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as surpresas de DEUS!

uma católica com sérias dificuldades no caminho da santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma católica com sérias dificuldades no caminho da santidade!!!

Com headphones na cabeça, a ouvir o quê?

28.02.21, Helena Le Blanc

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Há várias factos que sempre me levam a dúvidas silenciosas e repetitivas:

- porque é as habitações, na maior parte das vezes, têm as janelas fechadas?

- porque é que as pessoas usam, na maior parte do tempo, óculos escuros (à exceção dos dias de Verão para proteção efetiva dos olhos)?

- o que é que as pessoas ouvem já que estão sempre com os headphones? 

Eu sou uma amante do SOL, da LUZ, da COR, dos sons da natureza, e portanto tenho dificuldades em entender estas particularidades das pessoas.

Mas recentemente percebi como o mundo, através dos meus olhos, adquire outro encanto ao ouvir musica.

Quando uso os hedphones é para ouvir um podcast ou para ouvir um filme que estou a ver. Recentemente criei um novo momento no meu dia-a-dia que me permite fazer uso deles: a minha caminhada diária.

Consequentemente, retomei o que sempre fiz quando tenho esta oportunidade: programas de podcast ou you tube.

Também gosto de música mas reservo para momentos de condução.

No outro dia decidi ouvir música. Escolhi uma das listas de músicas que tenho no  Spotify e... percebi.

Senti um "tom" diferente ao que os meus olhos viam naquele momento.

E isto adquiriu contornos mais espetaculares por causa da playlista que eu tinha escolhido! Descobri mais uma forma de estar intimamente com Deus. Foi muito bom.

Claro que irei continuar a ouvir os meus habituais podcasts mas, de vez enquando,  repetirei esta experiência. Ou seja, ouvir músicas, enquanto caminho em caminhos fantasmagóricos, que em conjunto com o que me rodeia, fazem-me sentir envolvida, arrebatada e absorvida pelo Universo.

É sentir-me ABRAÇADA POR DEUS!

Percebem o que eu quero dizer?

A minha playlist no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/3siA8T6ms6VUFC6mTgcadj?si=WgAzAL_ESAKN6uP6YdvbbA

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Jesus peço-te a força do Teu Espírito para me ajudar a manter esta forma de privar com Deus na minha vida, e a descobrir outras novas formas de o fazer.

Ámen.

 

 

Reflexão: quaresma e confinamento = x

26.02.21, Helena Le Blanc

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Tempos incríveis estes, não é assim? 

O confinamento é difícil de se viver, em diversos aspetos e circunstâncias que todos bem sabemos.

A quaresma, para os cristãos, é uma época de introspeção, de maior sensibilidade às nossas imperfeições, de amplificação da  intimidade com Deus...

Agora juntem uma coisa com outra e: é hoje, o atual.

Eu confesso que tenho andado em modo "ON" sem parar para refletir sobre estas duas situações sobrepostas. Mas na última Eucaristia senti-me obrigada a pensar em tudo isto com maior cuidado. Desde lá que uma série de pensamentos e ideias (à mistura com alguns podcasts que tenho andado a ouvir sobre formação e desenvolvimento pessoal) têm andado aos solavancos na minha cabeça, de lá para cá e de cá para lá!

Tradicionalmente, os cristãos falam da quaresma como um deserto, um espaço seco e árido sem nenhum conforto ou bem-estar. Esta ideia é precedida pelo episódio da vida de Jesus em que viveu 40 dias no deserto em oração e intimidade com o seu Pai para tomar decisões. 

O confinamento, de facto, é um modo de viver que eu desconhecia. Ou seja, viver fechada em casa, em apoio aos filhos, em teletrabalho ou em trabalho presencial sem poder ir para mais lado nenhum (à excepção dos locais de saúde de urgência e de compra de bens essenciais), é obra!

Não há conforto ou bem estar!

Poderão existir vozes que dizem serem férias para muitos. Eu discordo. Mesmo esses muitos que não têm "pesos" ou responsabilidades de maior neste momento na sua vida, têm outras coisas que "alimentam" as suas vidas, como os amigos, as viagens, os passeios, os hobbys exteriores, etc...

Por isso acho que, de uma maneira ou de outra, todos sentimo-nos afetados pelo confinamento. Não comparo quem poderá ter, a vida mais difícil porque tenho a certeza que todos sentimos a mesma dor, da mesma forma e na mesma intensidade.

