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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Hoje foi o dia da CRUZ.

25.03.16, Helena Le Blanc

O dia de hoje ficou marcado por duas coisas:

 

- O James e o Xavier puseram mãos à obras, e construíram as nossas cruzes e montaram um centro, com paus que foram recolhidos na via-sacra que fizemos à pouco tempo.

- Eu, mais ou menos ao mesmo tempo, fui assistir à celebração da Paixão do Senhor da Igreja Matriz da Paróquia de Mogofores.

 

Aqui ficam algumas fotos. Também tenho vídeos de ambos momentos mas ficam para o próximo post (amanhã de manhã) pois demora para upload (a internet por aqui é péssima).

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Os meus planos para a Páscoa

24.03.16, Helena Le Blanc

Tenho andado a matutar e a planificar atividades que ajudem a minha família a preparar-se para o grande acontecimento.

Sinto que são necessárias para não nos deixar esquecer que esta é a festa mais importante, especialmente se anseio por uma vida no paraíso, depois desta vida física.

Na época natalícia é mais fácil. Temos o presépio, a árvore de natal, as decorações alusivas à época, as músicas, e outros. 

Na Páscoa já não é assim tão evidente.

Assim para além destas, também andei a magicar em outras atividades que proporcionem convívio entre a família e amigos para o Dia de Páscoa.

Obviamente que não pude ignorar todos os simbolismos habituais desta época e que têm a ver com a Primavera, uma bonita estação do ano, que festeja o nascimento e a vida de todas as espécies deste planeta. E estes são os que, nesta idade, fazem mais sentido para o Xavier. 

 

Atividades antes da Páscoa:

- Colocação de tecido roxo no nosso canto de oração;

- Pintar ovos de esferovite para fazer um centro para a mesa das nossas refeições;

- Fazer uma fita de coelhinhos para ser pendurado na nossa sala de estar;

- Pintar várias telas para oferecer (Dia do Pai, Padrinho, Aniversário do Avô). Uma delas ficará no nosso hall como recordação esta Páscoa;

- Colocação do ramo benzido - do Domingo de Ramos - no nosso canto de oração;

- Fazer 3 cruzes com paus e cordão e preparar um centro especial para a nossa sala;

 

Atividades para o dia de Páscoa:

- Trocar tecido do canto de oração para branco ( e três dias antes para vermelho);

- Jogo do caça aos ovos no nosso jardim - para as crianças;

- Jogo do caça ao baú do tesouro (dentro de casa) - mais direcionado para os adultos. Preparei um baú (uma caixa especial) e em que coloquei uma prendinha para cada um - adultos e crianças. Vou preparar envelopes com pistas espalhados pela casa. 

- Jogo da imitação. Vou preparar diversos cartões com imagens sobre a Páscoa e a Bíblia. Irei propor a divisão em 2 grupos e um elemento irá tirar um cartão que deverá imitar para o seu grupo adivinhar que imagem. Por baixo da imagem irei colocar uma palavra-chave;

- Jogo das cartas. Vou preparar um conjunto de cartas com símbolos da Páscoa, Primavera e fotografias das pessoas da família e amigos. Cada carta terá um gémeo. O objetivo é ficar sem cartas o mais depressa possível, eliminando-as com os gémeos.

- Para quem preferir, também estará disponível os 4 episódios da "Bíblia", que graças a uma dica de um amigo adquirimos a preço de saldo.

- Propor um simples momento de agradecimento, antes da refeição (almoço ou jantar desse dia) em que cada um deverá completar a seguinte frase: "Obrigada Meu Deus por...."

 

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A nossa Quaresma foi.................... mais ou menos.

23.03.16, Helena Le Blanc

A Páscoa aproxima-se a passos rápidos. Estamos nas vésperas. Está na altura de fazer a avaliação da Quaresma.

A minha família estabeleceu diversos objetivos. Eu também, a nível pessoal.

Conseguimos? Cumprimo-los todos?

Mais ou menos.

Mas o que vale... não são as intenções mas o esforço, o fazer um bocadinho melhor todos os dias.

Um passo atrás, dois à frente, certo?

O único que não cumprimos foi peregrinação familiar a Fátima. Mas substituímo-laa por outra: a via sacra na Mata do Buçaco.

