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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Sorte de Israel, por ter sido o escolhido!

28.06.18, Helena Le Blanc

Uma das coisas que me intrigou desde sempre foi Deus, de todos os povos da terra, ter escolhido ISRAEL para ser o povo eleito: o povo que iria experienciar uma relação estreita com Deus e anunciar ao mundo a verdade.

O povo de Israel deve ter sido mesmo muito especial, já que hoje em dia é um poço de conflitos.

Lá dos lados do deserto, coloca-se entre a filosofia oriental e a cultura egípcia!

Sorte de Isarel, por ter sido o escolhido!

Mas... porquê? Porquê Israel?

 

Ao ler a Bíblia descobri a resposta. Ora vejam:

 

- "povo de cabeça dura" (Dt 9, 4-6)

- "teimoso, com maldade e pecado" (Dt 9, 27-28)

- "espírito rebelde e cabeça dura" (Dt 31, 27)

- "povo idiota e sem sabedoria" (Dt 32,6)

- "uma nação sem juízo e sem inteligência" (Dt 32, 28)

 

Descupem os israelitas, mas... acho que estou contente por não fazer parte do povo escolhido! Quase que ia caindo da cadeira quando li "povo idiota". 

Deus escolheu o povo que tinha mais dificuldades à face da terra para o ensinar, orientar, guiar e tornar-se exemplo do Amor de Deus, Testemunha da Aliança entre Deus e a humanidade. 

Deus não "acordou" com o povo mais perfeito mas sim com o mais imperfeito!

O que é que isto nos diz de Deus?

Conhece exatamente o que somos e quem somos e sabe até onde podemos ir.

Deus respeita a nossa imperfeição.

 

Não tenhas medo de Deus!

 

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imagem sem direitos de autor retirada de Pixabay

 

As surpresas da Geração Z

25.06.18, Helena Le Blanc

Recentemente tive a oportunidade de conhecer melhor a Geração Z, ou seja, os nascidos em 2000 e daí para cima. Apesar de ter uma preferência pela juventude, nos últimos anos andei mais no mundo das Crianças por vários e diferentes motivos.

Neste encontro de jovens foi proposto fazer um balanço da humanidade. Como? Enumerar as fatalidades do mundo de hoje; olhar para o passado e nomear as tragédias que ficaram na história da humanidade; colocar tudo numa balança e observar concluindo se o mundo está melhor, igual ou pior.

Confesso que este diálogo foi (um bocadinho) orientado por mim já que o meu propósito era mesmo este: que o grupo se distanciasse do seu dia a dia, olhasse para o mundo e tirasse as suas conclusões tendo em conta o objetivo proposto.

Fiquei surpreendida pela negativa e pela positiva.

 

Porquê?

- Apesar de andarem na escola, tiveram algumas dificuldades em indicarem fatalidades da história;

- Rapidamente indicaram as fatalidades de hoje, não mostrando alienação relativamente ao mundo em que vivem, exceto numa coisa: nunca tinham ouvido falar da problemática "ideologia de género". Quando dei exemplos ficaram horrorizados pelo extremismo da ideologia;

- Revelaram opinião formada relativamente a um dos assuntos, por o mesmo já ter sido discutido nas suas famílias, com os seus pais;

- Transmitiram que o sofrimento pode justificar a morte: por ex. por causa de violação justifica-se um aborto;

- Não sabiam o que queria dizer "uma relação platónica" ou abstinência sexual. Não é suposto esta geração saber tudo o que há a saber de sexo? É essa uma das principais preocupações das escolas, não é? Ao ensinar, ensina-se tudo!

 - Têm uma ideia muito romantizada da vida: o AMOR justifica tudo. Se a pessoa se sente feliz, então pode fazer e ser. A pessoa deve ser aceite e respeitada dessa forma já que é assim que se sente feliz.

 

 Este encontro foi repetido por mais uns dias e foi esta a ideia privilegiada: acreditam que o AMOR pode tudo e por AMOR consegue-se tudo.

Ao contrário do que, à partida, diria sobre estes jovens (que foram expostos desde muito cedo às notícias terríveis da humanidade, à violência dos filmes e jogos, e ao desmoronamento das suas famílias), eles têm esperança, muita esperança no mundo. 

