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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Reportagem da nossa Via-sacra

30.04.17, Helena Le Blanc

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Num dos dias da Quaresma, um grupo de famílias amigas marcou a época com um misto de passeio, oração, brincadeira, e prazeres à mesa.

E sermos católicos é isto mesmo: beleza, verdade e generosidade.

Como assim?

 

 

 

 

 

Ora bem, ao escolher um local temos em conta o lugar em si, a sua BELEZA, para que nos fazer sentir bem, muito bem. E nesse local há com certeza sítios únicos. Daqueles que quando os vemos enchemos o torax de ar, ou pelo contrário ficamos ser ar..... O nosso cérebro fica "em suspenso"....  E é este momento, muito especial, que nos coloca muito próximos do nosso Criador, de Deus! Quando fixamos o nosso olhar numa paisagem deslumbrante sentimo-nos extasiados, preenchidos, maravilhados, pequeninos, especiais... É bom recordar esta sensação, este momento.. Porque é o que eu acredito que, depois da morte sentíremos ao aproximar-mo-nos de Deus, se tivermos essa grande graça, essa grande recompensa: ficarmos extasiados para todo o sempre!

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E antes de pensarmos no local, pensamos nas pessoas. Com quem queremos ir? Nós somos naturalmente pessoas de relação, e como todas as relações, para têm que ser marcadas e pautadas pela VERDADE, sempre pela verdade. Porquê? É a verdade que permite a amizade, a compreensão, o perdão, o carinho, a preocupação e a proteção. E foi esta a mensagem que Jesus nos trouxe de Deus: a Verdade. Só pela Verdade é que poderemos ser livres e construtores, todos irmaos sob a mesma candeia! Não vale a pena ser criativo, ser esquivo ou inventar: o que é preto é preto; o que é branco é branco. Todos somos feitos da mesma farinha do mesmo saco, e como tal partilhamos o bom e o mal que há em nós, na nossa essência (que Deus um dia quis que fosse perfeita... divina!) Portanto, para retomar o caminho, tentar humildemente redimir-nos do pecado original, só temos que recomnhecer o que efetivamente juntos a verdade, porque de forma individual já se viu que só fazemos asneira!

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Mas quando estamos juntos, realmente juntos, podemos tudo.... E esse tudo passa por sermos generosos com os nossos outros (seres humanos, irmãos de espécie). Falo da GENEROSIDADE nos diferentes níveis possíveis.... Ser generoso nas palavras, nos pensamentos (esta é a mais difícil para mim), nos meios económicos, nos prazeres da vida! Como é bom partilhar boa disposição, divertimento, um bom vinho, um chouriço assado, um queijo amanteigado, um abraço, uma palavra amiga...

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E foi um dia assim que tivemos: várias famílias reuniram-se para passear num local belíssimo, em que a Verdade da Palavra de Deus nos une como plasticina, e naturalmente sentimos a necessidade de estarmos juntos para nos divertirmos, para rezar-mos, para nos alegrar-mos pelas maravilhas do nosso amado Pai Criador!

 

Vejam a Reportagem que a Verinha fez e as nossas fotos:

 

 REPORTAGEM DA VERINHA: AQUI

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Uma das Capelas de Sangalhos

28.04.17, Helena Le Blanc

Eu nasci em Mogofores, e os naturais desta aldeia (pelo menos há vários anos atrás) tinham a tendência para irem para a Anadia, Mealhada e Coimbra.

A Vila Sangalhos, mesmo ao lado, poucas visitas recebia das gentes destas bandas. Por isso para mim é mais familiar uma cara do centro de Anadia ou por exemplo Curia, do que as gentes de Sangalhos. Quando vim trabalhar para cá ninguém me conhecia, e eu idem aspas. As pessoas de Sangalhos sempre foram mais para Oliveira do Bairro, Oiã e Aveiro. 

Portanto, pouco a pouco fui conhecendo as pessoas e os locais.

