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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

JESUS deu a sua vida. O que é que isto quer dizer?

31.03.17, Helena Le Blanc

Tendo aderido ao apelo do Papa Francisco em tratar a minha bíblia como se fosse o meu telemóvel, encontrei uma pequena frase (e respetivo comentário) que, na minha opinião, ajuda-me a perceber melhor esta coisa de Jesus ter oferecido a sua vida por nós.

Esta frase foi escrita por um dos apóstolos ou seja, um dos 12 companheiros que vivenciaram intensamente durante 3 anos (mais ou menos) a vida e os ensinamentos de Jesus:

 

"O Filho do Homem não veio para ser servido,

mas para servir e dar a sua vida como resgate

por muitos" (Mateus 20, 28)

 

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 A minha bíblia tem um sinal especial nesta frase para me indicar que há uma "notinha" (no final da página) que me poderá ajudar a perceber o sentido da mesma. 

Assim, li o seguinte:

"A missão de Jesus na terra não é de distribuir recompensas aos homens, mas de sofrer para salva-los."

- hum, como assim? (penso eu)

"Os pecados humanos determinam uma dívida do homem para com a justiça divina, a pena de morte exigida pela Lei. A fim de libertá-los dessa servidão do pecado e da morte, Jesus pagará o resgate e satisfará a dívida com o preço do seu sangue, isto é, morrendo em lugar dos culposos, como fora predito a respeito do servo de Deus".

 

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Todas as nossas ações (pensamentos e desejos) contra os outros e contra nós têm consequências. Todos aprendemos e sabemos (em princípio) que as nossas ações (pensamentos e desejos de forma indireta) têm consequências, e essas consequências têm um preço para alguém.

 

Um exemplo:

Num dia destes eu (supostamente) estava muito mal disposta e quando alguém me abordou eu "descarreguei" a minha impaciência e frustrações nessa pessoa. Acontece que essa pessoa iria (supostamente) ter uma entrevista de trabalho. Estava numa situação económica limite e precisava muito desse trabalho. Como eu a "destratei", ficou muito nervosa e insegura, afetando a sua prestação na dita entrevista. Obviamente e consequentemente correu-lhe muito mal e não foi selecionada.

Eu, apesar de não pensar nas consequências do meu mau humor, provoquei um mal maior nessa pessoa. Eu não tinha que adivinhar que ela iria ter uma entrevista mas também nada me dá o direito de fazer o que fiz. Assim, eu fiquei com uma dívida para com ela.

Existem movimentos, filosofias, linhas de pensamento que explicam esta questão: tudo no universo tem que estar equilibrado (o yin e o yan por exemplo). Ou seja, nós falamos da justiça divina que o anjo rebelde (o sr. diabo) usa como ferramenta de pressão mostrando constantemente ao nosso grande Pai que a humanidade não é merecedora do seu amor.

 

Como é que eu irei pagar esta dívida?

E ainda há mais: por causa desta e de tantas outras faltas quando eu morrer (separação da alma e do corpo) meu corpo ficará preso ao pecado, a este mundo físico, à terra.

O filho de Deus (Jesus Cristo) aceitou a missão de em troca da sua vida toda a humanidade (no seu passado, presente e futuro) ficar liberta da prisão da morte e alcançar a vida eterna.

A vida de Jesus Cristo redimiu todos os pecados, pagou todas as dívidas de todos relativo a tudo.

A sério? Pois... Ele sofreu torturas físicas horrendas, tendo sido julgado em praça pública, sem um único queixume ou reclamação, com uma total submissão. Ele, que tinha poderes, deixou-se matar, entregou-se voluntariamente à morte.

Por isso tal sacrifício é suficientemente importante, grande, pesado, extraordinário para que, ao terceiro dia depois da sua morte descendo ao reino dos mortos (o inferno) para libertar os justos que o haviam precedido, ressuscitou e abriu as Portas do Céu. Estas portas estarão abertas "no ultimo dia"  e os corpos poderão-se unir às almas que estão junto do Pai, que sentem a sua presença e o seu amor.

Concluindo JESUS CRISTO resgatou-nos a todos do pecado, das nossas imperfeições e limitações, do eterno sofrimento. 

Sim a todos, sem exceção.

 

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 P.S. - Apesar de Jesus Cristo ter "aquirido" o direito de nos julgar (por ter aceite a missão da cruz proposta pelo seu Pai) ele salvou-nos oferecendo uma nova vida.

