como uma mulher santa desde a sua conceção e completamente fiel a Deus, não diminuindo o seu valor enquanto ser humano.

 

Já agora, Maria noutras religiões...

Já tinha feito uma leve abordagem AQUI.

Judaísmo - Não reconhecem Jesus como Filho de Deus, apenas como um profeta. Maria é uma mãe como qualquer outra.

Islamismo - Maria foi uma virgem fecunda pelo sopro de Deus, e é modelo de fé e de virtudes. O Corão fala dela 34 vezes. Não reconhecem Jesus como sendo o Filho de Deus, e consequentemente Maria não é Mãe de Deus.

Segundo o Corão, Maria nasceu "imaculada", preservada de todo o contacto com o Diabo. Permaneceu virgem durante a maternidade. Maria é considerada uma Santa e apresentada como modelo para as mulheres muçulmanas pois é modelo de Fé em Deus e submissão à sua vontade.

Budismo e Hinduísmo - Não conhecem Cristo nem Maria. 

 

Estas são daquelas coisas que nós católicos deveríamos pensar, amadurecer e interiorizar!

Doutrina não é para decorar e dar as respostas certas nas alturas certas.

Doutrina é a estrutura da nossa Fé, que nos ajuda a não sair dos limites, a não correr riscos; e consequentemente a não cair no paganismo, espiritualismo, cartomânacia, espíritas ou nos simples interpretações dos signos.

 

Minha Mãe, com esta e outras leituras, pecebo que sei tão pouco de si!

Como é possível? 

Como tenho ainda tanto para ler, ouvir, estudar e perceber!

Espírito Santo, tu que és o amor puro, guia e fonte da sabedoria, peço-te que sejas sempre e todos os dias o meu Mestre... 

Ámen (Que assim seja!)

 

Biografia: "Conhecer Maria" de Pedrosa Ferreira, Junho 2011, Edição Cavaleiro da Imaculada

Ir a Fátima a pé...

Maio 12, 2016

Todos os anos vejo muitos peregrinos na estrada, e também tendas e carros de ajuda e de apoio, sejam dos peregrinos sejam dos locais.transferir (1) (1).jpg

É a grande peregrinação a pé até Fátima.

Eu nunca o fiz, e também acho que esta é uma atividade que não é para mim. Já tentei fazer a peregrinação a pé ao Beco: AQUI. Desisti. 

Muitas pessoas que conheço já o fizeram, e é costume ser tema de conversa pois muita coisa acontece por essas estradas fora. Mas também há quem comente que para fazer sacrifícios não é preciso ir a Fátima a pé, pois no seu dia a dia tem muitas oportunidades para o fazer. E confesso que eu achava isto também.

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Durante muitos anos, apesar de ser católica, ser devota a Nossa Senhora, e respeitar muito o esforço dos meus amigos que vão a Fátima (a pé ou em bicicleta), também pensava que se calhar não é necessário desgastes tão grandes e violentos no nosso corpo humano para se fazerem promessas e sacrifícios. A vida dá-nos tantas outras oportunidades para isso!

Há quem o faça por agradecimento de uma especial graça ou dádiva.

Também sei de pessoas que vão porque assim o decidiram, sem terem um especial propósito. Para se desafiarem ou provarem que também conseguem... Não sei. 

Eu sempre achei um pouco "demais"!

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Muita coisa mudou em mim, entretanto.

Num dia destes, enquanto conduzia, calhei em olhar para um destes grupos e veio uma avalanche de pensamentos novos e frescos que... me apanharam desprevenida. Não é que o grupo tivesse alguma coisa de especial, mas de repente percebi que estas peregrinações são oportunidades de:

- retiros espirituais individuais (o caminhar durante tanto tempo em silêncio necessariamente obriga-nos darmo-nos conta de que existe um eu dentro de nós);

- oração comunitária (um conceito pouco entendido nos dias de hoje);peregrinos.jpg

- franco convívio (o esforço é tal que não dá para se ter máscaras);

- remissão dos pecados da humanidade com dor física (tal como faziam os pastorinhos);

- ajudar os outros (todo o apoio que a população presta ao peregrino, como fala Olívia nest post: AQUI.) - dar pousada ao peregrino.

800.jpg

 

Se a maioria da população não consegue ver todas estas oportunidades no nosso dia a dia, pelo menos uma vez por ano mobiliza-se e fá-lo, nesta tradição da ida a Fátima a pé.

Temos que acarinhar as tradições... Muitas já se perderam e fazem grande falta... 

E eu: algum dia irei a Fátima a pé? Confesso não ter a resistência espiritual e física. Mas uma coisa posso fazer: rezar, neste mês mariano, pelos peregrinos, que têm a minha profunda admiração.

 

Fatima300MilPeregrinosMay2012.jpg

 

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