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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

A Missa Dominical na Igreja de Souselo

27.07.17, Helena Le Blanc

Uma das nossas vizinhas tinha-nos informado que a Missa Dominical mais próxima do local era às 11h00 na Igreja de Souselo.

Chegou a domingo e lá fomos. Chegamos cerca de 20 minutos mais cedo. Quando entramos no parque de estacionamento reparamos que havia muitas pessoas cá fora. Achamos estranho e até comentamos que se calhar a missa já teria acabado.

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Saímos do carro, e reparamos logo na barraquinha junto à Igreja. As Sr.as que lá estavam disseram-nos que a missa iria começar às 11h00. A dita barraquinha tinha uns papeis/anúncios: frango churrasco. À pergunta se estavam a vender frango., explicaram que aceitavam encomendas e que no fim da missa os frangos estariam prontos. A atividade era para a ajuda da Igreja e da festa da terra que se aproximava. Obviamente que também encomendamos um franguinho para o nosso almoço.

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Fomos explorar o exterior da Igreja.

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Esta igreja encontra-se num local bonito, com esta vista panorâmica:

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Encontramos um pequeno local de oração onde estava a Nossa Senhora de Fátima:

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Percebi que a Nossa Senhora de Fátima está bem presente nesta região. Vi muitos oratórios de rua e sempre com a Nossa Senhora de Fátima.

Decido entrar na Igreja, enquanto que o James e o Xavier mantiveram-se cá fora. Ao entrar apercebo-me que estavam várias Sr.as a rezar. Uma liderada e o restante grupo respondia. Rezavam o terço e depois passaram a rezar muitas de orações e que algumas delas nunca tinha ouvido. Até a ladainha (de cor) rezaram. Tudo de memória sem nenhum livro. Fiquei deveras impressionada!

Portanto, aqui as pessoas chegam cedo para conviver e rezar, muito diferente do que estamos habituados, não é assim Teresa Power? AQUI: Post Seis e dez

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Iniciou a Missa. Observei as acólitas, o coro (por de trás do altar), o sacerdote, as pessoas...

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Foi uma linda Eucaristia. Calma, paciente, alegre e séria. Lembrou-me a minha infância, quando ia com a minha avó à missa. Todas aquelas pessoas, que na sua maioria têm atividades agrícolas, estavam ali apresentando-se nos seus melhores fatos. Fiquei incomodada pelas vezes que não me preparei e vesti em especial para estar com Jesus na Eucaristia.

No fim da missa, aproveitei para tirar fotos sem perturbar muito e depois fomos "levantar" o franguinho. Fui buscá-lo ao local em que estavam a grelhar junto à Igreja.

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Saímos com um belo sorriso!

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As férias em Castelo de Paiva (parte 2)

26.07.17, Helena Le Blanc

Em Castelo de Paiva fomos surpreendidos diversas vezes. 

A lista das curiosidades destas mini-férias:

 

1 - Um galinheiro que têm uma vista maravilhosa sobre o Rio Douro, e que faz parte do quintal da Casa "Bernardes House"! Como um amigo me dizia, são mesmo umas verdadeiras galinhas D`Ouro/do Douro!

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2 - Num jantar, no Restaurante S. Geraldo, em Castelo de Paiva, serviram-nos vinho verde em caneca e jarro gelado!

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3 - Ainda no mesmo restaurante, reparamos numa tabeleta. Vejam:

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Fiquei intrigada pela imagem do Santo Bispo. Quem seria?

Descobri ao visitar uma loja dos chineses que estava ao lado do restaurante.

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4 - Numa das nossas viagens fomos presenteados por um pôr-do-sol único!

 

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5 - Um livro de registo da passagem das famílias na casa de campo onde estavamos hospedados! Foi giro notar o quanto aquela casa já albergou tantas famílias e como lhes proporcionou bons momentos! As famílias precisam muito de estarem juntas e passarem tempo juntas!

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6 - Estavamos nós numa esplanada, a apreciar a paisagem quando, num dia típico de verão, começa a chover. Vejam como o James ficou desconcertado!

