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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Como é que eu sei que Deus está a falar para mim?

30.11.16, Helena Le Blanc

Como é que eu sei?

Como é que eu sei que aquela frase, palavra, som, luz, acontecimento ou surpresa é uma mensagem especial para mim?

Excelente questão Amigo(a). 

Nós percebemos as mensagens de Deus naqueles acontecimentos mais estranhos e surpreendentes. Penso que seja compreensível para todos que há coincidências que "são demasiado coincidentes!"

Mas descobri que  afinal Deus está constantemente a falar connosco, e a enviar-nos "n" de mensagens. Ele é um apaixonado por nós e por isso quer o nosso maior bem, mesmo nas adversidades. Como tal procura avisar-nos e preparar-nos para os acontecimentos, tal como um Pai carinhoso e cuidadoso.

Como é que eu descobri?

 

Tive uma grande graça de Deus.

Há cerca de 2 meses apareceu-me a sugestão de inscrever-me num curso de Exercício Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Ou seja um curso à distância, através da internet.

O site em questão, brasileiro, é meu conhecido. Eu já me tinha inscrito há pelo menos um ano e feito um curso de Mariologia (sobre Maria).

Como é? Tenho assistir determinado numero de vídeos/aulas num determinado espaço de tempo, para depois fazer uma avaliação ou um teste no final, e assim obter o diploma.

O referido site tem também cursos laborais mas custam dinheiro. Todos os que são de natureza espirituais são gratuitos, se bem que poderemos fazer sempre uma doação pela despesa que está implícita na realização dos mesmos.

Eu já tinha ouvido falar dos Exercício Espirituais de Santo Inácio de Loyola e até tinha comprado um livro muito pequenino sobre os mesmos. Na altura abri e  li uma série de páginas mas cheguei à conclusão que "era muita areia para a minha pequena camioneta" se me permitem a expressão popular. A linguagem é arcaica e muito complexa.

 

Assim, fiquei super-hiper-entusiasmada: uma coisa que, eu achava que seria demais para mim, aparece-me como possível num curso. Ok.

Vamos lá. Inscrevi-me no primeiro módulo em 30 de Agosto: 45 vídeos de máximo 15 minutos cada. Claro que para mim era quase uma hora porque eu decidi tomar o maior numero de notas. Para além disso, também implicava praticar: estar na presença de Deus.

 

Foto dos títulos de algumas aulas do primeiro módulo:

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Neste momento estou no segundo módulo (25 aulas de máximo 15 minutos cada). Consegui inscrever-me no segundo módulo porque completei pelo menos 70% do primeiro no período de tempo estipulado. No total são 4 módulos. Se eu conseguir continuar a acompanhar, terminarei em Março de 2017.

 

Uma foto do início deste segundo módulo:

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Foto dos títulos de algumas as aulas do segundo módulo. Poderás observar o meu percurso: as que têm 100% é porque já as assisti/aprendi/ouvi/completei.

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Passaram-se 3 meses e nem imaginam as mudanças que ocorreram em mim! 

Este programa ensina-nos a sermos íntimos com Nosso Senhor, Nosso amado Pai. Ser íntimo é estar em oração com Ele. Mas este estar em oração não é recitar, vezes sem conta, orações ditas comuns ou escritas! Não é nada disso! É uma metodologia que, depois de a repetirmos, dia após dia, torna-se a fonte da nossa vida... O oráculo para as nossas dúvidas... A força para as nossas fraquezas... O momento especial com o nosso melhor amigo!

 

Como é que eu sei que Deus está a falar para mim? Só depois de experimentares é que poderás perceber!

 

Curioso?

Onde é que te poderás inscrever?

AQUI -  EAD SÉCULO XXI

Como referi é uma associação brasileira. Na inscrição, poderá existir algumas dificuldades por causa da morada (de Portugal). Sem a morada, no meu caso, o site não reconhecia-me como novo utilizadora. Se tiver problemas, envie email para o suporte/ajuda e eles resolverão o problema.

No site estão a receber inscrições para uma iniciar uma nova turma dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio (Módulo 1), a começar em 9 de Janeiro de 2017.

Se tiveres problemas em perceber o site, podes me dizer que terei todo o gosto em ensinar e ajudar.

 

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Partilho convosco a palavra que recebi de nosso Pai ontem:

 

"... tudo isto para te humilhar e provar a fim de no futuro te fazer feliz!" 

(Deuteronómio 8, 16)

 

 

 

 

Fazer um herbário!!!

