Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Os sacramentos de iniciação: a minha história!

29.05.15, Helena Le Blanc

A maior parte de nós andamos na catequese... há muitos anos! E recebemos a maior parte dos sacramentos...

Eu fui batizada com 4 anos, na Cerimónia da Vigília Pascal, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Mogofores.

Pelo que os meus pais me contam, a madrinha inicial (a quem eu devo o meu primeiro nome) recusou-se em assumir o papel combinado préviamente. Por isso o assunto ter sido arrastado até aos meus 4 anos. Esse pequeno incidente foi marcante para os adultos da família envolvidos. 

Batizado29052015.jpg

Eu tive um acidente doméstico infantil, que fez com que eu atrasasse a linguagem. Por causa disso, colocaram-me no colégio católico feminino da zona. Todos os dias tínhamos a oração da manhã. 

Quando chegou o ano do sacramento da Eucaristia, lembro-me que andei tristíssima. O meu grupo da catequese fez a Primeira Comunhão. Como os meus pais eram emigrantes, e não puderam estar para o dia marcado, optaram por eu não fazer a Primeira Comunhão junto com os meus colegas. Fiz a Primeira Comunhão no Santuário de Fátima, no meio de gente desconhecida, num dia que chovia torrencialmente! Para além dos meus pais e da minha avó, só estava uma pessoa que reconheci: uma irmã do colégio onde eu estudava. Por coincidência encontrámos-nos no Santuário, na mesma Eucaristia.

Primeira comunhão1 29052015.jpg

E assim continuei o meu percurso na catequese. Tive duas catequistas durante o período da minha formação. Elas falaram-me da maior parte das histórias de Jesus, guiadas pelos catecismos antigos. Em casa, apesar de ter sido criada pela avó, não tive nenhuma formação mais específica a este nível. Via a minha avó rezar o terço sozinha e eu ia à missa com ela.

Lembro-me que para a minha Festa da Profissão de Fé eu estava excitadíssima! Estava a sentir como fosse a minha Primeira Comunhão. Apesar de não ser um sacramento, pela primeira vez eu ia ter o meu momento no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, o Santuário onde eu cresci. Treinei muito o texto que deveria decorar e recitar nessa Eucaristia. Os meus pais não puderam estar nesse dia, e a minha avó, com uma família amiga da altura, levaram-me a um restaurante na Malaposta.

Profissão de Fé29052015.jpg

Profissão de Fé629052015.jpgProfissão de Fé229052015.jpg

Profissão de Fé329052015.jpgProfissão de Fé429052015.jpg

Pouco tempo depois, e porque eu ia todos os dias à missa, servir  o altar como acólita, na Igreja Matriz, o Pároco colocou-me a ajudar uma catequista. Ele emprestava-me também livros de histórias.

Era costume os meus pais, por causa das notas baixas castigarem-me através da proibição da televisão e da frequência na igreja.

Organizei um grupinho de adolescentes em que ajudávamos à Missa semanal na Capela de S. Sebastião, e a partir desse grupo surgiu o grupo de Laura Vicunha. Reuníamos semanalmente e correspondíamo-nos, por carta, com outros grupos.

O Grupo de Escuteiros de Mogofores desaparece. Gostava muito ter frequentado. Era uma expectativa minha.

Veio outro Pároco, o Sr. Padre Luís Belo, que marcou a minha adolescência e juventude. Era o Padre que usava o relógio virado para baixo e meias brancas com sandálias castanhas. Era relativamente jovem, comparativamente com os que eu conhecia, e muito simpático.

Os meus pais tinham, nas suas relações, alguns amigos presbíteros. Convidavam-nos, quando vinham de férias a Portugal, frequentemente para jantar lá em casa. O Sr. Padre Luís Belo não foi excepção. Eu, nestas reuniões à volta da mesa, com a presença de um ou muitos presbíteros, eu sentia-me sempre intimidada.

Com este Pároco, surgiu o grupo de Oração dos Salmos com jovens, e o grupo de jovens de Juventude Mariana Vicentina. Levou-nos a retiros e campismo. Eu tornei-me, para além de catequista, uma leitora assídua na Eucaristia das 10h30.

Fiz a preparação para o Crisma juntamente com a minha avó. Os meus pais não estiveram presentes.

crisma avó29052015.jpg

E a partir de determinada altura comecei a dar catequese no barracão dos escuteiros. Serviu de inspiração para muitas atividades diferentes e divertidas...

O Padre Luís Belo, Pároco de Mogofores, vai embora para África. Fiquei perdida. Ainda tentei durante um ano mas, já não era a mesma coisa. Andava no meu primeiro ano do curso superior em Coimbra.

 

Desapareci...

 

Até que regressei. Passados 12 anos regresso. Primeiro participando na Eucaristia das 12h no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Depois, por mera coincidência, o Pároco, que tinha vindo substituir o Padre Luís Belo, vai embora. Chega o Padre José Augusto Fernandes. Ofereço-me para dar catequese. O Sr. Padre aceita-me. Eu que tinha estado tantos anos fora da vida da paróquia, a viver no concelho vizinho, e que fumava imenso, e que dizia constantemente e tão inconscientemente "Eu adoro isto.. eu adoro aquilo"!

Pouco a pouco fui reaprendendo e descobrindo muito mais. 

Nos anos que estive ausente tive uma vida completamente diferente. Fiz coisas incrivelmente boas e incrivelmente más, e das quais me arrependo profundamente.

Surpresa das surpresas: hoje sou mãe (uma coisa muito complicada), sou esposa (essa é outra grande história para um futuro post), sou catequista, sou acólita, sou administradora de uma instituição (também para um futuro post), e faço parte das Famílias de Caná!

IMG_3290.jpg

 

Os meus pais e educadores cometeram diversos erros comigo. Eu, tendo-os compreendido, quero, enquanto mãe, não cometer os mesmos erros. Mas ás vezes, ao tentar não cometer esses, acabamos por errar e muito noutros sentidos. Mas eu sei que, a grande surpresa que Deus colocou no meu caminho, as Famílias de Caná, vão-me ajudar nesta tarefa. 

 

Famílias de Caná:

Obrigada pelo Vosso testemunho, ensinamentos, conselhos e dicas!

 

Obrigada Maria Auxiliadora, e Mãe de Caná!

Obrigada meu Deus!

 

 

12 comentários

Comentar post