Mas depois de 17 anos ainda há coisas que me passam ao lado. Por exemplo: esta Capela, junto à estrada principal de Sangalhos, na zona de Sá. Antes ela tinha esta aparência:

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Foto retirada dosite da Junta de Freguesia de Sangalhos AQUI

 

 Hoje a Capela é assim:

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Nunca tinha entrado nesta Capela. Passei muitas vezes de carro desejando que estivesse acessível.

Surpresa das surpresas, num destes sábados passei pela Capela e..... estava (finalmente) aberta.

Olhei para as horas e decidi dar a volta ao carro: é hoje que vou entrar na Capela. O meu marido tinha-me acabado de dar a oportunidade para eu "gastar" 15 minutos ao enganar-se num horário.

Esta capela é a Capela da Nossa Senhoa da Piedade. Tem, de cada lado da entrada principal, dois bancos de jardim (que acho amorosos).

Entrei a medo, pois as cortinas vermelhas são intimidadoras.

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A Capela é muito bonita! Não esperava que o interior fosse grande (quando de fora parece ser uma pequena capela), luminoso (quando aparentemente não há janelas) e tão bem cuidado (já que não é usada tantas vezes como uma igreja Matriz).

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 Intrigaram-me estas imagens:

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Fiz a pesquisa na net (AQUI) como o João Miranda Santos teinha-me ensinado (neste POST) mas não consegui encontrar nada de jeito. Portanto, quem serão os Santos aqui representados? 

 

Junto ao altar percebi que esta pequena capela tem duas sacristias! Ou pelo menos um espaço será a sacristia e o outro talvez arrumos?! Como já disse, surpreende pelo espaço que têm! Foi muito bem planeada porque nada está apertadinho.

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Também tem um espaço em andar superior:

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Uma bela capela, mesmo à "mão de semear"! É uma pena não serem usadas mais vezes para as missas diárias ou para adorações ao Santíssimo por exemplo.

 

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Como comecei, termino. Ó gentes de Sangalhos e gentes de Mogofores, aqui está uma coisa que temos em comum: Nossa Senhora da Piedade que em Sangalhos está numa capela, e a Nossa Senhora da Piedade em Mogofores que está no segundo altar da Igeja Matriz (falei dela AQUI).

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 Nossa Senhora da Piedade, rogai por nós!

 

 

Um canto de Oração???

26.04.17, Helena Le Blanc

Um canto de oração.

Porquê ter um canto de oração?

E porque não? 

Temos lugares para a televisão, temos espaços privados de descanso, temos espaços de alimentação, temos espaços de higienização, temos espaços de trabalho individual (que podem ser secretária, escritório, lugar da costura, garagem, lugar de leitura, jardinagem, pequeno ginásio, etc...)... que nos ajudam a viver e a desenvolver todas as nossas dimensões humanas, ou seja, cognitiva, afetiva e física. Mas e a espiritual?

Onde está a dimensão espiritual em nossa casa?

O séc. XX trouxe-nos esta confirmação (através de "n" de estudos científicos e artigos de saúde) que a dimensão espiritual é também importante para que sejamos pessoas sadias e equilibradas. Não foi o Homem Moderno que descobriu isto, já que  vemos os sinais nos diversos Povos do Mundo. Em todas as religiões e espiritualidades há sinais da sua presença no espaço mais pessoal e íntimo das pessoas. Mas o Homem Moderno, questionando tudo e todos, levou mais tempo a perceber. Com essa constatação proliferou filmes e livros sobre as religiões orientais, meditações, energias, etc, no nosso dia a dia. 

 

O Homem precisa de saber.

O Homem é impreterivelmente diferentes dos restantes animais que estão à face deste planeta.

Porquê? Para quê? De onde? Para onde? 

Nós somos naturalmente curiosos e insaciáveis. 

Precisamos de saber o que é que andamos a fazer por esta vida e para quê. Há quem diga que não precisa de saber, ou que não pensam sobre isso. Acredito, mas também acho que haverá alguma altura da vida que estas perguntas irão impor-se, queiramos ou não!

