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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

O Juízo Final (parte 1)

28.11.17, Helena Le Blanc

Neste passado domingo ouvimos o seguinte trecho do Evangelho de S. Mateus:

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. 

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 Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. 

E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. 

Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. 

Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’. E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 

(Mateus 25, 31-46)

No post "O que acontece a seguir à morte" (Aqui) falava sobre o Juízo Final. E nem a propósito ouvimos esta passagem na Missa Dominical do Cristo-Rei. 

Para os que têm dúvidas, Jesus esclarece o que vai ser depois da morte, e que será conforme as nossas ações. Não deixa dúvidas.

Isto quer dizer que Deus é um ser punitivo? NÃO, não é; de tal forma que basta eu não negar Deus que pelo menos o purgatório estará à minha espera, já garantido, e com a possibilidade de entrar mais tarde no céu!

Eu poderei andar a navegar nesta vida, a não querer saber de mim, dos outros, de Deus, mas se na hora da minha morte eu for humilde em me arrepender perante a verdade que me será apresentada (com verdade quero dizer a vida do outro lado da morte) eu tenho o céu garantido com uma passagem (grande ou pequena) no purgatório.

 

Agora pergunto eu: se eu negar Deus, mesmo diante da verdade, sendo o orgulhos mais poderoso, que poderá Deus fazer por mim? Se eu lhe "cuspo" na cara que mais poderá Ele fazer? Ele não pode obrigar-me, lembram-se? Esse foi o unico e grande poder que Deus nos deu e contra isso nada pode fazer. Deus não pode retirar uma coisa que nos ofereceu.

Portanto perante tal cenário obviamente que eu irei para o Inferno. E isso faz de Deus um ser punitivo?

 

Na verdade...

Depois da morte há vida sim! Muita vida... 

 

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Dia do Cristo Rei: uma sugestão!

26.11.17, Helena Le Blanc

Festa do Cristo Rei, o ultimo domingo do Ano Litúrgico.

Interessante!

O que me ocorre de repente é que temos muitas estátuas do Cristo-rei no planeta. 

Agora uma coisa que percebi esta semana é que foi Pio XI que instituiu esta festa litúrgica. Porquê? Podem saber mais aqui: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/dossier/devocao-a-cristo-rei/dem . 

Vocês já repararam nestas letras, que aparecem muitas vezes na cruz de Jesus, INRI, certo? Sabem o que quer dizer? 

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(imagem retirada daqui: http://www.ezek22.net/re/inri.html)

 

INRI - são as iniciais da frase que os Romanos escreveram numa placa e penduram da cruz de Jesus Cristo durante a sua crucificação.

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 Imagem retirada daqui: http://www.thenazareneway.com/inri_the_inscription_explained.htm

 

E qual era essa frase? Foi mais uma identificação que quem estava naquela cruz, um título: "Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum" (em latim).

 

Quer dizer JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS. Os romanos zombavam de Jesus com esta placa. Mas o que eles não sabiam era que essa era a verdade: Jesus Cristo é o verdadeiro REI, não somente dos Judeus mas de todos os povos do cimo da terra. 

O que quer dizer REI?

De uma pesquisa surgiram as seguintes definições:

- Que é considerado o mais importante entre outros do mesmo género;

- O que sentencia;

- Pessoa, coisa ou entendida que tem poder ou influência;

- O homem que exerce um poder absoluto.

 

Portanto, a Igreja relembra-nos neste dia que devemos interiorizar (no nosso íntimo) que o único Rei das nossas vidas, das nossas famílias, do nosso trabalho, do nosso país, é JESUS CRISTO.

Esta festa surgiu precisamente numa época (séc. XX) em que tudo se tornava cada vez mais nacionalista e secular. Mas, mudamos de século e a Europa continua a envergonha-se dos valores cristãs que fizeram história ao longo dos séculos! Porquê?

Porque é que dizemos todos que somos católicos mas "não praticantes"? 

Porque é que dizemos todos que somos católicos mas não concordo com algumas coisas da Igreja?

 

Agora pergunto eu: Porque é que tu és católico? Porque é que eu sou católica? 

Antes de mais eu tive que descobrir a resposta para essa pergunta, e quando a descobri Jesus Cristo tornou-se o REI do meu coração, da minha vida. E digo-Vos mais: o resto, são lérias!

