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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Último dia do Mês de Maria

31.05.17, Helena Le Blanc

Quando era novinha iniciei uma coleção de postais. 

Em cada viagem, fosse minha ou dos meus pais, adquiria mais uns quantos.

Depois, não sei porquê, parei durante muitos anos.

Recentemente, ao mexer em coisas, encontrei-os e fiquei "empatada" com eles. Ou seja, não sabia o que fazer com eles. Peguei neles diversas vezes contemplando alguns que "mexem" muito comigo. Não os queria deitar fora, não os queria oferecer mas também não os queria fechar numa caixa esquecida (outra vez). Hoje em dia não faço colecção (se bem que tenho procurado comprar mais alguns) mas... fazer o quê?

...

Decidi plastificar cada um deles e dividi-los por temáticas mantendo-os numa argola. Coloquei-os junto aos álbuns de fotografias, excepto um conjunto que ficou na minha secretária entre a Bíblia, o Catecismo da Igreja Católica, Missal, e outros livros. São postais com imagens de estátuas e igrejas. Algumas delas são de grande inspiração para mim. 

Comecei este mês de Maria contemplado este postal:

 

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Basilica Di Maria Ausiliatrice

 

Termino o mês olhando para ele outra vez! É um postal a preto e branco lindíssimo!

No outro dia lia um post do Blog Salus in Caritate - "Não seja uma pipoquinha de Jesus" e percebi o quanto Maria é importante para o nosso mundo! Ela, intimidamente ligada ao Espírito Santo, é a sua Voz. 

Todos nós vamos comentando como as pessoas estão malucas, como acontecem coisas tão estúpidas, e até como esta primavera ficou bipolar! Para a humanidade encontrar o seu rumo precisa de ajuda, de muita ajuda... do Espírito Santo e da sua esposa!

Ela ajudou-nos no século passado entre as duas grandes Guerras. Ela precisa de nos ajudar, outra vez, neste século XXI de terrorismo, de intolerância religiosa, de desastrosas decisões políticas, de fraudes monumentais, de matanças absurdas...

 

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

 

 

Catequese: os salmos #1

29.05.17, Helena Le Blanc

Uma das catequeses que tive de preparar para o meu grupo de 12 anos foi "Da Criação ao Pentecostes", pag. 139 do Volume 2 dos Mistérios da Fé de Teresa Power.

Costumo sempre ler a evangelização com alguns dias de antecedência, e nos dias seguintes penso sobre ela tentando perceber qual é a mensagem de Deus para mim e/ou para a minha vida. Procuro também ter olhos catequéticos e faço alguma pesquisa, esperando que o Espírito Santo me inspire ou que me mostre onde está a ponta para eu pegar e ser seu instrumento. 

Retomando o meu testemunho, li e re-li diversas vezes a dita evangelização. De cada vez que lia encontrava mais um aspeto que encantava o meu espírito, mas não conseguia ver onde estava a ponta. Até que me lembrei dos meus velhos tempos de juventude: o grupo de jovens que rezavam os salmos.

Eu fiz parte de um grupo de jovens em Mogofores que se encontrava para rezar os salmos (já não me lembro qual era a periodicidade). O então Pároco, Padre Luís Ganzaga Belo, tinha-nos desafiado a rezarmos os salmos.

Encontravamo-nos todos na Igreja Matriz. Depois de sentados alguém escolhia o numero do salmo. Já não me lembro de todos os pormenores mas sei que líamos os versículos e todos nós, vez à vez, comentavamos o que o salmo ou o versículo significava para nós, sem certos ou errados. Infelizmente nunca cantámos pois não havia entre nós ninguém com essas competências.

Portanto decidi arriscar e propor uma coisa semelhante aos jovens. Preparei na minha mente o meu discurso de introdução sobre os salmos em geral: a sua presença na bíblia, a sua antiguidade, possíveis autores, os propósitos dos salmos, utilizações dos salmos do Povo Israel ao longo dos séculos. Também pesquisei sobre o salmo 139 (138): uma declaração de amor de Deus por mim e por ti.

 

Pedi aos jovens para procurarem o salmo nas suas bíblias. Cada jovem, depois de ler um versículo, deveria interpretar. Poderia ser dizendo por outras palavras a mesma coisa ou fazer alguma referência específica à sua vida ou aos dias de hoje. Obviamente que fui a primeira para lhes dar um exemplo. 

Eu não sabia quais seriam os resultados mas "atirei-me" com confiança na atividade.

No início foi um pouquinho difícil, mas depois apanhou tal embalagem que acabamos por só chegarmos ao versículo 10 quando o salmo têm 24.

Porquê? Porque deu conversa para falarmos sobre muitas coisas: sobre as coisas de Deus, sobre as nossas coisas, sobre a nossa relação com Deus. Falamos da Criação, do ser humano como único, do paraíso, do inferno, do purgatório, do barulho da nossa vida, de sentirmos Deus... Já não me lembro de tudo nem sei como é que foi surgindo, mas foi super interessante. A catequese acabou por ser um diálogo entre nós todos... uma grande conversa.

