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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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29
Ago16

O jardim da comunidade

Helena Le Blanc

O giro de ir de férias para terras desconhecidas é encontrarmos surpresas a todos os níveis: comida, rituais, canções, vestuário, linguagem, comportamento não verbal, atividades, etc...

Desta vez encontrei um jardim memorial. 

Um jardim que têm relva e flores, árvores como todos os outros, mas é também uma homenagem a muitas pessoas que já não fazem parte do nosso mundo.

 

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Uma comunidade decidiu construir este jardim, em memória dos seus membros falecidos.

Isto relembra-me especificamente duas das obras de misericórdia: enterrar os mortos e rezar a Deus pelos defuntos. 

Cada árvore relembra uma alma, um irmão que já partiu. Apesar do enterro, do caixão, da campa, do funeral, esta comunidade relembra os seus próximos de uma forma diferente e muito bonita.BLOG AS SURPRESAS DE DEUS-001.jpg

 

O jardim é mais ou menos oval sendo é circunscrito por um caminho de via sacra. 

No dia em que visitei observei diversas pessoas a caminhar ou a fazer jogging neste jardim, pelo caminho da via sacra.

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Fiquei maravilhada com este espaço: um verdadeiro jardim da comunidade.

A  morte corporal é um dos aspetos da herança do pecado original.

Este fim (para nós natural) da vida terrestre não estava nos planos de Deus. Nós fomos criados à Sua semelhança, e sendo divinos não estaríamos destinados a morrer. Porque a humanidade pecou, escolheu outras coisas que não a Lei de Deus, "ganhou" a morte corporal.

"A morte é o fim da peregrinação terrestre que Deus nos oferece para realizar a nossa vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir o nosso destino último. Quando tivermos terminado o único curso de nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. Os homens devem morrer uma só vez (Hb 9,27). Não existe reencarnação depois da morte".*

Acho este memorial especialmente importante por dois motivos:

- Recorda-nos que temos um tempo limitado para realizar a nossa vida, a nossa missão. "Livra-nos Senhor, de uma morte súbita e imprevista" - antiga ladainha de todos os santos;

- Recorda-nos que temos que rezar pelos defuntos para que sejam perdoados dos seus pecados. "A nossa oração por eles pode não somente ajuda-los, mas também tornar eficaz a sua intercessão por nós".*

 

Aqui fica esta bela ideia...

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in "Catecismo da Igreja responde de A a Z" de Prof. Felipe Aquino,

Editora Cléofas e Edições Loyola

Localização do jardim: Rogersville, New Brunswick, Moncton, Canada

 

 

27
Ago16

A solução de Deus

Helena Le Blanc

Um dia, um carpinteiro decidiu criar uma coisa muito especial com a sua madeira: um menino-boneco. Um feito extraordinário nunca visto. Com corpo e alma como se fosse uma criança normal. E tal como todas as outras crianças, tinha que ser cuidado e educado. O seu pai, o carpinteiro, adorava esta sua criação.

Acontece que este menino-boneco, a determinada altura, achou que era perfeito, maravilhoso, que poderia suplementar em inteligência o seu pai. Portanto, decidiu ignorar todos os avisos e regras, lançando-se no mundo exterior. Usou toda a sua liberdade e capacidades para fazer o que bem entendia, achando que estava a ser o maior. Mas a vida é um conjunto de ações/reações, atos e consequências. Como tal, o menino-boneco começou a recolher o que tinha semeado. No meio do sofrimento tentou regressar a casa do seu querido pai mas estava perdido. Não conseguia encontrar o caminho de casa. 

O seu pai, cheio de saudades, sofria por esta sua criação. Amava-o muito. Mas como é que poderia ajudar o seu menino a voltar a casa?

Como?

 

Deus  pensou numa solução para não perder eternamente a sua criação: construir uma ponte entre Ele e a humanidade em que Ele próprio viria ao mundo, na Segunda pessoa da Santíssima Trindade: Jesus Cristo.

"Não nasceu um novo ser. O Deus preexistente é materializado no espaço e no tempo".*

O Filho de Deus "se fez carne" - a encarnação. Ele nasceu imaculadamente de Maria e do Espírito Santo, com natureza humana e natureza divina. Assim, com um corpo humano assumiu todas as qualidades e condições à excepção do pecado, pois afinal continuava a ser Deus, agora presente em Israel há cerca de (mais ou menos) 2 mil anos atrás.