Sem querer ser especialista, eu diria então que:

- Eles têm esperança mas revelam muita imaturidade à mistura. Não têm experiência nas relações humanos, a cores e ao vivo. Precisam de VIVER mais e muito mais, no mundo físico;

- Eles não têm sido ouvidos da "sua justiça" no seio da sua família. Os adultos não dialogam com eles, de forma transparente, franca e respeitosa, à cerca dos problemas que aparecem e "mexem" com a família. Sem este diálogo eles não percebem a dimensão e contornos de determinadas problemáticas;

- Eles não têm sido verdadeiramente desafiados na Escola. 

 

Posto isto, pergunto, o que poderei eu fazer?

O que poderás tu fazer?

O que poderemos nós todos fazer para os ajudar? 

 

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 Foto sem direitos de autor de  averie woodard em Unsplash.

 

Aqui fica também uma sugestão de leitura sobre a Geração Z: "15 traços da Geração Z" publicado pela ALETEIA: 

https://pt.aleteia.org/2018/06/22/15-tracos-da-geracao-z/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Títulos de DEUS

22.06.18, Helena Le Blanc

Há medida que vou lendo a Bíblia tenho encontrado coisas interessantes que vou tomando nota. Uma delas são os títulos atribuídos a Deus, por Ele próprio ou por outros.

Vejam os que encontrei no Antigo Testamento:

 

Deus dos Deuses

 

Senhor dos Senhores

 

Deus Grande, Valente e Terrível

 

Pai e Criador

 

O Altíssimo

 

Eu sou Eu e fora de Mim não existe nenhum outro Deus

 

Eu vivo Eternamente

 

O Favorito dos Povos

 

O Braço Eterno que expulsa o inimigo da Sua frente

 

Deus, tanto lá em cima no céu como cá em baixo na terra

 

Deus de Israel

 

O Senhor, Deus de Israel

 

Deus Santo

 

O Senhor que realiza coisas misteriosas

 

Deus do Êxodo

 

Senhor dos Exércitos

 

O Esplendor de Israel

 

Deus Vivo

 

O Deus do Exército de Israel

 

Deus de Jacob

 

Rocha de Israel

 

 

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A imagem, sem direitos de autor, foi retirada de Pixabay.com

Porque é que eu sei tão pouco da minha religião?

20.06.18, Helena Le Blanc

Eu faço parte da chamada "geração rasca" pós 25 de Abril.

Foi connosco que o mundo deixou de andar a passo de caracol para correr velozmente: 

 

- A televisão que de dois canais passou para três, depois apareceu a cor e foi ver crescer as possibilidades e escolhas;

- Surgiu o telemóvel, como um pequeno tijolo com uma antena frágil. Foi crescendo em tecnologia e decrescendo em tamanho;

- Apareceram os computadores: para mim o primeiro foi o Macintosh;

- A Internet! Acho que a Internet, na minha opinião, foi o top das novidades que apareceram nas nossas vidas! O que hoje se pode fazer com a Internet? Tudo. Aliás, agora há determinadas obrigações que só pela Internet é que as poderemos cumprir! A evolução neste campo é extraordinária. Lembram-se do slogan "o mundo é uma aldeia"? Acho que agora já não é preciso abrir a porta de casa para entrar na aldeia: o mundo está literalmente sempre nas nossas mãos.

 

Poderia referir mais coisas, pois em todas as áreas da nossa vida surgiram novidades que nos trouxeram mais conforto para o nosso dia a dia. Mas não posso deixar de referir o que aconteceu nas escolas. Dos meus anos de estudante duas ideias ficaram claramente na minha cabeça (por tantas vezes as ter ouvido, ano após ano):

 

- A minha liberdade acaba onde começa a do outro;

 

- Não se pode aceitar tudo o que nos dizem: temos que pensar com a nossa própria cabeça (o espírito crítico).

 

Sem ser, e querer ser, especialista nestas matérias, à primeira vista diria que a primeira ideia tornou-se importante transmitir à juventude por causa da recente experiência ditadurista que o país tinha acabado de sair; e a segunda porque o método experimental tinha que se tornar à força a essência do bom senso humano!

Isto tudo à mistura com a cultura americana que nos chegava a bombar pela televisão. Parecia ser cool: fumar; ter muitas experiências de sexo sem estar amarrado pois a história do príncipe encantado ou da princesa poderia acontecer a qualquer momento; usar roupas o mais chocantes possíveis; fingir estar sempre alegre com vontade de dançar; ir ver concertos com os amigos sem hora de chegada a casa; beber shots; conhecer todos os grupos musicais do momento; ter sucesso na vida profissional...

