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as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

Aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

04
Mai17

A amizade é como uma árvore!

Helena Le Blanc

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Recebi uma linda árvore e esta carta!

Acho que foi a primeira vez na vida que recebi uma árvore. Tão bonita que perguntei se a poderia manter dentro de casa. Mas acho que não, não poderá ser. 

As árvores são belíssimas criações de Deus, que estão no exterior a proteger um micro-ecossistema. Portanto seria egoísmo da minha parte não partilhar a minha nova árvore. 

Houve uma altura da minha vida que eu tive um certo fascínio por árvores.

Mas mais importante que a árvore foram as pessoas que se lembraram desta oferta e do texto da carta.

A amizade é como uma árvore...

IMG_2909-001.JPG

 

... as raízes!

Outra primeira vez: nunca tinha pensado nas raízes.

As raízes da amizade!

Isto fez-me lembrar a minha infância e juventude. Cresci com a minha avó materna enquanto os meus pais estiveram emigrados na Suíça. Portanto, tive a mesma educação que a minha mãe teve, apesar de eu ser da geração seguinte. A minha avó não assumiu o papel de avó mas a responsabilidade maternal. E à  moda da "educação antiga" com uma grande dose de ressentimento, sofrimento e resignação (da minha avó), fui ensinada a ter muito cuidado com os outros.

Eu tive muitas amizades no colégio e na minha terra como qualquer criança, mas ouvia sempre os mesmos avisos: "rapariga, tem cuidado com as amizades... Os teus inimigos são amigos dos teus amigos!", etc...

Nas férias, quando estava com os meus pais, observava uma coisa muito diferente: a minha mãe era extremamente social. De tal maneira a diferença de cenário era grande que eu tinha muitas dificuldades em me ajustar (e perceber todas as "estratégias" sociais). Do lado da minha avó raras eram as visitas que tínhamos ou que fazíamos, e como tal a nossa vida era muito pacata. Nas férias, com os meus pais, as visitas eram mais que muitas, e tornava-se (para mim) cansativo. Tinha no máximo 2 meses de intensidade social que não contrabalaçavam para os restantes 10 meses.

Fui tendo amigos e amigas (fazendo orelhas moucas à minha avó) mas também mudava de amizades de forma demasiado leviana, sem ter a preocupação de manter as relações de alguma forma.

Assim, depois de refletir sobre esta carta que recebi, percebo que pela primeira vez na vida sinto que tenho amigos (não por eles) mas porque me sinto completamente envolvida. Tenho amigos em diferentes contextos, e são verdadeiros amigos. Não porque eles sejam "verdadeiros" já que todos temos defeitos e coisas menos boas, mas porque eu aposto nessas relações como "verdadeiras" em que perdoo e sou perdoada, em que me alegro e alegram-me, em que me entristeço e que entristecem-se, etc..

Uma verdadeira amizade dependerá sempre de mim própria, do quanto eu quero apostar nessa relação, nessa pessoa. E Jesus Cristo, nosso irmão, disse-nos que todas regras, normas e conselhos resumem-se a dois mandamentos supremos: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo". (Mateus 22, 37-39).

 

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13
Dez16

2 Escovas de Dentes, 2 Pastas dentífricas...

Helena Le Blanc

Cara(o) Amiga(o)

Partilho uma das minhas reflexões recentes: numa destas manhãs, ao escovar os dentes, notei uma coisa importante.

Quando eu e o James decidimos "juntar os trapinhos", nós vivíamos anteriormente sozinhos. Eu tinha 33 anos e ele tinha 37 anos. Isto quer dizer que assumíamos todas as responsabilidades da nossa residência e da nossa vida.

Esta experiência tem dois lados:

- é muito bom porque assim desde o primeiro minutos fomos muito práticos dividindo todas as responsabilidades pelos dois, negociando, cedendo acordando;

- ambos também trouxemos maus hábitos e muito individualismo para a relação. Ao longo do tempo fomos "limando arestas".

Quando vivemos juntos no apartamento, com dois quartos de banho disponíveis, cada um de nós ocupou um quarto de banho. Assim, não nos cruzávamos para a nossa higiene pessoal e quotidiana. Ele tinha as suas coisas e eu tinha as minhas coisas.