Claro que na catequese seguinte, dei continuidade à atividade. Só que desta vez eu tinha comigo outro grupo de jovens que eram um ano mais novos. Como foi inesperado não tive oportunidade de preparar outra coisa diferente. Suspeito que não poderia ter sido de outro modo.

 

Assim expliquei a este grupo o que tínhamos feito no sábado passado, voltei a fazer a introdução sobre o que eram os salmos (desta vez com perguntas à mistura para os meus jovens testando a sua memória e atenção) e também contextualizei o salmo em si. Retomamos no versículo 10 e continuámos. 

Este grupo, de 11 anos, conseguiu acompanhar e completar a atividade. Surgiu outra vez a oportunidade de falarmos de coisas importantes, algumas repetidas. Voltou a surgir o sentirmos Deus em nós e na nossa vida, o aborto, o acreditar sem ver, como Deus comunica connosco, e que cada um de nós está inscritos no Livro da Vida que Deus escreveu!

Mas eu também aprendi, e muito. Aprendi com eles por ex que temos 206 ossos. O corpo humano tem 206 ossos. Assim, Deus conhece cada osso dos meus 206 ossos. Sim, conhece. Lê o salmo e verás!

Concluindo foi uma experiência surpreendente e muito gratificante!

 

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Uma frase polémica

26.05.17, Helena Le Blanc

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Recentemente publiquei esta foto no meu facebook. Recebi várias reações.

O que costumam dizer é "vale mais só que mal acompanhado", não é isso? 

Ouvi muitas vezes esta frase enquanto era educada pela minha avó. E suponho, ao olhar para como nos relacionamos hoje, que não fui a única.

Encontrei esta frase num livro católico (sobre liderança, em que no final tinha uma lista de frases deste género). Achei interessante e guardei-a na minha caixinha.

E, chegou a vez desta frase. Na manhã que a coloquei decidi publicá-la exatamente porque era diferente.

 

Eu concordo muito com esta frase mas faço a ressalva para a idade.

Se estivermos a falar de um adolescente que ainda não têm todos os esquemas afetivos estabilizados, e os seus valores ainda estão cimentar-se, então esta não é uma frase para ele. Se bem que.... considerando o tempo que me dizem que eles estão nos seus quartos ligados ao pc e aos telemóveis... Mas essa é outra história.

Agora falando de adultos e para adultos: esta frase aplica-se!

Nós somos seres humanos: nascemos num ventre - dentro de outra pessoa; precisamos de ser cuidados e educados por outras pessoas; para nos realizarmos precisamos da ajuda dos outros. Nenhuma pessoa de sucesso é solitária mas líderes de equipas. 

Nós somos naturalmente sociáveis. Precisamos dos outros, e os outros precisam de nós! E é nesta perspetiva que nós poderemos ser muito melhores. Se estou mal acompanhado, porque não fazer todo o meu possível para tornar essa pessoa numa boa companhia. As relações nunca são unilaterais. NUNCA. 

Jesus, o filho de Deus, o ser divino que encarnou e nasceu homem, fez o quê? Manteve-se junto da sua mãe até quase aos 30 anos e depois pegou num conjunto de pessoas (que não eram as mais extraordinárias da época) e decidiu ser seu amigo transformando-os pouco a pouco. Foram 3 anos de aventuras!

 

Portanto: Solidão ou Relação?

 

Poderia dizer muito mais, mas bastam estas perguntas:

- Como é que quero passar os meus últimos dias de vida terrestre? Sozinha?

- E na minha hora da morte? Estarei sozinha?

 

Foi um sábado para esquecer (ou não)!

18.05.17, Helena Le Blanc

Recentemente fui com um grupo de amigas a Fátima (XXI Peregrinação Nacional dos Acólitos a Fátima  - AQUI).

Fomos num sábado e viemos no domingo. 

Este sábado foi muito especial... ficou marcado na minha memória como o dia tive muitas limitações cognitivas!

Tinha dormido pouco nas duas noites anteriores e por isso o meu cérebro recusava-se a funcionar. Assim senti-me muito mal por mim e pelas minhas amigas que me acompanhavam, porque eu estava a ser uma péssima "organizadora". 

 

Perdi-me nas estradas da cidade de Fátima, várias vezes. Não é que Fátima seja grande mas tem muitas estradas de sentidos únicos, e o GPS que é uma excelente ferramenta foi um grande motivo de frustração, não me ajudou em nada.

O grande problema foi encontrar a entrada da Casa de Retiros de Nª Sª das Dores (quando já tínhamos ido à Casa de Retiros da Nossa Senhora do Carmo por engano). Eu baralhei-me toda nesse dia: qual era a Casa onde ficávamos, o acesso à Casa, etc... Só o apoio e a descontração das minhas amigas é que me fizeram continuar e não desistir (segurando as lágrimas de frustração).

