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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

4. Deus criou-nos para o adorarmos. Como?

19.10.19, Helena Le Blanc

Recapitulando: ADORAR é amar, estar presente, inter-agir, relacionar-se com, pedir, acarinhar, estar em comunhão com...

Génesis. Capítulo 2, da 2ª metade da frase (versículo) n.º 4 até ao fim do capítulo 2.

Deus criou-nos como Filhos dele.

Mas como é que as novas "criaturas" (nós) poderiam realmente entender o AMOR, este sentimento? Como poderão AMAR se não sabem e não conseguem identificar? Isto acontece na idade infantil: não conhecemos os sentimentos, e há medida que vamos experienciando, vivenciando, um ou outro adulto vai-nos ensinando: isso o que estás a sentir é tristeza, amor, saudade, ciume, medo, etc...

Portanto Deus viu essa nossa incapacidade para entender sentimentos. Como resolveu o problema? 

- Se o homem tiver uma relação de comunhão, de intimidade, de confiança, de amor, de presença, então vai perceber exatamente este grande sentimento que eu tenho pelos meus filhos. Eu vou oferecer ao HOMEM aquilo que tenho, ou seja, uma Família. O homem na família aprenderá sobre o AMOR.

Terão sido estes os pensamentos de Deus?

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Adão, o Primeiro Filho, Príncipe Real, Rei, Governante, Sacerdote e Padre, líder da adoração. 

Adão, MARIDO. Eva, ESPOSA.

No Jardim do Éden, Adão conhece a mulher, feita da sua costela (um osso localizado perto do coração que simbolicamente indica relacionamento). 

Deus cria o homem e a mulher de dignidade iguais, complementos de relação, em que cada um é chamado a ser prenda e oferta de si mesmo ao outro, em imitação de Deus em si próprio. Na relação dos dois, homem e mulher, esta reflete a imensa vida de Deus, um pleno entendimento que só é manifestado quando Jesus vêm até nós e revela-nos a Trindade. 

O Jardim do Éden torna-se quarto de lua de mel; o casamento é o ponto alto da criação. Tudo se resume à maravilhosa unidade de três no planeta terra, o templo cósmico. 

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3. Deus criou-nos. Porquê?

16.10.19, Helena Le Blanc

Génesis. Capítulo 1. Capítulo 2, da frase (versículo) n.º 1 à metade da frase (versículo) n.º 4.

Começo por dizer que é um dos textos que mais gosto da bíblia: a Criação! É lindo, uma espécie de "lengalenga". 

O que é que eu aprendi? Tanto!

Poderei começar por falar sobre a veracidade da história da Criação. Já escrevi sobre isso algures no blog, mas facilmente pode ser pesquisado.  Deixo no entanto três notas:

- Há Padres que foram/são Cientistas. Por ex. a Teoria do Big Bang começou a ser formulada pelo PADRE CIENTISTA belga Georges Lemaître nos anos 1920;

- A Ciência e a Religião são complementares: dois lados da mesma moeda. Uma não passa sem a outra. Só assim é que a humanidade pode encontrar a VERDADE. 

- Para eu estar aqui neste momento a escrever este texto (e tu a leres) foram precisos biliões de átomos errantes que se juntaram numa dança emaranhada e misteriosamente coordenada, de forma a criarem-me a mim (e a ti). Trata-se de uma combinação única e especializada, nunca feita antes, e que só vai existir desta vez (eu e tu). Durante muitos futuros anos estas partículas irão dedicar-se em mil milhões de esforços para me (te) manter intacta(o) e deixar-me (e a ti) desfrutar da experiência super agradável (muito subestimada) a que chamamos de existência. Durante toda a vida, a única preocupação dessas partículas é a de fazer com que eu seja eu (e tu sejas tu). Eu e tu estamos AQUI e AGORA no século XXI. Poderemos ter sido bafejados de uma sorte extraordinária (quase impossível) ou fomos efetivamente ABENÇOADOS. Dos biliões e biliões de espécies de seres vivos que já existiram desde os primórdios, a maior parte (99,99%) já não anda por cá. Assim, eu e tu estamos ligados desde tempos imemoriais a uma linha evolucionária beneficiada e extraordinária. Durante um período de 3,8 milhões de anos (antes da formação das montanhas, rios e oceanos) cada um dos nossos antepassados de ambos os lados foi suficientemente atraente para encontrar um companheiro; teve a saúde necessária para se reproduzir e foi abençoado para ter as circunstâncias certas para viver o tempo necessário para o fazer. Nenhum dos nossos antepassados foi esmagado, devorado, afogado, morreu de fome, foi atacado de modo feroz, ferido mortalmente ou desviado da missão vital de deixar material genético ao parceiro certo no momento exacto de forma a perpetuar a única sequência possível de combinações hereditárias que com uma rapidez incrível resultariam na minha e na tua pessoa. Incrível, não é?