Depois mudámo-nos para a casa de Aveiro. Esta também tinha dois quartos de banho disponíveis: continuamos com o mesmo hábito em que cada um tinha o seu quarto de banho.

Há cerca de 2 anos mudámos-nos para a casa de Sangalhos. Esta têm 3 quartos de banho mas estão localizados de maneira muito diferente, para além de agora termos mais um membro na família. Assim, naturalmente, e pela primeira vez, começamos a dividir o quarto de banho, mas cada um com as suas coisas: 2 gel banhos, 2 shampoos, 2 amaciadores, 2 escolas de cabelo, 2 escovas de dentes, 2 pastas dentífricas...

Há 2 meses atrás acabou a minha pasta de dentes e comecei a usar aquela que estava ali ao lado (do meu marido), e (surpreendentemente) não me preocupei em comprar uma para mim. O James é muito previdente nestas coisas, e como tal tive a certeza que ele tinha stock dos produtos de todos os produtos na sua área do armário que partilhamos.

Recentemente reparei nisto enquanto escovava os dentes: na nossa casa de banho deixamos de ter duas pastas dentífricas para passar a ter uma. IMG_8615.JPG

Isto era um resquício dos velhos tempos. Para nós (desta vez) é esta pasta dentrífica (uma grande tolíce talvez) mas poderão ser outras coisas como contas bancárias, carros, educação dos filhos, divisão de tarefas domésticas, decoração da casa, os menus familiares, os domingos, etc...

São estes os pormenores que nos indicam o nível de intimidade que temos com a nossa outra metade. Claro que não falo somente de intimidade física mas muito mais para além disso: uma intimidade profunda e completa, ao nível físico, intelectual/afetivo e espiritual.

Temos muitos exemplos destes cá em casa. São sinais da nossa homogeneidade enquanto casal. 

 

"O casal de conjugues forma uma íntima comunhão de vida e de amor que o Criador fundou e dotou com as suas leis. (..) Os dois se doam definitiva e totalmente um ou outro. Não são mais dois, mas formam doravante uma só carne. A aliança contraída livremente pelos esposos lhes impõe a obrigação de a manter una e indissolúvel".

(Catecismo da Igreja Católica, n.º 2364)

 

Recordo-me de, apesar de ter ouvido que a partir daquele momento torna-mo-nos "uma só carne", não sentir isso nos dias ou meses seguintes! Era tipo: eu sou e ele é; eu fazia e ele fazia (ou não); eu tinha e ele também tinha ou não. Eu e Ele. 

Eu resguardava-me dele em muitos aspetos: físico, intelectual/afetivo e espiritualmente, apesar de estarmos oficialmente unidos em físico, intelecto e espiritual. Aliás, confesso que ainda não concebia a dimensão espiritual. Para mim a nossa relação e casamento tinham uma dimensão física, afetiva/inteletual e financeira. 

O que mudou? Entrou uma terceira pessoa na nossa relação. É verdade. Esta é a única pessoa que pode estar numa relação a três e que quer o bem de nós os dois, na mesma medida: DEUS. Ama-nos apaixonadamente e quer que nós estejamos unidos em amor da ponta dos cabelos até à ponta dos dedos dos pés, com todas as células e pensamentos, de forma a que nos ajudemos, um ao outro, a chegarmos a Ele, ao nosso fim ultimo, à nossa essência, à nossa natureza divina!

Eu sou apaixonada pelo James. Eu quero que ele seja muito feliz, quero e desejo todo o bem para ele. Eu quero que ele obtenha desta e da outra vida o melhor. Como é que isto poderá acontecer? Se Ele cumprir com a sua missão e a sua natureza ele recolherá os frutos! Assim, eu só tenho que o ajudar a ser melhor pessoa, a perceber qual é o caminho dele, e a fazer melhor nesta vida. 

Ele, idem aspas.

