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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

31
Dez15

Os nossos votos de Boas Festas!

Helena Le Blanc

No outro dia li um artigo da aleteia, em que falava de um estudo cientifico feito, nos EUA, relativamente à felicidade que se obtém com a compra de coisas e com as experiências. Os bens materiais trazem felicidade por um período limitado de tempo, ao contrário das experiências. Diz o cientista "Nós somos a soma total das nossas experiências". E com as experiências nós podemos partilhar e criar relações, para além de termos sempre uma boa história para contar depois de uma experiência menos boa!

Este artigo veio à minha memória ontem.

No fim do jantar desafiei o meu marido para uma avaliação deste ano. Fizemos uma lista de coisas boas e menos boas relativo a todos nós! Depois começamos a fazer uma lista do que queremos fazer no próximo ano civil.

E com isto quer dizer o seguinte: este ano, para mim, ficou especialmente marcado por duas experiências que me aproximaram do meu próprio pai! Nós (eu, o James e o Xavier) convivemos e divertimo-nos com o meu pai (pai, sogro, avô). Uma delas foi ele ter aceite acompanhar-nos numa semana de férias, no sul do país. Foram tão boas essas férias! 

A outra experiência... poderão visualizar neste vídeo:

 

 

Deus - o Criador, Família e Felicidade - as 3 palavras mais importantes da nossa vida!

Foi isso que aprendemos ao longo deste ano: Deus/o Criador + Família = Felicidade!

 

Aqui ficam os nossos votos de Boas Festas!

30
Dez15

Jubileu da Misericórdia: o que é um Jubileu?

Helena Le Blanc

No dia 8 de Dezembro de 2015 começou o Jubileu da Misericórdia.

Terminará em 20 de Novembro de 2016.

 

É difícil alguém até agora ainda não ter ouvido falar disto. 

Mas afinal, o que é um Jubileu?

Não sei. 

Uma das minhas atividades do advento foi procurar responder ao que eu não sabia sobre este Jubileu da Misericórdia.

 

Pelo que percebi, das minhas investigações (rápidas), esta coisa do Jubileu não é nova! Vem do tempo dos hebreus (o povo onde nasceu Jesus), em que o jubileu era uma festividade onde se comemorava o perdão das dívidas, das culpas, da servidão. De 50 em 50 anos eles faziam uma festa de perdão, onde estabeleciam acordos de recomeço e reinício.

Engraçado! Perdoavam-se uns aos outros...

Também festejavam o fim da servidão. Os escravos que regressavam às suas terras, já não eram servos e escravos dos homens, mas apenas do seu unico Criador, o proprietário original.

Este ano jubilar começava com o toque de uma trombeta. A lei (escrita da Tora dos Judeus), para além de prever a libertação dos moradores do país, e a devolução das propriedades, também previa a abstenção de qualquer trabalho agrícola, declarando o ano sagrado.

Era um ano de Festa, de Perdão, de Paz, de Reconciliação, de Graça Divina!

 

Jesus, numa das suas passagens, vai a uma Sinagoga no dia de sábado e lê o seguinte trecho das Escrituras (nosso Antigo Testamento):

"O Espírito do Senhor está sobre mim, por isso ele me ungiu e me mandou anunciar aos pobres uma mensagem, para proclamar aos prisioneiros a libertação e aos cegos a recuperação da vista, para colocar em liberdade os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor. "(Lc 4, 18-20)

 

A Igreja Católica decidiu celebrar Jubileus de 25 em 25 anos. No entanto, temos Jubileus que são chamados de "extraordinários" e que não obedecem a este intervalo de tempo. São decididos pelo Papa, e que é o caso do atual Jubileu da Misericórdia.

No Jubileu o Papa concede aos católicos indulgências plenárias (remissão plena das penas temporais, perdão). Também procurei saber sobre isto, mas fica para um futuro post.

 

Na nossa história tivemos já 26 Jubileus. Ficam aqui os que, no meu ponto de vista, foram os mais interessantes:

 