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7 - Num das aldeias de Xisto encontramos uma garagem completamente aberta e cheia de mobiliário antigo. Que maravilha e que pena! Algumas peças mereciam ser recuperadas e fazerem parte de uma casa! Não encontramos ninguém a quem pudessemos perguntar.

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8 - Encontramos um oratório no exterior de uma casa que não está esquecido!

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9 - Por causa do jogo POKEMON GO descobri, em Entre-Rios, uma estátua de homenagem às mulheres!

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10 - Num dos passeios que fiz a pé encontrei uma árvore muito gira, do tamanho do meu filho! Quase que diria que é um bonsai em ponto grande!

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 11 - As estradas estreitinhas daquela zona. Confesso que no 1º e 2º dias conduzíamos com muito receio, mas depois começamos a habituarmo-nos e a fazer como os locais! Tivemos diversos sustos mas também demos muitas gargalhadas! Também tivemos vomitos com as nossas duas cadelinhas, mas com uns pacotes de toalhitas e umas tolhas tudo se resolveu.

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12 - Num dos dias notei uma placa que me deixou em pulgas. 

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 Assim, no ultimo dia fomos visitar este Convento do qual nunca tinha ouvido falar.

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O convento estava fechado. A Igreja tinha sinais de não ser usada. Ficamos com muita pena, mas não desistimos de imediato. Exploramos a zona enquanto o Xavier se entreteu a observar uma comunidade de formigas que vivia nas paredes da Igreja.

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Encontramos uma Sr.a que nos explicou que o convento faz parte de um complexo hoteleiro mas que está para venda. Estão sem atividade nenhuma. Relativamente à Igreja não têm chave nem acesso, e que estará provavelmente nas mãos do Sr. Padre local. 

Ficamos com muita pena pelo estado do Convento e da Igreja, pois é um local lindo. Espreitamos um pouquinho para dentro do convento e fiquei encantada com o que vi!

 

13 - Parece tonteira mas fiquei rendida ao alecrim que encontrei no quintal da casa e também à alfazema que nasce junto da Igreja do Convento Alpendorada. 

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 14 - A nossa despedida. 

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Foram umas férias recheadas de alegria, felicidade, divertimento, conhecimento, beleza, brincadeira, descanso, dói-dóis, doença, "cio" de uma cadela e que não estavamos a contar, etc... Valeu a pena!

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A surpresa de hoje!

25.07.17, Helena Le Blanc

Boa noite caros amigos e amigas.

Tinha que escrever este post ainda hoje!

Há cerca de um mês eu e o meu marido festejamos o aniversário do nosso casamento civil. Comemoramos de uma forma muito simples e muito nossa. Ele comprou-me uma prenda (um caderno com uma capa muito especial que ele sabia que eu andava à procura) e eu... não ofereci nada. Nada de nada,

Passaram-se dias e nada. Tentei mas não encontrei nada que fosse suficientemente importante.

Como não queria gastar o meu precioso tempo nas lojas,também não me esforcei o suficiente.

Poderia ter procurado on-line. observando as suas preferências no AMAZON, mas sinceramente não surgiu o momento e a disposição para tal. Sentia-me muito mal pois não me tinha preocupado por demonstrar-lhe o quanto eu o amo, e como agradeço a Deus por ele ser o meu companheiro eterno!

Portanto hoje, na minha hora de almoço, fui a uma papelaria pedir uma informação. Nessa, e passando os olhos pelas prateleiras, reparei numa coisa: uma imagem de S. Tiago e pensei: aqui está a prenda para o meu marido.

Já tinha visto uma imagem de S. Tiago em Fátima mas, na altura, achei que não, e não sei precisar porquê. Mas hoje, ao olhar para esta imagem, tive a certeza que a queria oferecer ao meu marido. 

Para quem não sabe, Tiago é a tradução do nome de James. Portanto este é o santo do nome do meu marido.

