Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

25
Jun18

As surpresas da Geração Z

Helena Le Blanc

Recentemente tive a oportunidade de conhecer melhor a Geração Z, ou seja, os nascidos em 2000 e daí para cima. Apesar de ter uma preferência pela juventude, nos últimos anos andei mais no mundo das Crianças por vários e diferentes motivos.

Neste encontro de jovens foi proposto fazer um balanço da humanidade. Como? Enumerar as fatalidades do mundo de hoje; olhar para o passado e nomear as tragédias que ficaram na história da humanidade; colocar tudo numa balança e observar concluindo se o mundo está melhor, igual ou pior.

Confesso que este diálogo foi (um bocadinho) orientado por mim já que o meu propósito era mesmo este: que o grupo se distanciasse do seu dia a dia, olhasse para o mundo e tirasse as suas conclusões tendo em conta o objetivo proposto.

Fiquei surpreendida pela negativa e pela positiva.

 

Porquê?

- Apesar de andarem na escola, tiveram algumas dificuldades em indicarem fatalidades da história;

- Rapidamente indicaram as fatalidades de hoje, não mostrando alienação relativamente ao mundo em que vivem, exceto numa coisa: nunca tinham ouvido falar da problemática "ideologia de género". Quando dei exemplos ficaram horrorizados pelo extremismo da ideologia;

- Revelaram opinião formada relativamente a um dos assuntos, por o mesmo já ter sido discutido nas suas famílias, com os seus pais;

- Transmitiram que o sofrimento pode justificar a morte: por ex. por causa de violação justifica-se um aborto;

- Não sabiam o que queria dizer "uma relação platónica" ou abstinência sexual. Não é suposto esta geração saber tudo o que há a saber de sexo? É essa uma das principais preocupações das escolas, não é? Ao ensinar, ensina-se tudo!

 - Têm uma ideia muito romantizada da vida: o AMOR justifica tudo. Se a pessoa se sente feliz, então pode fazer e ser. A pessoa deve ser aceite e respeitada dessa forma já que é assim que se sente feliz.

 

 Este encontro foi repetido por mais uns dias e foi esta a ideia privilegiada: acreditam que o AMOR pode tudo e por AMOR consegue-se tudo.

Ao contrário do que, à partida, diria sobre estes jovens (que foram expostos desde muito cedo às notícias terríveis da humanidade, à violência dos filmes e jogos, e ao desmoronamento das suas famílias), eles têm esperança, muita esperança no mundo. 

Sem querer ser especialista, eu diria então que:

- Eles têm esperança mas revelam muita imaturidade à mistura. Não têm experiência nas relações humanos, a cores e ao vivo. Precisam de VIVER mais e muito mais, no mundo físico;

- Eles não têm sido ouvidos da "sua justiça" no seio da sua família. Os adultos não dialogam com eles, de forma transparente, franca e respeitosa, à cerca dos problemas que aparecem e "mexem" com a família. Sem este diálogo eles não percebem a dimensão e contornos de determinadas problemáticas;

- Eles não têm sido verdadeiramente desafiados na Escola. 

 

Posto isto, pergunto, o que poderei eu fazer?

O que poderás tu fazer?

O que poderemos nós todos fazer para os ajudar? 

 

averie-woodard-111823-unsplash (2).jpg

 Foto sem direitos de autor de  averie woodard em Unsplash.

 

Aqui fica também uma sugestão de leitura sobre a Geração Z: "15 traços da Geração Z" publicado pela ALETEIA: 

https://pt.aleteia.org/2018/06/22/15-tracos-da-geracao-z/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

20
Jun18

Porque é que eu sei tão pouco da minha religião?

Helena Le Blanc

Eu faço parte da chamada "geração rasca" pós 25 de Abril.

Foi connosco que o mundo deixou de andar a passo de caracol para correr velozmente: 

 

- A televisão que de dois canais passou para três, depois apareceu a cor e foi ver crescer as possibilidades e escolhas;

- Surgiu o telemóvel, como um pequeno tijolo com uma antena frágil. Foi crescendo em tecnologia e decrescendo em tamanho;

- Apareceram os computadores: para mim o primeiro foi o Macintosh;

- A Internet! Acho que a Internet, na minha opinião, foi o top das novidades que apareceram nas nossas vidas! O que hoje se pode fazer com a Internet? Tudo. Aliás, agora há determinadas obrigações que só pela Internet é que as poderemos cumprir! A evolução neste campo é extraordinária. Lembram-se do slogan "o mundo é uma aldeia"? Acho que agora já não é preciso abrir a porta de casa para entrar na aldeia: o mundo está literalmente sempre nas nossas mãos.

