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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Uma Família de Sangalhos em Missão

14.04.16, Helena Le Blanc
Num destes dias, uma casal de Sangalhos surpreendeu-me, e muito.

Conheci-os através do meu trabalho, e com os anos, foi surgindo alguma familiaridade e carinho.

O casal faz parte do Caminho Neocatecumenal e como meus irmãos da Igreja Católica sempre os respeitei e admirei.

Infelizmente, nem todas as pessoas compreendem este movimento. 

Este movimento foi aprovado, de forma definitiva, em 13 de Junho de 2008, e procurar que os seus membros aprofundem a Palavra de Deus, e que sejam testemunhas em missão. Como bem diz a palavra, têm um "caminho" para percorrer, com objetivos de aprendizagens, de interiorização e de vivências muito específicos e concretos.

Em 1990, e por aprovação do Papa João Paulo II, pela primeira vez organizam as Famílias em Missão. Estas famílias deixam o seu país, e aceitam ir para um determinado lugar/paróquia/país e reiniciarem a sua vida, com o principal propósito: evangelizar com o seu exemplo de dia a dia. Estes lugares são, a pedido dos Bispos, os sítios que não têm fiéis da Igreja Católica.

O Papa Francisco, em 2014, enviou mais de 400 famílias em missão.

Recentemente, voltou a repetir (cerca de 270 casais). Destes, um deles é este casal de Sangalhos. 

Neste momento já começaram os preparativos para a mudança.

Mas como? como é que isto aconteceu?

Eles gentilmente explicaram-me.

Houve uma primeira abordagem, e eles como tantos outros aceitaram. No entanto, sempre acharam que as probabilidades eram diminutas. O tempo foi passando e eles foram escrutinados, ou seja, analisados e sondados, e à medida que o tempo e as etapas passavam, eles continuavam no processo. Até que chegou o dia em que, por sorteio, foram selecionados. Eles e mais 2 casais portugueses. Nem queriam acreditar!

Mas... como...  Imagino as duvidas com que foram inundados. No entanto, decidiram confiar em Deus.

Foram convidados a irem ao Vaticano, na semana anterior ao domingo de ramos. Juntaram-se aos restantes casais nesta grande Missão. Experienciaram diversos momentos, como por exemplo irem, a pedido do Papa, à Virgem do Loreto, e serem sorteados relativo aos lugares de evangelização.

Explicaram-me que não irão sozinhos. São grupos de 5 casais para cada sítio com o apoio de um Padre. No caso deles, o Padre já está há pelo menos um ano na Paróquia para se ambientar e preparar a chegada destes casais.

Percebi que todos os passos e decisões carecem sempre da sua própria aceitação e da Igreja. Suponho que há critérios mínimos para que cada Missão tenha possibilidades de sucesso.

Esclareço que quando falam em famílias, é mesmo a família. Não falamos de casal mas da família. 

Uma coisa que achei muito curiosa é que em cada grupo há um casal líder, o que está no Caminho há mais tempo, e ao grupo é entregue uma relíquia de um Santo, também resultado de sorteio. No caso deles, calhou-lhes uma relíquia de uma Santa que está ligada ao sítio para onde vão (coincidência ou providência?).

A cada família o Papa entregou um crucifixo especial, para acompanhar e os identificar como Família em Missão.

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O cartão vermelho foi uma espécie de passe que receberam em Roma, para serem identificados e ocuparem os lugares previstos.

Foto do outro lado do crucifixo:

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E se não der certo? Não há problema, voltam para a sua terra de origem. E se der certo, ficarão para sempre? Depende de uma pessoa: Deus! Só Deus sabe o que poderá acontecer!

 

Ofereceram-me estas recordações: 

IMG_1779.JPG

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Imagino que não terá sido nada fácil para esta Família perceber que afinal... irão mesmo em Missão! Deixou de ser um "sonho romântico" para ser a realidade! Suponho que não terá sido bem aceite pela família, ou pelos amigos, colegas de trabalho, grupos de interesses, irmãos da mesma Igreja! Como admiro a sua coragem, decisão e confiança!

Mas esta grande surpresa fez-me questionar a minha própria missão. Tenho eu tido a coragem para responder às solicitações de Deus, sem vergonhas ou preconceitos?

Esta família aceitou. Tenho eu aceite e desenvolvido a minha missão? Não me é pedido para fazer uma mudança tão grande, mudar de país por um motivo religioso e não por questões conflituosas (refugiados) ou económicas ("emigração convencional").

Pois não. Mas eu tenho uma missão. Deus, antes de eu nascer humana, já me conhecia! Tem a expetativa de, em retribuição de todo o seu amor, que eu tire todo partido das potencialidades que determinou em mim. Tenho eu feito render aos meus talentos em prol da minha família e dos outros?

Amigos, Família em Missão, agradeço-Vos pelo Vosso exemplo de confiança e coragem!

 

Um vídeo de toda cerimónia com o Papa: