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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Esta coisa da Confissão é muito complicada!

19.03.16, Helena Le Blanc

Estamos na Quaresma, e com ela vem o assunto do Sacramento da Reconciliação.

Esta coisa da Confissão é um assunto de grande complexidade.

Durante muito muito tempo não me confessei.

Fugia a sete pés.

Eu fui uma das que se justificava com aquela teoria de falar diretamente a Deus e confessar-lhe todos os meus pecados. Claro que este, digamos, procedimento, nem era sequer em voz alta. Tudo se passava ao nível do pensamento.

Depois de algum tempo de caminhada, de aprendizagem da minha fé, a que herdei da minha família, confrontei-me com esta teoria. Digo que este assunto foi um dos mais difíceis de lidar e resolver e que fiz tudo para ser adiado.

Agora que reflito e penso sobre o que se passou, e como se passou, vejo como Deus me ajudou.

Houve alturas em que inevitavelmente (e por imposição da Igreja) eu teria que receber o Sacramento da Reconciliação e Deus mexeu nos cordelinhos, como ele tão bem faz, e deixou-me à vontade. Não me impôs, não me obrigou. E continuei com a minha vida quotidiana, espiritual e religiosa.

 

Até que chegou o dia em que, depois de estar muito mais esclarecida sobre este Sacramento, e preparada interiormente (com a maturidade certa) decidi confessar-me. Desafiei uma amiga para também o fazer comigo. Ela já não se confessava há muito. Ela acha que eu a ajudei a ultrapassar esse receio que ela tinha de Deus, já que na sua vida afetiva não cumpria (e não iria mudar) as regras. No entanto, ela não sabe a verdade: foi ela que me ajudou a mim e muito em me acompanhar até ao momento X. Distraiu-me o suficiente e confortou-me o suficiente, sem o saber.

Eu tinha-me preparado. Há anos que me vinha preparando, revendo uma e outra vez cada (grande) pecado. 

Eu sabia que Deus é amor e compreensão e que há muito já me tinha perdoado, ou eu não teria recebido tantas graças como já recebi até hoje. Foi duro perceber isso. Muito duro. Como é que eu tão grande pecadora (que peco com qualidade como me disse alguém recentemente) e Deus continua a amar-me e a dar-me tanto...

 

Voltando ao assunto:

- Cheguei junto do Sr. Padre e falei tudo de enxurrada. Todas as palavras que andei a juntar e a preparar há muito tempo. (1º passo cumprido);

- A reação do Sr. Padre não foi a esperada. Ficou em silêncio a olhar para mim e a procurar palavras. Depois de me transmitir o que tinha de dizer (com muito cuidado e compreensão) começou a perguntar-me sobre como funcionava o meu relógio em ligação com o telemóvel. Tivemos uma bela conversa sobre tecnologias e as marcas que existem no mercado. (2º passo cumprido).

Saí muito bem disposta, completamente relaxada, e ainda a pensar sobre o que me tinha acontecido. Digamos que saí com todo o meu interior à gargalhada! Dizia-me o meu cérebro: ó rapariga, tanta coisa para uma coisa tão simples! Vê lá se não dramatizas tanto ou qualquer dia temos todos um colapso.

Quando encontrei a minha amiga, tive outra surpresa. Ela partilhou um pouco comigo do que o Sr. Padre lhe disse, relativo ao grande problema dela. Ela estava tão feliz. Ela disse-me, resumidamente, o seguinte: ela está perdoada para todo o sempre, desde que todos os dias faça um pouquinho melhor. 

Eu fiquei deliciada com esta mensagem! Evidentemente tornou-se tema de conversa frequente entre nós.

 

Mas como este assunto é um daqueles que dá "água pelas barbas", amanhã conto o resto desta minha história pois há mais...

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Amanhã: jantar à luz das velas

18.03.16, Helena Le Blanc

Hoje recebi um email do Quarto de Brincadeiras que propõe um apagão para amanhã. Isto porque assinala-se a HORA DO PLANETA.

Achei uma óptima ideia. Era a "pitada" de atividade que nos faltava para completar o dia.

De manhã irei terminar a prenda do Xavier para o papá.

Enviarei o meu email especial (tal como escrevi ontem).

À hora de jantar, e continuando a contar com a ajuda do meu marido relativo à tal receita, porque não juntarmo-nos a esta iniciativa e tomar a refeição à luz das velas?!

Acho que poderá ser muito divertido, e fará com que recordemos o quanto é importante os nossos recursos naturais e o quanto os tomamos como certos na nossa vida quotidiana.

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Festejar o Dia do Pai

17.03.16, Helena Le Blanc

Nos últimos tempos não tenho escrito.

Estive doente. Muito doente. À exceção de um acidente grave com os meus 3 anos de idade, nunca tinha estado tão doente como desta vez. Senti-me muito frágil e sem forças. 

Fisicamente já estou bem mas interiormente fiquei abalada. Ainda estou abalada. Os meus alicerces tiveram um grande abanão. Consequentemente senti que tinha que ajustar, mais uma vez, as minhas prioridades e, o blog (feliz ou infelizmente) desceu uns patamares. Em contrapartida, a minha família subiu. 

Não sei o que se passou comigo. Ainda estou a tentar perceber. Mas o lado positivo disto é que tenho muitos temas para escrever, deste período que fiquei out of the blogs space!

Hoje, inesperadamente, decidi escrever este post. 

Um dos projetos familiares que tenho em mãos é preparar o Dia do Pai. Estamos nas vésperas.

Nos meus tempos livres tenho andado a pesquisar na internet, e especialmente no pinterest. É uma grande inspiração para trabalhos manuais / crafts.

Depois de ter visto diversas imagens e fotos, e tendo em conta umas telas que o Xavier pintou recentemente e umas pequenas coisas que comprei numa loja dos chineses, surgiu a ideia da prenda que o Xavier irá oferecer ao papá. Já expliquei ao Xavier o que irá ser e o que ainda há para fazer. Ele prometeu ajudar e não dizer nada ao papá. 

Mas nesta minha pesquisa encontrei duas ideias interessantes, que irei tentar colocar em prática para o Dia do Pai:

- uma refeição divertida para o Dia do Pai: CatholicYear.com;

Estou com uns (pequenos) problemas de tradução desta receita italiana, que parece ser muito divertida. Nem com a ajuda do tradutor do google consigo chegar às tais palavras chaves que estão a impedir-me de perceber completamente a receita. Inevitavelmente pedi ajuda ao dito papá!

- uma simples atividade: Catholicicing.com.

Esta ideia sensibilizou-me para a questão do nosso pastor ser também uma extensão do nosso verdadeiro Pai do Céu. E esta ideia levou a outra... Escrever ao nosso Santo Padre, o Papa Francisco, tal como tanta gente o faz. Escrever para dizer o quê? Agradecer... por ele ser o nosso Pastor.

Percebi que ele tem uma especial devoção por S. José, também um pai.

No outro dia, uma amiga disse-me o seguinte: S. José é o mais santo de todos os santos... por todos os motivos e mais algum!

 

carta para o vaticano.png

Este será o meu projeto pessoal durante o dia de amanhã e provavelmente sábado. Nos meus pequenos momentos livres irei escrever esta "carta". Há algumas regras que terei que ter em atenção. Neste link encontrei as instruções: Escrever uma carta ao PAPA

Como estamos nas vésperas, já não será possível enviar por correio tradicional. No anterior link, está lá um endereço de email que irei utilizar.

Agora que concluí este meu testemunho sinto saudades... do blog.

Até amanhã.

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