E o tal "julgamento final"?  "É pela recusa da graça nesta vida que cada um já se julga a si mesmo, recebe de acordo com as suas obras e pode até condenar-se para a eternidade ao recusar o Espírito do Amor" (Catecismo da Igreja Católica n.º 679).

 

 

 

Nota - Peço desculpas pela linguagem simplista ou talvez até leviana aos que percebem melhor destas coisa do que eu, e se aqui cometer alguma gafe corrijam-me por favor.

A nossa caminhada QUARESMAL

29.03.17, Helena Le Blanc

Este ano, no Carnaval, reservei um bocadinho para colocar no papel uma série de ideias: o que é que eu e a minha família iríamos fazer diferente nesta Quaresma e Páscoa.

Quaresma é um conjunto de 40 dias antes da Páscoa que serve para nos prepararmos para a Páscoa. Durante este período os domingos não entram nesta contagem (porque são o Dia do Senhor Ressuscitado).

Todos os anos isto se repete, e ainda bem. Todos os anos temos a oportunidade de fazer melhor, de sermos melhor para recebermos a Ressurreição de Jesus Cristo. É um período em que poderemos rever quem somos, o que somos e o que fazemos. Digamos que é uma época de terapia e de crescimento pessoal que nos torna mais conscientes das nossas praticas e dos nossos objetivos.

Jesus Cristo também precisou deste tempo de preparação e de recolhimento antes de iniciar a sua ultima viagem.

O termo quaresma vem do latim - Quadragesima - que quer dizer quarenta dias. No entanto em inglês quaresma foi traduzida para LENT, uma palavra arcaica inglesa que queria dizer Primavera.

São 40 dias porque é o numero tradicional na Bíblia para disciplina, devoção e preparação. Ora vejam:

- Moisés ficou no Sinai, a Montanha de Deus, durante 40 dias (Êxodo 24,18 e 34,28);

- Elias viajou 40 dias até à caverna em Horebe, o monte de Deus, onde ele teve a visão (1Reis 19,8); 

- A Cidade de Nínive teve 40 dias para se arrepender (Jonas 3,4);

- Jesus Cristo, como já referi, também esteve 40 dias no deserto para orar e em abstinência (Mateus 4,2). "A Igreja se une a cada ano, mediante os 40 dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto" (Catecismo da Igreja Católica n.º 540).

 

Assim, fiz a seguinte lista para o período da Quaresma:

 

a) Atividades familiares

- Decorar o nosso canto de oração familiar;

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- Colocar no nosso quadro de recados a caminhada quaresmal em calendário. Há medida que o tempo passa temos uns autocolantes para ir marcando/colando.

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- Atividade "4O dias 4O sacos" - ou seja aceitamos o desafio em nos esvaziar-mos de forma a encher por dia um saco para oferecer (não importa que tamanho). Por dia um de nós (da família) se propõe a encher um saco e oferecer, que poderão ser coisas físicas (como por ex. o Xavier a encher um saco de papel de brinquedos para oferecer) ou sacrifícios e penitências em que oferecemos a Deus;

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- Fazermos um retiro familiar (AQUI);

- Não comer carne às sextas-feiras; 

- Participarmos numa Via-sacra (a ser planeado com um grupo de amigos);

 

b) Atividades individuais 

- Preencher num calendário um sacrifício diário;

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- Rezar todos os dias: fiz um calendário semanal que se vai repetindo semanalmente.

Por exemplo: 2ªs feiras - a minha família. Esta semana rezo especificamente pelo meu filho, na próxima semana pelo meu marido, e assim sucessivamente. Vou apontando no meu "caderno de vida" os dias que vou rezando e por que intenção específica (para não me repetir ou esquecer de alguém ou de alguma coisa).

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- Ler o Novo Testamento durante esta quaresma (resposta a um desafio de um site americano que foi ventilado pelo Facebook);

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- Participar na Via-sacra semanal que a Paróquia irá organizar todas as sextas-feiras;

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- Não comprar nada pessoal durante este período;

- Fazer diversos jejuns, algumas abstinências e aproveitar oportunidades para pequenas penitências.

 

Estas são as nossas atividades.Há dias que corre bem, há outros dias que já não é tanto assim por causa de compromissos laborais, urgências, visitas inesperadas, cansaço, preguiça, etc... No entanto tentamos encarar isso como oportunidades de descobertas.... à cerca dos outros e também à cerca das nossas próprias misérias como é o quase da preguiça e falta de vontade!

Todos os dias é um novo dia para tentarmos colocar Deus Pai e Deus Filho no centro da nossa família.

