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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

20
Jun18

Porque é que eu sei tão pouco da minha religião?

Helena Le Blanc

Eu faço parte da chamada "geração rasca" pós 25 de Abril.

Foi connosco que o mundo deixou de andar a passo de caracol para correr velozmente: 

 

- A televisão que de dois canais passou para três, depois apareceu a cor e foi ver crescer as possibilidades e escolhas;

- Surgiu o telemóvel, como um pequeno tijolo com uma antena frágil. Foi crescendo em tecnologia e decrescendo em tamanho;

- Apareceram os computadores: para mim o primeiro foi o Macintosh;

- A Internet! Acho que a Internet, na minha opinião, foi o top das novidades que apareceram nas nossas vidas! O que hoje se pode fazer com a Internet? Tudo. Aliás, agora há determinadas obrigações que só pela Internet é que as poderemos cumprir! A evolução neste campo é extraordinária. Lembram-se do slogan "o mundo é uma aldeia"? Acho que agora já não é preciso abrir a porta de casa para entrar na aldeia: o mundo está literalmente sempre nas nossas mãos.

 

Poderia referir mais coisas, pois em todas as áreas da nossa vida surgiram novidades que nos trouxeram mais conforto para o nosso dia a dia. Mas não posso deixar de referir o que aconteceu nas escolas. Dos meus anos de estudante duas ideias ficaram claramente na minha cabeça (por tantas vezes as ter ouvido, ano após ano):

 

- A minha liberdade acaba onde começa a do outro;

 

- Não se pode aceitar tudo o que nos dizem: temos que pensar com a nossa própria cabeça (o espírito crítico).

 

Sem ser, e querer ser, especialista nestas matérias, à primeira vista diria que a primeira ideia tornou-se importante transmitir à juventude por causa da recente experiência ditadurista que o país tinha acabado de sair; e a segunda porque o método experimental tinha que se tornar à força a essência do bom senso humano!

Isto tudo à mistura com a cultura americana que nos chegava a bombar pela televisão. Parecia ser cool: fumar; ter muitas experiências de sexo sem estar amarrado pois a história do príncipe encantado ou da princesa poderia acontecer a qualquer momento; usar roupas o mais chocantes possíveis; fingir estar sempre alegre com vontade de dançar; ir ver concertos com os amigos sem hora de chegada a casa; beber shots; conhecer todos os grupos musicais do momento; ter sucesso na vida profissional...

 

No meio disto tudo, o Papa da altura, São João Paulo II, apercebendo-se desta onda negra que caía sobre as nossas cabeças, tentou fazer algumas coisas, como por ex. os Encontros Internacionais da Juventude, a sua encíclica Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) e a divulgação da encíclica (escrita por um antecessor dele) Humanae Vitae (Vida Humana). Acontece que eu, apesar de frequentar a Paróquia da minha terra, nunca ouvi falar disto durante esses anos. Nunca.

Da minha catequese pouco recordo: decorar algumas orações, pintar, mudarmos de instalações várias vezes, mudar de catequistas, celebrar os sacramentos com as festas familiares e mais nada.

Das Eucaristias e momentos que estávamos com os Sr.s Padres só recordo dos seus discursos chatos e sem interesse para mim. Eram mesmo "SERMÕES". Nada do que diziam fazia sentido para mim à excepção de uma época específica.

Essa altura, alguns anos, a Igreja fez sentido para mim: um padre, mais jovem, esteve connosco alguns anos. Arranjou-nos uma atividade super divertida (o teatro) e atrás disso veio a participação em retiros espirituais, a formação do grupo de oração dos salmos, fazermos o Crisma (que há muitos muitos anos esse sacramento tinha ficado esquecido na Paróquia), etc...

Ele foi transferido. Eu fui embora. No entanto este bocadinho, que fez a diferença, ficou cá dentro, como uma bela recordação.

 

Agora pergunto eu: porque é que eu sei tão pouco da minha religião? Porque é que as "filosofias alternativas" me parecem tão aliciantes? Porque é que a meditação parece ser tão cool na filosofia oriental, quando ela nasceu na Fé Judaico-Cristã? Porque é que Deus me parece tão longe, tão exigente, tão cruel, tão injusto? Porque é que o chamamento para a Santidade me parece ser uma coisa impossível? 