 

No meio disto tudo, o Papa da altura, São João Paulo II, apercebendo-se desta onda negra que caía sobre as nossas cabeças, tentou fazer algumas coisas, como por ex. os Encontros Internacionais da Juventude, a sua encíclica Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) e a divulgação da encíclica (escrita por um antecessor dele) Humanae Vitae (Vida Humana). Acontece que eu, apesar de frequentar a Paróquia da minha terra, nunca ouvi falar disto durante esses anos. Nunca.

Da minha catequese pouco recordo: decorar algumas orações, pintar, mudarmos de instalações várias vezes, mudar de catequistas, celebrar os sacramentos com as festas familiares e mais nada.

Das Eucaristias e momentos que estávamos com os Sr.s Padres só recordo dos seus discursos chatos e sem interesse para mim. Eram mesmo "SERMÕES". Nada do que diziam fazia sentido para mim à excepção de uma época específica.

Essa altura, alguns anos, a Igreja fez sentido para mim: um padre, mais jovem, esteve connosco alguns anos. Arranjou-nos uma atividade super divertida (o teatro) e atrás disso veio a participação em retiros espirituais, a formação do grupo de oração dos salmos, fazermos o Crisma (que há muitos muitos anos esse sacramento tinha ficado esquecido na Paróquia), etc...

Ele foi transferido. Eu fui embora. No entanto este bocadinho, que fez a diferença, ficou cá dentro, como uma bela recordação.

 

Agora pergunto eu: porque é que eu sei tão pouco da minha religião? Porque é que as "filosofias alternativas" me parecem tão aliciantes? Porque é que a meditação parece ser tão cool na filosofia oriental, quando ela nasceu na Fé Judaico-Cristã? Porque é que Deus me parece tão longe, tão exigente, tão cruel, tão injusto? Porque é que o chamamento para a Santidade me parece ser uma coisa impossível? 

 

Todos nós temos respostas para estas perguntas. Mas acho que todos nós (crentes ou não crentes) também podemos concordar que o mundo, tal como ele está, não está melhor! Falta algo... aquela especiaria que fará toda a diferença na vida do jovem.

Depois desta reflexão, temos necessariamente que fazer. Sim, fazer.

 

- O que mudar?

- O que é que eu, hoje, posso fazer pela geração atual? 

 

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 A imagem, sem direitos de autor, foi retirada de Pixabay.com

 

 

Os textos referidos:

- Encíclica Humanae Vitae

- Encíclica Evangelium Vitae

10 Prémios por ir à Missa

15.06.18, Helena Le Blanc

Todas as pessoas que participam numa Eucaristia recebem pelo menos 10 prémios, ou seja, graças, bênçãos divinas.

 

 

1 - A Missa/Eucaristia, sendo um sacramento, une intimamente a pessoa a Deus;

2 - A pessoa agradece a Deus por todos os benefícios e dons recebidos: a gratidão desencadeia sentimentos de felicidade;

3 - A Missa/Eucaristia faz memória que Jesus ofereceu a sua vida, o seu AMOR, à pessoa: esta sente-se amada e querida;

4 - A pessoa recebe o perdão para os pecados veniais e proteção especial para os pecados graves, através da hóstia consagrada;

5 - A Missa/Eucaristia vai transformando a pessoa para ser mais piedosa e caridosa;

6 - Pela Comunhão, a pessoa ganha forças para lidar com os problemas da vida;

7 - A pessoa recolhe a garantia do seu "lugar" na vida eterna e o remédio para a sua mortalidade;

8 - Na Missa/Eucaristia a pessoa escuta catequese: um ensinamento da doutrina cristã;

9 - Na Missa/Eucaristia a pessoa é unida aos membros que já estão no céu, ou seja, Maria Santíssima, todos os Santos e Santas;

10 - Na Missa/Eucaristia a pessoa faz parte de uma comunidade ou seja, uma unidade à volta do altar: sente o apelo à paz e à concórdia.

 

Temos de tudo um pouco. A Missa oferece o mesmo (e mais até) que as terapias, os livros de auto-ajuda... 

 

Tu és daquelas pessoas que tens dores de cabeça intensas e frequentes? Então aqui tens o meu melhor conselho: vai à MISSA TODAS AS SEMANAS que isso passa para não mais voltar!

É verdade!

Há pessoas que se queixam disso e doutras coisas esquisitas, gastando rios de dinheiro em consultas (de vários géneros) e tratamentos com poucos resultados. Vai por mim: mesmo sem sentires, perceberes, ou até que seja um enorme sacrifício, vai à MISSA TODAS AS SEMANAS que isso passa para não mais voltar!