Depois de várias peripécias (de paragens abruptas num transito intenso), lá encontramos, graças às minhas companheiras!

 

O que são as Casas de Retiros? São duas e situam-se uma de cada lado do Santuário. São da gestão do Santuário e a preço acessível encontramos instalações limpas, confortáveis no suficiente, e seguras. Senti-mo-nos protegidas e acarinhadas. Só conseguimos marcação se formos credenciados pela igreja.

 

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Eu tive a oportunidade de ficar em cada uma delas em formações que participei do Serviço Nacional de Acólitos (SNA) e gostei muito de ambas. E foi curioso quando soube que seria numa delas que iria ficar o Papa Francisco na sua recente visita a Portugal.

Retomando a minha história, lá encontramos a Casa de Retiros de Nª Sª das Dores

As minhas amigas ficaram muito curiosas com o edifício e a dinâmica. Esta Casa têm claramente duas zonas de estilos diferentes. Nós ficamos numa zona que, segundo a minha amiga Lurdes, parecía que estavamos num hospital (que do nosso ponto vista é muito bom).

O edifício teria tido no passado algum serviço de saúde?

Pois bem companheira Lurdes, investiguei e encontrei:

 

Casa de Retiros de Nª Sª das Dores - É a casa-mãe das Irmãs Reparadoras de Nª Sª de Fátima e o Posto de Socorros do Santuário de Fátima. É o Albergue dos Doentes que começou a ser construído em 1926. Sempre acorreram muitos doentes a este local.

Esta Congregação das Irmãs Reparadoras de Nª Sª de Fátima, cujo fundador é o Padre Manuel Formigão, surgiu em 1926 por inspiração de Santa Jacinta Marto.

 

Casa de Retiros de Nª Sª do Carmo - projetada pelo Arquiteto José Carlos Loureiro. É onde está a Reitoria do Santuário (Serviços de Administração, Serviço de Alojamentos, Serviço de Estudos e Difusão, Serviço de Pastoral Litúrgica.

 

Explorando a Casa encontramos uma capela: 

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Na sua entrada, a receber as pessoas, encontramos o Anjo...

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Uma capela lindíssima. Eu que não sou nada fã da arquitetura de vanguarda, mas esta capela é mesmo (outra vez) lindíssima!

De repente tudo valeu a pena para chegar até aqui.

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Aqui podemos ver o altar mais de perto. Vejam a maravilha desta pedra (mármore suponho) cor de rosa com a cruz presa ao teto daquela forma:

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 Um panorama do lado esquerdo e do lado direito do altar:

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 Em pormenor o sacrário (a caixa dourada em cima do pilar) sob o olhar da imagem de Nossa Senhora de Fátima:

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 A parede esquerda...

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que recebe a luz do dia...

IMG_2522-001.JPGSuponho que seja possível visitar esta capela (solicitando na receção) sem estarmos hospedados nesta Casa de Retiro.

Tenho a impressão que irei descobrir isso em breve.

 

Num cantinho desta capela encontramos uns papelinhos com esta oração:

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O que é que eu tenho a ver com um dos pastorinhos de Fátima?!

16.05.17, Helena Le Blanc

Dia 12 e 13 de Maio de 2017.

Centenário das Aparições de Fátima.

Canonização de Jacinta e Francisco Marto.

Visita, pela 1ª vez, do Papa Francisco a Portugal.

 

Eu tive a sorte, ou a bênção, da minha entidade patronal (privada) ter dado tolerância de ponto no dia 12 de Maio, sexta-feira.

Passei praticamente a manhã na cama com o meu filho. Ambos de pijamas entretive-mo-nos (entre cócigas, lutas, TV, livros, vídeos). Depois do almoço comecei a colocar mãos nas arrumações. No dia seguinte iríamos receber um frigorífico e congelador para serem colocados na nossa despensa, que estava cheia (até ao teto) de "tralha".

A partir das 16h00 (mais ou menos) ligo a televisão. Preparo-me para começar a passar a ferro (interrompendo as arrumações da despensa).

Emociono-me quando vejo o Papa a descer do avião (e eu que não sou muito de lágrimas nos olhos!) Recebo o meu marido com os olhos super inchados e vermelhos!

Retomo a TV depois do nosso jantar, que já estava a começar o Rosário. Por 15 minutos descuidei-me e não vi a Procissão das Velas!

O Xavier já estava deitado, e nós (eu e o James) rezamos também. Coloquei uma vela na nossa mesinha e o James foi buscar o terço dele. Eu tinha o meu no bolso das calças desde cedo.

Rezamos, comentámos, observamos. Tivemos uma noite santa.

 

No sábado, dia 13 de Maio, tinha convencido os meus pais a virem assistir à missa de canonização, desde as 10h00, em nossa casa. O almoço também seria aqui. 