 

Todos nós temos respostas para estas perguntas. Mas acho que todos nós (crentes ou não crentes) também podemos concordar que o mundo, tal como ele está, não está melhor! Falta algo... aquela especiaria que fará toda a diferença na vida do jovem.

Depois desta reflexão, temos necessariamente que fazer. Sim, fazer.

 

- O que mudar?

- O que é que eu, hoje, posso fazer pela geração atual? 

 

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 A imagem, sem direitos de autor, foi retirada de Pixabay.com

 

 

Os textos referidos:

- Encíclica Humanae Vitae

- Encíclica Evangelium Vitae

15
Jun18

10 Prémios por ir à Missa

Helena Le Blanc

Todas as pessoas que participam numa Eucaristia recebem pelo menos 10 prémios, ou seja, graças, bênçãos divinas.

 

 

1 - A Missa/Eucaristia, sendo um sacramento, une intimamente a pessoa a Deus;

2 - A pessoa agradece a Deus por todos os benefícios e dons recebidos: a gratidão desencadeia sentimentos de felicidade;

3 - A Missa/Eucaristia faz memória que Jesus ofereceu a sua vida, o seu AMOR, à pessoa: esta sente-se amada e querida;

4 - A pessoa recebe o perdão para os pecados veniais e proteção especial para os pecados graves, através da hóstia consagrada;

5 - A Missa/Eucaristia vai transformando a pessoa para ser mais piedosa e caridosa;

6 - Pela Comunhão, a pessoa ganha forças para lidar com os problemas da vida;

7 - A pessoa recolhe a garantia do seu "lugar" na vida eterna e o remédio para a sua mortalidade;

8 - Na Missa/Eucaristia a pessoa escuta catequese: um ensinamento da doutrina cristã;

9 - Na Missa/Eucaristia a pessoa é unida aos membros que já estão no céu, ou seja, Maria Santíssima, todos os Santos e Santas;

10 - Na Missa/Eucaristia a pessoa faz parte de uma comunidade ou seja, uma unidade à volta do altar: sente o apelo à paz e à concórdia.

 

Temos de tudo um pouco. A Missa oferece o mesmo (e mais até) que as terapias, os livros de auto-ajuda... 

 

Tu és daquelas pessoas que tens dores de cabeça intensas e frequentes? Então aqui tens o meu melhor conselho: vai à MISSA TODAS AS SEMANAS que isso passa para não mais voltar!

É verdade!

Há pessoas que se queixam disso e doutras coisas esquisitas, gastando rios de dinheiro em consultas (de vários géneros) e tratamentos com poucos resultados. Vai por mim: mesmo sem sentires, perceberes, ou até que seja um enorme sacrifício, vai à MISSA TODAS AS SEMANAS que isso passa para não mais voltar!

A melhor proteção espiritual que os pais podem dar aos seus filhos é levarem-nos à MISSA TODAS AS SEMANAS!

 

E se eu não for à Missa?

Se não fores à Missa recebes, mesmo assim, um prémio:

- Cada vez que uma Eucaristia têm lugar, é sempre oferecida em reparação dos pecados dos vivos (como tu, estejas ou não na Missa, sejas crente ou não) e dos defuntos!

 

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Bibliografia: 

Catecismo da Igreja Católica: 5, 950, 1074, 1323, 1360, 1363, 1370, 1405, 1416, 1419, 2845.

13
Jun18

O meu tempo é precioso!

Helena Le Blanc

Ir à Missa? Não. O meu tempo é precioso! Tenho outras coisas para fazer!

 

Ora muito bem: o meu dia a dia é ocupado pelo trabalho, pela Família, pelas tarefas domésticas, pelo telemóvel, pela televisão, pelas horas de descanso, pelas minhas deslocação, pelas consultas, pelos exames médicos, pelos emails que leio e que tenho que responder (tento), pelas compras, pelas.....

Acho que a lista não têm fim! De facto o meu tempo é precioso. Não é mais preciso do que o teu. Também não é menos preciso que o teu. Poderei ter é obrigações, interesses e prioridades diferentes de ti. E estas prioridades são definidas, particularmente ou em família, pelo que eu (ou a família) considera ser importante.