Por exemplo, eu vi o meu peso (e o meu corpo) a crescerem e não gostei nada. Percebi que no deserto em que vivo encontrei algum bem-estar e conforto em alimentos e também diminuta atividade física. Inconscientemente compensei.

A Quaresma é uma oportunidade para eu decidir fazer alguma coisa relativamente a isso.

Eu tenho o PODER DE DECIDIR, assim quis Deus dando-nos o livre arbítrio. No mandamento que Jesus nos deixou, percebo que, depois de amar a Deus em primeiro lugar, devo amar os outros com a mesma intensidade que me amo. Para mim isto é: primeiro Deus, depois EU e os OUTROS na mesma grandeza. EU TENHO QUE ME AMAR PARA DEPOIS AMAR OS OUTROS NA MESMA PROPORÇÃO.

E amar-me quer dizer tomar boas decisões para mim própria. Por exemplo diminuir o meu peso e aumentar a minha flexibilidade (para ter uma vida mais saudável e longitudinal com qualidade); melhorar as minhas características que incomodam a minha família, amigos e colegas de trabalho; dar mais valor às coisas tão boas que tenho na vida com  gratitude e menos exigência; acolher o AMOR que Deus têm por mim (e por cada ser humano) e testemunhar essa dimensão divina; etc...

Isto (a quaresma) obrigou-me a analisar a minha vida atual e perceber que esta é uma época de encontro comigo, com os meus valores e especialmente com DEUS. Não quero perder mais uma oportunidade. Cada dia é um recomeço, é um novo dia mas é também uma oportunidade perdida para se fazer melhor.

Como? 

Sentir-mo-nos no deserto é terrível! Tudo o que antes tínhamos, mesmo o que identificamos como mau, parece ser maravilhoso! Por exemplo, para resolver o meu problema de aumento de peso considerei a solução de recomeçar a fumar tabaco. 

Há muitas anos fui uma toxicodependente de tabaco. Digamos que durante 10 anos fui fumadora de tabaco sendo que nos últimos dois/três anos já consumia 2 maços emeio por dia. 

Se recomeçar - uma coisa que até à pouco tempo fugia a sete pés pelo efeitos no meu corpo e o quão difícil foi sair dest hábito aditivo - eu perderei peso rapidamente. 

Apesar do esforço que fiz para fazer mudança na minha vida passada, cheguei a considerar uma alternativa, uma solução, para corrigir uma coisa que estou odiar em mim.

Seria uma decisão, mas boa? Não. Mas a boa decisão, neste caso, implica esforço emocional e físico. E... em confinamento mais esforço emocional e físico?

Fiquei hesitante. 

A decisão está nas minhas mãos e não nos outros ou em Deus. Só eu posso decidir e fazer. Tenho ajuda? Sim, o Espírito de Jesus que está selado em mim!

Tomei a decisão mais difícil e... surpresa das surpresas, encontrei coisas boas que compensam o esforço emocional e físico. Afinal, meu esforço é somente manter a minha solução, não me deixando tentar por motivos e desculpas para parar!

O confinamento e a quaresma é uma dupla oportunidade, uma dupla de peso em diferentes níveis! Mas quanto mais difícil, maior serão as recompensas, não é assim?

Termino este longo desabafo dizendo que a nossa frase da quaresma já foi escolhida e colocada no canto de oração:

Encontramos-a na 2ª leitura da Eucaristia do Domingo passado - 1º Domingo da Quaresma: "Cristo morreu uma só vez pelos pecados - o Justo pelo injusto - para vos conduzir a Deus" (1 Pedro 3, 18).

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O nosso caminho quaresmal vai se compondo ao longo do tempo.

Eu não tinho tudo preparado e pensado desde o início, ainda mais que Deus providencia e ajuda. Há muito que me deixei desses "stresses". À medida que os dias vão passando, vamos fazendo um pouco mais, indo mais além.

 

Que Deus nos abençoe e ajude a ultrapassarmos estes tempos pandémicos, cinzentos da história humana.

O BOM SAMARITANO do século XXI

19.02.21, Helena Le Blanc

A história de ontem à noite foi a do "Bom Samaritano". 

Como é habitual, depois da cozinha arrumada e alguma brincadeira com as crianças na sala, subimos ao nosso primeiro andar.

As crianças vestiram o pijama e todos estávamos prontos na salinha para a oração da noite: a história e pequenas orações individuais com os nossos cartões.