 

No domingo saltamos da cama e desde as 9h00 que continuamos com as arrumações da despensa. Coloquei a TV em (muito) alto som para ir ouvindo a cerimónia.

Os meus pais só apareceram depois da homilia. Fiquei (ligeiramente) triste. 

Sentei-me um bocadinho com a minha mãe no sofá, observando o que ia acontecendo em Fátima. As coisas na cozinha e na dispensa já estavam (muito) controladas.

Consersamos sobre o que tinha acontecido em Fatima no dia anterior (especialmente o terço que foi muito bonito).

A determinada altura, a minha mãe diz que eu sou fruto de um (pequeno) milagre de intercessão da Irmã Lúcia.

.............................................

Eu??? O Quê? Não percebi!

Fiquei a olhar para a minha mãe. Ela tinha que se explicar!

- Tu conheces o Padre Valinhos?

- ...............................

- Esteve aqui em Mogofores (Salesianos) e depois foi para o Estoril. Não sei se ainda é vivo.

- hum..... Acho que já ouvi esse nome mas não estou a ver.- respondi eu.

- Eu gostava muito dele e um dia pedi-lhe que ele pedisse à Irmã Lúcia por ti. 

- ................................

- Quando andaste afastada da Igreja, pedi-lhe que falasse de ti à Irmã Lúcia. Ele era primo dela e visitava-a todas as semanas em Coimbra.

- ahhhhhhhhhh e......

- E ele disse que sim, e pediu. 

- E o que é que ela disse, em retorno? - perguntei eu.

- Ouviu o pedido, e depois de uns segundos em silêncio acenou afirmativamente com a cabeça. Não disse nada. 

- Quando foi isso? - perguntei eu.

- Quando tinhas 20 e tal anos. 

Vasculhei, numa centésima de segundo, a minha vida. Encontrei e percebi. Num post que escrevi ("Os sacramentos de iniciação: a minha história") -  AQUI - falo disso, ou seja, de ter andado desaparecida da igreja e de ter regressado passados 12 anos. 

 

Afinal, o meu regresso ao caminho não foi porque eu quis ou me lembrei, mas porque Deus assim o quis, por intercessão de Nossa Senhora que atendeu um pedido da Irmã Lúcia, uma dos três pastorinhos de Fátima, que por sua vez tinha recebido o pedido da minha mãe através do seu primo Padre Valinhos.

UAU! Não estava à espera desta! Não a vi chegar sequer!

Eu que tenho alguns "problemas" afetivos com a minha mãe fiquei deveras surpreendida!

Ainda estou a "amadurecer" esta novidade.

 

No mês dedicado a Maria, em que acabamos de ter uma visita especial do nosso primeiro pastor na terra, não poderia ter tido uma notícia, uma surpresa mais desconcertante e inesperada do que esta. 

Estou sem palavras.

 

 

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 (uma foto de um desses anos... - aniversário da minha mãe)

 

 

 

As relíquias dos Santos

12.05.17, Helena Le Blanc

Um excelente assunto tendo em conta estar prestes a receber (à distância) o Santo Padre na minha terra, e a participar (à distância) na primeira Canonização em solo português. 

Irei ter a oportunidade de observar todo o cerimonial, e uma das coisas que acordou a minha curiosidade forma as relíquias dos Beatos. Não é a primeira vez que falo sobre isto, mas desta vez decidi "mergulhar" nesta matéria.

 

relíquia - coisa preciosa, mais ou menos antiga, à qual se dedica grande estima; nome dado aos objetos que pertenceram a um santo ou tiveram contacto com o seu corpo.

 

Relíquias são objetos que nos recordam fisicamente um Santo ou uma Santa, em que este tive uma relação muito especial com Deus. Porque foi batizado, o seu corpo tornou-se templo do Espírito Santo.

Estas pessoas viveram fisicamente a santidade; a sua carne foi habitada pela comunhão de graça com Deus de maneira muito solene. Portanto todas as relíquias dos santos são objetos muito especiais.  Não são amuletos. Não têm "poder" por si próprias, nunca!

 

Mas isto é um pouco confuso! O que é que é mais importante? Qual é a hierarquia? O que deveremos venerar em primeiro lugar?

O primeiro lugar é sempre para a Eucaristia ("contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa" *n.º1324), a seguir a Palavra de Deus e depois as relíquias e as imagens sagradas.

As imagens sagradas tem um único objetivo: proporcionarem oração, relação íntima com Deus.

 

Ex.

Entro na igreja e  deverei sempre ajoelhar-me diante do sacrário que guarda o Santíssimo (a Eucaristia), em primeiro lugar.

Como sei que Jesus está lá? Através da presença de uma pequena luz (que poderá ser uma lanterna, um foco, uma vela). Esse é o sinal que Ele está dentro da "caixinha" linda, à nossa espera.

Só depois de cumprimentar o meu Rei, é que me viro para o Santo e o venero pedindo a sua proteção e a sua intercessão junto de Deus Pai.

