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"Tenho pensado muito sobre a minha própria morte e no que acontecerá a seguir. 

E tu, já pensaste na tua morte e do que encontrarás depois dela?"

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Assim terminei o post sobre a Morte. Mas antes de avançar, outra pergunta impõe-se: porque é que temos que morrer?

A MORTE é a coisa mais certa que temos. É verdade, sim, mas porque é que tem que ser assim?

O ser humano não precisava da morte, pois não?

Fará sentido que a humanidade, a criação favorita de Deus, tenha que sofrer a morte física?

Para mim não faz sentido, nem tem lógica nenhuma. E na verdade não era para ser assim, segundo o Catecismo da Igreja Católica.

A morte é o momento em que a alma é separada do corpo. Com ela, passamos a ter um tempo limitado para viver a vida neste mundo de substância. Todo o ser vivo só morre uma vez, mas por outro lado a alma é imortal.

Deus não criou o homem para sofrer e morrer (e na morte sofre-se dor física). Os seus filhos prediletos não teriam que sofrer ou conhecer essa separação. Na sua bondade e generosidade, Deus criou o homem com dignidade de pessoa. Ou seja, um indivíduo com toda a capacidade e decisão; uma criatura inteligente e completamente livre cuja paternidade é divina.  O sentido da sua vida seria amar compartilhando a vida com Deus e teria que caminhar até à sua perfeição última. 

 

Eu compreendo que se fossemos logo à nascença seres perfeitos, qual seria a piada da vida? Um mundo sem cor, sem excitação, sem sentimentos... uma vida sem experiências!

Também percebo que o amor puro e livre é muito mais valioso do que um amor obrigado. Deus, tal como qualquer pai, quer um amor genuíno em que NÓS o escolhemos, e não Ele que tenha escolhido por nós.

Agora toda esta liberdade e capacidade em conjunto com a imperfeição deu asneira. Claro que deu asneira! 

Se eu der a capacidade, a liberdade e os meios ao meu filho de 5 anos para poder sair de casa e fazer o que ele bem entender, o que é que poderá acontecer? Tudo. 

 

 

Imaginem que nós somos um telemóvel de ultima geração: somos bonitos, elegantes, com capacidades maravilhosas, onde poderemos chegar aos confins do mundo através de voz, escrita, foto e presença em tempo real!

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Acontece que nos primeiro minutos o telemóvel achou que poderia ser autónomo e independente. E assim o era, mas ele queira mais, ou seja, não estar dependente de uma torre de comunicações, de um operador. Assim, tentou desligar-se do seu serviço/fonte de comunicações e.... caíu... caíu porque não poderia funcionar sem uma telecomunicadora.

O telemóvel levantou-se e conectou-se à sua rede. Estava novamente a funcionar. O que o telemóvel não percebeu em imediato é que houveram consequências dessa queda. Não eram visíveis, pois ele continuava bonito e em funcionamento mas começaram-se a notar com o tempo.

De vez em quando o telemóvel não apanhava bem a rede móvel, a internet... de 4 ou 5 barras passou a ter 2 ou 1 barras. Que mudança! Uma grande diferença entre ter máximo de rede em contínuo e não ter de todo.

A fonte das telecomunicações está constantemente a tentar estabelecer contacto com ele, mas o telemóvel nem sempre consegue apanhar o sinal. Depois de algum tempo a ter falhas no sinal não faz as atualizações. Torna-se lento e obsuleto deixando de funcionar. E assim a MORTE tornou-se uma realidade para o telemóvel (e para nós!)

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O criador quando idealizou e concebeu queria o melhor para o seu telemóvel, todo o seu sucesso, porque o sucesso do telemóvel seria sempre e obviamente o seu sucesso. Queria que ele se desenvolve-se, cresce-se, ajudasse os seus outros colegas e de forma genuína e livre viesse ter consigo dizendo-se agradecido por ele o ter criado e amando-o sobre todas as coisas. 

A queda originou uma grane falha cujas consequências são várias, entre as quais a morte. E esta falha passou a ser a falha de todos os outros telemóveis que vieram a seguir. 

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A MORTE não fazia parte do plano. Ela entrou nas nossas vidas por causa do pecado, o abuso da liberdade que Deus concedeu para ama-lo e amarmo-nos mutuamente. 

Agora só nos resta lidar com ela da melhor maneira (o último inimigo do homem a ser vencido).

Como?

Abrindo o nosso coração e a nossa mente para a verdade da nossa existência.

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