29.11.16, Helena Le Blanc

Outra vez aquela história de estar em casa sem marido, sem TV e Internet, e com o filho doente...

Ainda antes de sair da cama encontrei as minhas atividades do dia: AQUI . O Xavier já estava a recuperar, quase bom para retomar a escolinha.

 

Escolhi duas:

- apanhar folhas e pintar;

-construir um herbário (tive que dizer muitas vezes HERBÁRIO para não me engasgar na altura de explicar o plano ao Xavier).

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Foi um dia de grande interesse e prazer. Eu (anti-coisas da agricultura) aprendi imenso, para além de me ter divertido imenso com o meu filho.

 

1ª Parte do dia

Instruções:

- Escolher um percurso em que ofereça diferentes tipos de árvores e plantas;

- Vestir os casacos e levar uma saca com uma tesoura;

- Apanhar folhas interessantes (deixar a criança usar a tesoura com a vigilância do adulto) e flores... 

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 2ª Parte do dia

Instruções:

- Preparar uma mesa onde se coloque todas as folhas que foram apanhadas durante o passeio. Escolher as que irão ser pintadas e as que irão ser guardadas no nosso livro especial;

- Preparar as tintas, pincéis, papel e cola branca. Algumas folhas de árvores e plantas foram coladas em papel de cavalinho A3, para serem pintadas ao critério da criança.

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 3ª Parte do dia

Instruções:

- Preparar um caderno, tesoura, cola simpes, marcador,  e fita cola;

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 4ª Parte do dia

Não tinha planeado esta 4ª parte. Foi da iniciativa do Xavier:

- Oferecer uma flor à mãe, colocando-a na mesinha de cabeceira do quarto;

- Oferecer um conjunto de flores a Maria, a mãe do bebé Jesus.

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 O Senhor ...

"Concedeu aos homens dias contados e tempo medido,

e deu-lhes poder sobre todas as coisas que existem na terra."

(Eclesiástico 17, 2)

 

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Outra surpresa no correio

26.11.16, Helena Le Blanc

Há uns tempos atrás recebi uma surpresa no correio: AQUI.

Pois bem, recebi outra surpresa no correio.

Eu sabia que provavelmente iria receber. Tinha visto um artigo do site ALETEIA (AQUI) que poderia receber uma relíquia da Santa Teresa de Calcutá. Segui as instruções. Troquei alguns email com a congregação das Irmãs da Caridade de Roma e fiquei na expetativa...

Esta relíquia iria ser muito especial: para além de ser a nossa primeira, nós tínhamos concebido um bebé no fim de semana da sua canonização em Roma (AQUI).

Portanto, depois do que aconteceu (AQUI) nunca mais me lembrei disto. 

Chegou... logo depois da nossa perda.

Fiquei... não sei como. Não consigo descrever o que senti ao olhar para o envelope. Fiquei um bocado assim, a olhar para o envelope sem abrir. Primeiro a tentar "digerir" e depois a tentar decidir o que haveria eu de fazer!

Abri (obviamente).

Foi com muito interesse que eu e o James observamos o que vinha lá dentro: 

- uma medalha para cada um;

- uma pagela com uma oração em português para cada um;

- uma pagela plastificada com um bocadinho de tecido para cada um - a relíquia (bolinha na foto com um pedaço de tecido branco).

 

Esta viajou de Calcutá para Roma, depois de ter tocado o túmulo de Santa Teresa de Calcutá, sento então uma relíquia de 2º grau (espero estar a dizer bem).

 

Retomando, antecipei alguma tristeza ao abrir o envelope mas, pelo contrário foi uma lufada de ar fresco.

Ficamos muito animados com as relíquias, dividindo entre nós imediatamente todos os objetos.

Pedi a relíquia com muita alegria e também a recebemos com muita alegria, porque sabemos que a Santa Madre Teresa de Calcutá continua o seu trabalho de misericórdia, intercedendo pelos mais pobres, mais fracos, pelos mais infelizes, pelos mais pecadores...

 

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Esta relíquia poderá ser um bom "amuleto".

Há muitas pessoas que agarram-se a objetos para lhes dar proteção e confiança, suponho

Amigo(a), porque é que não pedes uma relíquia para ti também? Não importa o resto, se és mais ou menos católico ou religioso... Não tens nada a perder: AQUI

O mundo sabe que a Madre Teresa de Calcutá foi uma mulher extraordinária, 

A minha relíquia coloquei-a na minha carteira. A medalha está numa pulseiro que uso frequentemente.