Sei que em Espanha poderia encontrar muitos S. Tiagos, mas sincerametne não esperava encontrar um numa papelaria em Oliveira do Bairro. 

 

Digo ao dono que quero comprar a imagem.

- Aqui vai um S.Tiago no dia de S. Tiago.

- O quê? - respondo eu.

- Sim, hoje é o dia de S. Tiago - aponta para a televisão que estava num canal espanhol - veja a festa em Espanha!

Eu olho e vejo o enorme turíbulo a balançar na Catedral de S. Tiago de Compostela.

Fiquei deveras surpreendida com a coincidência (será?).

 

Espero até estarmos a jantar para oferecer ao meu marido e com algum receio ofereço a caixa. Não sabia muito bem qual a reação que iria ter dele.

 

Ele gostou muito ( e muito). Ficou completamente rendido à imagem. Logo de imediato procurou saber mais da vida deste Santo, através do seu telemóvel. E o resto do jantar passou-se assim, a perceber mais pormenores da vida de S. Tiago. Até o Xavier ficou interessado pela imagem e pela vida do Santo. 

O Santo acompanhou-nos na refeição de hoje. 

Foi mesmo uma grande surpresa de Deus!

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As férias em Castelo de Paiva (parte 1)

22.07.17, Helena Le Blanc

Estamos em plena época de férias e já tivemos umas mini-férias.

Fomos para uma casa em turismo rural. Decidimos "fugir" das praias e das multidões desta vez,e ir conhecer uma região do nosso país. Como estamos no verão, era importante haver água em algum sítio. Assim surgiu o Rio Douro e Castelo de Paiva.

Ficamos na casa "Bernardes House". A casa foi recuperada e está muito bonita. Bem preparada e apetrechada para os seus hóspedes, e muito acolhedora para toda a família. Pois claro que levamos os nossos animais connosco. Esperava-os um lindo e excelente quintal (com árvores de frutos, flores, horticultura, animais domésticos) em que puderam explorar ao pormenor e detalhe.

 

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Alguns dias, interpolados, foram dedicados à praia fluvial. A praia que encontramos tinha poucas pessoas. Um dos dias estava vazia. Tinha uma grande superfície de água baixinha. O chão/areia era um pouquinho mais duro mas nada que não se aguente.

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Tivemos um dia dedicado à cultura. Visitamos as Aldeias de Xisto e o Museu de Arte Sacra do Convento de Arouca, e que chegamos mesmo a tempo de integrarmos uma visita guiada. Foi uma maravilha!

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Num outro dia fomos visitar uma barragem. Percebemos como funcionam as comportas e como passam as embarcações de um lado para o outro.

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Fomos ver a Ilha dos Amores. 

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Dois dias dedicamos à exploração do local onde a casa está situada. A pé percorremos os caminhos observando o rio e as casas. 

 

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Visitamos duas Igrejas, as que encontramos abertas e disponíveis. Publicarei posts futuros à cerca destas.

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Estas foram as principais ocupações dos nossos dias.

Tivemos outras ocupações mais pequenas mas não menos importantes:

- Atividades religiosas - Todas as noites, antes do Xavier ir para a cama, fizemos a nossa pequena oração familiar. Levei uns pequenos livros que encontrei numa livraria, com autocolantes para preencher a "cena" da história. O Xavier gostou muito. Levei também o meu crucifixo que nos acompanhou e que no fim da oração, em vez do sinal da cruz com água benta, fizemos o sinal da cruz terminando com um beijinho ao Jesus na cruz. 

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De forma natural surgiu o momento do agradecimento. Começamos a agradecer a Jesus todas as coisas boas do dia enunciando-a e dizendo "Obrigado Jesus".

No domingo participamos na Missa local, e que merece a publicação de um post exclusivo.

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- Atividades didácticas - Preparei alguns cadernos e revistas infantis para levar para as férias, com cores, tesouras e cola. Comprei na papelaria e loja dos chineses. Encontrei uns livros interessantes: os Cubolândia. Construção de veículos, animais e heróis em cartolina/papelão.

