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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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26
Fev19

uma quaresma simples e bonita

Helena Le Blanc

0 Carnaval está aí à porta. Sei disso porque o meu filho já me falou no assunto. A escola até tem outros programas culturais mas o que lhe interessa é só isso: a tarde carnavalesca. Tudo o resto passa-lhe ao lado e muito bem já que têm 6 anos e a brincadeira e diversão é o que vale para ele.

Mas falar de Carnaval é também falar de Quaresma já que somos uma família que professamos a fé cristã e católica. Mas falar de Quaresma não é fácil. Mais simples é... deixar que a Quaresma nos passe ao lado. Cumprir aquela coisa das sextas-feiras (não comer carne) e já está! Estou pronta para a Páscoa. 

Pois, durante muitos muitos anos foi assim que pensei. Depois descobri que posso viver uma Quaresma simples e bonita.

Qual é o truque?

É enfrentar o "palavrão", o chavão e desconstruir, simplificar, desmistificar para construir à minha maneira, à maneira da minha família. Às vezes olhamos para algumas famílias cristãs e pessoas cristãs tão... no caminho da santidade que desânimamos e desistimos logo à partida. Mas não têm que ser assim... Basta começar de forma simples e bonita! É verdade.

Dou-Vos o meu exemplo. 

Eu, uma pessoa muito controladora, tenho listas e mais listas. Tive que fazer mais uma lista: Plano de Quaresma para 2019.

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Não é muito grande (para não desistir só de olhar) e têm coisas simples, entre o "fácil" e o "ser melhor" ou "fazer melhor" vencendo a preguiça e o comodismo. Encontrei várias coisas que para nós (a nossa família) faz sentido mas não tem necessariamente de fazer sentido para outros. É uma receita à medida de cada um.

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Vou partilhar o último item da lista.

Surgiu porque senti dificuldades ao falar da Quaresma, Crucificação e Ressurreição ao meu filho, preparando-o para os próximos dias/mês.

Lembrei-me de uma atividade que se fez há muitos anos na catequese e que veio de uma vivência da família Power (BLOG),(SITE):

- fazer (pelo menos) uma boa ação por dia e por cada uma iremos colocar uma flor ou um coração junto à cruz de Jesus Cristo.

Em vez do pano cor roxa vamos colocar flores e corações. Por cada boa ação ou sacrifício iremos estar a oferecer amor a Jesus Cristo para aliviarmos a sua dor na cruz.

Relembrei-o que cada vez que ele se aleija ele procura alívio (emocional) nos meus braços, num colinho de amor! 

Ele franze a sobrancelha: - É assim que Jesus recebe amor?

Há várias formas de dar amor: quando fazemos festinhas aos cães; quando sorrimos para alguém; quando escrevemos palavras de afeto; quando damos beijinhos e abraços; quando fazemos o que a mãe e o pai nos pedem...

Jesus recebe amor quando fazemos boas ações e sacrifícios pelos outros.

- Ok. - E ele partiu para outra. Estava entendido.

É difícil falar da Páscoa com crianças. Devagarinho chegamos lá, desde que seja simples e visual/tátil. E por (um bom) arrasto, os adultos vão atrás. Precisamos de coisas simples e palpáveis. 

A quaresma pode e deve ser simples e bonita!

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"Deus aperfeiçoa os nossos esforços e completa as nossas obras"

(Teresa Power, Reflexão dominical Domingo IV do tempo Comum, Ano C, 01/02/2019)

 

25
Jun18

As surpresas da Geração Z

Helena Le Blanc

Recentemente tive a oportunidade de conhecer melhor a Geração Z, ou seja, os nascidos em 2000 e daí para cima. Apesar de ter uma preferência pela juventude, nos últimos anos andei mais no mundo das Crianças por vários e diferentes motivos.

Neste encontro de jovens foi proposto fazer um balanço da humanidade. Como? Enumerar as fatalidades do mundo de hoje; olhar para o passado e nomear as tragédias que ficaram na história da humanidade; colocar tudo numa balança e observar concluindo se o mundo está melhor, igual ou pior.

