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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

O exemplo de uma avó...

26.04.15, Helena Le Blanc

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Ontem um grupo de amigas decidiu presentear outra amiga (que irá receber o sacramento do crisma) com um raminho, simples e singelo, de flores.

Eu ofereci-me para ir à florista comprar o ramo.

A loja da florista estava com muita gente. 

A dona perguntou-me o que pretendia, e como disse que queria um ramo feito no momento, ela pediu-me para esperar. E eu assenti de bom agrado.

A determinada altura, chega à loja uma senhora acompanhada por duas crianças que as reconheci em imediato. Aliás, o reconhecimento foi imediato. Fazem parte da nossa catequese/evangelização. Ambas, irmãs, sorriram para mim e eu retribuí também. É sempre um prazer ver as "nossas" crianças com as suas famílias noutros contextos da vida quotidiana.

A mais velha, depois de me ter reconhecido, dirigiu-se para avó transmitindo quem era eu. Preparei-me para que a avó se virasse e estabelecesse contacto visual comigo. É também agradável, para nós catequistas, ir conhecendo outros membros da família. Preparei-me para sorrir novamente.

E...

A avó ignorou a informação da neta e a minha presença. Continuou a agir como se nada fosse.

Ok.

Passado um bocado ela aproxima-se no balcão, com uma planta na mão, e pára mesmo ao meu lado. A dona da loja estava a receber o pagamento junto de outro cliente. Ela incentiva a neta mais nova, já com o dinheiro na mão, a interromper a dona da loja para receber o seu dinheiro, justificando que assim poupava tempo. A neta mais nova, à beira do balcão, responde à avó:

- Não! Não posso.

Fica à espera que a dona da loja termine o que estava a fazer. A menina olha para mim e eu sorrio (e penso "muito bem") e mantenho, durante todo o tempo, os olhos fixos no chão, para não revelar, pela minha expressão, a indignação que eu estava a sentir.

A menina pagou e as três foram-se embora.

Eu continuei à espera da minha vez. 

Chegou outro cliente que escolheu dois ramos, preparou o pagamento, chegou à beira do balcão, depositou o dinheiro, informou a dona da loja, sem esperar uma resposta, e foi-se embora. 

E eu... fiquei... Não sei como é que fiquei, mas fiquei... em espécie de transe.

Em imediato, revi as minhas próprias acções, em especial naqueles dias que estamos com muita pressa. Mas apesar de apressada, sempre tive o cuidado de pedir licença e autorização junto das outras pessoas, com uma pequena explicação de justificação.

 

 

A família das crianças, em especial os cuidadores diretos, pedem ao Pároco que a Paróquia receba e aceite a presença dessas mesmas crianças nas atividades de evangelização.

Nós catequistas/evangelizadores, a pedido do Sr. Pároco, temos uma grande missão: transmitir a Palavra de Deus. Com isto pretendemos que as crianças conheçam mais o nosso Pai (em especial a história da aliança), e que o amem profundamente.

Portanto, é muito bom quando o nosso trabalho é verdadeiramente reconhecido. Acontece através do reconhecimento público (Primeira Comunhão), ou através destes pequenos gestos.

Será que seria um sacrifício muito grande a Sr.ª Avó cumprimentar-me só com um ligeiro sorriso e inclinação de cabeça? 

Nós, catequistas, não esperamos prendas ou bustos! Mas gostaríamos de nos sentir acarinhados, já que afinal temos um papel (pequeno) na educação da criança. Nas conversas semanais que temos com elas, acabamos por saber  muito da intimidade da família, a qual muito respeitamos e preservamos.

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Aproveito para comentar convosco o seguinte: relativo ao meu próprio grupo de crianças, e até ao momento presente, nunca tive a oportunidade de conhecer um elemento/pai ou mãe/cuidador de uma criança que tenho. Apercebi-me, num dia destes, da mãe, que a vi a ralhar com a dita criança por esta ter andado a correr, relembrando que tinha uma doença que o impede de ter esse tipo de atividades. Eu fiquei a digerir a informação. Como estava longe e a pensar, "escapou-se-me" a oportunidade. Desde essa data a criança não voltou. Suponho que esteja doente.

Deverei ter a preocupação de me apresentar e tentar conhecer alguém daquela família? Não seria importante eu saber que a criança não pode correr?!

 

Por último, concluo este desabafo, fazendo o seguinte pedido: adultos, cuidado com os exemplos que vão dando às nossas crianças e jovens; crianças e jovens que acabam de fazer a Primeira comunhão ou o Crisma.

É que, temos e continuaremos a ter adultos, que entram, servem-se, pagam e saem sem dar qualquer explicação e justificação aos presentes e, muito menos, ao dono da loja!

Será que fazem isso na casas dos outros? E se alguém fizesse isso nas suas próprias casas? 

Será que um dia as nossas crianças vão ter o cuidado, a gentileza e o respeito para com os próprios familiares, quando estes agem desta forma constantemente, sem demonstrarem qualquer tipo de respeito e gentileza para o ser mortal comum?!

 

 

 Amiga, que tenhas um lindo dia, e agora, com mais força,

continuarás a testemunhar o amor de Cristo!

Que Deus te abençoe!

 

 

 

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