 

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Deixo aqui diversas ideias que me inspiraram e outras que ficam guardadas para o próximo ano:

- http://www.catholicicing.com/stations-of-cross-eggs-for-catholic/

http://www.catholicicing.com/lenten-activities-for-children/

http://www.catholicallyear.com/2014/02/outside-box-66-things-to-give-up-or.html

http://www.reallifeathome.com/40-lenten-activities-for-catholic-families/

http://www.catholicicing.com/printable-lenten-calendar-for-kids/

 

http://www.catholicicing.com/simple-lenten-traditions-for-families-with-little-to-no-prep-work/

 

http://catholic-link.org/2017/02/22/everything-you-need-for-lent-apps-books-and-more-resources-to-guide-you/

 

Um passeio pelo Porto

27.03.17, Helena Le Blanc

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Em Outubro a minha família foi desafiada para ir comer uma francesinha ao Porto.

Eu imediatamente, na minha imaginação, "lambi os beiços". Rapidamente organizou-se um grupo de 6 famílias.

Utilizamos o comboio como transporte e fomos passar um dia inteiro ao Porto (um sábado) sendo que o objetivo era comer a famosa francesinha.

Foi um belo passeio. Descobrimos e re-descobrimos esta cidade todos juntos. Visitamos uma Igreja e a Sé, sentamos numa café-esplanada, caminhamos em estradas e ponte, compramos recordações, bebemos e comemos coisas deliciosas!

Um bela surpresa de Deus para todos nós.

Os elementos deste grupo amam Deus sobre todas as coisas, e testemunham todos os dias da sua vida esse amor através de trabalho paroquial e presença nos ritos católicos. É esse o elemento comum e central: o amor ao nosso Pai. É isso que nos reune e liga. "Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo". O amor fraterno acaba por, de forma muito natural, resultar da convivência entre nós sejamos ricos ou pobres, trabalhadores ou desempregados, com casa própria ou alugada, casados ou divorciados, com mais ou menos filhos, com namorado ou sem, com animais ou sem... Todos são bem vindos na Igreja.

Espero que, Amiga/Amigo, saibas como é bom sentirmo-nos parte de um grupo que te aceita como és, que é generoso contigo, que te apoia incondicionalmente, que é atento ao teu bem-estar, que te faz rir, que te faz pensar nas tuas misérias, que te faz emocionar, que te avisa, que te lembra o que é mais importante, que te perdoa...

Isto é o que tu podes encontrar na Igreja, se colocares Deus em primeiro lugar. Deus é tão generoso! Basta confiares nele que tudo terás!

Ninguém é "santinho" ou perfeito... muito pelo contrário. Gostamos de brincar, de comer, de beber, de jogar, de namorar, de ver filmes, de passear, de viver tal como tu gostas Amigo/Amiga. Portanto não receies em te aproximar de nós, porque serás bem-vindo!

 

Aqui ficam fotos do nosso passeio:

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Trabalho de Equipa

25.03.17, Helena Le Blanc

Recentemente recebi este texto de um amigo:

 

Era uma vez uma equipa,

constituída por quatro pessoas,

que se chamavam:

Toda a Gente, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.

 

Havia um trabalho importante para fazer

e Toda a Gente acreditava

que Alguém o faria.

 

Qualquer Um poderia fazê-lo,

mas Ninguém o fez.

 

Álguem irritou-se,

porque era um trabalho

da responsabilidade de Toda a Gente

Mas Toda a Gente pensou

que Qualquer Um tinha a obrigação de o fazer.

 

No final, Toda a Gente cultou Alguém,

porque Ninguém fez

o que Qualquer Um poderia ter feito!

 

(Autor desconhecido)

O almoço do dia de Páscoa

23.03.17, Helena Le Blanc

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Um dos aspetos importantes da minha vida é o trabalho paroquial. Sendo eu cristã, seguidora de Jesus Cristo, respondo ao seu apelo de testemunho através da minha disponibilidade para a paróquia. Eu sou catequista mas não quer dizer que saiba mais de teologia ou de catequese que os outros, não.... nada disso. Simplesmente proponho-me à aprendizagem e crescimento espiritual em prol de um conjunto de crianças e jovens cujas famílias sabem que a formação espiritual é tão importante como a formação física e cognitiva.

Eu aprendo imenso. É por causa de eu ser catequista (e pelas obrigações e responsabilidades que tomei para mim) que eu leio, oiço, vejo e interiorizo. Estas crianças e jovens são uma bênção de Deus na minha vida.

