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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

21
Jun17

Sobre o inferno...

Helena Le Blanc

Gostaria de partilhar convosco uma coisa que me aconteceu no ano passado.

 

No mês de Agosto de 2016 tive a experiência de ficar "presa" num engarrafamento gigante na Auto-Estrada, por causa de incêndios. Contei o episódio AQUI.

É uma experiência que dificilmente esquecerei até ao resto dos meus dias.

Passamos diversas horas sob o calor, na autoestrada, encurralados; e quando finalmente começamos a andar, passamos ao lado do fogo pois ele andava à beira dos rails.

Revi aquela "cena" vezes sem conta na minha cabeça, lembrando-me destas palavras escritas: "Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediável das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a ideia de um castigo sem fim".

 

Umas semanas mais tarde fui confessar-me (em Fátima). 

Preparei a minha confissão como habitualmente (AQUI) e guardei para o fim umas perguntas. Faço sempre isto: aproveito o momento para tirar dúvidas. É um momento privilegiado que tenho com um presbítero e como tal tento tirar partido disso. Assim perguntei:

- Parece-lhe mal eu rezar um terço pelas almas perdidas no Inferno?

O sacerdote ficou sem reação.

 

Eu senti-me na obrigação de explicar. Contei-lhe do meu episódio na autoestrada e na visão do fogo. Também lhe disse que acreditava piamente na Misericórdia de Deus mas que também sabia que as almas que ião para o inferno seriam aquelas que em plena consciência renegariam Deus e à sua existência.

Percebo que a imagem do Inferno (com labaredas de fogo) poderá não ser exatamente assim. Mas para entendermos a sensação do que é estar no Inferno, foi-nos mostrado um cenário cujas almas sofrem de maneira parecida, ou seja, estar no meio de fogo sentindo uma dor constante, para toda a eternidade!

Assim, expliquei-lhe eu, não acredito que alguém que diz firmemente "Eu não quero nada com DEUS" o faça em consciência, pois se soubesse o que o espera para toda a eternidade (e isto é muito muito tempo) arrepender-se-ia no mesmo segundo. Nós humanos somos "matéria divina" com defeito. Pensamos que sabemos tudo mas na verdade estamos longe, muito longe de saber o quer que seja, especialmente sobre assuntos divinos. Por isso disse-lhe que queria rezar um terço para que Deus, na sua infinita misericórdia, tivesse pena daquelas almas "tontinhas" e que as relevasse. 

A dor que se sente (parece-me a mim pelo que li em diversos relatos e livros) é a dor da ausência de Deus. Nós sendo de essência divina somos atraídos pela fonte: Deus. Mas se essa fonte desaparece nós ficaremos eternamente presos a essa ausência, a essa falta. Digamos que será a dor da procura eterna da felicidade.

 

Eu acho que deve ter passado pela cabeça do Sr. Padre ideias como grupos e seitas satânicos quando lhe fiz a pergunta. Eu própria só vi a vi nesse prisma naquele momento. Fiquei muito atrapalhada e desfiz-me em explicações e mais explicações.

Enquanto isto o Sr. Padre recompôs-se e percebeu a minha dúvida (graças a Deus!)

Resposta dele:

- Quer saber de uma coisa? Para mim, eu acho que não está ninguém no inferno.

Foi a minha vez de ficar sem reação.

Deus é misericordioso e amoroso!

 

Ok.

Fiquei confusa e aliviada. E instantaneamente surgiram-me outras dúvidas, relacionadas com a "justiça divina". 

Mas o Sr. Padre nessa altura encerra a nossa conversa confessional. Apesar de jovem parecia-me repentinamente muito cansado. Acho que lhe devo ter pregado um grande susto. 

Já não confessou mais ninguém.

Eu não rezei, até à data de hoje, nenhum terço pelas almas do inferno.