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Santa Teresa de Calcutá,

tu permitiste que o amor sedento de Jesus na cruz se tornasse uma chama viva dentro de ti, e assim chegaste a ser luz do Seu amor para todos. Obtém do Coração de Jesus .... (fazer o nosso pedido)

Ensina-me como deixar que Jesus penetre e possue todo o meu ser, tão completamente, que a minha vida também possa irradiar a Sua Luz e amor para os outros. 

Ámen

 

(Oração na pagela que recebemos)

 

Construímos uma garagem para os carrinhos!

25.11.16, Helena Le Blanc

Ok.

Não há internet nem TV em casa (só nos telemóveis).

O marido está a viajar.

O filho está em casa doente.

Qual é o meu plano?

 

Todos os dias a primeria coisa que faço, ainda na cama, é pegar no telemóvel e ver os emails e o facebook. 

Aparece-me uma sugestão:

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Tenho caixas e rolos de papel higiénico guardados, por isso aqui está uma óptima sugestão.

- Xavier, hoje de tarde iremos construir uma garagem para os teus carros.

A sugestão foi muito bem aceite.

Em 5 horas construímos a dita garagem, com algumas adaptações ao parque automóvel do meu filho.

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Nós divertimo-nos tanto a fazer esta garagem! As horas passaram a correr, e foi com tanto prazer que observei o meu filho a brincar na sua nossa garagem!

Como é bom brincar, construir, pintar, colar, cortar... especialmente se for com alguém muito muito especial: o nosso filho!

 

 

Árvore de Natal ou Árvore de Jessé?

24.11.16, Helena Le Blanc

Plano de Natal:

- Fazer o presépio;

- Fazer a árvore de natal;

- Fazer a árvore de Jessé;

- Começar a fazer a lista de presentes;

- Organizar atividades temáticas para fazer cá em casa;

- Preparar o Dia de Santo Nicolau;

- Planear o postal de natal com a foto da nossa família.

 

Árvore de Natal? Árvore de Jessé?

 

No natal nós temos uma árvore de natal.

Eu e o James fomos de tal maneira habituados a ter uma árvore de natal que parece-nos difícil não ter. A árvore é um daqueles símbolos que marcam a época. Mas também parece-nos que o Natal fica, muitas vezes e infelizmente, centrado na árvode de natal. Esta pode ser um símbolo mas, na nossa óptica, o natal é muito mais do que isso. 

Recusamo-nos a vivenciar o próximo mês só à volta da preparação do pinheiro, do desembrulhar das prendas e de um jantar com a família reunida. 

O Natal é tão mais do que isso. Há muitas pessoas que me dizem que gostam muito do natal, e eu facilmente entendo. Também gosto das músicas, das bolas decorativas, dos peditórios para todas as causas e mais alguma, das luzes maravilhosas, dos fantásticos produtos que são colocados à venda nesta época, do delicioso bolo-rei (especialmente se for de frutos secos), as broinhas, da festinha da escola, do jantar com os colegas...

Tanta coisa que acontece no Natal, mas infelizmente acaba por se centrar em apenas duas coisas, na minha opinião: parecer bonito para nos fazer sentir bem e dinheiro.

Nós queremos mais. 

Uma das atividades que, pela segunda vez, iremos fazer é a árvore de Jessé. Para além da árvore de natal, iremos preparar uma árvore de Jessé.

Outra árvore?

Que árvore é essa?

Quem é Jessé?

 

Jessé - Foi o pai do Rei David (do Antigo Testamento).

 

"Do tronco de Jessé sairá um ramo, um rebento nascerá das suas raízes"

(Isaías 11, 1)

 

Claramente percebesse que o rebento é Jesus. E efetivamente Jesus encarnou na linhagem do Rei David.

Podemos encontrar algumas referencias específicas a esta frase em vitrais, pinturas, manuscritos, esculturas.

Por ex: 

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A proposta é caminharmos de Jessé até Jesus.

Como?

Todos os dias, a começar já na próxima segunda-feira (2º dia do advento), iremos contar uma história da bíblia e pendurar na nossa árvore um símbolo dessa história. Até ao dia de Natal vamos relembrar as histórias mais importantes da Bíblia.

Nós vamos contar esta história na nossa oração familiar. Há quem a conte antes ou depois do Jantar por exemplo.

No ano passado segui com rigor o texto (existem diversos textos já preparados na internet) mas não correu tão bem. Este ano eu vou ter o cuidado de ver antecipadamente qual é a história e procurar nos livros infantis do Xavier. Se não encontrar vou ler diretamente da bíblia mas com uma linguagem muito adaptada. 