 

Um grupo de amigos juntou-se num domingo à tarde e reviveram a via-sacra (caminho sagrado) de Jesus Cristo. 

Já tinha falado deste sítio: aqui.

Na mata do Buçaco existiu o Convento de Santa Cruz do Buçaco, ligado à prática eremítica dos Carmelitas Descalços e à ação reformadora (1562) de Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz que estimulou a criação de um dos mais originais Desertos da Ordem. Infelizmente, sendo um dos mais procurados e prestigiados, o convento foi abandonado, em 1834, data da extinção das ordens Religiosas.

Durante alguns anos da minha vida achei que numa via-sacra se rezaria o terço (uma seca!). Mas surpreendentemente a via-sacra é uma das atividades mais simples. E passo a explicar como foi esta nossa via-sacra: ao longo do caminho parámos em 15 estações, onde lemos um simples texto e rezamos um pai nosso. Em algumas das estações alguns elementos propuseram acrescentar uma ave-maria. Entre cada estação fomos conversando entre todos, em pequenos grupos ou num só grupo. Para além de conversarmos sobre outros assunto, também refletimos sobre a nossa Fé de uma forma muito espontânea e natural.

Foi um excelente passeio!

Terminámos com um lanche partilhado.

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 Texto que usamos para as estações da via sacra:Via Sacra.pdf

O que é o Espírito Santo?

22.03.16, Helena Le Blanc

Numa reunião de formação, alguém contou um episódio recente com um grupo de jovens:

 - O que é o Espírito Santo?

Resposta: é uma terça parte. 

Todos riram-se. Eu ri-me quanto à originalidade da resposta, estando distante da verdade em 2 terços.

Esta pequena história deu-nos tema de conversa, especialmente relativo à dificuldade de transmitir e explicar a Trindade aos outros.

Fiquei a pensar nisto.

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Coincidentemente encontrei uma coisa interessante no livro que estou a ler (o meu projeto pessoal desta Quaresma) - "Jesus O Homem que era DEUS", de Max Gallo.

O livro, de um autor francês membro da Academia Francesa e Comendador da Legião de Honra de França, descreve toda a vida de Jesus, tal como a conhecemos nos Evangelhos, por ordem cronológica, e faz isso através da personagem que, tecnicamente, deu a ordem de morte: o centurião romano, o braço direito de Pilatos. Um livro que, na minha opinião, vale a pena ler.

Portanto, na página 125, encontro as seguintes palavras:

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"- Como pode um homem nascer sendo velho? - interroga Nicodemos - Poderá entrar segunda vez no seio da mãe e voltar a nascer?

Pobre homem rico e poderoso, mas ainda surdo e cego.

É preciso rodeá-lo, obrigá-lo a ver, dizer-lhe que ninguém, se não nascer da água e do espírito, poderá entrar no Reino dos Céus. Na verdade, quem nasce da carne é carne, quem nasce do espírito é espírito. Nicodemos não compreende, não quer ouvir.

 

- Como pode ser isso?

- Tens de nascer de novo - disse Jesus. - Não te admires. O espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasceu do espírito. "

É difícil de entender e de explicar a Trindade e perceber o que é o Espírito Santo. Mas aqui está uma bela forma de de falar do Espírito Santo: "Tu ouves a sua voz".

Eu quando era mais nova, identificava o Espírito Santo com aquela voz da consciência, em confronto com a voz do diabrete (o tradicional desenho do anjinho e do diabrete).

Portanto, a partir do momento em que fui batizada, quer eu queira ou não, EU OIÇO A VOZ DO ESPÍRITO SANTO.

Eu é que não a sei identificar, não sei de onde vem nem para onde vai.

Como acontece comigo, acontece com todos as pessoas baptizadas, sejam praticantes ou não.

Como eu procuro participar na Missa Dominical, receber os Sacramentos, e viver conforme a mensagem de Jesus Cristo, estarei mais atenta e sensível à "voz", ao Espírito Santo, que os meus irmãos.

É verdade. Eu testemunho essa verdade.

 

Espírito Santo,

peço-te que o meu coração esteja aberto

para a Palavra de Deus, para o bem, para a beleza de Deus,

todos os dias da minha vida.

