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Tendo aderido ao apelo do Papa Francisco em tratar a minha bíblia como se fosse o meu telemóvel, encontrei uma pequena frase (e respetivo comentário) que, na minha opinião, ajuda-me a perceber melhor esta coisa de Jesus ter oferecido a sua vida por nós.

Esta frase foi escrita por um dos apóstolos ou seja, um dos 12 companheiros que vivenciaram intensamente durante 3 anos (mais ou menos) a vida e os ensinamentos de Jesus:

 

"O Filho do Homem não veio para ser servido,

mas para servir e dar a sua vida como resgate

por muitos" (Mateus 20, 28)

 

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 A minha bíblia tem um sinal especial nesta frase para me indicar que há uma "notinha" (no final da página) que me poderá ajudar a perceber o sentido da mesma. 

Assim, li o seguinte:

"A missão de Jesus na terra não é de distribuir recompensas aos homens, mas de sofrer para salva-los."

- hum, como assim? (penso eu)

"Os pecados humanos determinam uma dívida do homem para com a justiça divina, a pena de morte exigida pela Lei. A fim de libertá-los dessa servidão do pecado e da morte, Jesus pagará o resgate e satisfará a dívida com o preço do seu sangue, isto é, morrendo em lugar dos culposos, como fora predito a respeito do servo de Deus".

 

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Todas as nossas ações (pensamentos e desejos) contra os outros e contra nós têm consequências. Todos aprendemos e sabemos (em princípio) que as nossas ações (pensamentos e desejos de forma indireta) têm consequências, e essas consequências têm um preço para alguém.

 

Um exemplo:

Num dia destes eu (supostamente) estava muito mal disposta e quando alguém me abordou eu "descarreguei" a minha impaciência e frustrações nessa pessoa. Acontece que essa pessoa iria (supostamente) ter uma entrevista de trabalho. Estava numa situação económica limite e precisava muito desse trabalho. Como eu a "destratei", ficou muito nervosa e insegura, afetando a sua prestação na dita entrevista. Obviamente e consequentemente correu-lhe muito mal e não foi selecionada.

Eu, apesar de não pensar nas consequências do meu mau humor, provoquei um mal maior nessa pessoa. Eu não tinha que adivinhar que ela iria ter uma entrevista mas também nada me dá o direito de fazer o que fiz. Assim, eu fiquei com uma dívida para com ela.

Existem movimentos, filosofias, linhas de pensamento que explicam esta questão: tudo no universo tem que estar equilibrado (o yin e o yan por exemplo). Ou seja, nós falamos da justiça divina que o anjo rebelde (o sr. diabo) usa como ferramenta de pressão mostrando constantemente ao nosso grande Pai que a humanidade não é merecedora do seu amor.

 

Como é que eu irei pagar esta dívida?

E ainda há mais: por causa desta e de tantas outras faltas quando eu morrer (separação da alma e do corpo) meu corpo ficará preso ao pecado, a este mundo físico, à terra.

O filho de Deus (Jesus Cristo) aceitou a missão de em troca da sua vida toda a humanidade (no seu passado, presente e futuro) ficar liberta da prisão da morte e alcançar a vida eterna.

A vida de Jesus Cristo redimiu todos os pecados, pagou todas as dívidas de todos relativo a tudo.

A sério? Pois... Ele sofreu torturas físicas horrendas, tendo sido julgado em praça pública, sem um único queixume ou reclamação, com uma total submissão. Ele, que tinha poderes, deixou-se matar, entregou-se voluntariamente à morte.

Por isso tal sacrifício é suficientemente importante, grande, pesado, extraordinário para que, ao terceiro dia depois da sua morte descendo ao reino dos mortos (o inferno) para libertar os justos que o haviam precedido, ressuscitou e abriu as Portas do Céu. Estas portas estarão abertas "no ultimo dia"  e os corpos poderão-se unir às almas que estão junto do Pai, que sentem a sua presença e o seu amor.

Concluindo JESUS CRISTO resgatou-nos a todos do pecado, das nossas imperfeições e limitações, do eterno sofrimento. 

Sim a todos, sem exceção.

 

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 P.S. - Apesar de Jesus Cristo ter "aquirido" o direito de nos julgar (por ter aceite a missão da cruz proposta pelo seu Pai) ele salvou-nos oferecendo uma nova vida.

E o tal "julgamento final"?  "É pela recusa da graça nesta vida que cada um já se julga a si mesmo, recebe de acordo com as suas obras e pode até condenar-se para a eternidade ao recusar o Espírito do Amor" (Catecismo da Igreja Católica n.º 679).

 

 

 

Nota - Peço desculpas pela linguagem simplista ou talvez até leviana aos que percebem melhor destas coisa do que eu, e se aqui cometer alguma gafe corrijam-me por favor.

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