Confesso que este diálogo foi (um bocadinho) orientado por mim já que o meu propósito era mesmo este: que o grupo se distanciasse do seu dia a dia, olhasse para o mundo e tirasse as suas conclusões tendo em conta o objetivo proposto.

Fiquei surpreendida pela negativa e pela positiva.

 

Porquê?

- Apesar de andarem na escola, tiveram algumas dificuldades em indicarem fatalidades da história;

- Rapidamente indicaram as fatalidades de hoje, não mostrando alienação relativamente ao mundo em que vivem, exceto numa coisa: nunca tinham ouvido falar da problemática "ideologia de género". Quando dei exemplos ficaram horrorizados pelo extremismo da ideologia;

- Revelaram opinião formada relativamente a um dos assuntos, por o mesmo já ter sido discutido nas suas famílias, com os seus pais;

- Transmitiram que o sofrimento pode justificar a morte: por ex. por causa de violação justifica-se um aborto;

- Não sabiam o que queria dizer "uma relação platónica" ou abstinência sexual. Não é suposto esta geração saber tudo o que há a saber de sexo? É essa uma das principais preocupações das escolas, não é? Ao ensinar, ensina-se tudo!

 - Têm uma ideia muito romantizada da vida: o AMOR justifica tudo. Se a pessoa se sente feliz, então pode fazer e ser. A pessoa deve ser aceite e respeitada dessa forma já que é assim que se sente feliz.

 

 Este encontro foi repetido por mais uns dias e foi esta a ideia privilegiada: acreditam que o AMOR pode tudo e por AMOR consegue-se tudo.

Ao contrário do que, à partida, diria sobre estes jovens (que foram expostos desde muito cedo às notícias terríveis da humanidade, à violência dos filmes e jogos, e ao desmoronamento das suas famílias), eles têm esperança, muita esperança no mundo. 

Sem querer ser especialista, eu diria então que:

- Eles têm esperança mas revelam muita imaturidade à mistura. Não têm experiência nas relações humanos, a cores e ao vivo. Precisam de VIVER mais e muito mais, no mundo físico;

- Eles não têm sido ouvidos da "sua justiça" no seio da sua família. Os adultos não dialogam com eles, de forma transparente, franca e respeitosa, à cerca dos problemas que aparecem e "mexem" com a família. Sem este diálogo eles não percebem a dimensão e contornos de determinadas problemáticas;

- Eles não têm sido verdadeiramente desafiados na Escola. 

 

Posto isto, pergunto, o que poderei eu fazer?

O que poderás tu fazer?

O que poderemos nós todos fazer para os ajudar? 

 

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 Foto sem direitos de autor de  averie woodard em Unsplash.

 

Aqui fica também uma sugestão de leitura sobre a Geração Z: "15 traços da Geração Z" publicado pela ALETEIA: 

https://pt.aleteia.org/2018/06/22/15-tracos-da-geracao-z/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

20
Jun18

Porque é que eu sei tão pouco da minha religião?

Helena Le Blanc

Eu faço parte da chamada "geração rasca" pós 25 de Abril.

Foi connosco que o mundo deixou de andar a passo de caracol para correr velozmente: 

 

- A televisão que de dois canais passou para três, depois apareceu a cor e foi ver crescer as possibilidades e escolhas;

- Surgiu o telemóvel, como um pequeno tijolo com uma antena frágil. Foi crescendo em tecnologia e decrescendo em tamanho;

- Apareceram os computadores: para mim o primeiro foi o Macintosh;

- A Internet! Acho que a Internet, na minha opinião, foi o top das novidades que apareceram nas nossas vidas! O que hoje se pode fazer com a Internet? Tudo. Aliás, agora há determinadas obrigações que só pela Internet é que as poderemos cumprir! A evolução neste campo é extraordinária. Lembram-se do slogan "o mundo é uma aldeia"? Acho que agora já não é preciso abrir a porta de casa para entrar na aldeia: o mundo está literalmente sempre nas nossas mãos.