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Deus criou-nos. E esta é a verdade. 

A questão reside no para quê e porquê.

Deus criou outros seres antes do homem. Deus, não sendo uma entidade solitária (porque não é), decidiu (e muito bem pela parte que me toca) criar a sua família, a família divina. Para tal não poderia contar com os Anjos, porque estes seres celestiais não são semelhantes a Deus.

O que quer dizer ser semelhante? Ser semelhante a alguém quer dizer ser filho desse alguém, descendente dele, com as mesmas características (genéticas, humanas no nosso caso).

Deus criou-nos como ato de amor para fazermos parte da sua família divina. Deus criou-nos para si próprio.

Com o relato da história da Criação nós conseguimos perceber qual é o nosso lugar neste planeta, o local que Deus nos deu para vivermos em comunhão com ele, em estreita união com ele. 

Antes existia o Caos e as Trevas. Depois formou-se o céu e a terra. Este planeta estava vazio e vago. No vazio, Deus criou dois reinos bem distintos: o reino do céu e da água e o reino da terra. Depois ofereceu-nos em bandeja de ouro este planeta que até à data ainda não encontramos outro igual! Para além de recebermos o planeta com condições maravilhosas, Deus fez-nos governantes dos dois reinos. Filhos de Deus teriam que ter algum poder, certo?

Somos mesmo Filhos DELE, filhos divinos. Fazemos parte da Família e consequentemente ELE está connosco e nós estamos com ELE.

ELE está presente fisicamente neste planeta, o local onde vivemos. E obviamente os locais onde vivem os Reis e as suas famílias são especiais e sagrados!

Se ELE é REI nós somos príncipes herdeiros. Somos abençoados, em perfeito estado de graça, de inocência e de justiça. Somos seres extraordinários! Deus foi perfeito na sua CRIAÇÃO.

E como sabem, no sétimo dia abençoou e santificou tudo o que tinha feito e descansou. Como qualquer Pai, também esperou que os seus filhos entendessem a mensagem e o imitassem: seis dias por semana trabalha-se (a fazer coisas maravilhosas) e no ultimo dia descansa-se junto da sua família.

O dia de descanso é para estar junto daqueles que mais gostamos, que fazem parte da nossa família. Quer dizer que se somos filhos de Deus então temos que estar presentes, perto dele, mostrando-lhe que também o amamos tanto como ele nos ama, na mesma medida. Isto é o significado para palavra ADORAÇÃO. O nosso dever, enquanto Filhos de Deus, é estar junto, presente, sentado ao lado, amar, falar, pedir, chorar, brincar, resmungar, zangar, pedir perdão, etc...

A minha missão (o meu chamado superior) nesta vida é ADORAR o meu Pai (o Criador).

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2. De onde viemos? Para onde vamos?

14.10.19, Helena Le Blanc

Estas são as duas mais famosas perguntas da história universal, da humanidade!

Temos uma área da Ciência que se dedica há mais de dois milénios a responder a estas duas perguntas! Eu recordo muito bem que quando comecei a ter Filosofia é que tudo começou a fazer sentido para mim! 

Filosofia estuda a essência da natureza humana! 

Muitos grandes homens avançaram com teorias para responder a estas duas perguntas!

Eu, na minha opinião (e de outros), acho que a Bíblia é o grande livro da sabedoria, o Atlas da nossa história, a referência para a humanidade, que exatamente responde a essas duas perguntas.

Deus, utilizando os nossos códigos linguísticos e vivências culturais, inspirou/usou/utilizou/instrumentalizou homens/cérebros/mãos, de forma a fazer  sentido para nós (ou mais ou menos dependendo do século a que pertencemos) de acordo com os nossos filtros e aprendizagens. Para nos dizer o quê? De onde viemos e para onde vamos. 

É muito engenhoso! É, e não poderia esperar menos de DEUS, certo?

Portanto, a minha leitura será guiada por estas duas perguntas:

- De onde viemos?

- Para onde vamos?

Todos os seres humanos querem saber quais são as respostas a estas perguntas. Querem a verdade. Eu quero a verdade!

E é assim que inicio a minha leitura: GÉNESIS - o início do MUNDO. 

Deus, na Bíblia, conta-nos uma história, um grande enredo, que na sua maioria são momentos históricos da humanidade, para responder a essas duas perguntas, a ti e a mim.

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Cor de referência para o GÉNESIS: turquesa. Porquê? É a cor do Planeta Terra vista do espaço. 

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1. Como ler uma palavra sem vogais?

11.10.19, Helena Le Blanc

E foi assim que a minha viagem começou. 

A primeira coisa que chamou a minha atenção foi a seguinte palavrinha: YHWH. Uma palavra, na minha Bíblia, que só tem consoantes!