 

Assim, deixo aqui uma sugestão para os vassalos de Jesus Cristo: a subscrição de a rede social "Social Cross". É do tipo do facebook: https://socialcross.org

Eu registei-me utilizando o meu perfil do facebook. É mais fácil. A maioria dos posts estão em inglês mas tu podes usar o TRADUTOR, certo? Do lado direito tens a opção de pedires que tudo seja traduzido para português!

É uma rede social para todos os que têm o mesmo Rei nos seus corações, independentemente do "tipo" de cristianismo.

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Espero encontrar-Vos por lá!

 

JESUS NAZARENO,

REI DO MUNDO!

 

 

Planos para o Advento

21.11.17, Helena Le Blanc

Queres experimentar fazer a Árvore de Jessé?

 

O que é a Árvore de Jessé? É uma espécie de calendário em que cada dia há uma imagem (a ser colocada na árvore) e uma história (relacionada com a imagem) da bíblia. As histórias têm uma sequência temporal bíblica; chamasse árvore de Jessé porque Jesus é o herdeiro da linhagem de Jessé, o pai do 2º Rei de Israel: o famoso Rei David.

 

Este é o terceiro ano que faremos a Árvore de Jessé (AQUI) e (AQUI), e por isso esta teve umas atualizações: a nossa pequena árvore de ferro branca foi enfeitada com umas luzes em LED.

 

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No ano passado imprimi a Árvore de Jessé da Feels Like Home Blog:

PDF: Advent-Ebook-JESSE TREE.pdf

Gostei muito das imagens/fotografias. Imprimi (nas ultimas 3 paginas do PDF) e colei-as numas bolas de cartão. Ficaram guardadas numa pequena caixa que encontrei para o efeito.

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No ano passado eu utilizei a bíblia e livros infantis para contar algumas das histórias mas noutros dias lia do tal PDF (em inglês).

Este ano pensei em  fazer diferente: vou (tentar) preparar antecipadamente o texto (ou mensagem) adaptando à nossa linguagem, planeando uma pequena atividade associada a fazer por todos os elementos da família.

À medida que for preparando (adaptações de textos, imagens e tarefas) publicarei em post na antevéspera à noite. Será material original (ou sem direitos de autor) e que fica à disposição de quem nos quiser acompanhar neste caminho.

Portanto, que tal arranjarem uma árvore de natal (grande ou pequena) e em cada dia, depois do jantar, pendurarem o símbolo do dia lendo a história e fazendo o pequeno exercício?

Será a minha pequena oferta para os leitores deste blog...

A Árvore de Jessé iniciará no próximo dia 3 de Dezembro.

Quem alinha?

 

E a propósito de árvore...

Porquê dia 3 de Dezembro? Porque começa o Advento. Tal como as Mães têm 9 meses para se prepararem para o nascimento do seu bebé, todos os cristãos têm um oportunidade de, em 24 dias, prepararem o seu Natal para que seja um pouco mais do que é costume: um nascimento de Jesus  vivo nas nossas famílias e nos nossos corações.

Assim, este ano decidi fazer melhor (exatamente como Deus nos pede na nossa caminhada para a santidade).

De que forma?

Não fazendo a árvore de natal logo no início do mês de dezembro. As decorações se forem preparadas cedo demais nós, os habitantes da casa, já não ficaremos tão encantados junto do dia de Natal. No entanto, iremos fazer a Árvore de Jessé e também um calendário de Natal em forma de estrela (com doces e pequenos brindes). Porque afinal... já temos o mais importante no meio de nós:

 

 "Rejubila, alegra-te (...)

eis que venho para habitar no meio de ti" (Zc 2, 14)

Um desafio para este Natal!

19.11.17, Helena Le Blanc

Este ano decidi fazer um convite:

queres fazer um terço para oferecer?

 

 

Já repararam que ainda nem estamos no mês de Dezembro e as lojas já se preparam para o Natal?! Não será ainda cedo?

Imagino-me daqui a 3 semanas: habituadaàs decorações não darei o devido valor ao trabalho que as pessoas das lojas tiveram!

Num destes dias enquanto explicava à Dona Fátima que este ano faremos a Árvore de Jessé, e que só tarde no mês Dezembro é que efetivamente decoraremos a casa, esta lembrou-me do seguinte: há uns meses atrás eu tinha colocado a hipotese de fazer um Workshop/oficina sobre como fazer um terço (com contas, cordão e uma cruz).