Perdoem-me estas considerações filosóficas amadoras, mas são importantes para que Vos diga o seguinte: a Bíblia, o livro mais antigo do mundo, fala-nos sobre isto tudo. Para mim faz sentido que o livro mais antigo do mundo fale do que é mais importante para o Homem: quem é? qual é a sua essência? porquê? para onde?

Quantas pessoas já viveram? Quanto tempo é que a humanidade existe?

Se a Bíblia, o livro mais antigo, não fosse credível, teria sobrevivido?

Se a Bíblia, o primeiro livro da humanidade, não fosse especial, de inspiração divina, teria sobrevivido?

 

Por isso eu e a minha família decidimos aceitar a nossa dimensão espiritual e acreditar que a Fé que foi transmitida pelos nossos antepassados (bem ou menos bem) é a Fé verdadeira. Deus é o nosso único Pai, e todos nós somos os seus filhos divinos!

Foi depois do primeiro retiro (AQUI) que nós decidimos criar o nosso Canto de Oração. Este foi sofrendo mudanças ao longo dos anos.

 

Como criar um Canto de Oração?

 

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1 - Decidir um local que seja permanente e visível para toda a família;

O nosso ocupa um espaço numa zona da casa mais íntima (uma pequena sala) junto aos nossos quartos.

2 - Encontrar o mobiliário adequado ao local.

Encontramos um armário só para isso. Há pessoas que criam o seu canto de oração numa cómoda ou um armário-louceiro de apoio.

3 - Escolher as imagens para lá colocar.

Para nós tinha que estar uma cruz, uma imagem de Maria e a Bíblia (a Suprema Palavra de Deus). Inicialmente começamos com uma cruz em pedra que compramos juntos, mas depois a determinada altura mudamos para uma de madeira que é herança de família (e que a colocamos na nossa sala de visitas quando recebemos a visita do Senhor em nossa casa na Páscoa), até que agora também temos uma em madeira que foi oferecida e que mostra muito bem Jesus Crucificado (para que o Xavier percebesse o significado da cruz). A Nossa Senhora que temos é a minha primeira imagem, Nossa Senhora de Fátima, que a adquiri quando era uma jovem trabalhadora. 

4 - Acrescentar acessórios.

Para além de uma jarra para flores, uns paninhos bonitos, colocamos neste espaço objetos que são importantes para nós:

- um saquinho com flores secas do ramo do nosso casamento;

- uma bilha das Famílias de Caná;

- uma pedrinha que o Xavier recebeu fruto de uma atividade de um dos retiros (AQUI). Ele tem muito carinho por esta pedrinha. às vezes leva-a para a cama;

- Uma pequena cruz em pedra que compramos na nossa lua-de mel.

Também temos uma mini-pia para colocar água benta e nos benzermos com ela, e uma base para colocar uma velinha.

Também é neste armário que guardamos as nossas velas de Batismo e/ou Crisma, e uma ovelhinha (em postura de oração) que o Xavier recebeu no seu batizado.

 

IMG_2421.JPG5 - Permitir que o local seja dinâmico.

Este local, tal como o resto da nossa casa, é dinâmico. Como? Isso depende do que a família decidir. Poderá ser somente por de manhã antes de saírem todos irem ao canto benzerem-se, ou há noite, antes de deitar contarem uma história da bíblia, etc...

Não há receitas ou obrigatoriedades, desde Deus seja o centro das atenções de um bocadinho de tempo da família por dia, por semana...

Nós temos épocas e épocas (de maior proximidade com Deus e de menos proximidade com Deus)!

Temos um cesto com cartões de orações diversas e terços. Nas prateleiras debaixo do armário temos livros infantis que estão divididos: livros de histórias da bíblia e livros de histórias da vida. O Xavier sabe destingir e normalmente leio duas histórias, uma de cada secção. Nas portas do armário vamos colando as fotografias mais importantes da família: convite de casamento, convite de batizado, e as fotos da  família de Natal.IMG_2420.JPG

Há quem mude as cores dos paninhos conforme a cor do calendário litúrgico (as cores que vamos vendo da Igreja).