Abri o livro e ao calhas apareceu esta história. Procedi à sua leitura.

Ao terminar, olhei para os meus espetadores e senti que era preciso fazer mais alguma coisa. Senti-me inspirada a contar a história imaginando-a nos tempos de hoje.

Apesar do risco abusivo ou exagero, decidi avançar em parcos segundos.

 

Na estrada à frente da nossa casa passa um senhor com uma maleta brilhante.

Uma mota, que fazia muito barulho, abrandou junto do senhor. Este vira-se para ver quem era e sentiu uma cacetada muito forte na sua cabeça. Sentiu arrancarem-lhe a sua mala brilhante. Caiu para a valeta do passeio e desmaiou. 

Passado um bocado, passa uma senhora muito bem composta. Ela é uma pessoa muito alegre e participante na maior parte das atividades da comunidade. Todas as pessoas gostam muito dela. 

Acontece que ela, ao notar o senhor junto da valeta, com um grande corte na cabeça, a deitar sangue, os braços e pernas esmurradas e com uma respiração muito estranha, automaticamente recua, colocando-se à distância. O dito senhor não estava a usar máscara naquele momento e não parecia estar muito bem.

Não se percebia se estava acordado ou desmaiado mas não lhe deixou dúvidas que a sua respiração denotava estar infetado com o COVID-19. Refletiu por uns momentos e decidiu continuar o seu caminho. Já estava atrasada para uma reunião e como o seu telemóvel estava com muitos problemas concluiu que não conseguia ajudar, por muito que quisesse. Convenceu-se que a ajuda não deveria tarde. Seguiu caminho.

Depois de algum tempo, passa um carro. Abranda naquele sítio. Era um médico com muito boa reputação. Dizem que ele preocupa-se muito com os seus doentes sendo muito certeiro nos diagnósticos e respetivos tratamentos.

Saiu do carro e à distância observou o senhor. Tentou falar com ele mas não obteve nenhuma resposta. 

Refletiu durante vários minutos. Ocorreu-lhe que poderia ser um emigrante. Se calhar ainda sem papeis! Seria uma trabalheira se assim fosse! Não queria arranjar para si mais problemas dos que já tinha na sua própria vida! Em vias de divórcio, a lutar pela custódia dos filhos, não tinha mais forças para mais nada. A pandemia em que vivemos mal o deixa respirar no seu local de trabalho. Assim, pensou que de certeza alguém o haveria de socorrer. Avaliou de longe as feridas e pareceram-lhe não serem muito graves. Iria sobreviver. Entrou no carro e seguiu caminho.

Mais tarde passa um jovem cigano. Apesar de jovem já tem uma família constituída. Estava a caminho da escola para buscar os seus filhos.

Reparou no senhor caído e maltratado e não pensou duas vezes. Aproximou-se tentando perceber se o senhor estava acordado ou desmaiado. Falou com ele várias vezes. Pegou no seu telemóvel para falar com o seu irmão pedindo-lhe para ir buscar as crianças à escola. Também lhe conta rapidamente o sucedido.

O jovem levanta o senhor e carrega-o nos seus ombros, arrastando-o ao longo da estada. Levou-o para o acampamento, espaço onde vive com a sua família. Não tem água quente mas a esposa aquece alguma num tacho na fogueira que arde no centro. Pega em alguns farrapos lavados e trata do senhor.

Arranjaram-lhe um “ninho”, uma cama. Tentam que ele coma caldos.

E assim se passam alguns dias até que o senhor, apesar de ter estado em ambiente de pobreza, recupera muitíssimo bem.

Ele agradece imenso aos Sr.s Ciganos, uma etnia que não é bem vista nos tempos de hoje, por diversos motivos tal como os Samaritanos da altura de Jesus.

 

E assim acabei a história.

 

O meu filho mais velho, ao terminar, disse-me: o jovem olhou para o senhor maltratado com o seu coração!

E não poderia ser melhor dito: OLHAR COM O CORAÇÃO, independentemente da identidade ou condições da pessoa que está à nossa frente!

 

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Cartões para rezar: muito fácil!

18.02.21, Helena Le Blanc

Todas as noites, a família reúne-se no nosso Canto de Oração, uma salinha que temos que é mais acolhedora, junto dos quartos.

Este espaço, para além de nos juntar para rezar, contar histórias e fazer jogos, também é utilizado para ver televisão ou ler.

