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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

11
Jun18

Sou Católico mas... há coisas que digo não.

Helena Le Blanc

 

Esta coisa da religião, e especialmente a minha (Católica Apostólica Romana) não é coisa fácil! Não é não Senhor!

Há muita coisa que não se percebe, regras e mais regras, contradições entre os procedimentos das Paróquias, Sr.s Padres a dizerem uma coisa e outros a fecharem-se em copas; e para não falar da doutrina, da Bíblia, do Catecismo, das orações e mais orações! Não esqueçamos a Homossexualidade, Ideologia de Género, Aborto, Eutanásia, Divórcio, etc...

São os mandamentos, os sacramentos, a missa todos os fins de semana, aquela coisa de confessar-nos aos Sr.s Padres.... Isto de facto não é nada fácil e a mim, em particular, levou-me anos e anos a perceber (mais ou menos) cada uma delas.

 

Pois.... é complicado! Muito complicado!

É rara a coisa nesta vida que seja tão complicada como esta religião. 

Assustei-me e amedontrei-me, muitas e muitas vezes, mas decidi dar um passo de cada vez.

Comecei pelo princípio: ir à Missa ao Domingo. Uma seca de facto! Mas mesmo assim ia, semana após semana. Em alguma altura eu teria que encontrar alguma coisa, sentir alguma coisa, entender alguma coisa.. Não era possível que tantos seres iguais a mim, melhores do que eu, continuassem todas as semanas a irem à Missa. Não andamos aqui neste planeta todos tapadinhos, certo? 

Hoje, mesmo com a ciência em background, todos nós sabemos que o Homem é físico, cognitivo, afectivo e também espiritual.

Este espiritual, real ou não para muitos, é uma parte importântíssima para o todo. Para nosso bem estar, para a nossa cura física por ex., não podemos ignorar o espiritual, independentemente do que se acredite ou não acredite.

Para ti que és "Católico mas... há coisas que digo não" ou "Nem sei se ainda sou Católico" ou ainda "Não sou Católico mas..." toma uma decisão: procura a verdade. Começa por uma ponta (e há muitas pontas neste novelo) e, passo a passo, vai desenrolando o fio... Pergunta sem medos ou vergonhas. 

Eu, ainda hoje, não concordo com muitas coisas da Igreja, como por exemplo a catequese que se prolonga por tantos anos para as crianças e jovens, ou as cerimónias celebradas à pressa, sem sentimento, sem beleza. Tantas coisas que eu não gosto e não concordo!

Também há muitas leis que eu não concordo e não gosto, que para mim são completamente disparatadas! No entanto não deixam de existir só porque eu não gosto, e se eu não as cumprir terei necessáriamente algum tipo de consequência. As leis existem para colocarem ordem entre todos nós, independentemente de serem boas ou más! E é o que também acontece com as religiões! Cabe-nos a nós descobrir o porquê dessas regras e procedimentos e com a ajuda dos nos nossos irmãos, e do Espírito Santo, tentar fazer melhor, tais como os políticos quando são eleitos, certo?

Nunca esquecer o essencial, o mais importante.

Jesus Cristo, na sua época, disse isto mesmo àqueles que viviam à volta do Templo e que sabiam decor e salteado todas as regras! 

Há algum tempo atrás, numa formação, ouvi uma cientista católica muito conceituada do nosso panorama português a dizer o seguinte: Deus, com todo o amor que têm por nós, transmitiu a Moisés dez regras (mandamentos) não muito complicados para que nós, os humanos, os tomassemos no nosso dia a dia de forma a sermos felizes. Acontece que nós, os tais seres, espertíssimos, pegamos nesses 10 e transformamos-os em 150 regras. O livro da Bíblia "Levítico" é um exemplo. Ainda assim Deus enviou o seu filho Jesus, com uma unica mensagem: "... que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei".

Nós, os tais seres espertíssimos, já aprendemos? 

 

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28
Nov17

O Juízo Final (parte 1)

Helena Le Blanc

Neste passado domingo ouvimos o seguinte trecho do Evangelho de S. Mateus:

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. 

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 Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. 

E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. 

Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. 

Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’. E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 

(Mateus 25, 31-46)

No post "O que acontece a seguir à morte" (Aqui) falava sobre o Juízo Final. E nem a propósito ouvimos esta passagem na Missa Dominical do Cristo-Rei. 