Deus, só podes estar a brincar comigo!

21.03.16, Helena Le Blanc

Há pouco tempo participei numa cerimónia de reconciliação. Foi a primeira vez. Tecnicamente é uma celebração litúrgica (Leitura de uma Carta do Novo Testamento, Salmo, Evangelho, Homilia). Mas rechearam-na com mais uns momentos simbólicos que ajudaram as pessoas a refletir sobre este Sacramento e a fazerem uma espécie de Exame de Consciência. Foi, do meu ponto de vista, muito interessante.

Mas o que achei um mimo, foi o terem-me entregado um fio de lã cinzento mal entrei na Igreja. Ouvi a seguinte história durante a cerimónia:

Em determinada localidade havia um homem que andava sempre muito alegre e bem disposto. No entanto, era do conhecimento geral, alguns dos seus pecados. 

Um dia, alguém o abordou, questionando-o porque é que estava sempre alegre e contente e se não se apercebia do mal que fazia. 

Ele respondeu que os pecados dele servem para se aproximar cada vez mais do colo de Deus.

Como?

Porque cada vez que se confessava, dava um nó no seu cordão que o ligava a Deus. Quantas mais confissões fizesse, mais curto se tornaria o cordão e mais próximo estava o amor e carinho de Deus.

Ok.

No final da cerimónia, seguiu-se o momento das confissões com 5 padres, com uma música de ambiente pacífica e original.

Decidi escolher um dos três padres mais jovens. Não iria fugir ou minimizar a minha confissão. Tive a tendência para escolher os mais velhos. Têm problemas de saúde associados à idade (principalmente a audição) e isso facilitaria e muito o meu reconhecimento das falhas.

Respirei fundo e, com muito receio, medo e coragem fui.

 

Passados uns minutos percebi que estava a acontecer alguma coisa de esquisito.

Apesar de estar perto de qualquer um dos três, não consegui vez para me confessar. Havia sempre alguém que aparecia de uma direção diferente, de trás de mim e que passava à minha frente. Aconteceu várias vezes.

 

Deus, só podes estar a brincar comigo!

 

As pessoas começaram a perceber (algumas das minhas tentativas foram muito notórias) e a enviarem-me sinais de carinho e simpatia.

A história continuou.

 

Ocorreu-me desistir e ir-me embora ou ir confessar-me ao Sr. Padre mais velhinho. Tive numa luta acérrima.

 

Olhei para um dos Santos da Igreja e pensei: tu sabes o que Deus me está a fazer. Já não lhe basta a minha coragem. Tenho que querer efetivamente e lutar para ir confessar. É isso Sr. Santo?

A partir daquele momento, o mesmo começou a acontecer com uma outra senhora, que estava em paralelo comigo à frente. Sorrimo-nos uma para a outra várias vezes e combinamos, juntas, como um acordo tácito, em que seríamos as seguintes, ela para um padre e eu para outro padre. Bastou a nossa linguagem não verbal para que tudo isto tivesse acontecido.

 

Chegou a nossa vez!

Sentei-me junto do Sr. Padre e comecei a ler as 3 minhas listas.

Encontrei um amigo, do lado de lá.

Um Sr. Padre desconhecido (nunca o tinha visto mais gordo) revelou-se um verdadeiro amigo. Nunca o esquecerei.

Eu que tenho problemas ao nível do relacionamento privado, enquanto não conheço e convivo regularmente com as pessoas, senti-me muito bem e confortável! O nosso diálogo (esta confissão) foi, do meu ponto de vista, único. 

Foi uma experiência extraordinária. Não sei quanto tempo estive nesta confissão. Chorei, emocionei-me, ri-me, soltei algumas gargalhadas, entristeci-me, alegrei-me, horrorizei-me... Tanto que se passou neste pequeno (mas grande) momento.

Meu Deus, meu querido Pai, és incrível!

Fui posta à prova, e a recompensa foi extraordinária!

 

(P.S. - o fio de lã na minha opinião poderia ter sido de uma cor mais alegre! Parabéns para quem teve esta iniciativa).

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Como é que eu me confesso?

20.03.16, Helena Le Blanc

O Sacramento da Reconciliação (é assim que se chama) é difícil de entender.