 

Poderia referir mais coisas, pois em todas as áreas da nossa vida surgiram novidades que nos trouxeram mais conforto para o nosso dia a dia. Mas não posso deixar de referir o que aconteceu nas escolas. Dos meus anos de estudante duas ideias ficaram claramente na minha cabeça (por tantas vezes as ter ouvido, ano após ano):

 

- A minha liberdade acaba onde começa a do outro;

 

- Não se pode aceitar tudo o que nos dizem: temos que pensar com a nossa própria cabeça (o espírito crítico).

 

Sem ser, e querer ser, especialista nestas matérias, à primeira vista diria que a primeira ideia tornou-se importante transmitir à juventude por causa da recente experiência ditadurista que o país tinha acabado de sair; e a segunda porque o método experimental tinha que se tornar à força a essência do bom senso humano!

Isto tudo à mistura com a cultura americana que nos chegava a bombar pela televisão. Parecia ser cool: fumar; ter muitas experiências de sexo sem estar amarrado pois a história do príncipe encantado ou da princesa poderia acontecer a qualquer momento; usar roupas o mais chocantes possíveis; fingir estar sempre alegre com vontade de dançar; ir ver concertos com os amigos sem hora de chegada a casa; beber shots; conhecer todos os grupos musicais do momento; ter sucesso na vida profissional...

 

No meio disto tudo, o Papa da altura, São João Paulo II, apercebendo-se desta onda negra que caía sobre as nossas cabeças, tentou fazer algumas coisas, como por ex. os Encontros Internacionais da Juventude, a sua encíclica Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) e a divulgação da encíclica (escrita por um antecessor dele) Humanae Vitae (Vida Humana). Acontece que eu, apesar de frequentar a Paróquia da minha terra, nunca ouvi falar disto durante esses anos. Nunca.

Da minha catequese pouco recordo: decorar algumas orações, pintar, mudarmos de instalações várias vezes, mudar de catequistas, celebrar os sacramentos com as festas familiares e mais nada.

Das Eucaristias e momentos que estávamos com os Sr.s Padres só recordo dos seus discursos chatos e sem interesse para mim. Eram mesmo "SERMÕES". Nada do que diziam fazia sentido para mim à excepção de uma época específica.

Essa altura, alguns anos, a Igreja fez sentido para mim: um padre, mais jovem, esteve connosco alguns anos. Arranjou-nos uma atividade super divertida (o teatro) e atrás disso veio a participação em retiros espirituais, a formação do grupo de oração dos salmos, fazermos o Crisma (que há muitos muitos anos esse sacramento tinha ficado esquecido na Paróquia), etc...

Ele foi transferido. Eu fui embora. No entanto este bocadinho, que fez a diferença, ficou cá dentro, como uma bela recordação.

 

Agora pergunto eu: porque é que eu sei tão pouco da minha religião? Porque é que as "filosofias alternativas" me parecem tão aliciantes? Porque é que a meditação parece ser tão cool na filosofia oriental, quando ela nasceu na Fé Judaico-Cristã? Porque é que Deus me parece tão longe, tão exigente, tão cruel, tão injusto? Porque é que o chamamento para a Santidade me parece ser uma coisa impossível? 

 

Todos nós temos respostas para estas perguntas. Mas acho que todos nós (crentes ou não crentes) também podemos concordar que o mundo, tal como ele está, não está melhor! Falta algo... aquela especiaria que fará toda a diferença na vida do jovem.

Depois desta reflexão, temos necessariamente que fazer. Sim, fazer.

 

- O que mudar?

- O que é que eu, hoje, posso fazer pela geração atual? 

 

woman-1733891_1920.jpg

 A imagem, sem direitos de autor, foi retirada de Pixabay.com

 

 

Os textos referidos:

- Encíclica Humanae Vitae

- Encíclica Evangelium Vitae

03
Ago16

Movimentos religiosos

Helena Le Blanc

Caríssimas/os Amigas/os:

Na ultima vez que "bloguei" - será assim? - falei sobre a nossa grande novidade: o movimento das Famílias de Caná formalmente (e finalmente) reconhecido pela igreja dos homens.

Lembro-me de, nas vésperas, refletir sobre o caminho que nós (eu e a minha família) percorremos desde que aceitámos fazer parte desde movimento. Tanta coisa mudou, em nós e em mim!

Porquê fazer parte de um movimento se afinal todos somos católicos? Esquisito? Não faz sentido?

... para mim fez muito sentido a determinada altura da minha vida.

 

Ora vejamos:

Todos somos católicos praticantes que professam a Igreja una, santa, católica e apostólica. Sim, é verdade. Todos somos irmãos de Jesus Cristo, filhos divinos de Deus.

No entanto, apesar de termos o mesmo Pai - Deus, e sermos irmãos de Jesus Cristo, simpatizamos mais com determinados Santos que (naturalmente) se tornam modelos e referências, ou então toca-nos determinados aspetos da aliança proposta, duas vezes, por Deus.

Temos movimentos que centram-se na Palavra de Deus (a Bíblia), em Maria (a Mãe de Jesus e nossa querida Mãe), no Espírito Santo, nos Santos/Beatos/Individualidades carismáticas (movimentos que à luz do seu Líder procuram multiplicar e continuar a sua obra), etc... 

