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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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08
Ago16

O inferno na terra

Helena Le Blanc

Nem todas as surpresas são boas!

A minha família passou este fim de semana numa povoação junto do Rio Douro. Notamos sinais de fogo na região. Infelizmente, não é novidade existirem fogos em Portugal, especialmente no verão.

Ao regressarmos, repentinamente o transito parou na auto-estrada A1, na direção de Porto-Aveiro. O meu marido disse-me que provavelmente seria por causa dos fogos. Estávamos numa zona antes de Albergaria.

IMG_5927.JPG

Pela primeira vez, vi a auto-estrada com carros parados nas três vias.

Todos começaram, pouco a pouco, a sair dos carros. Haviam autocarros e carros com adeptos de futebol do Club Braga do Sporting. Percebemos que a fila já se estendia, pelo menos, por 2 Kms. 

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A determinada altura, e observando a passagem de carros de polícia e 2 furgões da Unidade de Intervenção, consideramos que poderia ser um grande acidente, ou conflitos futebolísticos.

Vi todos o tipo de pessoas, todos o tipo de carros, todos o tipo de atividades durante esta espera...IMG_5918.JPG

Estávamos todos presos estar na auto-estrada, sem poder sair, durante 2h30 minutos.

Falamos de muitas coisas, tivemos muitos pensamentos. Eu aproveitei o tempo para ver uns vídeos do Padre Paulo Ricardo, para ler o ensinamento das Famílias de Caná, para ler a Mensagem do Papa no Angelus, e para pensar... em especial no ultimo parágrafo do evangelho deste domingo.

Um grupo de pessoas apareceram junto à vedação, com garrafões de água para o pessoal. Que bela lembrança. Fiquei muito agradecida.

-"Deram água a quem tinha sede" - umas das obras de Misericórdia. 

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Finalmente, começamos a andar. Aparece-nos uma placa de aviso: Perigo: Fogo 12 Kms de transito lento.

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Estava a anoitecer. 

Eu, atrás no carro, comecei a notar muito fumo à nossa frente. 

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E... sentimos o cheiro... 

Pouco a pouco a paisagem ia mudando rapidamente: muito fumo, manchas em laranja...

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Como já tinha escurecido, percebia-se melhor as cores... alaranjadas, até que se tornaram vivas: o fogo.

O carro ficou silencioso. 

 

 

Fiquei impressionada, chocada, assustada. Pensei no inferno: as chamas do inferno. Nunca tinha estado tão próxima de um fogo desta dimensão. Foi horrível! Veio-me à mente a descrição de Jacinta, das aparições de Fátima, sobre o inferno. Entendi um pouco melhor a aflição de Jacinta.

Perguntei-me: não há nada que possamos fazer para tirar as almas do fogo do inferno, desse sofrimento eterno? Que destino horrível...

 

"Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediável das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a ideia de um castigo sem fim. Às vezes, sentada numa pedra, punha-se a pensar, e dali a pouco perguntava a Lúcia:

- Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o Inferno! E nunca mais vão sair de lá?

- Não!

- E mesmo depois de muitos, muitos anos?

- Não! O Inferno não acaba nunca!

- Mas, olha: então, depois de muitos e muitos anos, o Inferno ainda não acaba? E aquela gente que está ardendo lá não morre? E não vira cinza?! E, se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor os livra de lá?! E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Temos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles!

Depois, lembrando-se das misericordiosas palavras de Maria, acrescentava:

- Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu!

Outras vezes, meditando nos sofrimentos reservados aos pecadores que morrem sem arrependimento, Jacinta

estremecia de pena, ajoelhava-se e, de mãos postas, recitava a oração que Nossa Senhora lhes tinha ensinado:

- Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.embers-142515_1280 (1).jpg

E permanecia assim, muito tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. De vez em quando, chamava pela prima ou pelo irmão, como que acordando de um sonho:

- Francisco! Francisco! Vocês estão rezando comigo? É preciso rezar muito para livrar as almas do Inferno! Para lá vão tantas, tantas!

Por esse motivo, também a impressionava muito o que Nossa Senhora anunciara a respeito da Segunda Guerra Mundial. Jacinta parecia compreender com muita clareza todas as desgraças que essa guerra traria para a humanidade e, sobretudo, para as almas dos pecadores. Quando Lúcia, vendo-a pensativa, procurava saber com que se preocupava, por vezes respondia:

- Nessa guerra que virá, muitas pessoas vão morrer e irão para o Inferno! Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem viria a guerra, nem iriam para o Inferno!

