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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Como poderei partilhar a minha Fé (subtilmente) no meu trabalho?

27.08.19, Helena Le Blanc

As nossas férias acabaram.

O regresso ao trabalho é mais uma oportunidade de fazer as "coisas" de forma diferente, melhor até! 

Assim, pensei quais as novas metodologias e estratégias que poderei usar na próxima época: manter-me mais organizada (com listas e objetivos na minha agenda); ter mais cuidado com a apresentação (da "minha escrita", dos meus papeis, da minha secretária, da minha pessoa); desenvolver a minha capacidade auditiva (ouvir bem e muito bem o outro) e ter cuidado com o que eu comunico (especialmente só depois de sem ter ouvido todos os envolvidos).

Essencialmente são estas as minhas decisões para o ultimo trimestre deste ano. 

Mas... um post que li no facebook de  Catholic Gag sobre o reinício da Escola fez-me pensar.

O texto tinha o seguinte título: "13 Maneiras subtis de partilhar a Fé na escola - escola pública (Texto original em inglês).

Pergunto-me:

- Enquanto católica, eu partilho a minha Fé no meu trabalho?

Obviamente que há profissões e/ou locais de trabalho/entidades empregadoras que facilitam mais ou menos a partilha e o testemunho da Fé. Mas, mesmo assim (com mais ou menos dificuldades), eu partilho a minha Fé no meu trabalho, nem que seja de forma subtil? 

Como é que eu poderei partilhar a minha Fé no meu trabalho, nem que seja de forma subtil?

1º - Se sou Cristã, tenho que agir como uma! Tenho que ter muito presente, no meu dia a dia, os ensinamentos de Jesus Cristo. Só usar da Verdade (sinceridade e honestidade); cuidar do Bem Comum; abusar do Perdão; ter Compaixão especialmente quando os nossos sentimentos são magoados; não perder a Esperança no ser humano, no outro;

2º - Usar um objeto que me associe à minha Fé Cristã: um crucifixo/cruz, uma medalha de um santo, um terço ou uma dezena, etc... Nunca se sabe quando isso poderá suscitar a curiosidade do outro e ser motor de uma boa conversa;

3º - Não fugir a essa "boa conversa" (sobre Fé e Religião). Eu tenho dificuldades em temas mais sensíveis, é verdade. Mas também acho que se respeitarmos e estivermos na disposição de ouvir o outro e partilharmos os nossos pensamentos com verdade e naturalidade, ambos sairão a ganhar. Aprender mais sobre as outras religiões é e será sempre uma mais valia, na minha opinião.

4º - Rezar pelos meus colegas de trabalho, especialmente se souberes que estão a travessar uma fase menos boa. Quando falo rezar por ele/ela, é fazer de forma privada e confidencial. Com a intervenção divina tenho a certeza que poderei dizer ao meu colega: "pela Graça de Deus!" e sentir-me também feliz por ele. Essa minha certeza poderá intrigar o meu colega/a minha colega;

5º - Na minha área de trabalho questionar determinados assuntos aproveitando as oportunidades que se apresentam: até podem ser assuntos mais sensíveis da Igreja católica! Dividir opiniões, partilhar, pesquisar...Por exemplo, hoje surgiu o tópico YOGA. Até que ponto esta atividade é saudável para uma pessoa que segue Jesus Cristo? É preciso perceber o que é exatamente o Yoga, como se pratica, para que objetivo, etc... 

6º - Conhecer bem a minha Fé Cristã. Isto porquê? Para a qualquer momento estar preparada para responder a perguntas e dúvidas dos meus colegas de trabalho. Uma boa resposta na hora "h" pode fazer a grande diferença. Para isso preciso, conforme a minha disponibilidade, manter-me em aprendizagem contínua sobre a minha Fé (através da leitura, da visualização de filmes e documentários, da audição de homilias ou podcasts, etc...).

