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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

25
Jan19

Janeiro de 2019

Helena Le Blanc

É difícil recomeçar. Cada vez que caio a parte mais difícil é voltar a alinhar-me, acertar no caminho. É um esforço grande já que manter-me caída é muito confortável, tem as suas vantagens e a grande parte delas são até interessantes!

Mas apesar desta preguiça, conforto e regalias, tinha consciência (de vez em quando) que não era bom para mim e para a minha família. Fui adiando e empurrando para o fundo do coração, se é que há um fundo!

Tentei manter ativos alguns rituais familiares e individuais, como por exemplo o ir à Eucaristia todos os Domingos com a esperança que Jesus me ajudasse a encontrar o caminho, a ver a verdade, para me sentir outra vez VIVA na minha divindade e não somente humanamente. Que acontecesse um clic por magia.

Manter-me à deriva foi o meu plano, e resultou... (acho) está a resultar! Apesar das dúvidas, do deserto, do distanciamento e frieza do meu coração, da minha alma, tentei não me esquecer que um dia eu já confiei. Por isso, dei-me algum crédito esperando e mantendo-me a boiar.

Uma das coisas que sinto que ajuda é procurar alimentar o meu cérebro, o meu conhecimento. Para sentirmos afetos por alguém precisamos de o conhecer. Eu não amo (logo) porque me apaixonei à primeira vista. Paixão é fácil mas amor só com a convivência e o conhecimento, certo?

No caso da convivência, não preciso entender, sentir ou perceber tudo. Simplesmente estou participante (perto, junto) e vou observando e pensando (Eucaristia no meu caso por ex.).

Relativo ao conhecimento, há imensos livros, cursos onlines, textos, que poderão mostrar quem é Deus. No meu caso retomei a leitura da Bíblia e mais umas pequenas coisas. 

Há quem pense que voltar / entrar na Igreja Católica é muito trabalhoso, muito pesado, com muitas regras. Se eu pensasse assim de facto nem se quer me aproximava. Não quero para mim e para a minha família uma prisão, um navio de carga ou um tanque de stress. 

O importante é a minha relação com Deus e Deus comigo.

O resto são pormenores e detalhes.

FOTO DE NATAL 2018 (3).PNG

Senhor dos Senhores, inclina-te da tua morada santa,

aí do Céu, e abençoa todas as famílias!

adaptado de Deuteronómio 26, 15

 

 

 

 

 

 

22
Jun18

Títulos de DEUS

Helena Le Blanc

Há medida que vou lendo a Bíblia tenho encontrado coisas interessantes que vou tomando nota. Uma delas são os títulos atribuídos a Deus, por Ele próprio ou por outros.

Vejam os que encontrei no Antigo Testamento:

 

Deus dos Deuses

 

Senhor dos Senhores

 

Deus Grande, Valente e Terrível

 

Pai e Criador

 

O Altíssimo

 

Eu sou Eu e fora de Mim não existe nenhum outro Deus

 

Eu vivo Eternamente

 

O Favorito dos Povos

 

O Braço Eterno que expulsa o inimigo da Sua frente

 

Deus, tanto lá em cima no céu como cá em baixo na terra

 

Deus de Israel

 

O Senhor, Deus de Israel

 

Deus Santo

 

O Senhor que realiza coisas misteriosas

 

Deus do Êxodo

 

Senhor dos Exércitos

 

O Esplendor de Israel

 

Deus Vivo

 

O Deus do Exército de Israel

 

Deus de Jacob

 

Rocha de Israel

 

 

stained-glass-1181864_1920.jpg

 

 

A imagem, sem direitos de autor, foi retirada de Pixabay.com

17
Nov17

O que acontece a seguir à MORTE?

Helena Le Blanc

O homem, feito de espírito e matéria, não foi destinado por Deus a morrer, mas o facto é que morre!

E o que é que acontece a seguir?

Morre-se e... pronto, acabou tudo. Finito

Muitas pessoas (mas mesmo muitas) acreditam nisto. 

 

Eu percebo que, tendo em conta a evolução dos tempos, seja difícil acreditar em algo mais do que o visível. Eu penso muitas vezes que "o mundo está loco"! É verdade. O mundo nunca foi tão difícil como agora (suponho eu!)

Agora vejam o seguinte: o homem sente, dentro de si, no seu mais íntimo uma insatisfação. Todos sentem. Mas que faz o homem moderno? Nega (ficando numa permanente negação) ou procura "algo", uma resposta. Não tendo os devidos cuidados o homem acaba por cair nas novas teorias, filosofias, "religiões", modos de estar na vida, meditações com yoga e outras coisas à mistura, etc...

E isto eu não percebo. Sempre tivemos a resposta à frente dos nossos olhos, alojada no nosso coração, à mão de semear, e mesmo assim insistimos em não aceitar e não acreditar que DEUS é DEUS, e que JESUS, seu filho primogénito muito amado, reencarnou no século I d.c. para nos ensinar (porque nós teimamos em continuar burrinhos!)

Não acham fabuloso as meditações e ensinamentos ancestrais orientais?!

E então e a nossa Bíblia? E as tradições orais da mensagem e ensinamentos de Deus, e mais tarde de Jesus?

