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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

16
Set17

A Fé traumatiza a criança?

Helena Le Blanc

De vez em quando assaltam-me algumas duvidas quando vejo pequenos sinais da nossa Fé no meu filho.

Por exemplo, neste verão ele esteve com uma jovem amiga durante uma semana cá em casa. Brincou muito com ele e fizeram diversas atividades. Em alguns dias, quando chegava a casa, tinha surpresas à minha espera:

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Bem, neste caso foi uma surpresa para o Pai, a sua prenda de anos.

Mas tive mais, por exemplo esta:

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Entre outras, o que chamou mais atenção foi isto:

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Nessa noite o nosso canto de oração ficou assim:

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Como é que um menino de 4 anos tem estas iniciativas? Porque a sua família tem muito presente a sua Fé no seu quotidiano e na sua casa.

Mas é normal este tipo de iniciativa? Será saudável que a criança seja rodeada assim de tantos sinais e vivências?

São as tais dúvidas que de vez em quando me assaltam. Não irá ele um dia ficar "enjoado", "farto", "traumatizado"?

Quando as crianças têm este tipo de iniciativas normalmente foi porque o Catequista, o Padre ou outro adulto pediu. Mas o meu filho lembrou-se de escrever também o nome de Jesus numa pedrinha, tal como tinha feito já com os nossos nomes, e colocar no nosso canto de oração porque na nossa família o Pai, a Mãe, a televisão, os brinquedos, a patrulha pata, etc.. têm a mesma importância que têm Jesus, a nossa Fé, a nossa Oração, o nosso Deus. Tudo é importante, um bocadinho de cada, sendo certo que os valores que Deus nos pede para vivenciar, ensinados por Jesus Cristo, terão que ser o mais importante de tudo. Isto chega-nos através de desenhos animados adequados, brincadeiras, jogos, histórias... por ex. as histórias da bíblia que são tão boas como as histórias "tradicionais".

Isto é o que eu acredito apesar das minhas dúvidas (típicas de mãe).

A nossa casa têm coisas que nós gostamos. Um exemplo disso é a cor verde com que pintamos o interior da nossa casa. E se eu amo Deus tenho que necessariamente expressar isso nas coisas que me rodeiam, seja em minha casa, no meu carro, na minha carteira, nos meus livros, no meu facebook...

O meu filho vai absorvendo inconscientemente todos estes sinais, e como tal vai fazendo sentido para ele a nossa Fé, já que vamos à Missa todos os domingos, benze-mo-nos todos os dias com água benta, agradecemos as coisas boas do dia, rezamos Avé-Marias e Pai- Nossos (neste caso ele é o encarregue de contar), lemos histórias da bíblia, temos a Cruz da nossa salvação cá em casa, etc...

Outro exemplo que me ocorre: os clubes de futebol. Cedo as crianças sabem qual o club favorito dos pais e aprendem a "torcer" por esse club. Para os rapazes faz sentido particarem futebol porque esse desporto, esse gosto, está presente (de diversas formas) na família. As crianças ficam traumatizadas por causa do futebol? 

Num dia destes, e junto de um casal amigo com quem ele passou o fim de semana, ao ver uma cruz alta na estrada fez o seguinte comentário:

 

- A minha mãe iria gostar muito desta cruz!

 

E isto é um comentário saudável, não de uma criança "traumatizada" pelos pais e pela sua vivência na Igreja Católica.

Por isso é que, em tempos de reinício de catequese, sinto-me muito triste quando percebo junto das crianças que a catequese não faz sentido para elas. Percebem o que se diz e ensina, mas não têm nenhum resultado pratico nas suas vidas porque a família não vive a sua Fé. 

A missa, a catequese, os ensaios para a Primeira Comunhão e Crisma, etc... tudo isso é difícil para as crianças e jovens porque quando olham para os seus pais, verificam que o que andam a fazer são formalidades e festas, e é assim que vão aprendendendo o que quer dizer "hipocrasia", "mentira", "estar no social", "beleza"... Por sua vez os adultos vão se queixando como são os jovens de hoje!

 

Confio em Deus completamente. Sei que o seu amor por nós é inamaginável (para os nossos sentidos humanos), e que vai estar sempre ao lado do meu filho, nos bons e maus momentos eternamente. Porquê?

Porque Deus pensou-o, criou-o e entregou-me no meu seio. Ele era seu filho antes de ser meu. Eu faço o meu papel de mãe, de guardiã do tesouro mais precioso ao cimo da terra. Mas tenho que fazer mais para além disso: tenho que lhe dar a conhecer o seu verdadeiro Pai, a verdade da sua existência!

 

"Sim! Pois Tu formaste os meus rins,

Tu me tecestes no seio materno.

Eu te agradeço por tão grande prodígio,

e maravilho-me com as tuas maravilhas!"

 

(Salmo 139/138 - É Deus quem revela quem somos)

05
Ago16

O que é ser católico praticante?

Helena Le Blanc

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Costumo dizer:

- "Eu sou católica praticante".

Ultimamente tenho afirmado muitas vezes isto, sem vergonha e receios.

Mas...

O que é que realmente quer dizer "praticante"? Eu sei que sou católica. Mas, e o "praticante" ou "não praticante"?

Parece-me ser de senso comum que praticante significa: ir às missas dominicais (na maior parte dos domingos), comungar, ser casado pela igreja.