E com isto introduzo o meu assunto: a Páscoa.

 

Estamos nas vésperas da Páscoa e obviamente que esta temática foi proposta para a catequese. Este ano tive a oportunidade de perceber com mais detalhe e clareza a Páscoa Judaica e a Páscoa Cristã.

O Povo de Israel residiu durante muitos anos no Egipto. Eram mão de obra escravizada. Suponho que os Egípcios lhes forneceram somente casas e alguma terra de cultivo para sobreviveram. Trabalhavam todos os dias nas suas obras e construções recebendo maus tratos físicos e desrespeitos constantes.

Imagino as suas casas: de terra batida, com uma ou duas divisões no máximo, um par colchões de palha encostados a um canto, uma mesa e cadeiras de madeira tosca, uns jarros e bacias noutro canto para a sua higiene semanal... Não possuíam mais nada se não uma muda de roupa, a que traziam no corpo. Também imagino o seu cansaço, o seu espírito "quebrado", o seu desespero, a sua força ao levantarem todas as manhãs e enfrentarem a sua realidade.

Faziam duas festas por ano na altura da Primavera: a chegada dos primeiros frutos e o nascimento dos primeiros animais. Os agricultores festejavam durante 7 dias comendo pão ázimo e grãos de trigo torrado. Os pastores imolavam os animais primogénitos do rebanho implorando bênçãos divinas. Apesar de não terem novas de Deus há muito (segundo o que nos diz a Bíblia), a esperança ainda não tinha morrido.

Deus enviou Moisés, o príncipe israelita que tinha sido educado na corte egípcia, um sinal do humor de Deus!

Depois de uma série de peripécias, entre Moisés e a sua família adotiva, os seus Deuses revelam uma completa incapacidade de proteção aos egipcios, contrariamente ao Deus de Israel que prevê os acontecimentos/flagelos avisando-os e protegendo-os.

Moisés, naquela primavera em que preparavam as tradicionais comemorações, transmite uma mensagem importante ao Povo: preparem-se porque está a chegar a "grande noite". Deus pediu-lhes para se prepararem: da imolação dos animais primogénitos deveriam tomar o sangue do animal para marcar as suas casas e a carne cozinhar em fogo.Estamos a falar de cordeiros e cabritos.Também instruiu prepararem pão ázimo em quantidade suficiente para uma viagem.

Todos os elementos da casa deveriam-se juntar para jantar na habitual mesa de refeições onde se apresentavam o cordeiro (ou cabrito) assado em fogo, pão ázimo (pão sem fermento) e ervas amargas (como já o faziam). A diferença é que deveriam comer bem e prepararem-se para partir em imediato. 

Deus transformou uma festa primaveril num acontecimento estrondoso: a libertação da escravatura! 

Percebemos como foi tão importante este facto que o Povo de Israel fez dele um memorial: todos os anos, na altura da primavera, em vez de festejar a estação do ano, passou a festejar e a relembrar aquela noite. Assim surgiu a Páscoa Judaica.

 

Neste dia o elemento mais novo da família, sentado à mesa, deveria fazer a seguinte pergunta: porque é que estamos aqui todos a festejar a Páscoa? O elemento mais velho deveria, em resposta, contar esta história de libertação. Suponho que também tenha chegado a vez de Jesus fazer esta pergunta e de José responder contando a história da salvação.

Ao crescer Jesus Cristo, filho de Deus, tem uma missão importante. Na ultima vez que ele se senta numa mesa (preparada ao pormenor para esta ocasião) reúne os seus companheiros, e em vez de Jesus contar a história da pascoa judaica, anuncia que Ele próprio será o cordeiro primogénito (imolado na cruz pela mão dos homens) daquela páscoa, e cujo sangue jorrará do seu corpo e coração ensopando a terra.

Com este sangue, fruto do seu sofrimento, redimiu todo o pecado do homem, no seu passado, presente e futuro para que finalmente este possa entrar no Reino dos Céus de corpo e alma. Jesus Cristo libertou-nos da escravatura do pecado e do mal, permitindo que a nossa vida já não mais se extinga com a morte mas que tenhamos vida no outro lado em plenitude. Os seus companheiros, em festa e comemoração, deveram ter ficado, mais uma vez, confusos, perdidos e tristes sem perceberem nada de nada.

Também pão ázimo, nas suas mãos, toma um significado diferente. O filho de Deus protagoniza a primeira Eucaristia.

