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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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11
Dez17

Árvore de Jessé - Dia Nove

Helena Le Blanc

Segunda-feira, dia 11 de Dezembro de 2017 - 9º dia do Advento/ dia nove para a Árvore de Jessé:

 

DIA 9

 

 

SÍMBOLO

 

 

AS TÁBUAS DA LEI

 

 

TEMA

 

 

REGRAS

 

 

BÍBLIA

 

 

DEUTERONÓMIO 5, 1-22

 

ATIVIDADE

 

 

 

 

 

 

Que melhor atividade familiar do que uns jogos de tabuleiro depois do jantar. Para se conseguir jogar (e talvez ganhar) é preciso obedecer a regras. Ora, bora lá!

Exemplos de jogos de mesa: o Monopólio, as Damas, o Xadrez, o Dominó, o Ludo, o Uno, etc…

 

TEXTO

 

 

 

 

 

 

E depois do(s) jogo(s) de mesa, poder-se-á contar a história de quando Moisés também recebeu de Deus 12 regras para a vida dos humanos e que foram inscritas em duas tabuas de pedra!

(Texto retirado da Bíblia em anexo)

ORAÇÃO

 

 

Meu Deus, ajuda-nos a perceber que os mandamentos que nos destes são no nosso melhor interesse: para nos proteger!

 

 

Colocar a imagem (símbolo) na Árvore de Jessé

 

holyrood-church-2251253_1920 (Small).jpg

 

9 DIA - As tábuas da Lei.pdf -  Aqui está o documento do dia 9.

 

 

27
Ago16

A solução de Deus

Helena Le Blanc

Um dia, um carpinteiro decidiu criar uma coisa muito especial com a sua madeira: um menino-boneco. Um feito extraordinário nunca visto. Com corpo e alma como se fosse uma criança normal. E tal como todas as outras crianças, tinha que ser cuidado e educado. O seu pai, o carpinteiro, adorava esta sua criação.

Acontece que este menino-boneco, a determinada altura, achou que era perfeito, maravilhoso, que poderia suplementar em inteligência o seu pai. Portanto, decidiu ignorar todos os avisos e regras, lançando-se no mundo exterior. Usou toda a sua liberdade e capacidades para fazer o que bem entendia, achando que estava a ser o maior. Mas a vida é um conjunto de ações/reações, atos e consequências. Como tal, o menino-boneco começou a recolher o que tinha semeado. No meio do sofrimento tentou regressar a casa do seu querido pai mas estava perdido. Não conseguia encontrar o caminho de casa. 

O seu pai, cheio de saudades, sofria por esta sua criação. Amava-o muito. Mas como é que poderia ajudar o seu menino a voltar a casa?

Como?

 

Deus  pensou numa solução para não perder eternamente a sua criação: construir uma ponte entre Ele e a humanidade em que Ele próprio viria ao mundo, na Segunda pessoa da Santíssima Trindade: Jesus Cristo.

"Não nasceu um novo ser. O Deus preexistente é materializado no espaço e no tempo".*

O Filho de Deus "se fez carne" - a encarnação. Ele nasceu imaculadamente de Maria e do Espírito Santo, com natureza humana e natureza divina. Assim, com um corpo humano assumiu todas as qualidades e condições à excepção do pecado, pois afinal continuava a ser Deus, agora presente em Israel há cerca de (mais ou menos) 2 mil anos atrás.

IMG_4336 (1).JPG

Jesus Cristo foi "um homem perfeito em toda a sua vida terrestre, tornando-se modelo e exemplo de uma vida autêntica e saudável."* Na bíblia são 4 os livros que descrevem esta passagem, com muitos ensinamentos e milagres, culminando no seu "auto sacrifício" (a expiação).

O Deus-Homem deixou-se sofrer horrores e experiênciar a morte na cruz, a mais ignóbil forma de morrer na altura. Sentiu todas as dores e mais alguma como homem mortal. No entanto ele era Deus, o todo poderoso, transcendente e eterno.