Assim, nós ajuda-mo-nos um ao outro com compreensão, amor, paciência. Não nos julgamos, porque nos amamos e ambos sabemos que temos "n" de falhas e limitações! No entanto, temos Deus como parceiro ou sócio nesta relação íntima. Deus enche-nos de graças, todos os dias da nossa vida. Para isto basta, abrir-lhe a porta, pedir a graça desse primeiro gesto.

Como?

Um passo de cada vez... e leva tempo. Temos que nos dar tempo a nós e a Deus para (os três) nos ajustarmos e habituarmo-nos uns aos outros: conhecermo-nos de forma intima.

Para nós começou há 4 anos atrás... devagarinho, muito devagarinho. Eu e o James, fruto das circunstâncias, estivemos os dois num retiro das Famílias de Caná de um dia. 

Amiga(o), pede a Deus essa graça. Experimenta. Não tens nada a perder. Confia em mim pois este é o nosso grande segredo: uma relação a três.

 

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"O meu amado é meu e eu sou dele (...)" 

 

(Cântico dos Cânticos 2, 16)

 

09
Out15

O melhor amigo do Xavier!

Helena Le Blanc

O Xavier, há muito que tem um grande amigo: o Rodrigo!

Ambos têm uma diferença de 2 semanas, na data de nascimento.

Desde que se encontraram na mesma Creche, começaram a relacionar-se muito um com o outro.

Este ano, transitaram da Creche para a Educação Pré-Escolar, e continuam juntos!

Nós, pais e mães, desce cedo apercebemos-nos disso e temos tentado respeitar esta ligação e mantê-los juntos na escolinha.

Até ao momento temos conseguido.

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Acontece que ontem, quando fui buscar o meu filho, ao fim do dia, observo pela 2ª vez uma coisa que na minha a opinião é extraordinária, e passo a explicar:

 

Na maior parte dos dias, quando eu vou buscar o meu filho, é quase hora de fecho da escolinha. É costume ele ser um dos últimos a sair. Já me fizeram notar que ele fica muito ansioso à minha espera. Por isso, ultimamente, tenho feito um grande esforço para o ir buscar a horas decentes.

Quando o vou buscar, ele está na sala da televisão, e não na sala de grupo/trabalho. Todas as crianças do pré-escolar, a partir mais ou menos das 17h30, vão para esta sala fazer diversas atividades da componente de apoio à família enquanto esperam as suas famílias.

Como me tenho esforçado por ir buscá-lo mais cedo, aconteceu observar o seguinte: o meu filho reconhece-me, corre para os meus braços, dá-me miminhos e depois corre para a sua sala de grupo/trabalho, que esta fechada ao trinque (com as luzes apagadas). Entretanto eu concentro-me no registo que tenho que fazer, identificando-me quem, e entretanto, pelo canto do olho, vejo-o a sair da dita sala com uma coisa na mão, regressando à sala da televisão. Passado um minuto vem outra vez ter comigo. 

 

Na primeira vez registei o momento (tenho uma boa memória fotográfica) mas não dei muita importância. 

Ontem aconteceu a mesma coisa, mas desta vez tive o cuidado de tentar perceber o que se passava, e o porquê daquilo. 

O Xavier teve a preocupação de ir buscar à sala um brinquedo para deixar ao Rodrigo para este brincar. Não foi para trazer para casa, mas para deixar ao amigo, na sala da televisão, enquanto este ficava à espera da sua mamã, do seu papa ou da sua avó!

 

Eu achei incrível! Quando percebi e tive consciência fiquei quase sem respiração! Um menino de 3 anos tem este tipo de discernimento e de generosidade!

O meu filho dá-me uma grande lição com este simples gesto!

Cada vez mais, me sinto tão grata por Deus ter confiado esta criança ao meu cuidado! 

 

" Jesus (...) disse:

Deixem as crianças vir ter comigo! Não as estorvem, porque o reino dos céus é dos que são como elas! 

Em seguida, pôs as mãos sobre as crianças(...)"

Mateus, 19, 14

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 Meus Deus, Meus Deus!  

Esta foi uma grande surpresa!

Como me sinto envergonhada por perceber que o meu filho, com 3 anos,

consegue ser melhor amigo e companheiro, do que eu com 40 anos! 

 

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