Assim, eu, particularmente, poderia dizer que para mim é importante:

- tempo para o trabalho, pois para além de ser o meu "ganha pão" gosto muito do que faço, deixando-me com uma sensação de missão cumprida;

- tempo para dormir porque sem ele eu sou uma pessoa super-rabugenta;

- tempo para comer já que preciso necessariamente de restabelecer as minhas energias;

- tempo para o telemóvel pois sem ele eu sinto-me fora do mundo, esquecida...

- tempo para a família porque faz parte das minhas obrigações quando decidi casar e ter filhos...

- tempo para as tarefas domésticas já que alguém tem que fazer e detesto viver numa pocilga, como tantas vezes parece que vivo...

- tempo para ...

 

E assim continuar. 

Acontece que se tu lês isto estranhas com razão: 

- tempo para o telemóvel? Pois, se calhar! Já está tão entranhado nos nossos habitos que nem damos conta... É até pior que o cigarro, se fumasse! E porque "te sentes fora do mundo, esquecida"? Pois, se calhar... Os amigos já não estão tão presentes na tua vida como estavam... Provavelmente já sentes que não não tens a tal rede de apoio! Mas e a tua família? Não é suposto serem eles a tua rede de apoio? Não deverão eles fazerem-te sentir (naturalmente) bem?  Não deverás querer de estar mais com eles do que com o telemóvel ou o trabalho?

- Pois! Mas sabes, não é bem assim! Nós temos os nossos problemas! 

- E o que estas tu a fazer para os resolver? 

- É complicado!

 

É complicado mas não desisti. Com a passagem do tempo eu fui aprendendo a dizer não ao que não me faz bem a mim nem à minha família! Também aprendi a dizer sim ao que deveras é importante e contribui para a minha felicidade e para a felicidade da minha família, tal como:

 

*** dedicar só o absolutamente indispensável ao meu trabalho. Eu comprometi-me a fazer as tarefas para as quais fui contratada, e a fazer bem. E por tal recebo um vencimento (muito ou pouco, foi o que eu aceitei). Sou uma colaboradora empenhada e completamente alinhada com a missão da Entidade para a qual trabalho. Do meu trabalho dependem muitos empregos e serviços de boa ou má qualidade. Eu tenho que cumprir o absolutamente indispensável sim. É uma responsabilidade que levo a sério (e que todos devem levar a sério) mas não é a única e a minha primeira. A minha primeira missão é a minha família, a qual eu escolhi formar ou na qual eu nasci. E cumprindo bem essa missão terei as condições necessárias para também fazer bem o meu trabalho!

 

*** deixar o telemóvel em algum sítio e esquecê-lo! Se eu somar todos os minutos e segundos que eu gasto com o meu telemóvel durante um inteiro dia, tenho a certeza que obtenho algum tempo que poderá ser utilizado em muitas outras coisas. Eu não preciso de saber tudo o que se passa na vida dos meus amigos, ou no mundo por exemplo! Mas não é por isso que os amigos não deixam de existir e o mundo (por enquanto) também não!

 

*** dar o benefício da dúvida a quem me quer bem, especialmente Deus. Se eu tenho que cuidar da minha saúde e dedicar algum tempo da minha vida a isso, também posso cuidar da minha vida espiritual e dedicar algum tempo da minha vida a isso também. Vale mais jogar pelo seguro, certo? E não sermos um dia surpreendidos: afinal é verdade! Porque é que não me avisaram? Pois... Mas muitos dirão: "Estamos fartinhos de te avisar!"

Às vezes, em conversas de circunstância, pergunta-se: "O que farias se te calhasse o prémio do Totoloto?" A mim? Eu respondo que nada, pois para ter prémio é preciso jogar, não é? Eu nunca jogo por isso tenho a certeza que nunca me calhará nada de nadinha.

Poderei também dizer que ir à missa é garantia de prémios, prémios espirituais! Mas se eu não vou também não obtenho nada.

- Mas eu não acredito muito nisso!

Queres testar e apostar nisso?

Não vale mais jogar pelo seguro? É que 100 anos é canja comparativamente a toda a ETERNIDADE!

 

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 Foto sem direitos de autor retirada do site https://pixabay.com.

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