Meia-hora antes da hora de deitar, reuni-mo-nos neste espaço para estar com Deus. Como o fazemos?

Acendemos a nossa vela pascal.

Um dos adultos lê uma história infantil bíblica. Depois falamos sobre essa história partilhando opiniões e exemplos dos dias de hoje.

Por ultimo terminamos com uns cartõezinhos que têm feito sucesso. Houve alturas que já tivemos uma oração, uma consagração, uma lituânia, uma novena, etc... Agora, neste momento temos estes cartões que ajudam à oração mais livre.

Como assim?

A ideia surgiu numa família que achei interessante. Então adaptámos para a nossa família.

Preparei diversas frases (dentro do género) no computador. Imprimimos. Cortamos cartões em cartolina e o Xavier, o meu filho mais velho, fez o resto, ou seja, nas revistas que temos desatualizadas (e guardadas para trabalhos manuais) procurou imagens para recortar e colar ilustrando assim a frase. Depois de tudo recortado e colado, plastificou (com máquina).

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Como os utilizamos?

A Carolina (a minha filha mais nova) pega no conjunto dos cartões, como se de cartas se tratasse, e apresenta a cada membro da família para tirar um cartão (sem espreitar).

Há dias que queremos tirar mais do que um cartão.

Depois, vez à vez, cada um lê o seu cartão. 

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Há cartões que são somente inícios de frases e o próprio têm que a completar. Outros cartões que, igualmente inícios de frases, são para todos responder. E ainda há cartões que o próprio só lê e todos ouvem. 

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Muito fácil.

Todos sentem a "leveza" do momento mas que ajuda a chegar ao íntimo e a traduzir por palavras as emoções. Esta é uma forma que cria habituação à intimidade com Deus, o nosso querido Pai.

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Terminamos benzendo-nos com água benta e apagando a nossa vela pascal.

 

E Vocês, têm sugestões para nós?

 

Que Deus Vos proteja.

 

Período da Quaresma (2021): planeamento

16.02.21, Helena Le Blanc

Na minha família existem três períodos do ano em que damos particular destaque: o advento, a quaresma/Páscoa e as férias de verão da família.

Preparo sempre um calendário especial gigante (o nosso habitual é semanal), do tamanho do nosso frigorífico, em que mostra todos os dias desse período e o que está previsto. Procura-se que seja atrativo e bonito, decorado com elementos concordantes.

Normalmente, na véspera de cada período, a família reúne para tomar decisões: atividades, objetivos, dinâmicas particulares, etc.

Hoje, sendo a véspera da quarta-feira de cinzas, vamos reunir e decidir como será a nossa caminhada.

Concretamente como o faremos?

1 - Introdução muito resumida e simples do que é a Quaresma e Páscoa.

2 - Motivo que nos reúne: tomar decisões sobre coisas que queremos alterar no nosso dia a dia que nos ajudarem a focalizar no que efetivamente interessa, ou seja, o nosso amor por Deus e a nossa caminhada para a santidade;

3 - Caminhada Individual: cada um tomará as suas decisões, os seus objetivos pessoais. Relativamente às crianças serão ajudadas a entenderem de acordo com as suas idades;

4 - Caminhada familiar, decisões sobre:

A) Decoração: no nosso canto de oração (cores, símbolos, a frase desta quaresma, etc..) na nossa mesa de jantar (símbolos, calendário com velas, etc...), na nossa porta de entrada, as estações da via sacra numa das paredes do corredor, etc...

B) Alimentação: como serão as nossas refeições (simples). Tenho uma novidade a propor este ano: distinguir os domingos, como os dias de festa já que é o dia do Descanso, da Aliança, da Ressurreição de Jesus Cristo. Como? Pela ementa, pela preparação da mesa de jantar, sobremesa e um jogo familiar para prolongarmos este momento juntos;

C) Atividade de apoio à caminhada individual: algo visível que nos ajude a marcar cada gesto diário de acordo com as nossas decisões individuais. Poderá ser a colocação de um coração ou de uma flor à volta da cruz do nosso canto de oração diariamente ou por cada sacrifício feito;

D) Atividades para as crianças: a preparação da já nossa tradicional caixa de atividades com lápis, canetas, autocolantes, papel branco e fotocopias de atividades com palavras ou desenhos de acordo com o nosso período (neste caso será a quaresma);

C) Atividades de Preces: Rezar o terço; Via-sacra no jardim; Orações para a oração noturna, Oração para antes das refeições. Estou a pensar em propor acrescentar-mos mais umas quantas em algumas divisões da casa....