Porquê?

Seria necessário um motivo muito forte para que assim acontecesse. Jesus Cristo, na véspera da sua condenação, num momento a sós com o seu Pai, exclamou:

"Pai, se quiseres afastar de mim essa taça... No entanto, não se faça a minha vontade, mas a tua". (Lc, 22, 42-44)

Depois, São Lucas continua assim: "Tomado de angústia, ele rezava mais intensamente, e o seu suor se tornou como coágulos de sangue que caíam por terra".

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Consigo imagina-me num momento similar? Não, nem pensar.

Ele, filho de Deus, ficou em pânico antevendo toda a dor e sofrimento que iria sentir até ao fim... Então porquê tudo isto? Porquê é que era necessário este auto sacrifício?

 

Expiação - ato de auto sacrifício através do qual Deus apaga todas as ofensas da humanidade contra si e liberta a humanidade do mal e das consequências do pecado.

Auto sacrifício de Jesus Cristo - manifestação suprema de amor e perdão num mundo em decadência.

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Jesus Cristo, Filho de Deus, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, encarnado em corpo humano, vive exemplarmente ensinando e fazendo milagres. Isto não foi suficiente? Pois.... não.

Não nos podemos esquecer que a humanidade a determinada altura da sua existência ofendeu Deus, com a pretensão de ser igual ou maior que ele. Como? Ignorando a Lei de Deus e, consequentemente fazendo uso do poder que Deus lhe deu sem limites ou medidas.

Desde essa altura que a humanidade, depois da sua morte física, ficou aprisionada na "Morada dos Mortos", o Inferno, o Hades. Os bons e maus ficaram prisioneiros nesta realidade. Todos tinham a marca do pecado original, desde o nascimento até à sua morte.  "Privados da visão de Deus" estavam sob o domínio do Diabo.

Portanto parece-me que para reparar ou repor tamanha ofensa e consequências, Jesus Cristo teria que fazer uma coisa extraordinária, mais poderosa que os milagres de cura ou de transformação. E o que poderia ser? O que é que um humano têm de mais precioso? A sua saúde, a sua vida. Assim, Jesus só poderia ter feito uma coisa: doar-se inteiramente por amor.

IMG_4975.jpg

(Isto lembra uma parte da história do Harry Potter, em que a mãe para o salvar oferece a sua vida, ficando este sacrifício de amor marcado na sua áurea, servindo como proteção para determinados males.)

 

Jesus morreu e desceu à "Morada dos Mortos" anunciando a Boa Nova: o Filho do Homem veio salvar, libertar, todas as almas boas e justas presas naquela lugar. Jesus "foi acordar os que dormiam desde séculos."**

"Eu sou a Vida dos mortos".**

No terceiro dia ressuscita dos Mortos.

 

 

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 Pintura de Carl Heinrich-Bloch

 

Pela primeira vez, há mais ou menos dois mil anos atrás, as portas da "Casa do Pai" abriram-se por Jesus Cristo para que os justos que o haviam precedido, entrarem e finalmente descansarem em comunhão com o seu Criador.  

O Deus-Homem ressuscita em corpo e alma. Ele, que tinha "saído do Pai", regressa ao Pai. 

 

Morte - separação do corpo e da alma;

Ressurreição - união do corpo e da alma. 

 

Concluindo, o Filho de Deus não poderia ter feito por menos: Ele através da sua Morte liberta-nos do pecado, e pela Ressurreição abriu-nos as portas do Céu para uma vida de felicidade eterna.

 

 

E é assim que "com um cajado se matam dois coelhos"!

E esta heim?!

 

 

 

* in "Cristianismo - Guia ilustrado dos 2000 anos da fé cristã", de Ann Marie B. Bahr, Editora h.f.ullmann, de 2009;

** in Catecismo da Igreja Católica, de 631 a 667, Edição Típica Vaticana, Edições Loyola, 1997

 

 

19
Set15

Shemá - o que é isso?

