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Como ultimamente não tenho escrito de forma regular, e ontem não estava a contar em escrever sobre a Festa das Cinco Chagas do Senhor, achei sinceramente que iriam passar vários dias até conseguir escrever outro texto/post.

Enganei-me.

Agora há pouco, enquanto verificava mais umas faturas/recibos no e-fatura (tenho que verificar de 6 pessoas e o prazo está a ficar apertado) o James pediu para verificar se tínhamos um determinado programa no portátil.

Eu respirei (interiormente) duas vezes e acedi de forma muito tranquila. Já é difícil ter a motivação certa para verificar as faturas/recibos mas com interrupções não urgentes o meu termómetro começa a subir em flecha!

Enquanto ele verificava o que queria, peguei no meu telemóvel e vi um pouco "as notícias do dia" no facebook. 

Reparei numa coisa hiper-super-interessante: a Catholic All Year informava que hoje é o dia de Santa Bakhita.

JosefinaBakhita_08Febrero.jpg

O meu coração deu um pequeno pulo. Eu "conheço-a"!

Como?

A Teresa Power há algum tempo atrás, no âmbito da formação para catequistas na Paróquia de Mogofores, já nos tinha falado dela, a primeira santa africana. 

40025C.JPG

Na altura eu reagi de forma mais ou menos indiferente, no entanto uma amiga minha (muito próxima) "delirou" com esta santa. Depois de saber mais sobre ela e ler a história dela ficou completamente "apaixonada" - sem ofensa para o seu marido.

Portanto, percebi que hoje era o dia dela. Imediatamente reencaminhei o texto para a minha querida amiga (tradução do google radutor):

"Feliz festa de São Joséfina Bakhita! Nascida no Sudão em 1869, foi raptada por traficantes árabes de escravos aos sete anos de idade e escravizada na Turquia. Depois de anos de abuso, ela foi comprada por um diplomata italiano que a trouxe de volta para a Itália, e a deu um amigo.

Ela aprendeu sobre a fé católica ouvindo as lições de catecismo dadas pelas Irmãs Canossianas à Bakhita. Ela foi batizada e confirmada em 1890. Quando a família decidiu retornar à África, Josephine se recusou a ir com eles, sendo eventualmente libertada pelos tribunais italianos. Alguns anos depois, ela se tornou uma irmã Canossiana.

Mais tarde, ela escreveu: "Se encontrasse aqueles negreiros que me raptaram, e mesmo aqueles que me torturaram, ajoelhar-me-ia para beijar as suas mãos; porque, se isto não tivesse acontecido, eu não seria agora cristã e religiosa". (...) O Senhor amou-me tanto: devemos amar todos ... devemos ser compassivos! " 

 

Fiquei pensativa. Pesquisei (depois da nossa sessão/atividade familiar depois de jantar - filme dos Trolls em que acabamos todos a dançar feitos maluquinhos) li um pouco mais AQUI e AQUI, ficando impressionada com a força e coragem desta pessoa.

1863 _torso_2.jpg

Passou horrores na sua vida, sendo maltratada, chicoteada, escravizada durante muito tempo, vendida diversas vezes, etc... E no entanto não guarda nenhum ressentimento contra os homens, o ser humano em geral e em particular! Nada.

Uma pessoa que depois de viver um inferno durante anos não ficou "recalcada"! Suponho que seja um desafio para a psicologia moderna.

Agora, sem ironias, como é que é possível?! 

Uma menina, não sabendo nada do mundo, submeteu-se a tudo e a todos, aguentando conforme pôde, conseguia e sabia, para somente servir ao próximo, fosse quem fosse!

Que grande senhora! Que grande alma! Que grande exemplo para todos nós: fartamo-nos de queixar por tudo e por nada (e falo mesmo por mim própria!)

...

Não consegui resistir a não escrever este post!

 

Santa-Josefina-Bakhita.jpg

 

 Santa Josefina Bakhita (a abençoada),

também conhecida por Irmã Moretta,

rogai por nós!

 

 

P.S. - Amiga, querida amiga, tal como falamos eu vou conseguir-te a imagem desta Santa. Já a encontrei. Agora só basta encomendar e esperar algum tempo, pois a viagem será longa.

 

 

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