Tiveram um grande sucesso junto do Xavier e de um amigo que ele fez, vizinho da casa.

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O Xavier teve poucos momentos de televisão. Todos os meios de entretenimento tecnológicos estiveram oficialmente de férias, pois também precisavam de descansar.

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Obviamente que o meu filho teve momentos de aborrecimento, e que são maravilhosos para "acordar" a criatividade ou obrigar ao relaxamento.

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Vejam a magnifica paisagem da parte do quintal da casa:

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E por falar em paisagem, foi muito bom fazer as refeições no quintal da casa

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 ou junto ao Rio Douro:

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Estes 7 dias de férias foram uma surpresa de Deus, e nunca teria pensado se não fossem as Famílias de Caná e as suas experiências e partilhas!

 

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Percebo o que faço na Igreja?

11.07.17, Helena Le Blanc

Ultimamente tenho-me dirigido à Eucaristia com ansiedade.

Ansiedade por perceber qual é a mensagem especial para mim e para a minha vida, que poderá ser uma frase do evangelho, de uma das leituras, de um pensamento do sacerdote, de uma formula liturgica ou eucaristica que nunca tinha prestado atenção, de um cantico, etc...

Acontece que num destes domingos decidi pegar num jornal (penso ser mensal) que costuma a estar na entrada do Santuário. Achei que iria precisar de um apoio extra, uma recente técnica minha para distrair o meu cérebro quando alguma coisa me incomoda.

Cavaleiro da Imaculada, Junho de 2017, n.º 1000.

E não é que li uma coisa que gostei e que vêm responder ao meu cérebro quando discorda do meu coração.

Ora vejam:

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 ... somente fazer o que o coração manda, certo?

 

Como ser como os pequeninos???

09.07.17, Helena Le Blanc

- Mãe, olha para aqui.

Eu olho e vejo um amontoado de paus.

- O que é isso, Xavier?

- É uma escultura mãe. 

(Pensamento: uau!)

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 - Xavier, e o que é isso?

- Ó mãe, é um elefante! 

(Pensamento: vejo perfeitamente)

 

 

- Mãe, anda escrever letras na areia e fazer desenhos.

(Pensamento: O quê? Ele nem gosta de desenhar!?!)

- Ok.

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- O que é isso Xavier?

- Ó mãe, é um monstro!

(Pensamento: Ok.)

 

 

- Xavier, vamos pintar um pouco? 

- Sim, mas quero pintar do livro da Patrulha Pata.

- Ok.

- Mãe, pintas comigo? Eu pinto deste lado e tu daquele.

- Ok.

 

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- Xavier, não é essa a cor que tinhas que pintar.

- Ó mãe, eu estou a pintar o que o meu coração manda. Tenho que fazer o que o coração manda, pois é mãe?

- ... 

(Pensamento: o quê?)

 

 

E têm sido esta a frase que mais vezes oiço ultimamente do meu filho: fazer o que o coração manda!

Hoje de manhã, depois de ouvir o Evangelho e a homilia do Sr. Padre que celebrou na Igreja de Sousela, lembrei-me destes recentes acontecimentos do meu filho de 4 anos.

 

"Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:

“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos

e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado."

(Mateus 11, 25-26)

 

Precisamos de ser "pequeninos" para que a verdade nos seja revelada. Não é a primeira vez que Jesus me diz isto.

Ser pequenino é fazer o que o coração manda, sem filtros nem convenções sociais.

Numa das etapas do curso que fiz sobre os  Exercícios Espirituais de Santo Inácio, lembro-me de me dizerem que eu deveria identificar e/ou perceber o sentimento que estou a ter em determinado momento, especialmente relativo a Deus.

Acho que, na maior parte das vezes, ando tão ocupada com o mundo exterior que me esqueço de tentar perceber quais são os meus (reais) sentimentos do momento.

Estarei chateada, aborrecida, com dúvidas, pouco crente, alegre, feliz, satisfeita, triste, perdida, ansiosa? E é suposto as nossas ações refletirem esse estado, esse sentimento, certo?