Seria uma boa ideia para prendas baratinhas, personalizadas e muito interessantes (pensamos na altura)!

 

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Acontece que neste dito dia também ouvi a Jennifer Willits (Greg and Jennifer Willits - Adventures in a imperfect living) a falar do seu ministério do Exército do Rosário (Rosary Army, episódio n.º 202, para ouvir: AQUI).

Foi quando decidi arriscar e lançar a ideia à Paróquia.

Em poucos dias esta ideia tomou forma.

 

- Dona Fátima, se isto correr mal a culpa é toda sua!

 

Todos estão convidados a juntarem-se a mim e a ajudarem-me nesta atividade.

Rezo para que, com a ajuda do Espírito Santos, cumpra os seguintes objetivos:

 

  1. Realização de um terço com contas e nós franciscanos;
  2. Abordagem muito breve a outras metodologias de realização de terços;
  3. Significado religioso do terço;
  4. Rezar o terço de forma tradicional;
  5. Outras formas de rezar o terço;
     

Aceitas este desafio? 

Inscreve-te, traz as 60 contas e o terço e prepara-te para uma boa tarde de sábado.

(Inscrição obrigatória por email - surpresasdedeus@gmail.com ou telem 962789262)

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O que acontece a seguir à MORTE?

17.11.17, Helena Le Blanc

O homem, feito de espírito e matéria, não foi destinado por Deus a morrer, mas o facto é que morre!

E o que é que acontece a seguir?

Morre-se e... pronto, acabou tudo. Finito

Muitas pessoas (mas mesmo muitas) acreditam nisto. 

 

Eu percebo que, tendo em conta a evolução dos tempos, seja difícil acreditar em algo mais do que o visível. Eu penso muitas vezes que "o mundo está loco"! É verdade. O mundo nunca foi tão difícil como agora (suponho eu!)

Agora vejam o seguinte: o homem sente, dentro de si, no seu mais íntimo uma insatisfação. Todos sentem. Mas que faz o homem moderno? Nega (ficando numa permanente negação) ou procura "algo", uma resposta. Não tendo os devidos cuidados o homem acaba por cair nas novas teorias, filosofias, "religiões", modos de estar na vida, meditações com yoga e outras coisas à mistura, etc...

E isto eu não percebo. Sempre tivemos a resposta à frente dos nossos olhos, alojada no nosso coração, à mão de semear, e mesmo assim insistimos em não aceitar e não acreditar que DEUS é DEUS, e que JESUS, seu filho primogénito muito amado, reencarnou no século I d.c. para nos ensinar (porque nós teimamos em continuar burrinhos!)

Não acham fabuloso as meditações e ensinamentos ancestrais orientais?!

E então e a nossa Bíblia? E as tradições orais da mensagem e ensinamentos de Deus, e mais tarde de Jesus?

Em termos de credibilidade história não estarão ambas no mesmo pé? A grande diferença (e única) é que uma é VERDADEIRA, e a outra é somente uma variante.

 

Retomando, pensam que essa ânsia, essa insatisfação, é nova? NÃO. Todo o ser humano nasce com ela. Temos diversos exemplos da história em que grandes cientistas, escritores, filósofos, etc... falaram disso e como acabaram por descobrir a resposta: DEUS. 

O mundo de hoje, à velocidade das novas tecnologias, não nos deixa pensar muito e por isso é mais fácil ignorar e negar. Mas garanto que essa ânsia está lá, e que virá ao de cima nos momentos menos oportunos, aqueles em que somos ultrapassados pelos acontecimentos e que nos obrigam a PARAR.

 

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Posto isto, regresso à pergunta inicial: "E o que é que acontece a seguir?"

A morte separa a alma imortal do corpo mortal. O corpo é sepultado ou cremado, e esta parte nós já sabemos muito bem.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, organizado pelo Santo Papa João Paulo II onde reuniu as verdades da nossa Fé, a alma imortal terá dois grandes momentos: 

 

- um encontro com Jesus Cristo, em particular (chamado Juízo Particular), em que a alma imortal irá receber a sua retribuição eterna.