Talvez pelo facto de estar mais sensível às matérias escolares do 1º/2º anos, isto intrigou-me!

Obviamente não é a primeira vez que vejo esta palavrinha. Já tinha percebido que era mais um nome atribuído a Deus, entre tantos outros.

Um tetragrama (palavra com 4 letras):  "YHWH". Mas como é que se consegue ler esta palavra sem vogais?

Não se consegue!

Fiquei sem perceber. 

A minha Bíblia (como todas as outras) tem muitas palavrinhas pequeninas introdutórias. E como a minha missão é séria e muito nobre, decidi ler tudo, tudinho, até as frases mais pequeninas. E foi aí que encontrei a explicação para esta palavra muito insólita e especial.

Pois, e é verdade, confirma-se: não se se lê!

Como assim? Extamente! O nome de Deus é tão especial, tão grande, tão poderoso que os homens (hebaricos) não se atreviam sequer dizer em voz alta o seu nome!

"O nome de Deus era considerado demasiadamente Santo para ser proferido" (da Bíblia de Jerusalém).

Agora, isto não tira o facto que às vezes é mesmo preciso dizer o nome de Deus em voz alta. Neste caso como se faz?

Pois... não temos a certeza mas os historiadores encontraram várias hipóteses (acrescentando as tais importantíssimas vogais!).

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Mas a mais consensual é esta:

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A minha bíblia usa esta!

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Há traduções (de Bíblias) que fizeram a substituição com "o Senhor" ou "o Eterno". 

Em ambiente litúrgico, ou seja os ritos de culto que acontecem na igreja, recomenda-se o uso de "o Senhor". 

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Lição aprendida! 

Uma nova jornada!

09.10.19, Helena Le Blanc

Recentemente, tive a oportunidade de voltar a recomeçar a ler a Bíblia.

Desta vez não são todos os livros da Bíblia mas só alguns, os mais representativos, de forma a ter uma bela ideia do Projeto de Salvação de Deus para a Humanidade e, mais importante, para mim!  

Para tal, estou a utilizar dois únicos livros:

- (Obviamente) a Bíblia - a Bíblia de Jerusalém;

- Walking with GOD - a Journey through the Bible - de Tim Gray e Jeff Cavins, da Editora Ascension West Chester, Pennsylvania.

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Tenho andado a pensar em dividir e partilhar tudo o que tenho aprendido e descoberto! 

Hoje decidi-me.

Uma viagem pela Bíblia:

São Lucas fala-nos do primeiro grande estudo bíblico: Jesus junta-se a dois discípulos que viajavam para Emaús. Em resposta ao seu desespero pelos acontecimentos de sexta-feira santa, Jesus explica-lhes todas as escrituras para eles perceberem. Ele teve de lhes contar o grande enredo da Bíblia, enquadrar todos os acontecimentos na grande história da Bíblia… a história da salvação da humanidade. E os discípulos compreenderam pois “o seu coração abrasava”. (LC 24, 13—53)

O nosso Pai convida-nos a mergulhar na história do seu mundo, e que envolve grandes mortes, aventuras, paixões, sacrifícios, milagres, batalhas, e muito mais. Nas escrituras aprendemos sobre a fé no Senhor (na vida de Abraão), obediência (na vida de Joshua), coragem (na vida de David), confiança no Senhor (na vida de Maria) e sobre autossacrifício apaixonado de Jesus ao entregar a sua vida na cruz para a nossa salvação. É também na Bíblia que encontramos a nossa própria história de encontro com Deus.

Em qualquer boa história é preciso um enredo com muitos detalhes, acontecimentos e personagens para ter interesse e sentido. A história das escrituras também é um enredo e é exatamente nisso que a maior parte das pessoas têm dificuldades em encontrar o seu significado.

São 73 diferentes livros cujos autores tiveram a mesma inspiração: o Espírito de Deus. Deus é o verdadeiro autor da Bíblia. Utilizou os nossos códigos linguísticos e as nossas culturas das diferentes épocas humanas, para nos mostrar o seu grande amor e ensinar qual é a essência da nossa existência. “A Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual Cristo Jesus é o centro e o coração aberto” (N.º 112 do Catecismo). Os acontecimentos da história do mundo são mensagens de Deus para nós!

O meu objetivo será imitar a viagem em que os discípulos de Emaús fizeram um estudo bíblico com Jesus. Procurar o maravilhoso sentido do enredo das histórias das escrituras e que resultam num grande e um só plano de Deus (unidade do Projeto de Deus). Para cumprir este objetivo iremos ler 14 livros cujos acontecimentos bíblicos distribuem-se por 12 períodos de forma a visualizarmos a história da salvação, o projeto ou plano de Deus.

Que tipo de leitura estou a fazer? Uma leitura através do coração da Igreja cuja chave é a Eucaristia.

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