D) Um projeto familiar: qual será o nosso projeto de todos? No último advento decidimos preparar várias cartas/portais de Natal para os reclusos de um estabelecimento prisional. Nesta alínea, as Obras de Misericórdia são o nosso guião. Escolhemos uma fazemos um brainstorming de ideias. 

Ficará combinado uma segunda reunião de família, antes do Domingo de Ramos, para conversarmos e tomar decisões sobre a Páscoa.

Depois disto, eu terei o resto da semana para "concretizar", ou seja fazer o calendário gigante, preparar ou arranjar os símbolos e objetos falados, preparar os cartões com as preces, etc...

Apesar de já estar a começar a quaresma, esta será a nossa semana de preparação para no próximo Domingo estarmos prontos para o Primeiro Domingo da Quaresma.

 

Que Deus nos abençoe.

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DIA DOS NAMORADOS em confinamento!

11.02.21, Helena Le Blanc

Ora aqui está uma primeira vez!

Em 2020 o período em confinamento começou em Março.

O que fazer?

Tínhamos um momento planeado a dois, a minha prenda natalícia para o meu marido agendado para o Dia dos Namorados (seria uma "bela cajadada a matar dois coelhos!").

Mas.... "o tiro saiu pela culatra"!

Na América, os cristãos católicos têm a tradição de festejar o São Valentim, um Bispo que viveu na Roma Antiga do Imperador Cláudio II, no 2º século. Este foi retirado do Calendário dos Santos em 1969 pela Santa Sé. 

Ao pesquisar encontrei uma ideia interessante.

Apresentei-a e foi aprovada por unanimidade.

Assim:

1º - Iremos adiantar o dia dos Namorados para sábado - dia 13 de Fevereiro;

2º - Teremos dois jantares: o primeiro, um pouco mais cedo do que é habitual, será o jantar dos meninos e da avó, provavelmente umas pizzas rápidas que tanto gostam;

3º - Quanto ao segundo jantar, iremos escolher e encomendar em take away;

4º - A mesa de jantar será preparada para duas pessoas, com decoração especial alusiva;

5º - Tudo ficará pronto a servir, de forma bonita, na cozinha;

6º - Imprimir-se-á antecipadamente um menu todo janota (em dois exemplares, claro)!

7º - O pai e a mãe, bem vestidos, sairão de casa pelas traseiras para voltarem a entrar pela entrada principal;

8º - Seremos recebidos pelo Sr. Empregado de Mesa e pela Sr.ª Ajudante. Seremos encaminhados para a nossa mesa de jantar;

9º - Ser-nos-á dado o menu e servido as bebidas, seguido do prato principal. Teremos uma campainha na mesa para quando precisarmos de mais alguma coisa.  A avó ficará na cozinha a orientar a "coisa" e os meninos serão os serventes. Depois da sobremesa servida, a avó levará os meninos para o 1º andar para vestirem o pijama, fazerem uma breve oração e irem para a cama. Com (muita) sorte ficaremos na mesa com todo o tempo do mundo! Poderemos conversar semsermos interrompidos! Yupi!

10º - Talvez, com algum incentivo, teremos direito a um espetáculo durante o nosso jantar... talvez umas canções e danças dos nossos filhos.

 

O que acham desta ideia? Já o fizeram na vossa casa?

Se correr bem, com ou sem confinamento, repetiremos com toda a certeza. Só vejo vantagens!

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Que Deus abençoe todas as famílias no Dia dos Namorados.

Ponto de situação: o nosso canto de oração

11.02.21, Helena Le Blanc

 

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Como é o nosso canto de oração?

Neste ano a minha família decidiu fazer umas pequenas mudanças no nosso canto de oração (a nossa pequena sala junto aos quartos de dormir). Apesar de evitarmos os tapetes, decidimos colocar um tapete de lã e mais algumas almofadas nesta área de forma a tornar-se mais acolhedora!

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Nesta área mantivemos o caixote dos livros em destaque. Contém livros de história bíblicas infantis. 

A primeira vez que colocamos este caixote de madeira foi no passado advento, com histórias alusivas ao Natal. Como funcionou muito bem, decidimos manter mas trocando os livros. Estamos a colocar uma certa rotatividade neste tipo de livros. Quando são guardados (longe dos olhos das crianças) e regressam “ao palco” captam o interesse dos mais novos.