 

Jesus Cristo é o Juiz dos Vivos e dos Mortos. Deus assim o decidiu glorificando o nome do Seu adorado filho. Jesus Cristo submeteu-se à sua vontade apesar do seu temor junto da morte. Ele venceu o ultimo inimigo do homem. De facto, a morte é a única coisa nesta vida que o homem (continua) não poder nada.

A retribuição eterna será determinada em função das obras e da Fé (da vida terrestre).

 

- um encontro com Jesus Cristo, em conjunto com todos os homens (chamado Juízo Final), vivos e mortos, de todas as nações, em que definitivamente será desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. Revelará até às ultimas consequências o que cada um tiver feito de bem ou ter deixado de fazer. 

Noutro dia escreverei sobre o Juízo final e o depois disso (porque o nosso futuro não acaba aqui).

 

Portanto quais são as possíveis retribuições eternas?

- o céu - Quem recebe o céu será para sempre um ser semelhante a Deus, e como tal com capacidade para ver Deus tal como Ele é, face a face. Terá uma vida perfeita com Deus, Jesus Cristo, o Espírito Santo, Maria, os Anjos, ou seja, uma vida de amor com todos os que estão no céu. Finalmente desfaz-se a tal "insatisfação" que se sente no íntimo porque se alcança a felicidade suprema e definitiva.

E o que se faz lá? Cumpre-se com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira (reparem que os animais estão incluídos). Interessante, não achas?

- o purgatório - Quem recebe o purgatório (ou purificação) são todos aqueles que precisam de mais algum tempo, pois não estão preparados para verem Deus face a face. Têm entrada garantida no céu mas precisam de se purificar a fim de obterem a santidade necessária para entrar na comunidade do amor junto de Deus.

E o que é que se faz lá? Não sei. O catecismo não diz. Suponho que a tal "insatisfação" está constantemente presente e será tão difícil como o que sente uma criança diabética à frente de um chupa-chupa.

- o inferno - Este é o pior dos cenários. Só entra neste cenário aquele ou aquela que decidiu não amar Deus, mesmo na hora da morte, da separação. Aquele que, em plena posse da sua liberdade e consciência, afirmar claramente que não quer ter nada a ver com Deus vai para o inferno.

Não amar Deus está incluído também os outros filhos D´Ele (nossos irmãos) e nós mesmos. Deus é misericordioso e perdoa sempre mas teimarmos nessa posição Deus não pode fazer nada. Deus não nos pode obrigar a amá-lo porque nos deu o livro arbítrio. Assim, também não poderá evitar a nossa ida para o inferno para todo o sempre.

E o que é que se faz lá? Sente-se permanentemente a separação de Deus. A tal "insatisfação" alojada no íntimo do homem intensifica-se e como dor de queimadura permanece eternamente.

Comparo esta possível sensação ao estar no meio do deserto e sentir-se a dor da sede (já com os lábios e língua inchados) ou de um bébé latente que esfomeado sente a dor da ausência do peito. Sentir este tipo de dor eternamente é loucura na certa. 

 

Portanto, eu só receberei o inferno se, mesmo em pecado mortal na hora da morte, ou com uma vida "muito negra" decidir afirmar que não amo Deus, não quero amar Deus, nem mais ninguém. Evidentemente isto acontece sem jogos e enganos, em transparência e sinceridade plena. Se eu tiver consciência disto e andar a brincar em toda a minha vida sabendo que na hora da morte me basta dizer (e sentir) que amo Deus e tudo me será perdoado, então no mínimo deverei esperar uma profunda tristeza de Deus por mim (e um pugatório muito muito longo)!

Mas se na hora da separação eu pedir perdão a Deus por todos os pecados (mortais ou veniais) de forma muito sincera e real, Deus perdoar-me-á. Assim posso contar em receber, pelo menos, o purgatório porque apesar de eu ser perdoada terei que redimir-me por todo mal que fiz aos outros (filhos D´Ele) e a toda a criação.

Esta é a verdade do que acontece a seguir à Morte: e será como cada um decidir!

 

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A MORTE, a coisa mais certa que temos!

05.11.17, Helena Le Blanc

"Tenho pensado muito sobre a minha própria morte e no que acontecerá a seguir. 

E tu, já pensaste na tua morte e do que encontrarás depois dela?"