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Jesus Cristo foi "um homem perfeito em toda a sua vida terrestre, tornando-se modelo e exemplo de uma vida autêntica e saudável."* Na bíblia são 4 os livros que descrevem esta passagem, com muitos ensinamentos e milagres, culminando no seu "auto sacrifício" (a expiação).

O Deus-Homem deixou-se sofrer horrores e experiênciar a morte na cruz, a mais ignóbil forma de morrer na altura. Sentiu todas as dores e mais alguma como homem mortal. No entanto ele era Deus, o todo poderoso, transcendente e eterno.

Porquê?

Seria necessário um motivo muito forte para que assim acontecesse. Jesus Cristo, na véspera da sua condenação, num momento a sós com o seu Pai, exclamou:

"Pai, se quiseres afastar de mim essa taça... No entanto, não se faça a minha vontade, mas a tua". (Lc, 22, 42-44)

Depois, São Lucas continua assim: "Tomado de angústia, ele rezava mais intensamente, e o seu suor se tornou como coágulos de sangue que caíam por terra".

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Consigo imagina-me num momento similar? Não, nem pensar.

Ele, filho de Deus, ficou em pânico antevendo toda a dor e sofrimento que iria sentir até ao fim... Então porquê tudo isto? Porquê é que era necessário este auto sacrifício?

 

Expiação - ato de auto sacrifício através do qual Deus apaga todas as ofensas da humanidade contra si e liberta a humanidade do mal e das consequências do pecado.

Auto sacrifício de Jesus Cristo - manifestação suprema de amor e perdão num mundo em decadência.

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Jesus Cristo, Filho de Deus, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, encarnado em corpo humano, vive exemplarmente ensinando e fazendo milagres. Isto não foi suficiente? Pois.... não.

Não nos podemos esquecer que a humanidade a determinada altura da sua existência ofendeu Deus, com a pretensão de ser igual ou maior que ele. Como? Ignorando a Lei de Deus e, consequentemente fazendo uso do poder que Deus lhe deu sem limites ou medidas.

Desde essa altura que a humanidade, depois da sua morte física, ficou aprisionada na "Morada dos Mortos", o Inferno, o Hades. Os bons e maus ficaram prisioneiros nesta realidade. Todos tinham a marca do pecado original, desde o nascimento até à sua morte.  "Privados da visão de Deus" estavam sob o domínio do Diabo.

Portanto parece-me que para reparar ou repor tamanha ofensa e consequências, Jesus Cristo teria que fazer uma coisa extraordinária, mais poderosa que os milagres de cura ou de transformação. E o que poderia ser? O que é que um humano têm de mais precioso? A sua saúde, a sua vida. Assim, Jesus só poderia ter feito uma coisa: doar-se inteiramente por amor.

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(Isto lembra uma parte da história do Harry Potter, em que a mãe para o salvar oferece a sua vida, ficando este sacrifício de amor marcado na sua áurea, servindo como proteção para determinados males.)

 

Jesus morreu e desceu à "Morada dos Mortos" anunciando a Boa Nova: o Filho do Homem veio salvar, libertar, todas as almas boas e justas presas naquela lugar. Jesus "foi acordar os que dormiam desde séculos."**

"Eu sou a Vida dos mortos".**

No terceiro dia ressuscita dos Mortos.

 

 

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 Pintura de Carl Heinrich-Bloch

 

Pela primeira vez, há mais ou menos dois mil anos atrás, as portas da "Casa do Pai" abriram-se por Jesus Cristo para que os justos que o haviam precedido, entrarem e finalmente descansarem em comunhão com o seu Criador.  

O Deus-Homem ressuscita em corpo e alma. Ele, que tinha "saído do Pai", regressa ao Pai. 

 

Morte - separação do corpo e da alma;

Ressurreição - união do corpo e da alma. 

 

Concluindo, o Filho de Deus não poderia ter feito por menos: Ele através da sua Morte liberta-nos do pecado, e pela Ressurreição abriu-nos as portas do Céu para uma vida de felicidade eterna.

 

 

E é assim que "com um cajado se matam dois coelhos"!

E esta heim?!