Se houver crianças mais velhas, estas poderão ir pintando o símbolo a pendurar na árvore. No nosso caso temos já todos os símbolos preparados, e será tarefa do Xavier procurar e pendurar.

Também este ano decidi ter uma árvore especifica (mais pequena) para esta atividade. Também se poderão colocar os símbolos na árvore de natal.

Portanto:

Árvore de natal? Sim.

Árvore de Jessé? Sim também!

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Um mês em casa sem trabalhar??!!

22.11.16, Helena Le Blanc

Ola Amigos(as)!

 

Como é que alguém que sempre trabalhou dedicadamente está um mês de baixa? 

- Difícil.

Tenho a certeza que muitos de Vós sabem o quanto isso é difícil.

Para além da maternidade, eu nunca tinha estado ausente, de "baixa", ou seja incapacitada temporariamente para o trabalho, nem sequer por doenças do meu filho. Sempre consegui que o meu marido ficasse com o meu filho para não prejudicar o meu trabalho, para além de algumas delas terem coincidido com as férias da família.

Inicialmente não pensei muito nisso, pois estava totalmente focalizada no que me estava a acontecer (AQUI).

Explicaram-me que a baixa era de um mês necessariamente, se bem que depois dos primeiros 15 dias eu poderia retomar o trabalho. Ok, boa. Serão só 15 dias.

15 dias...

O que é que eu vou fazer?

Sozinha em casa durante 15 dias???!!!!

Quando passou o primeiro impacto, sentei-me na mesa de jantar e com o meu caderno e comecei a fazer uma lista de coisas. Coisas que eu queria fazer e que nunca consegui por falta de disponibilidade.

 Por exemplo:

- reorganizar alguns armários;

- colocar fotos com moldura nas nossas escadas;

- verificar as faturas no e-fatura;

- acabar de ler 3 livros que tinha começado;

- preparar o album de fotos do Xavier para ele receber neste Natal;

- plastificar uma série de pagelas e postais;

- pedir orçamentos para mudar duas portas da casa;

- dar as fotos do aniversário do Xavier aos amigos que participaram;

- começar a preparar a lista das prendas de Natal;

- fazer o plano de natal cá para casa;

- começar a tratar da construção da garagem;

- dar um avanço significativo ao curso à distância que estava a participar...

- etc...

 

Ajudou muito ter esta lista. 

Depois de acordar e preparar o meu filho que saía com o meu marido, eu literalmente puxava as mangas para cima e "atirava-me" ao trabalho.

Houve momentos muito bons e muito maus.

Ajudou-me muito ter estes objetivos que ocuparam-me o dia e que obrigaram-me a manter um ritmo de vida mais ou menos ativo e constante. No entanto, durante este período, tive alguns momentos menos bons, em especial 2 dias, interpelados, que me senti muito em baixo. Senti-me depressiva, sem vontade de fazer nada, de sentir nada.... E porque comecei o dia a ver um filme de televisão...

 

Aprendi. Deveria concentrar-me na lista. Ajudou a passar os dias...

A dor ia acalmando e transformando-se em sacrifício aceite e oferecido para um propósito maior.

O meu marido estava muito admirado, porque achava que ao fim da primeira semana eu iria trabalhar, independentemente da baixa ou das regras laborais. 

Então ele decidiu fazer-me um pedido sério: ficar em casa o resto do tempo. Pediu-me que, pela primeira vez na minha vida pensasse em primeiro lugar na família. Há quase 3 anos que tentávamos engravidar. Ele lembrou-me das minhas palavras: "o meu trabalho, mais dia menos dia, vai acalmar". Mas, disse-me ele, nunca acalmou.

Eu não lhe respondi. Primeiro tive de fazer o esforço de realmente o ouvir e aceitar as palavras do meu marido, pois ele é o meu marido, o companheiro da minha vida, o meu amor...

Com muito esforço, medo e receio (isto era uma grande novidade para mim) aceitei. Disse que sim. Ok.

E ainda bem que disse SIM, porque Deus tinha-me preparado uma surpresa.

 

Quase no fim dos meus primeiros 15 dias de baixa o meu filho apanhou uma virose: diarreia e vómitos. O meu marido viajou para a América e ainda iria demorar uma semana. 

Os avós? Infelizmente não são uma opção para tantos dias seguidos!

Necessariamente a criança teria que ficar comigo em casa.

 

Uma semana de vómitos e diarreia com o meu filho de 4 anos, ambos sozinhos em casa, é demasiado fácil, certo Meu Deus?