A melhor proteção espiritual que os pais podem dar aos seus filhos é levarem-nos à MISSA TODAS AS SEMANAS!

 

E se eu não for à Missa?

Se não fores à Missa recebes, mesmo assim, um prémio:

- Cada vez que uma Eucaristia têm lugar, é sempre oferecida em reparação dos pecados dos vivos (como tu, estejas ou não na Missa, sejas crente ou não) e dos defuntos!

 

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Bibliografia: 

Catecismo da Igreja Católica: 5, 950, 1074, 1323, 1360, 1363, 1370, 1405, 1416, 1419, 2845.

O meu tempo é precioso!

13.06.18, Helena Le Blanc

Ir à Missa? Não. O meu tempo é precioso! Tenho outras coisas para fazer!

 

Ora muito bem: o meu dia a dia é ocupado pelo trabalho, pela Família, pelas tarefas domésticas, pelo telemóvel, pela televisão, pelas horas de descanso, pelas minhas deslocação, pelas consultas, pelos exames médicos, pelos emails que leio e que tenho que responder (tento), pelas compras, pelas.....

Acho que a lista não têm fim! De facto o meu tempo é precioso. Não é mais preciso do que o teu. Também não é menos preciso que o teu. Poderei ter é obrigações, interesses e prioridades diferentes de ti. E estas prioridades são definidas, particularmente ou em família, pelo que eu (ou a família) considera ser importante.

Assim, eu, particularmente, poderia dizer que para mim é importante:

- tempo para o trabalho, pois para além de ser o meu "ganha pão" gosto muito do que faço, deixando-me com uma sensação de missão cumprida;

- tempo para dormir porque sem ele eu sou uma pessoa super-rabugenta;

- tempo para comer já que preciso necessariamente de restabelecer as minhas energias;

- tempo para o telemóvel pois sem ele eu sinto-me fora do mundo, esquecida...

- tempo para a família porque faz parte das minhas obrigações quando decidi casar e ter filhos...

- tempo para as tarefas domésticas já que alguém tem que fazer e detesto viver numa pocilga, como tantas vezes parece que vivo...

- tempo para ...

 

E assim continuar. 

Acontece que se tu lês isto estranhas com razão: 

- tempo para o telemóvel? Pois, se calhar! Já está tão entranhado nos nossos habitos que nem damos conta... É até pior que o cigarro, se fumasse! E porque "te sentes fora do mundo, esquecida"? Pois, se calhar... Os amigos já não estão tão presentes na tua vida como estavam... Provavelmente já sentes que não não tens a tal rede de apoio! Mas e a tua família? Não é suposto serem eles a tua rede de apoio? Não deverão eles fazerem-te sentir (naturalmente) bem?  Não deverás querer de estar mais com eles do que com o telemóvel ou o trabalho?

- Pois! Mas sabes, não é bem assim! Nós temos os nossos problemas! 

- E o que estas tu a fazer para os resolver? 

- É complicado!

 

É complicado mas não desisti. Com a passagem do tempo eu fui aprendendo a dizer não ao que não me faz bem a mim nem à minha família! Também aprendi a dizer sim ao que deveras é importante e contribui para a minha felicidade e para a felicidade da minha família, tal como:

 

*** dedicar só o absolutamente indispensável ao meu trabalho. Eu comprometi-me a fazer as tarefas para as quais fui contratada, e a fazer bem. E por tal recebo um vencimento (muito ou pouco, foi o que eu aceitei). Sou uma colaboradora empenhada e completamente alinhada com a missão da Entidade para a qual trabalho. Do meu trabalho dependem muitos empregos e serviços de boa ou má qualidade. Eu tenho que cumprir o absolutamente indispensável sim. É uma responsabilidade que levo a sério (e que todos devem levar a sério) mas não é a única e a minha primeira. A minha primeira missão é a minha família, a qual eu escolhi formar ou na qual eu nasci. E cumprindo bem essa missão terei as condições necessárias para também fazer bem o meu trabalho!

 

*** deixar o telemóvel em algum sítio e esquecê-lo! Se eu somar todos os minutos e segundos que eu gasto com o meu telemóvel durante um inteiro dia, tenho a certeza que obtenho algum tempo que poderá ser utilizado em muitas outras coisas. Eu não preciso de saber tudo o que se passa na vida dos meus amigos, ou no mundo por exemplo! Mas não é por isso que os amigos não deixam de existir e o mundo (por enquanto) também não!