Eu levei tempo para perceber que a teoria de que Deus me ouve diretamente e que não preciso de falar com um Padre para reconhecer as minhas faltas é verdade! Realmente verdade! Deixou de ser uma desculpa para escapar à confissão, para ter a certeza que é mesmo assim. Deus é omnipresente. Quer dizer que Deus está em todo o lado ao mesmo tempo e sabe de tudo.

Pois bem! Então porque este Sacramento? Manias da Igreja?

Deus ama-nos muitíssimo. Qual é o Pai que não ama o seu filho? Todos os seus filhos?

Deus, no seu amor, espera retribuição. Não há nenhuma relação unilateral que resulte. Acabam em separações, divórcios, fugas, desaparecimentos, desgraças...

Deus, através do seu amado filho Jesus Cristo (nosso irmão divino), mostrou-nos como poderemos retribuir. E uma delas é exatamente esta: reconhecer perante um homem, feito de carne igual a mim, as minhas falhas. E a isto chama-se coragem, HUMILDADE, e partilha. 

 

Há aqui muito para dizer, em termos doutrinários. Não tenho intenções de o fazer. Somente quero explicar, depois de ouvir e aprender, o que acabou por significar este Sacramento para mim (no meu cérebro e coração).

 

Coragem - Não é delicioso quando vemos os nossos filhos terem a coragem de nos contar a verdade? Não aumenta o nosso amor e admiração por eles?

Humildade - Não é tão grande e poderoso esta qualidade e posicionamento? É da humildade quesurge tudo o resto: a amizade, a lealdade, a nobreza de caráter, a verdade, a fortaleza, a segurança, a simplicidade...

Partilha - Somos todos feitos de carne. O Sr. Padre é um homem, como eu (tecnicamente sou mulher). Eles aprendem muito connosco, com as nossas confissões. Ouvem as nossas misérias, que os fazem refletir nas deles. Na sua missão, são colocados à prova: apesar de ouvirem todos os pecados possíveis e imaginários que o ser humano é capaz (e imagino que somos capaz de muito) eles devem continuar a sorrir e a acolher-nos. Como todo o Pastor deve, continuar a amar a sua ovelha que, perdida no seu cérebro e coração, encontrou o caminho de casa...

 

Depois de ter ultrapassado esta minha grande dificuldade (a minha primeira confissão, depois de muitos anos), comecei a preparar-me com muito cuidado relativo às seguintes, utilizando o mesmo método da primeira. Passo a explicar:

Em cada Eucaristia, e no caminho que levo até ao ministro que distribui a comunhão revejo a minha semana e os meus pecados. Memorizo-os.

Uma vez por mês tenho um momento de avaliação e revisão.

Pego num dos livrinhos de orações, que costumam a ter sempre um capítulo dedicado à Confissão, Exame de Consciência ou simplesmente olhar para os 10 mandamentos, e vou escrevendo num papel solto a lista dos meus pecados.

Termino colocando a data e guardo a lista até ter a oportunidade de me confessar.

Às vezes acumulo várias listas. Nestas listas, e por comparativo, vou monitorizando os meus progressos e as minhas recaídas.

Em cada um destes momentos, e porque utilizo ferramentas diferentes (livros diferentes, pesquisas na internet) vou recordando pecados antigos. Também os escrevo.

 

Esta metodologia ajuda-me a identificar muito bem todas as minhas falhas e limitações. Ajuda-me também a não esquecer nada no momento da confissão. Levo a lista comigo e leio todos os pecados. 

Claro que não especifico situações (Deus sabe-as todas). Por exemplo, um pecado que recentemente confessei foi o seguinte: "Não ter feito mais por algumas pessoas que poderia ter feito se tivesse estado mais atenta". Eu escrevi assim. Claro que não estão aqui as situações especificas a que me refiro. Mas esta é a minha falha, o meu pecado, entre muitos.

Encontrei a minha metodologia e este assunto já está arrumado, obstáculo ultrapassado.

Acontece que Deus não me tornou a coisa assim tão fácil!

Nesta Quaresma a confissão complicou-se (outra vez)!

Como o texto já é longo, fica para amanhã.

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