Os Santos poderão ser os nossos advogados junto de Deus. "Beijar uma relíquia de um Santo é beijar a misericórdia de Deus que se realizou naquele Santo."** Deus conduziu essa pessoa para a Santidade. 

No caminho (à procura da nossa essência, da nossa natureza, da nossa missão, da nossa felicidade) precisamos sempre de começar por algum lugar dando um primeiro passo, mas somente porque Deus o permite! Somos tão tolinhos e estamos tão estragados e bloqueados que mesmo esse pequeno passo depende de Deus. E o Pai quer muito abrir os seus braços para nós! O grande problema é que insistimos em ser uns grandes ceguetas, não vendo os inúmeros convites de Deus na nossa vida para o caminho certo!

 

relíquia de 1ª classe - parte do corpo de um santo (ossos, unhas, cabelo, sangue...);

relíquia de 2ª classe - objetos pessoais de um santo (roupa, cajado...);

relíquia de 3ª classe - por ex. pedaços de tecido que tocaram no corpo do santo ou numa relíquia de 1ª classe.

 

É proibido, sob pena de excomunhão, a venda troca ou exibição para fins lucrativos relíquias de 1ª e 2ª classes.

Temos muitas relíquias, umas mais famosas que outras. Algumas vão sendo desmistificadas, outras confirmadas pela ciência.

Em 2009 tive a oportunidade de visitar a Catedral de Chartres: lindíssima. Até hoje, o que vi e visitei, é e continua a ser a minha favorita. Nela encontrei uma relíquia: o manto de Maria. Dizem ser um pedaço de tecido da camisa que Maria vestia na altura da Anunciação do Anjo. 

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P1040262-001.JPGRecentemente estive em frente de uma outra: a relíquia do futuro Santo Francisco, o pastorinho de Fátima. Como ele é padroeiro dos Acólitos Portugueses, o seu relicário será entregue ao Serviço Nacional de Acólitos (anunciado na ultima peregrinação dos acólitos ao Santuário).

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 (a relíquia é o pontinho azul escuro no canto inferior direito)

 

Como dizia, as relíquias não têm poder per si, mas se acontece um milagre pela sua presença ou toque, é simplesmente por vontade de Deus. Claro que estes objetos poderão fazer a diferença no combate com as forças do mal, exatamente porque o maligno detesta coisas que tiveram um toque especial com a graça.

Por isso, costumo dizer a quem se queixa de coisas estranhas ou dores estranhas (especialmente dores de cabeça) o seguinte: se todas as semanas participares na missa dominical, tudo isso desaparece!

As relíquias são puramente expressão da nossa fé, da nossa piedade popular, que nasce e cresce junto dos mais simples e mais despidos de formação e de conhecimentos.

Dizem os antigos: atrás de fumo há sempre um fogo, mesmo que seja pequeno! Por isso, como disse a Teresa Power, "Religiosidade popular? Tomo-o como elogio. Com santo orgulho. Com a certeza de pertencer a um povo pobre e humilde, o único que é capaz – oráculo do Senhor! – de acolher Jesus, o Salvador. Ámen!" (para ler o texto completo clique aqui: AQUI)

 

 

* Catecismo da Igreja Católica

** Papo Católico - O que é uma Relíquia dos Santos

O que é isto?

10.05.17, Helena Le Blanc

Há largos meses reparei nesta novidade no Santuário de Fátima: um pórtico.

pórtico - um portal de edifício nobre; uma entrada que dá acesso a algo grandioso.

 

O Santuário decidiu marcar o Centenário das Aparições (1917-2017) com a construção desta entrada nobre e especial. Chamaram-lhe o Pórtico do Centenário e foi desenhado pela Arquiteta Joana Delgado.

 

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Se repararem todas as entradas do recinto têm estes pórticos, sendo este (o da foto) o principal, o início do itinerário do peregrino. Tanto os cortejos como procissões deverão passar por este Pórtico principal, o Pórtico Centenário que está no alto do Recinto de Oração. Será o marco no recinto da celebração dos 100 anos das aparições.

Digamos que é uma porta santa que tem no seu topo uma cruz. 

Mas o mais interessante é que esta construção evoca um outro arco. Vejam esta foto:

 

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Os 3 pastorinhos tiraram uma foto junto ao arco que foi construído para marcar o sítio exato das aparições de Nossa Senhora, no ano de 1917.

Muito bem pensado e lembrado!

As lanternas remetem para as candeias, a luz que rompe as trevas, e que o Papa João Paulo II assim referenciou os dois pastorinhos, Jacinta e Francisco na sua beatificação.

 

O Santuário convida-nos a rezar o símbolo dos Apóstolos junto a este Pórtico "em atitude batismal e a reafirmar as verdades da fé cristã." Encontramos junto deste folhetos do Santuário em que propõem, em sete línguas, esta oração e outras a serem proferidas nos diversos lugares principais deste santuário.