 

*** dar o benefício da dúvida a quem me quer bem, especialmente Deus. Se eu tenho que cuidar da minha saúde e dedicar algum tempo da minha vida a isso, também posso cuidar da minha vida espiritual e dedicar algum tempo da minha vida a isso também. Vale mais jogar pelo seguro, certo? E não sermos um dia surpreendidos: afinal é verdade! Porque é que não me avisaram? Pois... Mas muitos dirão: "Estamos fartinhos de te avisar!"

Às vezes, em conversas de circunstância, pergunta-se: "O que farias se te calhasse o prémio do Totoloto?" A mim? Eu respondo que nada, pois para ter prémio é preciso jogar, não é? Eu nunca jogo por isso tenho a certeza que nunca me calhará nada de nadinha.

Poderei também dizer que ir à missa é garantia de prémios, prémios espirituais! Mas se eu não vou também não obtenho nada.

- Mas eu não acredito muito nisso!

Queres testar e apostar nisso?

Não vale mais jogar pelo seguro? É que 100 anos é canja comparativamente a toda a ETERNIDADE!

 

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 Foto sem direitos de autor retirada do site https://pixabay.com.

Sou Católico mas... há coisas que digo não.

11.06.18, Helena Le Blanc

 

Esta coisa da religião, e especialmente a minha (Católica Apostólica Romana) não é coisa fácil! Não é não Senhor!

Há muita coisa que não se percebe, regras e mais regras, contradições entre os procedimentos das Paróquias, Sr.s Padres a dizerem uma coisa e outros a fecharem-se em copas; e para não falar da doutrina, da Bíblia, do Catecismo, das orações e mais orações! Não esqueçamos a Homossexualidade, Ideologia de Género, Aborto, Eutanásia, Divórcio, etc...

São os mandamentos, os sacramentos, a missa todos os fins de semana, aquela coisa de confessar-nos aos Sr.s Padres.... Isto de facto não é nada fácil e a mim, em particular, levou-me anos e anos a perceber (mais ou menos) cada uma delas.

 

Pois.... é complicado! Muito complicado!

É rara a coisa nesta vida que seja tão complicada como esta religião. 

Assustei-me e amedontrei-me, muitas e muitas vezes, mas decidi dar um passo de cada vez.

Comecei pelo princípio: ir à Missa ao Domingo. Uma seca de facto! Mas mesmo assim ia, semana após semana. Em alguma altura eu teria que encontrar alguma coisa, sentir alguma coisa, entender alguma coisa.. Não era possível que tantos seres iguais a mim, melhores do que eu, continuassem todas as semanas a irem à Missa. Não andamos aqui neste planeta todos tapadinhos, certo? 

Hoje, mesmo com a ciência em background, todos nós sabemos que o Homem é físico, cognitivo, afectivo e também espiritual.

Este espiritual, real ou não para muitos, é uma parte importântíssima para o todo. Para nosso bem estar, para a nossa cura física por ex., não podemos ignorar o espiritual, independentemente do que se acredite ou não acredite.

Para ti que és "Católico mas... há coisas que digo não" ou "Nem sei se ainda sou Católico" ou ainda "Não sou Católico mas..." toma uma decisão: procura a verdade. Começa por uma ponta (e há muitas pontas neste novelo) e, passo a passo, vai desenrolando o fio... Pergunta sem medos ou vergonhas. 

Eu, ainda hoje, não concordo com muitas coisas da Igreja, como por exemplo a catequese que se prolonga por tantos anos para as crianças e jovens, ou as cerimónias celebradas à pressa, sem sentimento, sem beleza. Tantas coisas que eu não gosto e não concordo!

Também há muitas leis que eu não concordo e não gosto, que para mim são completamente disparatadas! No entanto não deixam de existir só porque eu não gosto, e se eu não as cumprir terei necessáriamente algum tipo de consequência. As leis existem para colocarem ordem entre todos nós, independentemente de serem boas ou más! E é o que também acontece com as religiões! Cabe-nos a nós descobrir o porquê dessas regras e procedimentos e com a ajuda dos nos nossos irmãos, e do Espírito Santo, tentar fazer melhor, tais como os políticos quando são eleitos, certo?

Nunca esquecer o essencial, o mais importante.

Jesus Cristo, na sua época, disse isto mesmo àqueles que viviam à volta do Templo e que sabiam decor e salteado todas as regras! 

