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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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08
Mar19

O Padre poderia se casar, ou não?

Helena Le Blanc

Este é um daqueles temas controversos.

O Padre poderia se casar ou não?

Todos sabemos que não. A igreja e especialmente o seu representante máximo assim o diz. Mas porquê? Coitados, poderiam ter uma família. Assim não se sentiriam tão sozinhos e se calhar diminuiria drasticamente os problemas de abusos sexuais que têm surgido nos últimos tempos. Se os Padres pudessem constituir família talvez os jovens rapazes homossexuais pensassem duas vezes antes de decidirem enveredar por uma vida eclesial!

Seria muito bom o Padre ter uma vivência familiar, não somente do ponto de vista de filho e tio mas também de pai e de esposo. Talvez assim não haveria falta de Padres. É uma boa ideia! É sim senhor!

 

Mas tenho que dar a mão à palmatória, por várias razões indiscutíveis:

- Na Bíblia São Paulo disse assim à comunidade Coríntia (Grécia): "Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e de como agradar à sua esposa (gosto muito desta parte), e fica dividido. Assim também, a mulher solteira e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo e de como possa agradar ao marido (e claro está, vice-versa). Digo isto para vosso bem, não para armar uma cilada; simplesmente para que façais o que é mais nobre e possais permanecer sem distracção junto do Senhor". (1Cor 7, 32-35)

- Se eu me queixo de pouco tempo que tenho por dia para fazer tanta coisa, então como é que eu posso pensar que um Padre, para além da sua família, ainda teria tempo para casar, batizar, confessar, acompanhar funerais, administar a unção dos doentes, passar declarações no cartório, ler as orientações internas do Bispo, ir a formações, fazer retiros, organizar campanhas de angariações de fundos a favor dos mais pobres, preparar as missas, acompanhar a catequese de perto, acompanhar os grupos de cântico, os leitores, a comissao fabriqueira e outros grupos existentes na paróquia? E isto tudo multiplicado por exemplo por três? Pároco de três paróquias por exemplo como muitos são; de três e muito mais!

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- E a sustentabilidade? As despesas de um Padre não são as mesmas que as despesas de uma família! Se ele, casado e sendo padre, está ao serviço de Deus e da comunidade, esta no mínimo deveria sustentar a sua família, certo? Como é que funcionaria? A vida tá difícil, não é? E nem quero imaginar-nos, nós ovelhas do seu rebanho, a reparar nas despesas que ele faria ou a sua esposa... 

- A idade do Sr. Padre. Imaginem um Padre casado, com por exemplo 3 filhos, já entradote na idade! Como é que ele poderia dar conta do assunto? 

E estas são os factos que eu, assim de repente, vejo. Mas com certeza que existem mais para que um Padre não possa ter uma família com esposa e filhos. 

O Padre já tem muito com que se amanhar e ter uma família dá muito trabalho mas é tão bom! Maravilhoso!

 

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"Estás ligado a uma mulher? Não te separes.

Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher.

Contudo, se te casares, não estarás a cometer pecado;

e se uma virgem se casar, não comete pecado.

No entanto, essas pessoas terão que suportar fardos pesados,

e eu desejaria poupar-Vos".

(1 Coríntios 7, 27-28)

 

01
Mar19

Família: não há tempo!

Helena Le Blanc

Facilmente, com amigos, colegas de trabalho ou desconhecidos, a conversa bate no problema do tempo e no problema das crianças e/ou adolescentes de hoje em dia:

- o tempo passa a correr;

- não há tempo para nada;

- os pais não têm tempo para as crianças;

- as crianças não têm atenção dos pais;

- os pais não dão atenção aos adolescentes;

etc...

Tempo, crianças, adolescentes, atenção. 

ATENÇÃO.

É uma palavra que representa todo um universo de dificuldades! Muitas dificuldades.

O dia é curto para o tanto que tempos de fazer: trabalho, lidas domésticas, obrigações financeiras, tempo pessoal para relaxar (ver televisão, um filme, ler um livro, estar no computador, no facebook, etc)...

Se sou mãe ou pai, que é o caso, então a coisa complica-se: jantar e ou almoço obrigatórios (não dá para resolver a coisa com umas sandes ou uma salada), trabalhos de casa, banhos, etc.... E para não falar das atividades extra-curriculares e a correria para os levar aqui ou acolá...

E ainda se pode complicar mais quando um dos progenitores não está todos os dias em casa ou há alguém doente na família... e... e... pois!

É muito complicada a vida! Muito!

Facilmente o tempo passa a correr e não sei como arranjar tempo para o filho, para o marido quando eu preciso de tempo para mim pois estou cansada, nervosa, estoirada, sem paciência!

Dar atenção ao meu filho! Como? Quando? Onde? É difícil. 

 

Graças às Famílias de Caná, fomos aprendendo a fazer um pouquinho melhor, se bem que temos altos e baixos. Ora corre bem ora corre mal. Mas não desistimos. Voltamos a tentar e a recomeçar.

Partilho convosco duas aprendizagens:

 

- rotinas, são de ouro! Estabelecem limites, servem para responder às necessidades básicas obrigatórias e ainda são um alívio para o nosso cérebro porque podemos ligar o piloto automático;

- regras, são de ouro! Acordadas pela família aplicam-se para os momentos que sobram.