Se não sabe como começar, e tiver filhos na catequese, então poderá encontrar o "mote" nas sugestões que a catequista vai fazendo às crianças.

Começar, para nós, foi mais fácil do que esperávamos...

Mudamos a decoração do nosso Canto de Oração no dia de Páscoa, porque afinal JESUS RESSUSCITOU! ALELULIA! ALELUIA!

 

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 Posts que já publiquei sobre este assunto: 

- Shemá - o que é isso? AQUI

- As histórias infantis AQUI

- O nosso final de dia... AQUI

- O vídeo com a nossa oração da noite! AQUI

- Uma surpresas no cavalete das pinturas AQUI

- Será que sou tão distraída? AQUI

Nasceu (desassossegadamente) um blog...

25.04.17, Helena Le Blanc

Que bela supresa neste Domingo da Misericórdia!

A Verinha, do blog "pipoquices cor-de-roa" (parado desde Julho de 2016), decidiu começar o blog "Li-Gostei-Partilhei" (em 20 de Abril, uma data interessante!)

E que boa decisão Verinha Vaz Ribeiro!

Antes de tudo porque acho que nós católicos somos muito "envergonhados".

Será que não falamos das nossas crenças com medo dos julgamentos dos outros?

 

Encontramos na Internet tanta coisa sobre tanta coisa que sobre Deus é comparativamente "nada". 

Por exemplo: os nossos amigos brasileiros não têm problemas algum em falar de Deus, de Maria, da religião, da Missa, dos Santuários... São pessoas naturalmente alegres e "vivos". E essa vivência reflete-se também na sua vida espiritual. Se eu fizer uma pesquisa na Internet sobre algum tema católico, 90% dos artigos que aparecem são de origem brasileira.

E de Portugal? Há muito pouca coisa.

Porquê?

Não compreendo:

- Um país que por tradição antiquíssima se assume católico e que organizou cruzadas e missões evangélicas!

- Um país que ainda hoje têm um tratado com a Igreja relativo à celebração do Matrimónio!

Faz sentido?

Somos mais comedidos? Mais envergonhados?

Somos comedidos e envergonhados com o futebol? Aqui está uma paixão que nos traz vitórias, unidade nacional, mas também dissabores e consequências terríveis!

E a paixão por Deus? Onde é que ela está?

 

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Portanto Verinha, com a tua contribuição, enriqueces a Internet, o novo mundo de informação e de encontro.

Eu acho, na minha opinião, que a passagem da história da borboleta (em que um homem ao ajuda-la a sair do seu casulo condenou-a a uma vida rastejante), para um desassossego que encontra resposta na Bíblia, (mais especificamente num texto lindíssimo do Livro do Eclesiástico em que nos pede para confiar em Deus e nas suas peripécias, porque só Ele sabe o que é melhor para nós), é no mínimo significativo, não achas Verinha? Já teremos tema de estudo para o grupo da Fatinha?

E estes são os desígnios de Deus!

Um Bem-haja Verinha!

Uma surpresa num aeroporto...

23.04.17, Helena Le Blanc

O James, apesar de não gostar nada, de vez em quando viaja por causa da sua atividade profissional.

Eu sempre que oiço as queixas dele nas vésperas de uma viagem penso o seguinte: "Deus (de facto) dá nozes a quem não tem dentes!"

Numa das ultimas viagens o meu marido chegou com uma grande novidade. Ele descobriu num dos aeroportos europeus uma capela!

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Que novidade! Nunca me tinha passado pela cabeça esta possibilidade... mas pensando bem até que faz muito sentido.

São tantas vezes que não sabemos o que fazer nas escalas que duram horas e horas...

Passamos o tempo a ver as lojas, entre voltas e voltas, ou então ocupamos o tempo com o telemovel (a tal ponto de ficarmos com os olhos vermelhos) ou uma leitura de quase um livro inteiro (se o filho nos deixar sossegados!) A nossa imaginação esgota-se no entretenimento dos mais novos depois das primeiras 2 horas!