 

Portanto, o Xavier tem toda a razão: fazer o que o coração manda é muito simples. Ele que é (tecnicamente e ainda) um dos pequeninos, ensina-me a ser "pequenina" bastando eu estar atenta ao meu coração e fazer o que ele mandar. Simples, certo?

É dar um abraço a alguém inesperadamente; é sorrir a alguém que não conheço; é sentir sem pensar; é não perceber mas confiar no meu coração; é cantarolar o que me vêm aos lábios; é ficar presa àquele pensamento que me intrigou; é ouvir os sons da madrugada ou os sons da noite; é ouvir os nossos amigos a conversarem animadamente; é transformar alguma coisa com as mãos, é colocar amor nas tarefas domésticas, é ler um livro que alimente o meu coração, é fazer de conta que está tudo bem!

É uma graça conseguirmos ser pequeninos! Simples e pequeninos, fazendo o que o coração nos mandar.

 

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Peripécias em Bolonha!

07.07.17, Helena Le Blanc

Recentemente tive a oportunidade de ir ter com o meu marido a Bolonha para passar o fim de semana.

O Xavier ficou com os avós.

Foram 3 dias e 2 noites. Na comitiva em Bolonha também estava uma das minhas cunhadas, oriundas do Canada. Foi muito bom estar com ela.

Saí de madrugada de casa e cheguei junto deles quase à hora do jantar. No segundo dia fui passear com a minha cunhada na cidade.

Notei imediatamente as motoretas e bicicletas, os edifícios altíssimos com história, as flores lindas, os sabores e cheiros maravilhosos em cada esquina! Muito bom!

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Procurei logo, nas imediações, por Igrejas! A minha cunhada já calculava que eu iria pedir para as visitar mas propôs começarmos por uma  visita ao mercado, muito parecido com o nosso mas muito diferente para ela.

Depois visitamos algumas lojas e a nossa primeira Igreja nesta cidade.

Uma grande Igreja, aliás um Santuário, que só no interior tive a certeza que era um espaço sagrado.

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Visitei de ponta a ponta.

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E antes que continue a minha história, mostro alguns pontos que achei curiosos e/ou muito bonitos:

 o sítio da água benta

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 o coro

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 o altar e o presbitério

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 uma pintura da Anunciação por cima da cópula do presbitério

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o teto do presbitério com uma cruz pendurada

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 vários turíbulos de tamanho grande pendurados em diferentes sítios das naves

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 os bancos da assembleia; porquê? vejam o pormenor da segunda fotografia...

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alguns altares laterais

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 um sítio especial para as velas;

compramos e entregamos as velas a um dos dois senhores responsáveis pelo serviço,

 os únicos com acesso ao local onde ficam a arder 

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Notei que as pessoas faziam fila num determinado ponto por detrás do altar, mesmo durante a Eucaristia. Fiquei curiosa. Ainda mais quando reparei em dois guardas que vigiavam o altar.

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Quando chegamos lá já estava fechado o acesso pois era a hora de almoço.

 

Saímos por umas das portas laterais e percorremos aquelas pequenas ruelas para almoçarmos num dos restaurantes tradicionais.

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Durante o almoço a minha cunhada fez algumas pesquisas sobre a dita Basílica.

IMG_3126.JPGPercebeu que se chamava Basílica de Nossa Senhora de Lucas, e que pertencia a um conjunto de Igrejas que marcavam o caminho de peregrinação à Basílica que se encontrava no cimo de um monte. Nessa seria suposto estar um ícone antigo de Nossa Senhora.


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No final do almoço pedi-lhe para regressarmos à tal Igreja onde tínhamos estado para perceber o que estaria atrás do altar. Ela concordou.

Fomos. Vi uma imagem que na sua grande maioria estava revestida com uma placa cor prateada, à excepção da face de uma mulher e de um menino bebé. Suponho que seria Maria e Jesus, mas achei estranho.