 

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Estas recentes tragédias no nosso país relembraram-me este episódio. Poderemos ter mil e uma teorias relativo ao que irá acontecer depois da morte, mas uma coisa é certa: todos nós vamos lá chegar e vamos passar para o lado de lá, quer queiramos ou não.

Jesus, na sua passagem pela terra, falou muitas vezes sobre estas questões através de diversas parábolas. Se ele insistiu muito é porque é muito importante.

Recomendo a leitura deste texto da Teresa Power:  E se eu morrer esta noite? AQUI

Vale a pena pensar um pouco mais sobre isso e nos prepararmos porque, como dizia, a ETERNIDADE é muito muito tempo!

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17
Jun17

Meditação e Contemplação

Helena Le Blanc

Hoje é sábado.

Há quantos sábados não ficávamos em casa?! Soube tão bem este sábado! 

 

O que faz (tipicamente) uma mulher em casa num fim de semana? Arrumações e limpezas.

Tenho um quarto cheio de coisas - o quarto dos convidados - para arrumar. Sorte a nossa não termos tido visitantes nos últimos meses.

Comecei logo de manhã a dar uma volta à "tralha", pois de tarde sabia já de antemão que seria passada no jardim a brincar na piscina e a conviver com os meus pais.

Atirei-me à arrumação, mas não acabei e não me importei muito.

Às 11h00 o meu marido saio de casa com o Xavier. 

E eu não tive mais nada do que aproveitar esse tempo sozinha em casa para fazer uma coisa que queria há muito fazer, e do qual tinha saudades: o meu tempo com Deus! 

 

Não é a primeira vez que falo dos Exercícios Espirituais (AQUI e AQUI). Praticar os Exercícios Espirituais é estar com Deus, ouvi-lo e responder. Ajudaram-me muito num episódio recente da minha vida (AQUI, AQUI e AQUI).

Sentia muitas saudades, muitas saudades mesmo destes momentos diários. 

Portanto, vi-os a sair pela janela e olhei para o quarto vendo o quanto ainda faltava mas tomei uma decisão: vou ter o meu momento com Deus.

Fui buscar o telemóvel (onde tem a liturgia diária), a bíblia, o meu diário espiritual, o meu estojo, a minha cruz. Estava pronta para ir para a varanda do meu quarto.

Revi a metodologia a utilizar: a oração preparatória, o pedido de graça, a leitura bíblica, meditação ou contemplação, tempo íntimo com Deus, oração do Pai Nosso, registo deste momento.

...

Foi maravilhoso. Uma hora e meia. O tempo passou em eu dar conta. Aliás a sensação é que tinha passado muito pouco tempo.

Tive companhia. Ora vejam:

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 Depois de terminar, fiz o registo no meu diário espiritual:

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Recordo-me de muitas pessoas (antigamente) usarem a bíblia assim: tinham um problema, abriam a bíblia ao calhas e o que atraísse os olhos dessa pessoa seria a sua resposta de Deus.

Pois bem, digamos que é isso mas organizado em oração, disciplinado, sem dar espaço ao inimigo para nos enganar. Queremos ter a certeza que a mensagem que recebemos é de Deus, e de mais ninguém.

Isto é dar uma oportunidade a nós próprios de Deus se fazer ouvir junto do nosso ouvido (ou olhar, ou coração, ou intuição....)

Pratica-se a meditação e a contemplação. São essenciais para estarmos abertos à Vida, ao Sim, ao Amor, ao Perdão...

Estas praticas são essenciais para desenvolvermos e amadurecermos a nossa Fé. Engraçado como tantas teorias falam da meditação e da contemplação quando estas são o instrumento privilegiado para estar com Deus dos cristãos desde o surgimento da Igreja primitiva do século I d.c.!

 

Já experimentaram os Exercícios Espirituais de Santo Inácio ou a Lectio Divina? 

13
Jun17

Uma peregrinação com crianças?! Estão malucos???

Helena Le Blanc

Pois, sim!