Assim, quando o James me contou e mostrou as fotos fiquei... encantada! Sim Senhor, aqui está uma bela ideia para ocupar o tempo entre aviões!

Claro que a organização não restringiu esta possibilidade somente para a Fé Católica.

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 (Foto da entrada do espaço de oração muçulmana)

 

Caro Amigo, Amiga... se andas em transito aqui tens uma excelente proposta para, por alguns minutos ou horas estares só e em silêncio com o Senhor!

 

NÃO às "frases feitas"!

21.04.17, Helena Le Blanc

Apercebi-me junto de várias pessoas que, para estas, só existem "frases feitas", ou seja, frases que não passam disso mesmo. As pessoas gostam nas diversas redes sociais e pronto, acaba aí.

Quando ouvi pela primeira vez este tipo de comentário fiquei surpresa, não concordando.

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No entanto, depois de algum tempo acabei por perceber do porquê. Só são "frases feitas" que não valem nada nas relações humanas. Mas deveriam, certo? Acho que as redes sociais (nós) acabamos por sermos os culpados porque ao bombardear tudo e todos acabamos por banalizar frases e outros conteúdos, repetindo-as constantemente nas redes sociais.

Se eu ler todas as que me aparecem no Facebook, chegarei ao fim do dia sem me lembrar de uma sequer. 

Durante algum tempo eu também colocava no Facebook algumas imagens com frases (que fui publicando aqui no blog). Frases que eu encontrava e que faziam sentido para mim. Mas parei com isso. Consegui muitos "like"s mas não melhorei em nada o mundo que me rodeia! Aliás contribuí para que essas fossem ainda mais banalizadas, para além de eu própria também as esquecer rapidamente (infelizmente).

Assim, há algum tempo atrás decidi fazer uma coisa diferente. Encontrei uma caixinha e comecei a colocar nela pequenos cartões de cartolina com frases que encontro e gosto. Fui buscar um "porta-fotos" e coloquei tudo na minha mesinha de cabeceira.

Coloco um cartão no porta-retratos e (sem periodicidade definida) de vez enquanto troco-o.

Às vezes passam-se semanas sem eu mudar: semanas que ando mais distraída e que levo mais tempo a interiorizar a frase.

As frases que eu escrevo são frases que eu encontro na bíblia, nos livros, nas pessoas. Podem ser mais específicas ou mais mundanas mas sugerem mudanças de atitude e de comportamento. Normalmente servem-me que nem um "carapuço" para situações que eu encontro no meu dia a dia. 

Por isso:

- Não às "frases feitas", mas SIM a frases que me permitem pensar, amadurecer, sentir e agir com amor.

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Hoje é o Dia Mundial da Bicicleta

19.04.17, Helena Le Blanc

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 Não sabia!

Um colega meu de trabalho fez-me notar este (pequeno) grande pormenor.

Porquê?

Porque recentemente decidi usar a minha bicicleta como transporte habitual para o trabalho, e precisamente logo hoje não vim de bicicleta mas sim de carro. Como ao fim do dia eu e o meu marido temos uma entrevista num Colégio da zona, não quero aparecer toda suada pois não tenho tempo para trocar de roupa. 

Assim, dizia-me o meu colega de trabalho: hoje que é o Dia Mundial da Bicicleta (Dia de Santo Expedito e Dia de Santa Ema) é que não vem de bicicleta para o trabalho (para grande pena minha)!

Eu e o Xavier estamos a gostar muito desta nova resolução. MUITO MESMO!

 

10 razões para estarmos a GOSTAR MUITO em andar de bicicleta quase todos os dias:

 

1 - É giro, cool e diferente deslocar-me de bicicleta (e a minha é toda gira!)

2 - Sinto-me parte da vila onde vivo. Porque nos deslocamos mais devagar há tempo para ver tudo, observar os mais variadíssimos detalhes, conhecer melhor a zona onde vivo!