Não praticante será dizer que se é batizado, que se terá frequentado a catequese e feito a Primeira Comunhão, e eventualmente o Crisma. Com sorte também terá casado pela igreja.

 

Ser praticante...

Ser católico praticante não se resume somente à participação nas Eucaristias dominicais (na maior parte dos domingos), comungar e ser casado pela igreja. Viver a nossa fé é muito mais do que isso, e como tal é fundamental - retomando o penúltimo post - fazermos parte de um Movimento Religioso Católico. São uma espécie de orientadores que nos ajudam, centímetro a centímetro, a "conhecer a nossa Fé para viver a nossa Fé e mais tarde partilhar a nossa Fé". 

Quando eu subscrevi as Famílias de Caná "estava a pedir" que me ensinassem, com modelos e palavras sábias, a ser uma "Católica praticante". Não estamos a falar de "escola/aluno". Basta estarmos presentes para... o caminho se iniciar, de forma natural e à medida de cada um, sem julgamentos ou competições.

Claro que na altura não tinha este discernimento. Simplesmente decidi dar o primeiro passo e deixar-me levar...

 

Hoje ser católica praticante quer dizer ir quase todas Eucaristias Dominicais, de vez em quando também às missas da semana, participar em momentos de Adoração ao Santíssimo, confessar-me com regularidade, rezar todos os dias uma oração familiar noturna, rezar o terço cada vez que tenho que conduzir pelo menos durante meia-hora, rezar o terço cada vez que faço caminhadas, ser generosa e caridosa para com os outros, ser muito mais compreensiva com os outros (especialmente com a minha família), ter começado a ler a bíblia (e não somente consultar), ler livros católicos, escrever este blog com uma periodicidade relativa, ... 

Tudo isto está enraizado na minha vida (umas coisas mais e outras ainda menos). Pouco a pouco começaram a fazer parte da rotina.

 

O Catecismo da Igreja Católica (um livro a consultar para qualquer dúvida sobre a nossa religião) diz o seguinte:

- Cada um de nós, no batismo, fomos lavados e santificados, em nome de Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus. Ele já nos conhecia antes de nascermos, tendo-nos predestinado a sermos como Jesus, o primogénito dos irmãos. Ele chama-nos à santidade.

 

... a santidade.

O que é? Cumprir a vontade do Pai, dedicando-me inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. 

Como chegar? Fazendo uso das minhas forças e capacidades que recebi de Deus. 

Como posso medir? Pela força da minha união com Jesus Cristo. O progresso espiritual tende à união cada vez mais íntima com Jesus. 

O que pode ajudar? A cruz. Faz parte deste processo a renúncia e o combate espiritual.

O que tenho que fazer? Seguir os ensinamentos da "lei de Cristo" que estão na Bíblia, receber a graça dos sacramentos, beber do exemplo da santidade de Maria, distinguir os irmãos que são testemunhos vivos de fé, aprender com as histórias dos santos. Encontro tudoisto na igreja, em comunhão com todos os batizados. 

(Nr.ºs 2013, 2014 e 2030 do Catecismo)

 

 

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"Eu sou o Senhor, Vosso Deus.

Deveis santificar-Vos e permanecer santos,

porque Eu sou santo;

(...)

sede santos,

porque Eu sou santo"

(Lv, 11, 44, 45) 

 

 

 

14
Jun16

Estamos de férias!

Helena Le Blanc

A minha família conseguiu ter uma semana de férias no início deste verão!

Estávamos a precisar.

Parar para estar juntos!

Apesar de um início atribulado, conseguimos conciliar tudo, até mesmo a instabilidade atmosférica.

Para quem nos segue no facebook, temos colocado fotos e vídeos das nossas atividades.

 

Estar de férias significa:

1-  estar com quem mais amamos todas as horas do dia - um verdadeiro desafio;

2 - ceder e deixar-nos levar pelo imprevisto e pelas opiniões dos outros - uma verdadeira surpresa;

3 - apreciar a beleza do mundo que nos rodeia - uma verdadeira maravilha;

4 - aproveitar todos os momentos extras para fazermos o que mais gostamos - no meu caso ler... um verdadeiro prazer.

 

Estar de férias também significa continuar a aprofundar a nossa relação com Deus. E com isto quero dizer por exemplo participar na Eucaristia Dominical. 

Neste último domingo, fiz todos os esforços para participar na missa mais próxima do local onde estamos. Acho que para nós é uma primeira vez. Em época de férias sempre facilitamos quanto aos nossos deveres de cristãos. 

Acreditem que fiquei muito contente por termos tomado esta decisão, pois acabou por ser uma oportunidade para outras coisas...

 

Vantagens em ir à Missa no período de férias:

1 - descobrir uma igreja diferente... - neste caso mais específico, uma igreja de um santo que nunca tinha ouvido falar...

2 - ouvir cânticos diferentes... - alguns menos sentidos, outros que emocionam...

3 - observar a organização da liturgia, muito diferente da que estamos habituados - por exemplo não existirem acólitos mas homens de idade avançada, vestidos com fato junto do sacerdote...

4 - ouvir um sacerdote diferente - que neste caso tinha um tom de voz impressionante com entoações muito interessantes. Digamos que tinha "voz de radio" amorosa! 

 

E perguntei-me: porque é que afinal eu facilitei durante as nossas férias nos anos anteriores? Por pura estupidez!

Gostei e muito... 

 

Aqui ficam algumas fotos.

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