No início deste ano letivo um pequeno grupo de catequistas meteu na cabeça que a Paróquia de Mogofores, à semelhança de muitas outras, também deveria levar as suas crianças da catequese à PEREGRINAÇÃO NACIONAL DAS CRIANÇAS A FÁTIMA. 

Quando ouvi a ideia pensei em imediato nas crianças mais pequenas e cheguei à conclusão (natural) que certamente seria para as idades mais velhas. Qual quê?! Nada disso. A dita Peregrinação é exatamente para os mais pequenos, dos 6 anos 12 anos.

......

 

Bem... aí está uma coisa muito difícil de fazer! 

Como é que se leva um grupo de crianças pequenas numa peregrinação? Isto parece ser uma carga de trabalhos!

Mas felizmente o que parece muitas vezes não é de facto.

E foi assim que percorremos um enorme caminho até ao dia 10 de Junho, o dia da dita Peregrinação. Isto só foi possível por causa do entusiasmo e teimosia de alguns! A teimosia tornou-se uma graça! Uma graça para os restantes evangelizadores que se sentiram contagiados, uma graça para as crianças que participaram nesta atividade e uma graça para os pais que sentiram-se desafiados a algo mais!

O entusiasmo foi tanto que chegou à minha família e a uma nossa família amiga. Isto quer dizer que o Xavier de 4 anos também foi e andou lá no meio das outras crianças.

Fomos todos juntos no autocarro. As crianças pagaram 6,50 e os adultos 10, valores muito pequenos tendo em conta o custo do aluguer do autocarro, as portagens, uma t-shirt e um boné para cada um.

 

Para saberem mais pormenores poderão ver AQUI (no site das Famílias de Caná).

 

Quanto à nossa família, gostamos muito de:

- Ver o nosso Xavier de 4 anos no meio dos outros, com a mesma energia e interesse;

- Podermos caminhar (e namorar) os dois sem termos a preocupação de vigiar o filhote;

- Conhecer melhor outras crianças da nossa catequese;

- Observar a multidão que se concentrou nesse dia no Santuário: que beleza!

- Estar sentados no chão do Santuário, na Cova de Iria, e observar a Basílica;

- Reparar no sol que foi construído e colocado ao lado do altar para ilustrar a temática da Peregrinação (e restantes elementos que serviram de cenário);

- Observar os outros grupos de catequese que estavam junto de nós;

- Ouvir o D. António Marto (Bispo de Leiria-Fátima), especialmente quando ele (com sotaque) dizia "amiguitos, amiguinhos";

- Cantar os parabéns a Nossa Senhora e ver o lançamento dos balões. O James sussurrou-me nesta altura: estava a ver se conseguia ver uma imagem formada pelos balões!

- Receber uma azinheira para plantarmos lá em casa;

- Almoçar sentados no chão de terra com relva (fofinha) debaixo de uma árvore, na companhia de muito boa gente!

- Colocar a conversa em dia com algumas catequistas que já são grandes amigas;

- Conhecer um pouco melhor outros catequistas;

- Cantar e rezar o terço no autocarro.

 

Eu não vi o espetáculo que foi feito na Santíssima Trindade.

O James também não conseguiu ver quase nada porque o Xavier nessa altura estava muito irrequieto. Disseram-me que foi uma apresentação "muito à frente", bem ao gosto das nossas crianças e jovens!

 

Do que é que não gostamos? Não me lembro!

Chegamos cansados e felizes!

 

Ah.... e também gostamos muito de jogar POKEMON GO no Santuário enquanto esperávamos pela Missa e depois da Missa. Eu não fazia ideia que o santuário tinha tantas pop stations! 

Depois de terminar a Eucaristia, e tendo nós começado a andar, o James apanhou pelo menos 25 pokemons. Fixe!

 

Só me resta dizer: que belíssima ideia! 

 

 Aqui ficam algumas fotografias:

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