Para os que têm dúvidas, Jesus esclarece o que vai ser depois da morte, e que será conforme as nossas ações. Não deixa dúvidas.

Isto quer dizer que Deus é um ser punitivo? NÃO, não é; de tal forma que basta eu não negar Deus que pelo menos o purgatório estará à minha espera, já garantido, e com a possibilidade de entrar mais tarde no céu!

Eu poderei andar a navegar nesta vida, a não querer saber de mim, dos outros, de Deus, mas se na hora da minha morte eu for humilde em me arrepender perante a verdade que me será apresentada (com verdade quero dizer a vida do outro lado da morte) eu tenho o céu garantido com uma passagem (grande ou pequena) no purgatório.

 

Agora pergunto eu: se eu negar Deus, mesmo diante da verdade, sendo o orgulhos mais poderoso, que poderá Deus fazer por mim? Se eu lhe "cuspo" na cara que mais poderá Ele fazer? Ele não pode obrigar-me, lembram-se? Esse foi o unico e grande poder que Deus nos deu e contra isso nada pode fazer. Deus não pode retirar uma coisa que nos ofereceu.

Portanto perante tal cenário obviamente que eu irei para o Inferno. E isso faz de Deus um ser punitivo?

 

Na verdade...

Depois da morte há vida sim! Muita vida... 

 

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04
Mai17

A amizade é como uma árvore!

Helena Le Blanc

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Recebi uma linda árvore e esta carta!

Acho que foi a primeira vez na vida que recebi uma árvore. Tão bonita que perguntei se a poderia manter dentro de casa. Mas acho que não, não poderá ser. 

As árvores são belíssimas criações de Deus, que estão no exterior a proteger um micro-ecossistema. Portanto seria egoísmo da minha parte não partilhar a minha nova árvore. 

Houve uma altura da minha vida que eu tive um certo fascínio por árvores.

Mas mais importante que a árvore foram as pessoas que se lembraram desta oferta e do texto da carta.

A amizade é como uma árvore...

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... as raízes!

Outra primeira vez: nunca tinha pensado nas raízes.

As raízes da amizade!

Isto fez-me lembrar a minha infância e juventude. Cresci com a minha avó materna enquanto os meus pais estiveram emigrados na Suíça. Portanto, tive a mesma educação que a minha mãe teve, apesar de eu ser da geração seguinte. A minha avó não assumiu o papel de avó mas a responsabilidade maternal. E à  moda da "educação antiga" com uma grande dose de ressentimento, sofrimento e resignação (da minha avó), fui ensinada a ter muito cuidado com os outros.

Eu tive muitas amizades no colégio e na minha terra como qualquer criança, mas ouvia sempre os mesmos avisos: "rapariga, tem cuidado com as amizades... Os teus inimigos são amigos dos teus amigos!", etc...

Nas férias, quando estava com os meus pais, observava uma coisa muito diferente: a minha mãe era extremamente social. De tal maneira a diferença de cenário era grande que eu tinha muitas dificuldades em me ajustar (e perceber todas as "estratégias" sociais). Do lado da minha avó raras eram as visitas que tínhamos ou que fazíamos, e como tal a nossa vida era muito pacata. Nas férias, com os meus pais, as visitas eram mais que muitas, e tornava-se (para mim) cansativo. Tinha no máximo 2 meses de intensidade social que não contrabalaçavam para os restantes 10 meses.

Fui tendo amigos e amigas (fazendo orelhas moucas à minha avó) mas também mudava de amizades de forma demasiado leviana, sem ter a preocupação de manter as relações de alguma forma.

Assim, depois de refletir sobre esta carta que recebi, percebo que pela primeira vez na vida sinto que tenho amigos (não por eles) mas porque me sinto completamente envolvida. Tenho amigos em diferentes contextos, e são verdadeiros amigos. Não porque eles sejam "verdadeiros" já que todos temos defeitos e coisas menos boas, mas porque eu aposto nessas relações como "verdadeiras" em que perdoo e sou perdoada, em que me alegro e alegram-me, em que me entristeço e que entristecem-se, etc..

Uma verdadeira amizade dependerá sempre de mim própria, do quanto eu quero apostar nessa relação, nessa pessoa. E Jesus Cristo, nosso irmão, disse-nos que todas regras, normas e conselhos resumem-se a dois mandamentos supremos: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo". (Mateus 22, 37-39).

 

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