"Colocando em Deus toda a minha esperança e confiança, professo a fé que me move a adorá-lo e a amá-lo - a fé da Igreja, de que sou parte -, tomando as palavras do Símbolo dos Apóstolos:

 

Creio em Deus,

Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra;

e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor;

que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;

nasceu da Virgem Maria;

padeceu sob Pôncio Pilatos,

foi crucificado, morto e sepultado;

desceu à mansão dos mortos;

ressuscitou ao terceiro dia;

subiu aos Céus;

está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,

de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo;

na santa Igreja Católica;

na comunhão dos Santos;

na remissão dos pecados;

na ressurreição da carne;

na vida eterna.

Ámen."

 

 

Ficha Técnica: 1ª Canonização em Portugal

08.05.17, Helena Le Blanc

Facto - O Papa Francisco decidiu canonizar os Beatos Jacinta e Francisco Marto nas celebrações do Centenário das Aparições no Santuário de Fátima - Cova de Iria.

 

Novidade - A celebração da Canonização irá ter lugar em Portugal pela primeira vez, e serão as crianças mais jovens a serem declaradas santas não-mártires.

 

Canonização - Proclamação solene que as crianças (neste caso) praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus. Desta forma a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade nelas e propõe-as como modelos e intercessores, e dignos de culto público universal.

  

Beatos Jacinta e Francisco Marto - Dois irmãos que nasceram em Aljustrel, na freguesia de Fátima, e viveram nos anos de 1908 a 1920, nas vésperas da 2ª Guerra Mundial. Eram crianças que trabalhavam no pastoreiro do rebanho da família, na zona da Cova de Iria. Testemunharam seis aparições de Nossa Senhora, entre Maio e Outubro de 1017. Sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima viveram uma curta vida mas rica em "fé, amor e oração"*.

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  • Jacinta Marto - Nasceu em 11 de Março. É descrita como tímida, serena e sensível para o sofrimento e para as dificuldades dos outros. "Tinha um coração cheio de compaixão por eles e de Devoção ao Imaculado Coração de Maria".** "A Jacinta era um novelo de amor, uma coisa incrível. Amor pelos pecadores, sempre a escolher, a inventar sacrifícios para que muitas outras pessoas viessem a conhecer a Deus".***  Morre com 9 nos, no Hospital Dona Estefânia em Lisboa, vítima de um surto de gripe pneumónica;
  • Francisco Marto - Nasceu em 11 de Junho. Depois das primeiras aparições, Francisco "vivia intensamente a oração contemplativa e passava muitas horas seguidas em adoração em frente ao sacrário, na Igreja Paroquial de Fátima"**. "O Francisco era muito calmo, e tornou-se um místico. Ele viu como o Anjo adorou a Eucaristia".*** Morre com 10 anos, em casa, vítima de um surto de gripe pneumónica.

 

 Pais de Jacinta e Francisco Marto - Olímpia de Jesus e Manuel Pedro Marto (conhecido como Ti´Marto). Sempre apoiaram os seus filhos. Sr. Manuel "não sabia ler nem escrever mas era muito espiritual. Ele dizia: a maneira como eu eduquei os meus filhos eles não eram capazes de inventar uma história destas".***

 

Festa litúrgica de Jacinta e Francisco Marto - 20 de Fevereiro, dia da morte de Jacinta.

 

A Cerimónia - Irá ser realizada em português. No Vaticano esta cerimónia é em latim. É um ato reservado ao Papa desde Séc. XII.

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Relicários de Jacinta e Francisco - Durante a cerimónia são apresentados reliquias de 1º grau dos propostos. De Jacinta há uma madeixa de cabelo, e de Francisco um fragmento de osso da costela. Serão colocados em relicários em forma de candeia, e transportados sob um véu branco cujo centro têm uma cruz do pano das vestes dos batizados de Jacinta e Francisco.

  • significado da candeia - um objeto muito utilizado na época, em que servia para romper as trevas. Estas crianças chamavam ao sol de Nossa Senhor e à lua a candeia de Nossa Senhora. O Papa João Paulo II, no dia da beatificação destas crianças disse: tornarão-se "candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas inquietas e sombrias";
  • significado do véu - Estas crianças ousaram entregar a sua vida para Deus e para os outros, conforme a vocação que o Batismo nos confere. Tornaram-se "reflexo da luz branca com que Deus ilumina o mundo"**
  • significado de relicário de santo - dedicarei, em breve, um post a este assunto.

 

 

Processo de Canonização - Durou 65 anos. Se observar a cronologia do processo de Jacinta e Francisco Marto ficará com uma ideia concreta.

