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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Como me senti nos últimos dias!

03.08.15, Helena Le Blanc

Do deserto à tempestade...

 

Não sei bem como nem porquê mas a chegada do Verão e desta época confusa de ir de férias, depois ir trabalhar, para depois ter mais um período de férias e para retomar outra vez o trabalho, costuma a afetar-me bastante.

Acho que sair da rotina, planear outros locais, sítios e rotinas, especialmente para as crianças porque os pais não têm tanto tempo de férias, faz com que facilmente nos esqueçamos do que é mais importante!

Nós esquecemos-nos DELE! Eu coloquei-O em segundo plano.

No ano passado, alguém me disse que todos nós temos um tempo de deserto. Acho que foi do Sr.. Padre que ouvi isto. A determinada altura parece que andamos a divagar. Mas nesses períodos devemos procurar cultivar, aproximar-nos e confiar, apesar de nos sentirmos ....., melhor, apesar de "não sentirmos"!

Num destes ultimos dias, em que tivemos uma noite de trovões, sentei-me na varanda a observar esta beleza da natureza e a saborear esse momento extraordinário: trovões e relâmpagos em plena noite quente de verão.

E ao pensar na dualidade do deserto/tempestade, caí em mim!

Apercebi-me que nós já não estávamos a rezar todos juntos à noite junto do nosso cantinho de oração, que o Xavier estava somente a ter histórias de Piratas (as suas preferidas) e nenhuma da bíblia, que eu tinha parado as minhas leituras, que não estava a visitar (virtualmente) as outras Famílias de Caná, que há muito que não renovava as flores do nosso canto de Oração, que não estava a rezar o terço diariamente, que não estava a ouvir os programas áudio que habitualmente oiço, que.....

Mas estava a fazer muitas outras coisas: a planear dias, épocas e atividades, a coser roupa e a reutilizar coisas que tinha acumulado num monte, a passar a ferro o monte de roupa, a reorganizar espaços domésticos, a planear com o marido as próximas obras/melhorias que queremos fazer em casa, planear aniversários, a pôr trabalho (do meu "emprego") em dia, a ler e apagar os mil e tal emails que tenho por abrir, a...

Eu esqueci-me DELE! Como é que aconteceu? No momento que entendi isto, tive a consciência do vazio dentro de mim! 

E desde essa noite até hoje tenho estado a tentar retomar o nosso caminho, devagar, lutando contra esta "secura!" Deserto: vazio e secura!

 

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Ontem, dia santo, é o dia de ir à missa. Não nos levantámos a tempo para ir à Eucaristia habitual. Mas, quase por uma questão de princípio, senti que deveríamos pelo menos ir à missa, continuar a ir à missa!

Fiz uma pesquisa na net e descobri que tínhamos a missa dominical da localidade onde vivemos às 10h30. 

Chegamos com 5 minutos de atraso. O Sr. Padre estava a batizar uma criança. Fiquei confusa. Estão no momento do batismo?

Saí da Igreja, com o meu filho nos braços, e perguntei a que horas tinha começado a missa. Um Senhor respondeu-me que tinha iniciado às 10h00. Olhei para o meu marido e, em imediato, dirigi-me para o nosso carro. Ele, atrás de mim, pergunta-me porque é que pelo menos, não ficamos até ao fim. Eu disse-lhe que temos na missa Sé às 11h. Se formos já conseguiriamos chegar (mais ou menos) a tempo.

O meu marido informa-meque o carro está sem gasóleo. Fiquei para morrer! Eu entrei no carro e não disse mais nada, completamente desanimada! Perdi-me em pensamentos de outro mundo, rendida às circunstâncias.

 

- Lena, queres ir ou não?

O James "acorda-me".

Olho para o relógio: 11h05. Ok. Comecei logo a dizer-lhe onde é que ele poderia estacionar.

Voltámos a tirar o Xavier do carro - completamente baralhado!

Ao entrar na catedral, pela nave lateral (do coro) apercebo-me de olhares estranhos, e dou-me conta que é o momento do ofertório.

Sento-me, sem acreditar! Calculei (rapidamente) que a missa teria começado às 10h30!

Desta vez, deixei-me estar até ao fim, completamente rendida e com uma grande sensação de frustração.

Depois de toda a gente sair, no fim da cerimónia, para nós falarmos. Corrijo, não falámos.

Passado um bocado, começamos a visitar todo o espaço, mostrando ao Xavier aquela grande igreja.

 

No serão, a propósito de outra coisa, James comenta como Deus nos tinha feito suar! 

Fiquei a pensar naquilo!

Quem nos conhece e se lembre, já deve ter percebido que é habitual "descarrilarmos" nesta altura.

Deus, melhor do que ninguém sabe disso e, de cada vez, voltou a recebermos-nos de braços abertos.

Mas desta vez, ele deu-nos uma (grande) lição. 

E foi bem merecida! Depois de tantas maravilhas que Deus fez nas nossas vidas, deveríamos já saber melhor!

  

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