 

 

 

* in "Cristianismo - Guia ilustrado dos 2000 anos da fé cristã", de Ann Marie B. Bahr, Editora h.f.ullmann, de 2009;

** in Catecismo da Igreja Católica, de 631 a 667, Edição Típica Vaticana, Edições Loyola, 1997

 

 

25
Ago16

Eu herdei o pecado original

Helena Le Blanc

"A humanidade não é má por natureza, nem uma fonte de mal"*. Foi criada à semelhança de Deus, cheia de bondade e perfeição.

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No entanto, há um pequeno (grande) pormenor que a humanidade não soube gerir: escolher. A humanidade não teve a sapiência necessária para identificar e tomar o melhor caminho.

A capacidade de viver e de tomar decisões, oferecida por Deus, foi a nossa "perdição".

O caminho é aquele que leva diretamente a Deus. A felicidade total, a realização plena, só pode ser encontrada junto da sua essência. A obra só encontra o seu verdadeiro lugar junto do artista, do seu criador. Só em Deus é que a humanidade encontra o seu ninho para descansar.

"A humanidade não existe como uma criatura autónoma, mas para a comunhão com Deus".*

Pecado original - ato voluntário da humanidade para separação de Deus.

Todos os homens e mulheres, feitos de carne e de espírito, infelizmente, têm esse "handicap" natural. Eu, tal como os outros, herdei o pecado original. Nasci com "esta decadência física e moral, tal como a morte do corpo físico, a doença, a dor, o medo, a alienação e a solidão."*

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Pecado original - "É o estado de privação da santidade e da justiça originais. É um pecado por nós contraído e não cometido; é uma condição de nascimento e não um ato pessoal. Por causa da unidade de origem de todos os homens, este pecado transmite-se a todos os seres de natureza humana, não por imitação mas por propagação (quase que diria uma "contaminação de ADN", se é que isto se pode dizer). Esta transmissão permanece um mistério que não podemos compreender plenamente."**

 

Normalmente os textos cristãs referem-se à humanidade como os descendentes de Adão, ou seja, todos os seres vivos de natureza humana. Hoje sabemos que a história de Adão e Eva não é nada mais que uma história. No entanto é uma história muito bela e importante pois metafóricamente ensina-nos que a nossa origem e essência é divina. Também nos relembra que temos "a vocação da liderança responsável sobre toda a criação - seres vivos e não vivos - devendo evitar a sua exploração".*

Apesar desta herança, os meus pais, ao pedirem o meu batismo à Igreja, purificaram-me do pecado original e de todos os pecados pessoais até à data. Portanto a herança, o pecado original, desaparece com o batismo.

 

Aproveito para dizer que houve alguém com natureza humana que não herdou o pecado original: Nossa Senhora. 

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A humanidade, sujeita à morte física e à dor, é a causa da divisão e exploração. Os humanos, criados por Deus, são independentes de Deus, porque este assim o quis. No entanto porque achamos que poderíamos ser superiores a Deus caímos em desgraça. Somos mesquinhos, corruptos, conflituosos, egoístas, ou seja, "fragmentados e incompletos."*

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Nós não nos conseguimos entender, numa só linguagem, com os mesmos valores e objetivos.

Exemplo: a eleição presidencial para os Estados Unidas. Só existem dois candidatos, nada mais simples, certo? O país está dividido entre a Hillary Clipton e Donald Trump. Os americanos não se conseguem entender (e percebo perfeitamente)!

A humanidade é simultaneamente agressora e vítima de si própria. Não tem a capacidade de se salvar e de conseguir renovar a relação com Deus.  

Nunca irá encontrar o caminho para a comunhão com o seu criador.

Basta assistir a um noticiário televisivo para ter a certeza que nós, os humanos, não nos safamos.

 

Há solução?

O Pai ama os seus filhos (é o que nos vale).

Ele preparou uma ponte especial para a humanidade encontrar outra vez o caminho... para o seu regaço, para a santidade, para o reino divino. 

 

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Amiga/o, continua no próximo post.

 

* in "Cristianismo - Guia ilustrado dos 2000 anos da fé cristã", de Ann Marie B. Bahr, Editora h.f.ullmann, de 2009;

** in "Viver em Cristo, Manual de Catequese e Oração", Paulus Editora, 2014. 

 

 

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