Pois era, segundo Ele. Fiquei esses dias todos (grande coincidência) sem serviço de televisão, Internet e telefone fixo! 

Foi de uma sexta-feira a sexta-feira (seguinte 8 dias).

Se eu tivesse dito não ao pedido do meu marido, não sei com que cara é que iria informar o meu trabalho que, acabada de regressar, teria que ficar em casa outra vez!

 

Meus Amigos(as), Deus tem um sentido de humor fantástico, não acham?

 

"Eu propus-te a vida ou a morte, a bênção ou a maldição.

Escolhe (...) a vida (...) amando ao Senhor teu Deus, obedecendo-lhe e apegando-te a Ele, porque Ele é a tua vida e o prolongamento dos teus dias".

(Deuteronómio 30, 19-20)

 

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ai ai ai que isto está difícil!

19.11.16, Helena Le Blanc

Olá Amigos(as)!

 

Antes de mais peço desculpas, mil e uma desculpas. Não consegui escrever nenhum post nestes últimos dias. A minha cabeça e o meu coração têm andado num grande desassossego.

Porquê?

Retomei o meu trabalho e encontrei novidades, mudanças que eu não consigo perceber (ainda). Apanharam-me de surpresa. São alterações boas e menos boas.

Os seres humanos lidam, por vezes, mal com as mudanças, especialmente se forem surpresas. Foi o que me aconteceu, motivo do meu desassossego nos últimos dias. Tenho estado a tentar perceber o motivo e a adaptar-me neste novo caminho.

Engraçado que uns dias antes Deus tinha-me avisado. Tinha lido o salmo 146 (145), e sublinhei na minha bíblia o seguinte: 

 

"Vou tocar para o meu Deus, enquanto existir!

(...)

Não coloqueis a segurança nos poderosos, num homem que não pode salvar!

(...)

O Senhor liberta (...)

O Senhor abre (...)

O Senhor endireita (...)

O Senhor ama (...)

O Senhor protege (...)

(...) mas desvia o caminho dos injustos.

Deus reina para sempre."

 

(versículos 2, 3, 7 - 10)

 

Dias mais tarde percebi que tinha-me enganado no numero do salmo, pois deveria ter sido o n.º 145. Na altura fiquei confusa e curiosa. Olhei novamente para este salmo e, para além do que eu já tinha sublinhado e meditado, não vi mais nada assim tão especial. Coloquei a questão de parte.

 

Agora percebo. Deus falou comigo avisando-me do que vinha aí.

 

Como tenho andado distraída por causa disto não preparei, contrariamente ao meu costume, a evangelização/catequese de hoje senão somente ontem à noite. Para quem não sabe sou catequista de um grupo de jovens de 12 anos.

E, surpresa das surpresas, Deus voltou a falar comigo!

Para quem tem o livro dos Mistérios da Fé n.º 2 da Teresa Power, é o capítulo "Da tempestade acalmada a S. Paulo" (pag. 68).

Ao preparar esta catequese, deparei-me com as seguintes mensagens: 

 

"Não podemos fugir ao sofrimento";

"Mas sabemos que, se viajarmos com Jesus, "o barco" não se afundará. Mas também sabemos que poderemos acordar Jesus para que Ele manifeste a sua Omnipotência".

(Palavras da autora sobre a passagem de Jesus quando acalma a tempestade, Mateus 8, 23-27)

 

"Porque quando eu sou fraco, então é que sou forte" (2 Cor 12,10)

S. Paulo alegrava-se no meio dos perigos e sofrimentos porque eram exatamente nesses momentos que o poder de Deus se manifestava na sua vida. Nós até poderemos esquecer-nos por algum tempo de Deus, quando a nossa vida está bem e as nossas capacidades são suficientes para resolvermos os problemas da vida. Mas Deus nunca, mas nunca mesmo, nos abandona. Quando sentirmo-nos ultrapassados e precisarmos d´Ele, acreditem que Ele se manifestará.

Ele é fiel eternamente.

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Time out

11.11.16, Helena Le Blanc

Olá Amigo(a)!

 

Estive ausente.

Porquê?

Podes perguntar. Não me importo. Responder é que é um pouco mais difícil.

Quero responder.

Tenho que encontrar as palavras certas.

Há cerca de 5 minutos ainda não sabia que iria responder a esta pergunta, mas (coisas do Espírito Santo) num impulso decidi responder e falar do que me aconteceu.

Sim, é coisa (para mim) difícil!