 Picture11.jpg

Eu tive a oportunidade, na minha juventude, de participar em atividades do Movimento Salesiano (retiros para jovens, encontros, vivencia da espiritualidade de João Bosco). Fez muito sentido já que eu era uma jovem e São João Bosco viveu inteiramente para os jovens.

Mas na minha vida adulta não subscrevi este ou qualquer outro movimento. Fiquei alienada de tudo isto... muito magoada.

 

Percebi, tarde e a más horas, que ficar zangada com o Sr. Bispo, por ele ter aceite uma petição popular para mudar o Pároco da altura e envia-lo para Moçambique, não foi a melhor solução e atitude! Afinal o Pároco é sómente o mensageiro d`ELE. 

 

Tenho as melhores recordações do Padre Luís Gonzaga Belo. Gostava (gosto) muito dele! Ele fez tanto connosco (jovens)!

Foram teatros (com qualidade), foi levar-nos a retiros salesianos, foi participar-mos em encontros, foi dinamizar a catequese, foi constituir um grupo de oração através do Livro dos Salmos, foi apoiar um grupo da Laura Vicunha, etc....

Tanta coisa... dinamizado por um Padre que era jovem (anormal em Mogofores), e que usava meias com sandálias, para além de colocar o mostrador do relógio no lado do pulso. Ele não desistia de nenhum jovem de Mogofores! Foi o último Padre a viver na Casa Amarela (segundo o que me parece)!

 

Desapareci por diversos anos... (5 anos universitários e 7 anos de trabalho). Por isso não participei em  nenhum dos Encontros Mundiais da Juventude organizados pelo Santo Papa João Paulo II e ouvi/li sobre a sua Teologia do Corpo! Consequentemente, cometi imensos erros dos quais hoje (muito) me arrependo!

Ironia do destino... fiquei sentida por alguém ter retirado o mensageiro e consequentemente acabei por perder o mais importante.

Quantas coisas más eu fiz porque o meu namorado pediu! Quantas vezes eu traí os meus valores porque o meu namorado pediu! Menti, enganei, aldrabei, inventei, odiei. 

Regressei à igreja, depois de descobrir que a grande paixão tínha-me traído! Disse-lhe SIM a tudo e... recebi um grande pontapé! Bati no fundo do poço. 

Pouco a pouco fui descobrindo novamente a Lena (de 12 anos atrás). Encontrei um mundo novo, cheio de perdão, de surpresas, de amor de Deus! 

IMG_2903.jpg

Nem imaginas, cara amiga/amigo, como me sinto agradecida por Deus me dar uma segunda (grande) oportunidade e... encher a minha vida de tantas graças! 

 

Encontrei as Famílias de Caná.

Perguntaram-me: estás disposta a dar o teu SIM para Deus (EU e JESUS)? SIM, pois o resto são "balelas".

O que interessa é o hoje e o agora, para um futuro recheado de mudanças e vontade.

Para mim, fez todo o sentido.

Desde que subscrevemos, em família, temos tido diversas fases... de maior ou menor distanciamento. O que interessa é sermos verdadeiros e não desistirmos, pois ninguém é perfeito (afinal nem os Santos o são!)

Deus aceita TUDO. Deus é... egoísta pois quer todo o nosso amor e atenção, mas também é generoso e carente! Sim, carente. Basta um sentimento genuíno de arrependimento e de vontade sincera de O amar com todas as forças que Ele "derrete-se" todo...

 

Duvidas? És Mamã ou Papá? Se o és, então sabes... sentes a verdade.

 

12033_416245101777760_507090653_n.jpg

Cada movimento religioso tem o seu carisma, o seu "quê" diferente. Já tive a oportunidade (por diversos motivos) de conhecer 2 ou 3 movimentos.

Mas para mim, foram as Famílias de Caná que "tocaram na tal tecla".

Queres saber porquê? Lê o livro "A Alegria do Amor" do Papa Francisco.

 

O Sr. Padre José Augusto Fernandes foi um apoiante e grande impulsionador do movimento das Famílias de Caná, mas... vai embora de Mogofores por imposição superior!

(Ai ai ai... outra vez! Repete-se "a cena").

Desta vez sei melhor. Percebi e aprendi a lição!

O Sr. Padre José Fernandes foi um grande motor de mudança na minha vida, e pelo que me parece na vida de muitas pessoas.

Ele, sem dúvida que, depois da sua saída de Mogofores, é um homem mais perfeito. Deixa um grande legado!

Sr. Padre José Fernandes: cada vez que, ao domingo, tomar a estrada para o Santuário de Nossa Senhora de Auxiliadora de Mogofores pensarei em si. Que Deus o cubra de bênçãos todos os dias da sua vida! 

 

Sigam-me

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Mais sobre mim

foto do autor