Em termos de credibilidade história não estarão ambas no mesmo pé? A grande diferença (e única) é que uma é VERDADEIRA, e a outra é somente uma variante.

 

Retomando, pensam que essa ânsia, essa insatisfação, é nova? NÃO. Todo o ser humano nasce com ela. Temos diversos exemplos da história em que grandes cientistas, escritores, filósofos, etc... falaram disso e como acabaram por descobrir a resposta: DEUS. 

O mundo de hoje, à velocidade das novas tecnologias, não nos deixa pensar muito e por isso é mais fácil ignorar e negar. Mas garanto que essa ânsia está lá, e que virá ao de cima nos momentos menos oportunos, aqueles em que somos ultrapassados pelos acontecimentos e que nos obrigam a PARAR.

 

IMG_7871.JPG

 

Posto isto, regresso à pergunta inicial: "E o que é que acontece a seguir?"

A morte separa a alma imortal do corpo mortal. O corpo é sepultado ou cremado, e esta parte nós já sabemos muito bem.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, organizado pelo Santo Papa João Paulo II onde reuniu as verdades da nossa Fé, a alma imortal terá dois grandes momentos: 

 

- um encontro com Jesus Cristo, em particular (chamado Juízo Particular), em que a alma imortal irá receber a sua retribuição eterna.

 

Jesus Cristo é o Juiz dos Vivos e dos Mortos. Deus assim o decidiu glorificando o nome do Seu adorado filho. Jesus Cristo submeteu-se à sua vontade apesar do seu temor junto da morte. Ele venceu o ultimo inimigo do homem. De facto, a morte é a única coisa nesta vida que o homem (continua) não poder nada.

A retribuição eterna será determinada em função das obras e da Fé (da vida terrestre).

 

- um encontro com Jesus Cristo, em conjunto com todos os homens (chamado Juízo Final), vivos e mortos, de todas as nações, em que definitivamente será desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. Revelará até às ultimas consequências o que cada um tiver feito de bem ou ter deixado de fazer. 

Noutro dia escreverei sobre o Juízo final e o depois disso (porque o nosso futuro não acaba aqui).

 

Portanto quais são as possíveis retribuições eternas?

- o céu - Quem recebe o céu será para sempre um ser semelhante a Deus, e como tal com capacidade para ver Deus tal como Ele é, face a face. Terá uma vida perfeita com Deus, Jesus Cristo, o Espírito Santo, Maria, os Anjos, ou seja, uma vida de amor com todos os que estão no céu. Finalmente desfaz-se a tal "insatisfação" que se sente no íntimo porque se alcança a felicidade suprema e definitiva.

E o que se faz lá? Cumpre-se com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira (reparem que os animais estão incluídos). Interessante, não achas?

- o purgatório - Quem recebe o purgatório (ou purificação) são todos aqueles que precisam de mais algum tempo, pois não estão preparados para verem Deus face a face. Têm entrada garantida no céu mas precisam de se purificar a fim de obterem a santidade necessária para entrar na comunidade do amor junto de Deus.

E o que é que se faz lá? Não sei. O catecismo não diz. Suponho que a tal "insatisfação" está constantemente presente e será tão difícil como o que sente uma criança diabética à frente de um chupa-chupa.

- o inferno - Este é o pior dos cenários. Só entra neste cenário aquele ou aquela que decidiu não amar Deus, mesmo na hora da morte, da separação. Aquele que, em plena posse da sua liberdade e consciência, afirmar claramente que não quer ter nada a ver com Deus vai para o inferno.

Não amar Deus está incluído também os outros filhos D´Ele (nossos irmãos) e nós mesmos. Deus é misericordioso e perdoa sempre mas teimarmos nessa posição Deus não pode fazer nada. Deus não nos pode obrigar a amá-lo porque nos deu o livro arbítrio. Assim, também não poderá evitar a nossa ida para o inferno para todo o sempre.

E o que é que se faz lá? Sente-se permanentemente a separação de Deus. A tal "insatisfação" alojada no íntimo do homem intensifica-se e como dor de queimadura permanece eternamente.

Comparo esta possível sensação ao estar no meio do deserto e sentir-se a dor da sede (já com os lábios e língua inchados) ou de um bébé latente que esfomeado sente a dor da ausência do peito. Sentir este tipo de dor eternamente é loucura na certa. 

 

Portanto, eu só receberei o inferno se, mesmo em pecado mortal na hora da morte, ou com uma vida "muito negra" decidir afirmar que não amo Deus, não quero amar Deus, nem mais ninguém. Evidentemente isto acontece sem jogos e enganos, em transparência e sinceridade plena. Se eu tiver consciência disto e andar a brincar em toda a minha vida sabendo que na hora da morte me basta dizer (e sentir) que amo Deus e tudo me será perdoado, então no mínimo deverei esperar uma profunda tristeza de Deus por mim (e um pugatório muito muito longo)!

Mas se na hora da separação eu pedir perdão a Deus por todos os pecados (mortais ou veniais) de forma muito sincera e real, Deus perdoar-me-á. Assim posso contar em receber, pelo menos, o purgatório porque apesar de eu ser perdoada terei que redimir-me por todo mal que fiz aos outros (filhos D´Ele) e a toda a criação.

Esta é a verdade do que acontece a seguir à Morte: e será como cada um decidir!

 

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