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No nosso armário principal, onde estão objetos simbólicos da nossa Fé, decidimos manter as coisas muito simples, entre o tempo do Natal e a próxima quaresma (este ano com um intervalo pequeno). 

Neste momento temos um Crucifixo com Jesus e a Nossa Senhora com o bebé Jesus (Nossa Senhora do Carmo). Também temos a nossa vela pascal (que foi preparada e benzida por nós na Noite da Ressurreição de 2020) e uma pequena pia com água benta.

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Há medida que o calendário avança, iremos fazer pequenas alterações, de acordo com o ciclo litúrgico e dias ou períodos de tempos diferentes. Agora que se aproxima a quaresma, já estou a pensar nas mudanças que irei fazer: colocação um pano roxo de fundo, colocação da imagem da Nossa Senhora de Fatima (que não têm  o menino Jesus bebé nos braços), manter-se-á a vela pascal e acrescentar-se-á uma frase aser construída como puzzle em cada domingo da quaresma (de acordo com a proposta da Diocese de Aveiro para esta quaresma)... 

Até agora são estas as ideias pensadas. Poderão surgir mais algumas....

Nos próximos meses planeio colocar também as imagens dos Santos dos nossos nomes (de todos os elementos da minha família) nos dias especiais, como os dias da tríduo pascal e Domingo de Páscoa, o dia do Baptismo de cada elemento, o dia comemorativo do Santo, etc...

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Quando rezamos?

Nós, neste momento, rezamos quase todas as noites antes dos meninos irem para a cama. 

Quase porque há dias que, porque nos atrasamos no jantar ou as crianças, mais cansadas, começam a fazer birras tempestuosas, não conseguimos.

 

Todos juntos?

Sim, todos juntos. Neste momento temos o cuidado de jantar às 19h30 para às 20h30 conseguirmos todos subir para o 1º andar (já com tudo arrumado na cozinha e um bocadinho de brincadeira na sala) para o nosso momento de tranquilidade, abrandando o ritmo e a energia, transformando-se numa verdadeira rotina de sono.

 

Como rezamos?

Eu ou com ajuda, escolho uma história infantil bíblica do nosso caixote de madeira especial. Leio a história.

Falamos sobre a história. Partilhamos interpretações e “lições de moral”, ou seja, lições de amor!

Depois cada um de nós retira um ou mais cartões de um conjunto feito por nós. 

No início cada um só retirava um. Agora cada um tira pelo menos uns três. Servem de apoio e ajudam a cada um fazer a sua oração. Assim, vez à vez, cada um de nós lê o cartão e completa-o (na maior parte dos casos). Como disse, costuma a ser pelo menos 3 voltas de orações por todos. São muito simples fazendo toda a diferença (falarei deste cartões noutro post).

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IMPORTANTE: queremos que este momento seja “leve” mas significante; de bem estar mas diferente de tudo o que se vive ao longo do dia; sem agressão ou violência ao nosso íntimo mas abraçando-o como uma onda de alegria e afeto; fugindo à obrigação e imposição, para louvar o Senhor com admiração e AMOR; e conhecer o nosso Pai, criador e responsável pela nossa felicidade sem correr o risco de uma mera aula pedagógica.

Terminamos benzendo-nos com a água benta e as crianças apagam a vela pascal (que é acesa duas vezes)!

Em épocas especiais do ano, como é o caso do advento e da quaresma, rezamos também o terço e/ou outras orações como é o caso das ladainhas ou novenas.

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Famílias que nunca fizeram:

Parece ser difícil, mas não é nem tem de ser. Se o for então há alguma coisa que está mal. 

Não pode ser difícil! 

Deus quer o nosso amor gratuitamente e não por obrigação! Sacrifício com amor e vontade e não pura imposição.

Não precisamos de inventar coisas relativamente às quais a nossa família não está preparada. 

No nosso caso, houveram temporadas em que este momento foi suspenso temporariamente. 

A cada dia fazemos melhor. A cada mês ou cada ano vamos mais além, aprendendo com os erros, percebendo o que nos fez parar, arranjando forma de resolver para voltar a recomeçar.

Por isso, atrevam-se para se surpreenderem!

 

Famílias que têm momentos com Deus:

Poderão sugerir algumas práticas que funcionam nas Vossas família?

 

Obrigada.

Que Deus Vos abençoe.

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