Em outras ocasiões perguntava-se:

- Por que Nossa Senhora não mostra o Inferno aos pecadores?! Se eles o vissem, não mais pecariam, para não irem para lá!

Essa preocupação com as almas dos pobres pecadores tornava-se ainda mais viva quando a cristalina virtude de Jacinta chocava-se com alguma má ação ou dito ofensivo a Nosso Senhor. Então encobria a face com as mãos, e dizia:

- Ó meu Deus! Esta gente não sabe que, por dizer estas coisas, pode ir para o Inferno?! Perdoai-lhes, meu Jesus, e convertei-os. Com certeza não sabem que com isso ofendem a Deus! Que pena, meu Jesus! Eu rezo por eles. - E logo repetia: - Ó meu Jesus, perdoai-nos... etc."4007048302_a7947f8132.jpg

(Livro Jacinta e Francisco  Prediletos de Maria - Monsenhor João Clá)

Ler mais: AQUI

02
Jul15

Las Vegas?!?!

Helena Le Blanc

E a história contínua...

 

Tinha eu começado a planear o casamento e... nada!

O advogado ía falando connosco mas não havia nenhuma evolução. O processo era muitíssimo lento.

Passou a data.

Fiquei muito frustrada. Deus estava-me a ensinar uma dura lição.

Eu tinha tido dois namoros. No primeiro, uma relação longa, em que praticamente crescemos juntos. Apesar de ambas famílias falarem no casamento, nunca consegui dar esse passo. Fugia dessa conversa a sete pés!

Disse, em diversos momentos, que nunca me casaria. Aliás, referia que o casamento não era para mim (apesar de ser, na altura, uma pessoa afetivamente muito carente).

No segundo namoro, com uma pessoa divorciada, também disse várias vezes que não queria casar, por isso não era problema não haver essa possibilidade. A relação durou 2 anos. Para mim foi a descoberta da "paixão", e somente isso.

Portanto, estava eu naquele ponto da vida que não sabia o que pensar! Deus tinha-me mostrado o "chupa", deixou-me desejá-lo e.... depois escondeu-mo!

Na altura relembrei cada conversa em que eu disse, claramente e em voz alta, que nunca queria casar-me! Deus fez-me sentir cada palavra que eu tinha dito no meu passado!

E para piorar, via e observava todo o esforço e empenho que o James tinha naquele processo. Ele que não falava muito bem português e de natureza tímida, foi falar com "n" de pessoas. Percorreu todas as capelinhas sem medos ou hesitações, para que pudéssemos casar!

Eu sentia-me cada vez pior!

 

Por causa do trabalho, o James tem que ir, pelo menos uma vez por ano, a uma feira a Las Vegas.

Como me via cada vez mais depressiva, amargurada, frustrada, ele e as irmãs tiveram uma ideia... 

Já perceberam!

Eu, sem saber muito bem como, vi-me envolvida num casamento em Las Vegas. Quando me questionaram a temática, eu, por mera brincadeira e sem querer pensar muito, respondi piratas! PIRATAS! E "para mal dos meus pecados" eles levaram muito a sério! (Mais uma vez não tive cuidado com o que disse em voz alta)!

Não pode ir toda a família, mas foram alguns elementos. Prepararam-se a rigor.

Na véspera, esta era a nossa "figurinha":

- as meninas;

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- os meninos;

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- Nós;

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Eu tive que beber uma cerveja para ter coragem de "vestir" aquela personagem, e sair do quarto de hotel! Eu não estava em mim. Só queria desaparecer!

 Depois, as minhas cunhadas conseguiram entusiasmar-me! 

Aqui ficam algumas fotos da noite de 3 de Novembro de 2010:

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Apesar da "figurinha", foi uma noite muito divertida! As minhas cunhadas foram umas queridas!

O casamento foi um "faz de conta". Em Las Vegas existem as duas alternativas: a sério e a "brincar". Nós optamos pelo pacote a "brincar". Normalmente, é um pacote usado por quem já esta casado e quer comemorar os anos de casados.

Estiveram presentes as minhas cunhadas e cunhado, o meu sogro, e a minha segunda sogra. Passados uns meses foi diagnosticado um cancro à minha segunda sogra. E acabou por ser esta a única cerimónia que ela assistiu!

Mas a história continua... no próximo post!

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