3 - Nós ficamos muito alegres ao cumprimentar todas as pessoas que passam por nós! O Xavier arranca muitos sorrisos e gestos de adeus das pessoas porque ele faz questão disso.

4 - Eu faço exercício. Há quase 5 anos que não faço exercício regular. Estou gorducha, flácida, "emperrada dos ossos", e com muita celulite.

5 - Não contribuo para a poluição deste planeta, uma coisa que eu ignoro muito no meu dia a dia.

6 - Poupo o pobre do meu carro. Mecanicamente está muito bem mas não tem tido da minha parte os melhores tratos quanto a limpeza e cargas dos objetos mais extraordinários (graças ao Xavier).

7 - As pessoas falam comigo. Numa viagem que fiz a Mogofores, a minha terra de natal, parei duas vezes para pequenas conversas com as pessoas. Eu senti que queriam falar comigo!

8 - Sinto na pele o vento, o sol, o frio, o calor... É muito bom sentir e cheirar...

9 - Não gasto nada deslocando-me de bicicleta;

10 - O marido tem que fazer mais coisas para a casa: as compras pelo menos (e pequenos outros recados). Se o James apoiou esta minha iniciativa, na segunda semana já não começou a achar muita graça, pois acarreta mais responsabilidades pare ele. E sabem de uma coisa? É tão bom chegar a casa sem mil e um sacos nas mãos!

 

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Encontrei (AQUI) mais informações sobre este dia: 

Origem da data

A data comemora-se a 19 de abril devido a uma experiência psicadélica que teve lugar a 19 de abril de 1943. O químico Albert Hofmann, conhecido como o “pai do LSD”, realizou uma experiência com LSD em si mesmo para determinar os efeitos psicotrópicos da substância, tendo de voltar a casa de bicicleta, numa viagem caricata que se tornou famosa.

A data comemorou-se pela primeira vez nos Estados Unidos da América, em 1989.

Sugestões de atividades

Neste dia pode:

  • Andar de bicicleta sozinho, com a cara metade, com os amigos ou com a família.
  • Experimentar andar numa bicicleta de quatro lugares.
  • Utilizar um tipo de bicicleta diferente do habitual.
  • Comprar uma bicicleta.
  • Consertar a bicicleta.
  • Divulgar as vantagens de andar de bicicleta.
  • Divulgar a data.
  • Partilhar um vídeo que fez ao andar de bicicleta.
  • Juntar-se a uma iniciativa do dia.

 

As nossas responsabilidades!

15.04.17, Helena Le Blanc

Nesta quaresma procurei ler o Novo Testamento, um dos meus objetivos. Só consegui ler três livros. 

Apesar de ter ficado aquém, foi muito frutífero porque há tanta coisa na bíblia que me escapa! 

Uma das coisas que encontrei foi isto:

 

 

Mateus 27, 22 a 25:

"Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo?

Disseram-lhe todos: Seja crucificado.

O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele?

E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.

Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.

E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos."

Lucas 23, 28-30:

"Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!"

 

 


Eu fiquei, no mínimo, arrepiada. 

A população, e não estamos a falar de uma pessoa mas de imensas pessoas juntas, grita uma coisa que acarreta muitas responsabilidades, especialmente para os "nossos filhos"! Isto é quase dizer: nós queremos a sua morte e que os nossos filhos "paguem" por isso.

Como foi possível? Este é o claro sinal que nós, humanos, não pescamos nada de nada... Que somos uns grandes irresponsáveis, uns tontinhos da cabeça como diz o meu filho Xavier.

Não consigo imaginar o quanto teremos sido "ridículos" (e continuamos a ser) para Jesus.

O sangue de Jesus Cristo, condenado sem julgamento justo e com falsas provas a uma morte indigna ao ser humano, caiu sobre toda a humanidade. Se Ele fosse um simples humano já era terrível este ato (e temos tantos exemplos destes na nossa história e nos nossos dias de hoje) agora sendo o filho de Deus encarnado, pergunto-me: Como é que não fomos alvo da fúria de DEUS?

 

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