7º - Estar presente para os outros. Pode até ser sem diálogo, mas estar ali presente e disponível. Cada vez mais as pessoas só têm o seu telemóvel para companhia (seja por iniciativa própria, por dependência ou como ultimo recurso), estejam em grupo (todos com o seu telemóvel) ou sozinhos. Cada um de nós (eu e tu, e o outro) somos filhos amados do meus Pai, do mesmo Criador. Ele gosta tanto de mim como de ti e isso é uma coisa que nunca deverei esquecer no meu dia a dia. Isto é muito mais importante do que pensamos. O ser humano é naturalmente social. Precisa dos outros para se sentir bem, feliz. Precisa de se sentir amado, querido, desejado, seguro;

8ª -  Ajudar voluntaria, graciosa e discretamente. Porque não haverei eu de ajudar, facilitar, promover, dar, oferecer, realizar, fornecer, transportar? Basta só um pouco da minha energia, tempo e esforço. Ser caridosa é isto mesmo: é proporcionar algo ao meu próximo que o ajude em determinado obstáculo da vida dele (seja pequeno ou grande). Um dia eu ouvi o seguinte sobre a generosidade: sermos bondosos, caridosos, é dar uma coisa ao outro que nos faz falta a nós. Dar o que temos a mais é um gesto bonito mas é somente dividir e não "partilhar". É na partilha que está o cerne... 

 

Mais? 

Sugestões? 

 

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Autor da estátua - Fernando Crespo (Coimbra)

Local - Fátima

 

Opções para leituras

22.08.19, Helena Le Blanc

Eu e a minha família estivemos recentemente num espaço comercial que abriu em Aveiro. 

Ao entrar o meu marido e filho seguiram para a área tecnológica e eu e a bebé fomos para os livros, combinados obviamente.
Eu queria dar uma (grande) olhada às publicações mais recentes de quase todos os géneros de leitura. Vi culinária, ficção estrangeira, ficção nacional, romances históricos, puericultura, livros técnicos, livros de gestão, livros de ciências humanas (onde está a filosofia e a religião), etc.. Claro que não pude deixar de reparar nas quatro estantes verticais de livros de auto-ajuda! Quatro vezes mais todos os outros (à excepção dos livros infantis).


Fiquei a pensar...

Porquê tantos livros escritos sobre esta temática?

Porquê tantos livros destes à venda?
O que é que isto quer dizer?
A humanidade está carente? Insegura? Infeliz? Insatisfeita? Doente? Assustada? Mentalmente doente? De coração doente? De alma doente?

Engraçado que a primeira vez que o homem se dirige a Deus registado no primeiro livro da Bíblia, na lenda da Criação são palavras de medo: "Ouvi os teus passos no jardim: tive medo, porque estou nu, e escondi-me" (Gen 3, 10)

knowledge-1052010_1920.jpgCom a Internet nunca existiu tanta informação disponível, tantos conselhos, sugestões e vídeos sobre o modo de ter ou fazer; imagens de vidas maravilhosas...

Eduardo de Sá no podcast "Porque Sim não é resposta" em 12/07/2019, respondia à pergunta «Porque tiramos selfies«: "Caímos no vício de registar, registar, registar para mostrar aos outros que vivemos intensamente." Naturalmente que os outros sentirão entusiasmo fazendo igual ou melhor e assim serão super-felizes, não é assim?

Pois, infelizmente (acho eu) não é!

A solidão, a frustração, a tristeza, o medo, a inveja, o ciúme, a amargura vão ganhando muitos pontos.


Com todos estes pensamentos, olhei várias vezes para as Bíblias à venda e senti: o único livro que todos precisamos de ler é aquele! Descobrir o grande enredo que a Bíblia esconde, saber de onde viemos e para onde vamos! 

O grande livro, sobre a humanidade (em que todos os acontecimentos históricos são cenas de capítulos que conduzem a um propósito maior) e sobre a vida de cada um de nós, está ali disponível...
Oiço um jovem rapaz a perguntar pelos livros esotéricos. Pergunto-me o que levará um jovem, de boa pinta, com uma vida cheia de aventuras à espera dele, a procurar esse tipo de literatura! Ele e um amigo.

Decidi comprar um livro que me vai ajudar na minha aventura bíblica: uma breve história de quase tudo. Um livro científico que concentra anos de investigação em linguagem não demasiadamente científica. Perfeito! Aqui está o que eu precisava: para completar a minha leitura bíblica, um livro que me vai mostrar exatamente como Deus têm conduzido a humanidade através do tempo e do espaço.

No prefácio o autor, Bill Bryson, comenta que numa ocasião que sobrevoava o oceano, apercebeu-se que "não sabia absolutamente nada sobre o único planeta em que alguma vez ia viver". Assim ele começou a ler e a coleccionar informação de forma a "ver se seria possível entender e apreciar as maravilhas e os feitos da ciência". Bíblia e Ciência, de mãos dadas, duas faces da mesma moeda.

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Oração: litanias de agradecimento

21.08.19, Helena Le Blanc

Hoje, ao ouvir algumas pessoas a falaram sobre os seus hábitos de oração, aprendi uma coisa nova fabulástica: litanias de agradecimento.