 

Exemplo de duas das nossas regras:

- Fazer os trabalhos de casa quando chega da escola: português é com a mãe, matemática com o pai.

- Depois de jantar é o momento da família.

Se a rotina correr bem, às 20h00 estamos a terminar de jantar. Das 20h00 às 20h45 temos todos os dias um momento familiar, ou seja, estamos juntos a fazer alguma coisa, sem ecrans. São 45 minutos diários a família dá atenção à família.

Às 21h00 é hora de deitar para o mais novo.

Mas fazer o quê nesse momento de família? Temos interesses tão diferentes (adultos, crianças)! Uma das coisas que nos ajudou, especialmente no início, foi fazer um puzzle. 

Um puzzle pode ser uma atividade divertida, relaxante, animada, concentrada, viciante, interessante e que vai ao encontro das diferentes idades.

Eu comprei um puzzle que nos manteve ocupados durante dias e dias... meses... O primeiro foi um de 2 mil peças.  Apesar do Xavier ser muito novo  ele esteve à altura mas aprendemos a lição: continuamos nos puzzles mas de 500 peças. Comprando pela internet, conseguimos puzzles na ordem dos 10 euros cada já com o transporte.

Há uns dias acabámos de fazer este:

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Depois do puzzle concluído, desmanchamos e guardamos. Daqui a um ano ou ano e meio voltamos a repetir. Esta é uma das atividades favoritas cá em casa.

Outra coisa que também funciona connosco é jogar. Adoramos jogar à volta da nossa mesa de jantar. Temos vários jogos que nos divertem muito. 

Apesar de muitas vezes estar de rastos eu esforço-me por participar e cumprir (a regra do tempo familiar). Acabo o tempo familiar sempre bem disposta e alegre. 

Experimentem. Pode ser que também resulte convosco.

 

PS - Cá em casa depois das 21h00 é TEMPO LIVRE para os adultos! Yupi! 

26
Fev19

uma quaresma simples e bonita

Helena Le Blanc

0 Carnaval está aí à porta. Sei disso porque o meu filho já me falou no assunto. A escola até tem outros programas culturais mas o que lhe interessa é só isso: a tarde carnavalesca. Tudo o resto passa-lhe ao lado e muito bem já que têm 6 anos e a brincadeira e diversão é o que vale para ele.

Mas falar de Carnaval é também falar de Quaresma já que somos uma família que professamos a fé cristã e católica. Mas falar de Quaresma não é fácil. Mais simples é... deixar que a Quaresma nos passe ao lado. Cumprir aquela coisa das sextas-feiras (não comer carne) e já está! Estou pronta para a Páscoa. 

Pois, durante muitos muitos anos foi assim que pensei. Depois descobri que posso viver uma Quaresma simples e bonita.

Qual é o truque?

É enfrentar o "palavrão", o chavão e desconstruir, simplificar, desmistificar para construir à minha maneira, à maneira da minha família. Às vezes olhamos para algumas famílias cristãs e pessoas cristãs tão... no caminho da santidade que desânimamos e desistimos logo à partida. Mas não têm que ser assim... Basta começar de forma simples e bonita! É verdade.

Dou-Vos o meu exemplo. 

Eu, uma pessoa muito controladora, tenho listas e mais listas. Tive que fazer mais uma lista: Plano de Quaresma para 2019.

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Não é muito grande (para não desistir só de olhar) e têm coisas simples, entre o "fácil" e o "ser melhor" ou "fazer melhor" vencendo a preguiça e o comodismo. Encontrei várias coisas que para nós (a nossa família) faz sentido mas não tem necessariamente de fazer sentido para outros. É uma receita à medida de cada um.

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Vou partilhar o último item da lista.

Surgiu porque senti dificuldades ao falar da Quaresma, Crucificação e Ressurreição ao meu filho, preparando-o para os próximos dias/mês.

Lembrei-me de uma atividade que se fez há muitos anos na catequese e que veio de uma vivência da família Power (BLOG),(SITE):

- fazer (pelo menos) uma boa ação por dia e por cada uma iremos colocar uma flor ou um coração junto à cruz de Jesus Cristo.

Em vez do pano cor roxa vamos colocar flores e corações. Por cada boa ação ou sacrifício iremos estar a oferecer amor a Jesus Cristo para aliviarmos a sua dor na cruz.

Relembrei-o que cada vez que ele se aleija ele procura alívio (emocional) nos meus braços, num colinho de amor! 

Ele franze a sobrancelha: - É assim que Jesus recebe amor?

Há várias formas de dar amor: quando fazemos festinhas aos cães; quando sorrimos para alguém; quando escrevemos palavras de afeto; quando damos beijinhos e abraços; quando fazemos o que a mãe e o pai nos pedem...

Jesus recebe amor quando fazemos boas ações e sacrifícios pelos outros.

- Ok. - E ele partiu para outra. Estava entendido.

É difícil falar da Páscoa com crianças. Devagarinho chegamos lá, desde que seja simples e visual/tátil. E por (um bom) arrasto, os adultos vão atrás. Precisamos de coisas simples e palpáveis. 

A quaresma pode e deve ser simples e bonita!

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"Deus aperfeiçoa os nossos esforços e completa as nossas obras"

(Teresa Power, Reflexão dominical Domingo IV do tempo Comum, Ano C, 01/02/2019)

 

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