 

Poderia referir mais coisas, pois em todas as áreas da nossa vida surgiram novidades que nos trouxeram mais conforto para o nosso dia a dia. Mas não posso deixar de referir o que aconteceu nas escolas. Dos meus anos de estudante duas ideias ficaram claramente na minha cabeça (por tantas vezes as ter ouvido, ano após ano):

 

- A minha liberdade acaba onde começa a do outro;

 

- Não se pode aceitar tudo o que nos dizem: temos que pensar com a nossa própria cabeça (o espírito crítico).

 

Sem ser, e querer ser, especialista nestas matérias, à primeira vista diria que a primeira ideia tornou-se importante transmitir à juventude por causa da recente experiência ditadurista que o país tinha acabado de sair; e a segunda porque o método experimental tinha que se tornar à força a essência do bom senso humano!

Isto tudo à mistura com a cultura americana que nos chegava a bombar pela televisão. Parecia ser cool: fumar; ter muitas experiências de sexo sem estar amarrado pois a história do príncipe encantado ou da princesa poderia acontecer a qualquer momento; usar roupas o mais chocantes possíveis; fingir estar sempre alegre com vontade de dançar; ir ver concertos com os amigos sem hora de chegada a casa; beber shots; conhecer todos os grupos musicais do momento; ter sucesso na vida profissional...

 

No meio disto tudo, o Papa da altura, São João Paulo II, apercebendo-se desta onda negra que caía sobre as nossas cabeças, tentou fazer algumas coisas, como por ex. os Encontros Internacionais da Juventude, a sua encíclica Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) e a divulgação da encíclica (escrita por um antecessor dele) Humanae Vitae (Vida Humana). Acontece que eu, apesar de frequentar a Paróquia da minha terra, nunca ouvi falar disto durante esses anos. Nunca.

Da minha catequese pouco recordo: decorar algumas orações, pintar, mudarmos de instalações várias vezes, mudar de catequistas, celebrar os sacramentos com as festas familiares e mais nada.

Das Eucaristias e momentos que estávamos com os Sr.s Padres só recordo dos seus discursos chatos e sem interesse para mim. Eram mesmo "SERMÕES". Nada do que diziam fazia sentido para mim à excepção de uma época específica.

Essa altura, alguns anos, a Igreja fez sentido para mim: um padre, mais jovem, esteve connosco alguns anos. Arranjou-nos uma atividade super divertida (o teatro) e atrás disso veio a participação em retiros espirituais, a formação do grupo de oração dos salmos, fazermos o Crisma (que há muitos muitos anos esse sacramento tinha ficado esquecido na Paróquia), etc...

Ele foi transferido. Eu fui embora. No entanto este bocadinho, que fez a diferença, ficou cá dentro, como uma bela recordação.

 

Agora pergunto eu: porque é que eu sei tão pouco da minha religião? Porque é que as "filosofias alternativas" me parecem tão aliciantes? Porque é que a meditação parece ser tão cool na filosofia oriental, quando ela nasceu na Fé Judaico-Cristã? Porque é que Deus me parece tão longe, tão exigente, tão cruel, tão injusto? Porque é que o chamamento para a Santidade me parece ser uma coisa impossível? 

 

Todos nós temos respostas para estas perguntas. Mas acho que todos nós (crentes ou não crentes) também podemos concordar que o mundo, tal como ele está, não está melhor! Falta algo... aquela especiaria que fará toda a diferença na vida do jovem.

Depois desta reflexão, temos necessariamente que fazer. Sim, fazer.

 

- O que mudar?

- O que é que eu, hoje, posso fazer pela geração atual? 

 

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 A imagem, sem direitos de autor, foi retirada de Pixabay.com

 

 

Os textos referidos:

- Encíclica Humanae Vitae

- Encíclica Evangelium Vitae

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