 

Litania - sinónimo de ladainha

Litania - significado: oração em que se pede a Deus para ou aos santos para intercederem pelos fiéis; enumeração enfadonha, tipo lengalenga.

 

Posto isto passo a explicar: a pessoa em questão desenvolveu ao longo dos anos este hábito (quando passeia o cão, quando leva o lixo até aos caixotes de lixo, quando passeia o bebé, etc...). Explicou que o ato de agradecimento é, para a maior parte das pessoas, um momento difícil. Então esta pessoa costuma fazer litanias de agradecimento, tornando este ato de agradecimento a Deus (muito mais fácil) e um hábito diário.

A pessoa escolhe uma pequena conjunção de palavras e como se fosse uma lenga-lenga, uma canção ou um poema e começa a agradecer por tudo o que lhe vêm à mente e ao coração.

Hoje eu experimentei quando dava o último leite do dia à minha bebé e... foi muito fácil! Tão simples!

Escolhi as palavras que seriam repetidas e que significam agradecimento ao Senhor e depois acrescentei o que me lembrava.

 

Meus Deus, eu agradeço por...

Meu Deus eu agradeço pelo meu esposo;

Meus Deus eu agradeço pelos meus queridos filhos;

Meu Deus eu agradeço pela boa saúde que todos temos;

Meu Deus eu agradeço pela casa em que habitamos;

Meu Deus eu agradeço pelo trabalho que tenho;

Meu Deus eu agradeço pelos dias de férias maravilhosos;

Meu Deus eu agradeço pelo excelente dia que tive;

Meus Deus eu agradeço pelos amigos que tenho;

Meu Deus eu agradeço pelo dia de calor que tivemos;

Meus Deus eu agradeço pela comida deliciosa que comi;

Meu Deus eu agradeço pelas roupas bonitas que usei;

Meu Deus eu agradeço pelos sapatos que tenho;

Meu Deus eu agradeço pelos bonitos acessórios que possuo;

Meu Deus eu agradeço pelo carro que conduzo;

Meu Deus eu agradeço pela capacidade de ajuda que possuo;

Meu Deus eu agradeço pela graça de ouvir e ler coisas interessantes sobre a Fé Cristã;

 

etc..

Eu penso que não tem que ser por ordem de importância mas há medida que surge em pensamento. Acho que não devemos complicar e tenho a certeza que Deus sabe a real importância que damos às coisas.

Gostei muito de ter feito isto. Vou repetir sempre que me lembrar, talvez associar esta prática  a um momento do meu dia a dia. 

 

Sugestão: todos os dias escolher uma frase da litania (lenga-lenga) diferente.

Por exemplo:

Senhor, obrigado por...

Meu Deus, amo-te muito porque...

Senhor meu, sinto gratidão porque...

Meu Deus, estou-te grata por...

Meu Deus, graças te dou por...

...

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A Confissão - uma oportunidade

20.08.19, Helena Le Blanc

Hoje ao dividir o meu momento da Confissão com o meu marido apercebi-me do quanto este sacramento continua substimado. Percebam: dividi o que achei que poderia dividir, porque afinal este momento é muito pessoal.

Continuando, partilhei com ele o quanto era bom confessar pois é sempre uma oportunidade de esclarecer dúvidas que atormentam e... se tivermos "mente aberta" proporcionam-se sempre conversas muito interessantes! 

Por isso, não posso deixar de dividir umas achegas sobre este assunto.

O Sacramento da Reconciliação é um dos Sacramentos mais difíceis de compreender... Eu própria levei muito tempo a incluir este Sacramentona minha vida como uma oportunidade única de perdão, de união e de alívio!

Antes de cada confissão procuro preparar-me convenientemente, através de um Exame de Consciência. Uso um dos livros que tenho ou faço pesquisa na internet.  Respondo às perguntas escrevendo. Guardo muito bem esse papel e levo-o comigo para o confissionário.

Na última vez usei o livro "Porque que Confessar? Como Confessar?" do Prof. Felipe Aquina / Canção Nova - Edição Cléofas. 

E... tenho que dividir convosco o que li neste pequeno livro sobre a Reconciliação:

"Os consultórios dos psiquiatras estão lotados, porque os confessionários estão vazios (do Papa João Paulo II). A Confissão cura a mente e põe a paz no coração, pois cura as chagas da nossa alma. Além disso faz crescer em nós as forças espirituais para sermos fiéis a Deus."