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 Aproveitei e tirei tirei fotos ao teto e à cruz pendurada:

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Depois regressamos às ruelas e às bancas de rua.

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Visitamos um mercado de ervas, que essencialmente eram frutos e hortaliças frescas.

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A dada altura, depois de comprar umas cerejas, dou-me conta que eu não tinha o meu saco de compras. Imediatamente pensei que tinha sido roubada.

O meu marido, na noite anterior, tinha-nos recomendado muito cuidado com os carteiristas e ladrões. Falou tanto que não conseguimos ficar indiferentes.

Perguntamos ao sr. da banca das cerejas, demos várias voltas ao mercado separadamente e nada!

Fiquei tristíssima! Tinha comprado umas pequenas coisas do mercado tradicional, para além do dinheiro ter sido "em vão". Tentei sorrir e até sentir o sabor do gelado que comemos, mas não consegui "alegrar-me". Fiz um esforço por causa da minha companhia.

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A minha cunhada retomou o plano: apanhamos um táxi e fomos até ao monte, à grande Basílica. 

Visitamos a dita Basílica no monte. Lindíssima por fora mas por dentro... com menos esplendor, menos brilho, que a anterior. Achamos esquisito. Parecia-nos muito escura e abandonada, se bem que tinha algumas coisas muito bonitas.

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Andei à procura do dito ícone e ao ler um folheto e associando ideias concluí que o ícone estava na primeira igreja, no Santuário de Nossa Senhora de S. Lucas. A esta altura mais triste fiquei por ter perdido a oportunidade de olhar e saber para o que é que estava a olhar. Não é a primeira vez que isto acontece, o que me deixa sempre muito frustrada.

Saímos e sentamos nas escadas a observar a paisagem lindíssima.

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A determinada altura pego na câmara para rever as fotos tiradas (mais uma tentativa de afastar o sentimento de tristeza pela perda).

Ao ver uma delas tenho um "clic". Virei-me para a minha companheira e mostrei-lhe a foto: ela estava sentada num cadeirão na entrada de uma loja. Lembro-me de eu também ter estado sentado para tirar uma foto. Em imediato, percebendo do Ela pegou no telemóvel e procurou a foto. Podíamos ver que eu tinha colocado o saco das compras de lado. Havia uma grande probabilidade de eu ter-me esquecido da saca nessa loja.

Lembrei-me do nome da loja. Ela procurou o numero da loja através do telemóvel e telefona tentando-se explicar.  Pareceu-nos que o saco estaria lá mas não conseguimos ter a certeza por causa das dificuldades comunicativas.

Identificamos a morada da loja no Google Maps e demos a morada ao táxi. Cheguei à loja com o coração aos pulos. Perguntamos ao primeiro empregado que encontramos e ele não disse que sim nem que não. Começou a andar em direção ao balcão mas olhando para todos os cantos do chão. Ficamos na duvida. Será?

Chegamos ao balcão e ele pegou numa bolsa de papel que estava num canto: o meu saco!

Saí da loja a saltitar e agradecer muito. Virei-me para a minha cunhada disse-lhe: - desculpa mas eu tenho voltar àquela Basílica.

E foi para lá que me dirigi, direitinha, sem esperar pela resposta.

Fui ver, agora com outros olhos, outro conhecimento, outro sentimento, o dito ícone, no altar-mor. E lá estava ele! Agora sim, percebi.

Enquanto tirava fotografias reparei que os olhos de Maria não se afastavam de mim, seguiam-me conforme eu andava! Tinha essa particularidade. Que belíssimo! A imagem é linda e antiga. Dizem que foi pintada pelo Evangelista Lucas, mas não há provas. 

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do lado esquerdo do altar-mor

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do lado direito do altar-mor

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Agradeci. Agradeci muito por ter encontrado o saco e com isso a desculpa, o motivo, a oportunidade para voltar àquele lugar e perceber, ou seja, realmente olhar com olhos de ver.

E foi isto que mais me marcou nesta viagem: aquela imagem, aquela Basílica...

 

 

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