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as surpresas de DEUS!

uma católica com sérias dificuldades no caminho da santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma católica com sérias dificuldades no caminho da santidade!!!

Ser objeto de AMOR

08.03.21, Helena Le Blanc

Ser objeto de amor de alguém pode ser complicado mas é, sem duvida nenhuma, maravilhoso!

E foi isto que aconteceu com o ser humano. Deus quis muito criar seres que fossem (genuinamente) seus filhos e que entendessem (e sentissem) esta realidade de Amor, este estar em partilha e em comunhão com o outro (em primeiro e ultimo caso com Deus).

Isto faz-me lembrar o meu EU antes de ter uma família e o meu EU depois de ter uma família!

Antes de ter uma família, eu era uma pessoa independente e autónoma. Enquanto filha de alguém percebia muito bem os meus direitos filiais. Tinha muitos amigos que eram importantes para "beber um copo" e nos momentos "mortos" ou compassos de espera sentia um certo vazio que o preenchia com trabalho profissional, televisão, livros ou computador.

A vida era simples, muito simples, um dia igual ao outro, sem grandes novidades ou mudanças. Sentia que o tempo não passava ou desenvolvia. Sentia-me verdadeiramente sozinha e à espera de mais (que não chegava). Enquanto pessoa era reservada, cheia de manias, insegura, pouco disponível para o altruísmo e generosidade.

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Apesar de ser filha de uma educaçao cristã católica, não sentia que essa espiritualidade fosse suficientemente importante e especial para ser a bandeira da minha vida! Aliás a religião católica nada tinha a ver com AMOR.

Acontece que, quando encontrei o verdadeiro amor, não paixão ou primeiro amor seguro e confortável, percebi o que era o AMOR: sacrificar tudo por essa pessoa mais do que mim própria! Mesmo que essa pessoa escolhesse (no seu direito) privar com outra pessoa, eu ficaria feliz! Feliz por ele e pela sua felicidade.

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Já sentiram isto? 

Eu sinto exatamente isto pelos meus filhos: indepententemente das suas ações, amarei-os incondicionalmente!

Somente com estas minhas experiências (de esposa e de mãe) é que entendi como DEUS me ama! Eu sou objeto seu AMOR! 

Deus, antes dos meus pais, pensou em mim! Imaginou-me, amou-me e criou-me (através dos meus pais) em AMOR.

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Eu sou a sua filha adorada.... como todas as mulheres (e homens) que já viveram, que vivem e que irão viver! Somos iguais e somos únicas do seu AMOR! 

Claro que por causa da minha história pessoal, de infância, foi somente na relação de casamento e de parentalidade (sendo eu a Mãe) é que "cheguei lá"!

No outro dia ouvia a Fátima Lopes, numa estrevista na Gaya Talks - "O que importa é o amor" de 28/02/2020, em que esta dizia que somos todos iguais para Deus, seus filhos. Nem mais ou menos. Somos só pessoas. Sim, é verdade. Somos iguais no seu Amor, sendo que cada um de nós é especial para Deus. Porquê?

Como já referi, Ele sonhou, pensou, imaginou-te e ofereceu-te dons para com esses cumprires com a tua missão neste mundo terreste (o caminho da santidade). E fez isto com cada um de nós. 

"Viemos todos do mesmo sítio e vamos todos para o mesmo sítio". Todos somos importantes. Todos somos especiais de igual forma.

No Spotify: Entrevista a Fátima Lopes

Sendo nós objetos de Amor de Deus - o Pai, temos muitas responsabilidades nesta relação enquanto filhos!

E porque é que Deus nos criou? PARA NOS AMAR. Comportamento gera comportamento: atitude gera atitude. 

Hoje arrepio-me quando me deparo com referências à igreja erradíssimas: uma religião da culpa, da morte, do formalismo e ritual exagerado, etc...

Nos tempos antigos, nós humanos, burros (perdoem-me a expressão), de 10 mandamentos fizemos 3.000 mil regras e 10.000 mil procedimentos. 

Numa derradeira tentativa, Jesus Cristo encarnou para nos explicar uma só coisa: AMOR. Mais nada. Tugo gira à volta disto. Mas nós, humanos, muito burros (perdoem-me a expressão outra vez) continuamos a não "alcançar a coisa"!

Todas as filosofias orientais e prós-modernas andam à volta do mesmo: o AMOR.

O ser humano nasce com uma ânsia, a tal, como muitos referem, a "eterna dúvida": qual é o sentido da vida? Qual é o meu sentido da vida? AMOR.

E esta é a marca do nosso Criador: esta ânsia deveria-nos impelir para Deus... procurar Deus, abraçar o AMOR de Deus. Para muitas é preenchida pela política, pela acumulação de riqueza, por produtos aditivos, pela aventura, etc...

Eu acredito num só DEUS, DEUS UNIVERSAL E OMNIPOTENTE. Tive o privilégio de ouvir falar e conhecer o seu filho, Jesus Cristo, que me mostrou este AMOR.

Há muitos que não tiveram este oportunidade e intuem Deus noutras perspetivas e abordagens, mas que são as suas tentativas de resposta à tal ânsia que está enterrada em nós!

Concluiondo, eu sou amada por Deus e tambem sou católica apostólica romana. É a minha tradição, a herança dos meus pais, da minha família, da minha comunidade. 

 

"Sem Ti não sei andar;

Sem Ti não sei viver;

Senhor, eu quero estar

Unida sempre a Ti."

(Canto penitencial, pag. 143, Encontro Manual de Oraçºao, Ignacio Larranaga, Editorial Franciscana, Braga)