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Assim terminei o post sobre a Morte. Mas antes de avançar, outra pergunta impõe-se: porque é que temos que morrer?

A MORTE é a coisa mais certa que temos. É verdade, sim, mas porque é que tem que ser assim?

O ser humano não precisava da morte, pois não?

Fará sentido que a humanidade, a criação favorita de Deus, tenha que sofrer a morte física?

Para mim não faz sentido, nem tem lógica nenhuma. E na verdade não era para ser assim, segundo o Catecismo da Igreja Católica.

A morte é o momento em que a alma é separada do corpo. Com ela, passamos a ter um tempo limitado para viver a vida neste mundo de substância. Todo o ser vivo só morre uma vez, mas por outro lado a alma é imortal.

Deus não criou o homem para sofrer e morrer (e na morte sofre-se dor física). Os seus filhos prediletos não teriam que sofrer ou conhecer essa separação. Na sua bondade e generosidade, Deus criou o homem com dignidade de pessoa. Ou seja, um indivíduo com toda a capacidade e decisão; uma criatura inteligente e completamente livre cuja paternidade é divina.  O sentido da sua vida seria amar compartilhando a vida com Deus e teria que caminhar até à sua perfeição última. 

 

Eu compreendo que se fossemos logo à nascença seres perfeitos, qual seria a piada da vida? Um mundo sem cor, sem excitação, sem sentimentos... uma vida sem experiências!

Também percebo que o amor puro e livre é muito mais valioso do que um amor obrigado. Deus, tal como qualquer pai, quer um amor genuíno em que NÓS o escolhemos, e não Ele que tenha escolhido por nós.

Agora toda esta liberdade e capacidade em conjunto com a imperfeição deu asneira. Claro que deu asneira! 

Se eu der a capacidade, a liberdade e os meios ao meu filho de 5 anos para poder sair de casa e fazer o que ele bem entender, o que é que poderá acontecer? Tudo. 

 

 

Imaginem que nós somos um telemóvel de ultima geração: somos bonitos, elegantes, com capacidades maravilhosas, onde poderemos chegar aos confins do mundo através de voz, escrita, foto e presença em tempo real!

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Acontece que nos primeiro minutos o telemóvel achou que poderia ser autónomo e independente. E assim o era, mas ele queira mais, ou seja, não estar dependente de uma torre de comunicações, de um operador. Assim, tentou desligar-se do seu serviço/fonte de comunicações e.... caíu... caíu porque não poderia funcionar sem uma telecomunicadora.

O telemóvel levantou-se e conectou-se à sua rede. Estava novamente a funcionar. O que o telemóvel não percebeu em imediato é que houveram consequências dessa queda. Não eram visíveis, pois ele continuava bonito e em funcionamento mas começaram-se a notar com o tempo.

De vez em quando o telemóvel não apanhava bem a rede móvel, a internet... de 4 ou 5 barras passou a ter 2 ou 1 barras. Que mudança! Uma grande diferença entre ter máximo de rede em contínuo e não ter de todo.

A fonte das telecomunicações está constantemente a tentar estabelecer contacto com ele, mas o telemóvel nem sempre consegue apanhar o sinal. Depois de algum tempo a ter falhas no sinal não faz as atualizações. Torna-se lento e obsuleto deixando de funcionar. E assim a MORTE tornou-se uma realidade para o telemóvel (e para nós!)

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O criador quando idealizou e concebeu queria o melhor para o seu telemóvel, todo o seu sucesso, porque o sucesso do telemóvel seria sempre e obviamente o seu sucesso. Queria que ele se desenvolve-se, cresce-se, ajudasse os seus outros colegas e de forma genuína e livre viesse ter consigo dizendo-se agradecido por ele o ter criado e amando-o sobre todas as coisas. 

A queda originou uma grane falha cujas consequências são várias, entre as quais a morte. E esta falha passou a ser a falha de todos os outros telemóveis que vieram a seguir. 

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A MORTE não fazia parte do plano. Ela entrou nas nossas vidas por causa do pecado, o abuso da liberdade que Deus concedeu para ama-lo e amarmo-nos mutuamente. 

Agora só nos resta lidar com ela da melhor maneira (o último inimigo do homem a ser vencido).

Como?

Abrindo o nosso coração e a nossa mente para a verdade da nossa existência.

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