Eu fiquei grávida, nesta ultima viagem que eu e o meu marido fizemos a dois (AQUI).

Fiquei muito feliz. Tão feliz! Precisei de uns 4 dias para ter a coragem de fazer o resto, tal era o medo da deceção!

Fiz o teste e... estava grávida. Dei a notícia mostrando o resultado do teste imediatamente ao pai, o meu querido marido! Ele ficou... numa espécie de choque, disfarçado de normalidade.

Marquei de imediato uma consulta médica. Fomos os três. O Xavier, meu filho de 4 anos, não percebeu (e ainda bem!) Fizemos a primeira eco. Ficamos excitadíssimos! 

O James pediu-me para não divulgar a notícia. Na ultima gravidez não tinha feito este pedido. 

Eu aceitei, se bem que avisei-o que iria fazer algumas excepções.

Nos dias seguintes senti-me maravilhosa: iria ter mais um filho!

Finalmente.

Fiz os exames que o médico tinha solicitado. Estava pronta para mais uma consulta. As calças já não estavam a servir.

Esta gravidez estava a ser muito diferente. 

Avisaram-me que todas as gravidezes eram diferentes.

No entanto, o cansaço era muito..., o incomodo na barriga era demasiado para tão pouco tempo de gravidez..., não sentia enjoos mas ficava muito incomodada com determinados cheiros! Achei que era bastante desproporcional o que estava a sentir.

Comecei a ter sinais de algo mais... que foi aumentando ao longo dos dias.

O James andava muito nervoso. Qualquer coisa o irritava. 

Decidi não lhe dizer nada para não piorar o ambiente. 

Eu, a cada dia que passava sentia-me mais inquieta e nervosa. Telefonei ao médico várias vezes, mas ele não me atendia.

Tentei descansar mais.

Ao ver sinais mais evidentes que as coisas não estavam bem contei ao meu marido. No dia seguinte, aconteceu o pior. Senti que tinha que necessariamente ir para o Hospital. Qual? Não sei. Era domingo, depois de almoço.

Depois de termos ido a dois hospitais, com o Xavier a chorar porque interrompemos a atividade que lhe tínhamos prometido, finalmente sou atendida. 

O bebé já não existia.

 

Conhecem aquela sensação de quando vos mostram um chupa-chupa e depois desaparece sem termos conseguido sequer provar?

Nós já achávamos que não seria possível. Afinal estamos ambos na casa dos 40 anos. 

Depois deste episódio ficamos... sem alento, com a "boca completamente seca".

 

Por sugestão de uma boa amiga, ofereci a minha dor física e psicológica a Deus pela paz no mundo. 

No momento que o fiz não senti nada. Continuei a sentir confusão, incompreensão, mágoa, pena, incredibilidade... 

Os dias seguintes foram a continuação de todos este sentimentos mas sem barómetro. Ou seja, não sentia fúria e intensidade, mas uma versão light da confusão, da incompreensão, da mágoa, de pena, de incredibilidade...

Aceitei. Não tinha como mudar a realidade. Já tinha acontecido. 

Ajudou muito o facto de ter oferecido as minhas dores. Afinal iria ter um proposito bom, apesar de tudo.

 

Fiquei em casa, sem trabalhar. Apesar de resignada, senti que precisava de parar.

PARAR. 

Acho que nunca tinha feito isso relativamente ao meu trabalho.

 

Tinha energias para a minha família e para algumas situações pontuais. 

 

O James disse-me que conhecendo-me, eu não iria aguentar: no fim da primeira semana retomaria o meu trabalho. 

 

Time out.

 

Tenho estado em time-out.

 

Um time-out recheado.

 

O James enganou-se. Não percebeu que apesar do meu comportamento calmo (a reagir bem),  este episódio mexeu com o meu espírito, com a minha alma e com o meu coração. 

 

 Em breve retomarei o meu trabalho.

O que mudou? Só o tempo o dirá,

 

Nos próximos posts escreverei sobre o recheio deste time-out.

 

Caro Amigo(a), resta-me confessar uma coisa.

Percebi que estava tudo bem. 

Como?

 

Li na bíblia, a carta de Amor que Deus me enviou, o seguinte:

 

"Eu escolhi-te e não te rejeitei (...)

Não tenhas medo, pois Eu estou contigo (...)

Eu sou o Senhor teu Deus, que te seguro com a minha mão direita e te digo: não tenhas medo; Eu mesmo te ajudarei".

 

(Isaías 41, 9 - 10, 13)

 

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