Um dia eu fui a uma conferência do famoso Psicólogo, Clínico, Psicanalista e autor Eduardo de Sá no Parque da Curia. Nunca mais me esqueci de uma coisa que ele disse: se houvesse mais colinho, não tínhamos metade das depressões! Ora aqui está um belo paralelo a esta ideia! 

"Fico pensando, se um canceroso soubesse que existe o remédio fácil e disponível para a sua cura, mas se recusasse a tomá-lo..., seria uma loucura inexplicável; pois bem, é exatamente assim que fazem aqueles que se afastam deste augusto sacramento".

"A reconciliação com Deus, pela qual o penitente recobra a graça; volta à amizade e à comunhão de Deus. Toda a força da Penitência reside no facto de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele com a máxima amizade".

"A paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual dá sossego, equilíbrio e felicidade ao cristão; ele não carrega mais o sentimento de culpa que tanto mal faz às pessoas".

Depois de me confessar eu já não carrego o tal sentimento de culpa!

É um grande alívio! 

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PS - Já falei deste Sacramento nos seguintes posts: 

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Santuário de Fátima (férias de 2019)

19.08.19, Helena Le Blanc
Um dia das minhas férias tinha que necessariamente ser dedicado ao Santuário de Fátima! Quase na reta final consegui!
 
A ultima vez que estive em Fátima (a uma hora e meia de distância) foi em 10 de Junho de 2019 - Peregrinação das Crianças da Catequese. Fui eu e o Xavier, o meu filho mais velho. Foi muito especial para nós os dois!
 
Mas eu queria muito voltar a Fátima! Com paciência fiquei à espera da oportunidade.
Já tive tantos momentos bons no Santuário que tenho sempre muitas muitas saudades: a minha Primeira Comunhão; as Peregrinações dos Acólitos; os encontros com a minha a Tia Marília e Tio Carlos de Lisboa; as visitas ao meu querido Primo Luís que esteve durante algum tempo numa comunidade; um Encontro do Movimento de Renovação Carismática para ouvir o Padre Lara; os Retiros das Famílias de Caná...
 
Chegou o dia.
Dividi-mo-nos: eu fiquei com o bebé (rumo a Fátima) e o James ficou com o nosso filho mais velho, noutro tipo de ocupações - "dividir para conquistar" como me disse o meu cunhado Andrew quando a Anna Carolina nasceu!
 
Foi primeira vez que ela (a minha bebé) foi a Fátima... Eu e ela, na comemoração da 4ª aparição de Nossa Senhora - dia 19 de Agosto.
 
No caminho (a conduzir) vim a ouvir um programa de audio (podcast - em inglês): duas famílias americanas que em conjunto falam de diversos temas da nossa Fé Cristã. Desta vez era sobre o ato de comungar na mão, na boca ou na boca ajoelhado.
Falaram sobre a tradição da Igreja Católica, Encíclicas, a posição de Roma, as grandes diferenças entre os presbíteros tendo em conta que há uma norma sobre o assunto e a nossa particular atitude quando nos preparamos para comungar.
 
Independentemente dos pormenores, concluíram que o que interessa é como nos preparamos para receber o Rei da Vida e da Morte e se temos a verdadeira consciência que ele está ali, naquele pedaço de hóstia partido.
 
A atitude tem que ser necessariamente de humildade e de grande reverência!
Foi super-interessante ouvi-los porque chamaram a minha atenção para detalhes que nunca tinha notado e pensado. 
 
Ao chegar a um dos parques de estacionamento do Santuário espreguicei (uma longa viagem com muito tráfico na auto-estrada) e inspirei o ar maravilhoso e único daquela zona. Depois segui de carrinho de bebé e bagagens para o Santuário. 
Com o horário dos ritos na mão, tentei tomar boas decisões tendo em conta as necessidades do bebé. 
Não deu tempo para ficar sentada, olhar, passear ou reflectir. 
 
A determinada altura em que fui visitar a Capelinha das Aparições, observei com mais atenção o caminho dos peregrinos que, de joelhos, se aproximavam da Capelinha. Imediatamente pensei na tal humildade (que ouvia de manhã na viagem)!
À medida que ia passando por eles de joelhos a rezarem o terço, mais coisas vinham à minha memória... Um post sobre a a experiência da Teresa Power no mesmo percurso; o significado de ser verdadeiro humilde; quando os meus olham batem numa imagem que me "abanou" profundamente e "emocionou" (coisa nada fácil): uma família...
 