Jesus Cristo transformou a páscoa judaica num acontecimento extraordinário: a abetura das portas do Reino de Deus.

 

A nossa Páscoa é obviamente a Páscoa Cristã que intimamente ligada à Páscoa Judaica é resultado do grande plano de Deus para todos nós.

Como curiosidade a páscoa judaica é celebrada na primeira lua cheia da primavera e a páscoa cristã é marcada no primeiro domingo a seguir a essa primeira lua cheia da primavera.

Assim, para vivenciar um pouco mais a pascoa, pensei em fazer uma coisa diferente no almoço do dia desse dia: colocar pão ázimo na mesa acompanhando o cordeiro ou cabrito assado. 

Para quem não sabe fazer fica aqui a receita (clicar em cima da frase Receita Pão Ázimo.pdf).

Calculo que o pão de ázimo irá suscitar perguntas e eu terei a oportunidade de contar à minha família a história da salvação (da Pascoa Judaica até à Pascoa Cristã).

 

Receita Pão Ázimo.pdf

 

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Os retiros espirituais

22.03.17, Helena Le Blanc

As Famílias de Caná vão realizar mais um retiro no próximo dia 1 de Abril no Santuário de Fátima.

Este encontro é dirigido para todos... independentemente de serem quem são, como são, do que são e que compromisso poderão ou não assumir. Ninguém irá exigir uma resposta, comportamentos ou afetos que não estejamos dispostos a dar (e a receber).

Este retiro é para quem nunca participou mas quer ficar na onda do "uma vez sem compromisso", um retiro para quem costuma fazer mas que sente que há alguma coisa de errado, ou um retiro para quem já se identifica como família de Caná independentemente da sua presença efetiva no movimento.

Aqui está o programa: Retiro das Famílias de Caná

Nós (a nossa família) recomendamos vivamente esta experiência. 

Porquê?

Aqui fica o registo da nossa ultima experiência:

 

- Num sábado a minha família participou em mais um retiro das Famílias de Caná. Este, ao contrário dos outros, foi dirigido para todas as famílias que já se identificam com este movimento.

Confesso, em nome da minha família, que às vezes a palavra "retiro" não é aquele pela qual (ainda) não damos pulos de alegria... Já tive a oportunidade de falar disso em anteriores posts.

No entanto, a minha família decidiu inscrever-se.

Na véspera, aniversário do meu marido, tivemos uma pequeno incidente: a nossa gatinha (que estava connosco mais ou menos há 1 ano) desapareceu!

Mais uma! Não percebemos.

O James dormiu nessa noite no sofá da sala para ver se ouvia-a a regressar a casa. Dormiu pouco e mal, mas fomos na mesma para o retiro (com o nosso coração muito apertadinho).

Ao longo do dia aconteceram muitas coisas: rezar o terço, catequese do nosso Bispo, espaço para colocar as nossas dúvidas, catequese sobre...., um momento de oração diferente: dança clássica, Brincar e jogar com os nosso filhos e as outras famílias, adoração eucarística, apreciar trabalhos que os Jovens estiveram a fazer, Eucaristia com o Padre Gabril, e muita conversa.

Nós chegamos a casa satisfeitos. 

Na hora de jantar (lembrando-me de um conselho que li algures - para ensinar as crianças a serem agradecidas perguntar-lhes diariamente o que mais gostaram do seu dia) perguntei o que mais gostaram do retiro. 

James - A Eucaristia. Foi diferente, sem aparentemente ter nada de diferente. Foi calma e muito espontânea, explicou-me ele. Também gostei da dança... muito bonita.

Helena - Eu gostei da catequese do Sr. Bispo e dos jogos.

O Xavier raramente diz alguma coisa. Costumamos a fazer este exercício frequentemente mas ele responde com "não me lembro" ou "nada". Pois bem, foi uma primeira vez de resposta muito concreta. Surpreendeu respondendo rapidamente sem hesitações ou dúvidas:

Xavier - Andar de bicicleta.

 

Apesar do ambiente triste nós conseguimos descontrair e perceber que há coisas muito mais importantes do que nós e para além de nós: o grande amor de Deus e o afeto dos outros por nós!

Para saber mais sobre este retiro: CLICA AQUI

 

Não é a primeira vez nem a segunda que vamos a retiros das Famílias de Caná (Retiro de NatalOutro retiroRetiro no BussacoO nosso primeiro retiro) e continuamos a participar e a estar presentes. Iremos estar em Fatima no dia 1 de Abril. Porquê? 

Descubram participando pelo menos uma vez...