 

Cronologia do Processo:

  • 1952.04.30. Primeira sessão dos Processos Diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta Marto.
  • 1979.06.02. Conclusão do Processo Diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Jacinta.
  • 1979.08.03. Conclusão do Processo Diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco.
  • 1981. Sessão plenária da Congregação das Causas dos Santos dedicada ao tema da possibilidade de se canonizar crianças, cujo resultado é unanimemente positivo. 
  • 1988. Entrega das Positio Super Virtutibus de Francisco e de Jacinta à Congregação das Causas dos Santos.
  • 1989.05.13. João Paulo II assina o Decreto sobre a heroicidade das virtudes de Francisco e Jacinta Marto.
  • 1997. Instrução do Processo Diocesano super miro, para discernir a cura de uma mulher portuguesa de uma paraplegia, atribuída à intercessão dos irmãos Marto.
  • 1999. Conclusão do Processo Diocesano, que declara a cura como rápida, completa, duradoura e cientificamente inexplicável. Redação e entrega da Positio super miro à Congregação das Causas dos Santos.
  • 1999.06.28. Promulgação, pelo Papa João Paulo II, do decreto da cura miraculosa por intercessão de Francisco e Jacinta, aprovando a sua beatificação.
  • 2000.05.13. Beatificação de Francisco e Jacinta por João Paulo II, em Fátima.
  • 2016. Instrução do Processo Diocesano super miro, para discernir a cura de uma criança brasileira, atribuída à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.
  • 2017. Conclusão do Processo Diocesano, que declara a cura como rápida, completa, duradoura e cientificamente inexplicável. Redação e entrega da Positio super miro à Congregação das Causas dos Santos.
  • 2017.03.23. Promulgação, pelo Papa Francisco, do Decreto da cura miraculosa por intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta, aprovando a sua canonização.
  • 2017.04.20. Consistório onde se anunciou a Canonização para o dia 13 de maio de 2017, em Fátima.

 

 

Descrição da Cerimónia:

Depois do cântico e rito inicial, Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto fará a petição e uma breve apresentação da biografia dos dois novos santos. Este e a postuladora da causa, Irmã Ângela Coelho, pedirão em três momentos sucessivos que os beatos sejam inscritos no "Album dos Santos".

Em seguida invocar-se-á a ladainha dos Santos.

O Papa Francisco solicitará a Deus que aceite as nossas preces e passará a ler a formula de canonização:

"Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos  e definimos como Santos os Beatos Francisco e Jacinta Marto, inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos".

Os dois novos relicários serão colocados junto ao altar, sendo transportados pela Irmã Ãngela Coelho e por Pedro Valinho, atual Diretor do Serviço de Peregrinos do Santuário.

Após a formula de canonização, D. António Marto e Irmã Ãngela Coelho agradecerão a proclamação e pedirão ao Papa que redija a Carta Apostólica relativo à canonização das duas crianças.

O fim deste cerimonial é a canção do Gloria, continuando a Eucaristia de forma habitual.

No final da Eucaristia os dois relicários deixarão o altar e acompanharão o andor de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em cortejo, até à Capelinha das Aparições onde ficarão em exposição até ao fim do dia.

 

E é assim que Deus se vai manifestando junto dos mais pequenos e mais simples.

A sério? Um conselho: lê este post - AQUI

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 * Palavras do Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos;

** Palavras do Santuário de Fátima;

*** Palavra da Agência Ecclesia - Fátima: Francisco o "místico" e Jacinta "novelo de amor";

Informações da Cronologia do Processo retiradas de artigo de Agência Ecclesia "Fátima: As datas do processo de canonização de Francisco e Jacinta (cronologia);

Informações sobre a descrição da Cerimónia retiradas de artigo de Agência Ecclesia "Fátima: Papa Francisco vai presidir à primeira canonização de sempre em Portugal.

 

XXI Peregrinação Nacional dos Acólitos Portugueses

06.05.17, Helena Le Blanc

Este ano, como todos os últimos 6 anos, comecei o mês de Maio no Santuário de Fátima.

A data está marcada há mais de 20 anos: 1 de Maio é a peregrinação nacional dos acólitos portugueses ao Santuário de Fátima.

Mas este ano um pequeno grupo de nós decidiu ir para Fátima no dia anterior. Assim, literalmente, neste mês especial pelo Centenário das Aparições, pela Canonização dos Pastorinhos e pela visita do Papa Francisco pela primeira vez a Portugal, dormi junto ao Santuário, começando o dia neste recinto. 

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Tivemos a oportunidade de estar na Via-Sacra dos Valinhos, andarmos perdidos nas ruas de sentido único de Fátima, de explorar o Santuário, de explorar a Casa de Retiros onde ficamos, de explorar algumas lojas de Fátima, sob um vento cortante!

Depois de jantar decidimos participar na Procissão de Velas e ficar algum tempo na Capelinha das aparições. Terminamos a noite em grandes conversas nos nosso quartos triplos.

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No dia seguinte, fomos (atrasados) ter com o resto do nosso grupo ao Centro Paulo VI. Estiveram à nossa espera uma meia-hora e guardaram-nos lugares. Mas chegamos a tempo para o espetáculo: risoterapia, palhaço e magia! Foi uma manhã de gargalhadas e de muito exercício físico. Ora vejam:

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Depois do almoço fomos para a Eucaristia, celebrada pelo Bispo D. José Cordeiro da diocese Bragança-Mirandela. Aqui poderemos observar o nosso estandarte a entrar na Basílica.