A mãe de joelhos a avançar; a filha adolescente (de pé) ao lado com uma vela do seu tamanho; o Pai a seguir à filha com uma vela do seu tamanho; o filho adolescente a seguir ao pai, último da fila com uma vela do seu tamanho... e todos os 4 rezavam o terço!
 
Saltaram-me as lágrimas! 
 

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Frustração Económica, Política, Social...

19.08.19, Helena Le Blanc

Se até à pouco tempo incomodava-me mas eu aceitava e avançava pragmaticamente procurando respostas ou soluções, agora já “mexe com os meus nervos!”.


Na minha área de trabalho habitualmente trabalha-se intensamente dez meses e meio. A meio do mês natalício e mês Agosto a atividade abranda consideravelmente, com pico na ultimo quinzena de Agosto. Penso que é assim de uma forma geral na Economia Portuguesa!
Por isso não percebo.... não percebo porque é que é exatamente neste ultimo período balnear que assuntos relevantes são tratados pelas entidades públicas... Quando digo assuntos relevantes quero dizer oportunidades financeiras extraordinárias! Lançam as bombas com curtos prazos... 10, 20 dias úteis...
Por exemplo, uma candidatura submetida há um anos atrás ou até dois anos é respondida agora...!!!! Claro que já estão a ver que a resposta não correspondeu às expectativas e tornou-se motivo de luta contínua.

- O que diriam Vocês disto?

Por exemplo, um concurso para financiamento de sistemas de Segurança ou implementação de equipamentos no âmbito do HACCP (Segurança Alimentar) inicia agora para terminar daqui a 10 dias úteis...

- O que diriam Vocês disto?

E muito outros exemplos que tenho assistido e vivido nos últimos 10 anos. Muda o governo e a coisa continua: tudo vai bater ao mês de Agosto!

Não haverá má intenção? Não nos leva a pensar que tudo foi preparado, planeado e partilhado com alguns para que esses poucos fossem premiados com financiamento para os seus projetos? E serão projetos meritórios para a sociedade civil?

- Porque é que ninguém faz nada?

Há tanta coisa que é tão notório! É trabalho e responsabilidade dos políticos (suponho) que se deixam envolver nestas maquinações com interesse próprio ou sob pressão social e política!

- Porque é que ninguém faz nada?
Eu que acredito em Deus também pergunto: - porque é que Deus não faz nada?

E se olharmos um pouco mais além do nosso país ficamos aterrorizados... com o mundo que se vive neste planeta! Valia mais Deus inundar tudo...

Todos morrermos de uma vez; lavar toda a terra como aconteceu em tempos muito muito remotos!

Mas Deus nessa altura fez uma promessa à humanidade: nunca mais voltar a fazer tal coisa! E como sinal da promessa ficou o arco-íris.

O arco-íris é um fenómeno natural óptico e meteorológico! Se Deus queria que a humanidade soubesse desta promessa para sempre (no meio de tantas outras que nos fez) então nada melhor que um fenómeno natural para sinal e recordação! Este fenómeno, cientificamente explicado, envolve gotas de chuva (água), o sol e a luz!

- A luz, a primeira coisa que surgiu segundo outra história mitológica (A Criação) mas que diz muito das origens, da natureza e do propósito da humanidade;

- O Sol, responsável pelo fogo que dá vitalidade ao planeta! ("Vim para lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que já estivesse aceso!"-  Lucas, 12, 49);

- A Água da chuva! A água que lava, que limpa, que purifica, que sacia, que transforma, que refresca, que é sinal, que protege... Tantos são os episódios na Bíblia que envolvem água!

Porque é que Deus decidiu não voltar a fazer tal coisa? 

Eu suponho (tenho a certeza) que é porque nos ama muitíssimo!

- Há filho que mereça a morte por muitas asneiras que faça? Por muita maldade que tenha no coração? 

Isto é o que sentem os pais e mães e Deus é nosso Pai. Como tal não é diferente. Ama e sente muito por cada um de nós. Mas não faz nada? Por mim e por ti? Ele ama-nos e dá-nos toda a liberdade de fazer o que quisermos neste planeta (com as respetivas consequências!). 

Cabe a nós - a cada um de nós - de fazermos alguma coisa por este planeta, por esta vida, com a liberdade que temos: procurar a verdade e a justiça, sem medos, com muita generosidade e caridade (a luz, o sol e a água).

Então a pergunta coloca-se: o que tenho feito eu? 

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