Helena Le Blanc

 Nas Famílias de Caná, a quarta bilha fala-nos do canto de oração:

 

A Família de Caná constrói em casa um lugar para a oração e aí se reúne uma vez por dia, em clima de alegria e simplicidade, para catequisar os filhos, para aprofundar a fé e para rezar. Todos os dias, a sua oração começa com a afirmação do primado de Deus, manifestado no amor ao próximo:

 

Shemá:


“Escuta Israel
O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor com todo o teu coração
Com toda a tua alma e com todas as tuas forças
E amarás o próximo como a ti mesmo.
Faz isto e serás feliz.
Ámen!” (Lc 10, 27-28)

 Mas o que é isto de "SHEMÁ" ?

 

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 É o nome de uma das orações mais importantes dos judeus. Esta oração está na Tora (o livro principal da religião Judaica). Jesus cresceu a aprender o que estava escrito na Tora (e que são os primeiros cinco livros da nossa Bíblia, ou seja, o Génesis, o êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronómio) que relata a criação do mundo, a origem da humanidade, do pacto de deus com Abraão, a libertação de Isarel do Egito, a sua peregrinação de quarenta anos até à terra prometida, e os mandamentos da lei recebidos por Moisés. 

A tradição religiosa em que Jesus cresceu e foi educado era uma tradição rica em oração, em relação profunda com Deus, no empenho em estudar com alegria a Torá, na vivência das festas que expressam e alimentam o sentimento religioso. A partir do período do segundo Templo (586 a.e.c), a religião já era conhecida como Judaísmo.shema-israel-se-meu-povo-compacto-vinil-gbm-especi

A família de Jesus guardava o sábado, celebrava a Páscoa judaica, fazia peregrinações no Templo, não comia certos alimentos proibidos na Escritura, praticava a circuncisão e os rituais judaicos da purificação, freqüentava a sinagoga enfim, vivia de acordo com os mandamentos e seguia os ensinamentos dos rabinos.

 

 

O povo hebreu teve momentos menos bons durante a antiga aliança - o pacto feito entre Abraão e Deus. A humanidade desviou-se muitas vezes do compromisso que assumiu, em especial relativo à adoração a outros deuses. Por isso tornou-se muito importante esta oração, esta afirmação de fé e de confiança. A lealdade a Deus é inabalável. E os judeus tiveram e continuam a ter esta preocupação, de geração em geração, em nunca esquecer que Ele é terno, existe, existiu e existirá. O primeiro mandamento da LEI DE DEUS é exatamente isto: Amarás a Deus sobre TODAS AS COISAS.

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O Shemá é recitado nas primeiras horas de todos os bebes, depois de nascerem, e antes de serem depositados no berço. O Shemá acompanha cada judeu ao longo da vida, desde o momento do nascimento até à hora da morte.

Qualquer judeu aprende, de cor, esta oração e recita-a duas vezes por dia (de manhã e à noite), dando entoações diferentes em algumas palavras. Cobrem os olhos com a mão direita, durante o primeiro verso para maior concentração, e procuram pronunciar cada palavra claramente, mesmo que isso leve tempo.

 

 “Escuta Israel
O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor com todo o teu coração
Com toda a tua alma e com todas as tuas forças
E amarás o próximo como a ti mesmo.
Faz isto e serás feliz.
Ámen!”

 

Por isso a  crença no Deus único, a confiança na presença amorosa de Deus que liberta, a aliança feita com Abraão, Isaac, Jacó, a revelação através de Moisés transmitida nas Escrituras, a importância, da prática da justiça, do culto, da oração, do amor ao próximo. Isso tudo e muito mais, é herança judaica, que está nas raízes da nossa fé cristã.

E esta é a minha surpresa: temos muito a aprender com os judeus!

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