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Estiveram presentes 5 mil acólitos nesta XXI Peregrinação Nacional dos Acólitos Portugueses, assente na temática «Como Maria Servimos Jesus.

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Tivemos a felicidade de ver a relíquia do Beato Francisco, que esteve ao lado do altar durante toda a Eucaristia (nas fotos em baixo do lado direito - um ponto pequenino azul).

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O Sr. Padre Gabriel Andrade acompanhou-nos, representando o nosso Pároco Padre Joaquim Taveira, nesta peregrinação.

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Imediatamente depois da Eucaristia organizou-se a processão do Santíssimo, que atravessou o recinto.

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A peregrinação terminou com a adoração. Nós estranhamos! Onde está a recitação do terço? O Hino dos Acólitos? A recitação da nossa Consagração a Nossa Senhora? O Hino aconteceu no fim da adoração mas infelizmente não se ouviu. O resto desapareceu da programação, e entristeceu-nos muito. Assim, decidimos procurar um local para rezarmos o terço juntos e fazer a nossa consagração.

O local escolhido foi a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Apesar dos muitos visitantes aos túmulos dos beatos, rezamos o nosso terço em grupo, causando muitas reações interessantes nos visitantes. No fim terminamos com a consagração.

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 E assim, com a benção do nosso Padre Gabriel Andrade, demos por encerrado a nossa peregrinção de 2017. 

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Tenho vários vídeos deste dia, mas não estou a conseguir publicar. Quando forem ultrapassados os problemas técnicos, já publicarei um post com esses vídeos.

 

Um bem haja para este grupo maravilhoso! 

Pessoal, voltamos para o próximo ano?

A amizade é como uma árvore!

04.05.17, Helena Le Blanc

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Recebi uma linda árvore e esta carta!

Acho que foi a primeira vez na vida que recebi uma árvore. Tão bonita que perguntei se a poderia manter dentro de casa. Mas acho que não, não poderá ser. 

As árvores são belíssimas criações de Deus, que estão no exterior a proteger um micro-ecossistema. Portanto seria egoísmo da minha parte não partilhar a minha nova árvore. 

Houve uma altura da minha vida que eu tive um certo fascínio por árvores.

Mas mais importante que a árvore foram as pessoas que se lembraram desta oferta e do texto da carta.

A amizade é como uma árvore...

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... as raízes!

Outra primeira vez: nunca tinha pensado nas raízes.

As raízes da amizade!

Isto fez-me lembrar a minha infância e juventude. Cresci com a minha avó materna enquanto os meus pais estiveram emigrados na Suíça. Portanto, tive a mesma educação que a minha mãe teve, apesar de eu ser da geração seguinte. A minha avó não assumiu o papel de avó mas a responsabilidade maternal. E à  moda da "educação antiga" com uma grande dose de ressentimento, sofrimento e resignação (da minha avó), fui ensinada a ter muito cuidado com os outros.

Eu tive muitas amizades no colégio e na minha terra como qualquer criança, mas ouvia sempre os mesmos avisos: "rapariga, tem cuidado com as amizades... Os teus inimigos são amigos dos teus amigos!", etc...

Nas férias, quando estava com os meus pais, observava uma coisa muito diferente: a minha mãe era extremamente social. De tal maneira a diferença de cenário era grande que eu tinha muitas dificuldades em me ajustar (e perceber todas as "estratégias" sociais). Do lado da minha avó raras eram as visitas que tínhamos ou que fazíamos, e como tal a nossa vida era muito pacata. Nas férias, com os meus pais, as visitas eram mais que muitas, e tornava-se (para mim) cansativo. Tinha no máximo 2 meses de intensidade social que não contrabalaçavam para os restantes 10 meses.

Fui tendo amigos e amigas (fazendo orelhas moucas à minha avó) mas também mudava de amizades de forma demasiado leviana, sem ter a preocupação de manter as relações de alguma forma.

Assim, depois de refletir sobre esta carta que recebi, percebo que pela primeira vez na vida sinto que tenho amigos (não por eles) mas porque me sinto completamente envolvida. Tenho amigos em diferentes contextos, e são verdadeiros amigos. Não porque eles sejam "verdadeiros" já que todos temos defeitos e coisas menos boas, mas porque eu aposto nessas relações como "verdadeiras" em que perdoo e sou perdoada, em que me alegro e alegram-me, em que me entristeço e que entristecem-se, etc..

Uma verdadeira amizade dependerá sempre de mim própria, do quanto eu quero apostar nessa relação, nessa pessoa. E Jesus Cristo, nosso irmão, disse-nos que todas regras, normas e conselhos resumem-se a dois mandamentos supremos: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo". (Mateus 22, 37-39).

 

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