Há algum tempo atrás, numa formação, ouvi uma cientista católica muito conceituada do nosso panorama português a dizer o seguinte: Deus, com todo o amor que têm por nós, transmitiu a Moisés dez regras (mandamentos) não muito complicados para que nós, os humanos, os tomassemos no nosso dia a dia de forma a sermos felizes. Acontece que nós, os tais seres, espertíssimos, pegamos nesses 10 e transformamos-os em 150 regras. O livro da Bíblia "Levítico" é um exemplo. Ainda assim Deus enviou o seu filho Jesus, com uma unica mensagem: "... que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei".

Nós, os tais seres espertíssimos, já aprendemos? 

 

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A herança de uma religião!

08.06.18, Helena Le Blanc

Eu poderia dizer: "Estou perdida!" ou "Estou confusa! Não sei o que pensar!"

 

A Vida apresenta-nos acontecimentos, surpresas, que muitas vezes nos tiram o "norte". Acho que todos nós já sentimos essa sensação. Eu, pelo menos, já o senti, e muitas vezes. Posto isto e retomando as minhas primeiras palavras, eu digo: Deus baralha-me imenso! ELE consegue lançar a confusão quando eu menos espero, da forma mais inesperada possível e pela qual não consigo deslumbrar nenhum desfecho!

Eu digo isto porque sou católica, crente em Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo. E esta minha crença foi herdada, tal como herdei a cor do meu cabelo, a minha cor de pele, o meu país, a minha língua, a minha cultura!

Obviamente que nesta herança há partes que ainda não se podem escolher, pelo menos utilizando os métodos tradicionais de conceção, e outras que não se podem mesmo escolher e que estão entranhadas na família. Mas há a parte da crença que efetivamente se pode escolher (nos tempos de hoje): escolher dizer que sou católico mas não praticante; escolher dizer que se fez tudo o que havia a fazer na Igreja mas não se acredita; escolher dizer que não sabe muito bem...

É bom poder-se escolher e decidir, mas também é muito bom confiar... confiar nos nossos ancestrais que viveram mais do que nós; que sobreviveram a muito e que, no mínimo, para isso não foram nada burros.... pelo menos menos burros que nós somos hoje.

Herdei, aceitei, mas sem quase nada perceber: simplesmente confiei. Durante a minha catequese fiquei a conhecer Jesus... Cresci com Ele pois literalmente foi o meu amigo secreto. Amava-o muito. Mas a determinada altura, no final da adolescência fui-me esquecendo dele... em prol de outro tipo de afetos...

Afastei-me durante vários anos da Igreja Católica, não aceitando as suas regras e a sua hierarquia pesada! Regressei quando percebi que na Vida eu sentia-me perdida, confusa, dia após dia, sem objetivo final, sem esperança...

No início foi um somente retomar de velhas, mas familiares, rotinas... Ir à missa todos os domingos: uma hora por semana. Não me fazia sentir pior, mas também não me fazia sentir "renascida", especial, maravilhosa, etc...

Com o passar do tempo, de forma quase despercebida, começaram surgir pequenas coisas, algumas até irónicas. Por ex: um convite da minha mãe para ir com ela ao jantar de despedida do Sr. Pároco - o mesmo que enquanto iniciava o seu trabalho na Paróquia eu saía dela.

Tornou-se interessante para mim rever as pessoas da minha comunidade: umas tinham-se casado, outras já tinham filhos... Em cada missa revia (ao longe) alguém diferente.

E passo a passo, naqueles meses, Maria (soube eu mais tarde) dirigia os meus passos para a Comunidade (Paróquia) e para o seu filho. Mas foi Deus que encontrei... aprendi tanto sobre Ele e a sua Igreja ao longo destes anos! 

 

Muitos dizem "que há coincidências". Eu digo que há Deus-Pai nas nossas vidas. Poderemos (na maior parte das vezes) não perceber o que nos está a acontecer e do seu porquê, mas é Deus e o seu imenso amor por cada um de nós! Continuo a ter bons e maus momentos como toda a gente mas não me sinto perdida, sem o "norte". Saber que há um porquê, um propósito, o grande amor de Deus por mim, faz com que eu viva com garra, com alegria, com confiança e felicidade.

Se tu um dia parares (parar mesmo), olhares para trás e relembrares cada acontecimento, cada episódio da tua vida, como se de um filme se tratasse, o teu coração saberá a verdade.

E a real questão colocar-se-á: será que a tua cabeça terá a coragem para reconhecer essa verdade?

 

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