  • Ano de 1300: O primeiro Jubileu da História pelo Papa Bonifácio VII. Trouxe a Roma um número excecional de peregrinos, para veneração aos túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo e à relíquia romana, a da Verónica que representa o rosto sofredor de Jesus na sua Paixão. O Papa decidiu que os Jubileus realizar-se-iam de 100 em 100 anos.
  • Ano de 1350: Um Jubileu sem Papa em Roma. O Papa Clemente VI  encontrava-se em exílio. Foi pedido um Jubileu extraordinário para 135 com uma periodicidade mais breve, isto é, de 50 anos por causa do antigo costume dos hebreus dos 50 anos. Este acontecimento jubilar seria uma ocasião oportuna para o regresso do Papa ao Vaticano. Mas mesmo assim o Papa não regressou.
  • 1400: A peregrinação penitencialO Papa Bonifácio IX decidiu celebrar o Jubileu nesta data, depois de 50 anos do último. A Igreja estava dividida. Existia um Papa e um antiPapa. Neste Jubileu teve início um novo tipo de peregrinação penitencial, sob o lema de "Paz e Misericórdia".
  • 1450: O Jubileu dos Santos. O Papa Nicolau V, considerado o primeiro papa humanista, convocou este Jubileu que teve uma adesão excecional do mundo católico. Neste estiveram presentes, além de outros, Santa Rita de Cássia e Santo Antônio de Firenze. Este último definiu o Jubileu como o "Ano de Ouro", para indicar a restabelecida unidade da Igreja do Ocidente.
  • 1475: O Jubileu também chamado Ano Santo. A periodicidade dos jubileus passa a ser de 25 anos. O Papa Sisto IV suspendeu as  indulgências fora de Roma. As Bulas, as intenções e as orações a recitar nos lugares sagrados foram pela primeira vez escritas pela imprensa. 
  • 1500: Em São Pedro abre-se a Porta Santa. Este jubileu representa uma passagem não só para um novo século mas também a abertura para um mundo mais vasto (a América tinha sido descoberta há 8 anos). O Papa Alexandre VI  usa um novo rito: a abertura da Porta Santa, na Basílica de São Pedro. A passagem através da Porta Santa tornou-se um dos acontecimentos mais importantes do Ano Santopapa-inicio-ano-santo.jpg
  • 1525: O Jubileu da crise religiosa na Europa. Foi um Jubileu num tempo de conflitos religiosos (Martinho Lutero) e políticos. Pedia-se uma Reforma da Igreja. Roma foi  invadida e saqueada pelas tropas imperiais de Carlos V.
  • 1575: O acolhimento dos peregrinos. O Papa Gregório VII preparou este Jubileu com particular cuidado e austeridade. Na vigília do Ano Santo pediu aos cardeais um novo estilo de vida para edificar os fiéis.
  • 1625: O Jubileu é também para os doentes e presos. Em 1618 explodiu a guerra dos Trinta Anos. O Papa Urbano VIII proibiu as pessoas de trazerem armas e de usarem de violência. Uma epidemia de peste deflagrou no sul de Itália. Pela primeira vez os efeitos espirituais do Jubileu foram estendidos àqueles que, por motivo de saúde ou de prisão, não pudessem chegar até Roma.
  • 1675: A colunata de Bernini acolhe pela primeira vez os peregrinos. O Papa Clemente X canoniza a primeira santa da América do Sul, Santa Rosa de Lima. Na  5ª feira Santa o papa  lava os pés a 12 pobres, servindo um jantar a dez mil pessoas.
  • 1700: O Jubileu no século das luzes. O Jubileu foi aberto por Inocêncio XII que  morreu antes do fim daquele ano. Sucedeu-lhe o Papa Clemente XI. Muitos peregrinos chegaram a Roma para o Jubileu. Entre eles a rainha polaca Maria Cristina, que entra na Basílica descalça e com traje de penitente. "A multidão continua a passar de joelhos pela Porta Santa de São Pedro com tal afluência que ainda não consegui abrir caminho para entrar".
  • 1725: O Ano Santo do resgate dos escravos. O Jubileu foi fortemente marcado pela figura do Papa Bento XIII, que promoveu um sínodo e estabeleceu uma série de normas. Ele percorre as estradas em humildes carroças, falando com devoção durante o percurso e passando dias inteiros em oração. O Papa quis que a pregação fosse cuidada nas várias Igrejas de Roma e para esse fim chamou os mais famosos pregadores do tempo. Um fato significativo foi o acolhimento fa 370 escravos resgatados no Ano Santo.
  • 1825: O único Jubileu dos oitocentos, celebrado entre dificuldades. O Jubileu não foi celebrado por causa das profundas perturbações que a Europa atravessava depois da Revolução Francesa.  O Papa que deveria convocar o Jubileu morreu em exílio. O ano Jubilar passou sem a sua abertura. Num tempo de Revoluções liberais e de conspirações, cada viajante é olhado com suspeita. Contudo o Papa Leão XII o quis e o realizou. Faz referência às dificuldades mas, ao mesmo tempo, estimula a celebração do jubileu com alegria. Concede indulgência àqueles que veneram um dos Ícones mais antigos do mundo (Nª Sª da Clemência, do século VII).
  • 1925: O Ano Santo da Pacificação e da Paz. É a definição do Jubileu proclamado pelo Papa Pio XI num clima de renovada reconciliação.  O Papa dá um cunho missionário, visto que as missões constituíam um dos grandes temas do seu pontificado. 
  • 1950: O Jubileu " do grande retorno e do grande perdão". O Papa Pio XII abre o Ano Santo num ambiente carregado de tensões e com feridas da Segunda Guerra Mundial ainda não saradas. Uma mensagem de Paz foi incluída no Jubileu. Era o ano do "grande regresso e do grande perdão" de todos os homens, também dos mais afastados da fé cristã. 
  • 1975: O Jubileu da Reconciliação e da alegria Tem ainda sentido a celebração do Jubileu? Todos faziam esta pergunta no pós-Concílio. O Papa Paulo VI sentia estes problemas, mas decidiu não interromper a tradição dos Jubileus
  • 2000: O Grande Jubileu. Celebrou os 2000 anos da Encarnação. O Papa João Paulo II encomendou a construção do Sino Jubilar 2000 para os jardins do Vaticano.abertura_da_porta_santa_francisco.jpg
  • 2015: Jubileu Extraordinário da Misericórdia. No dia 08 de Dezembro de 2015, foi aberta a Porta Santa no Vaticano com a presença de dois Papas na Cerimónia (um fato inédito na História da Igreja). 

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A tradição do Jubileu é longa, e a abertura da Porta Santa também. A novidade deste Jubileu foi não somente a abertura das Portas Santas das Basílicas de Roma mas pelo mundo inteiro. Mas isto fica para um futuro post.

Jubileu, ano de Alegria, de Paz, de Perdão, de Recomeço...

Um Ano Santo... 

29
Dez15

A nossa noite de consoada!

Helena Le Blanc

Neste ano ficou decidido que nós iríamos passar a noite da consoada a casa dos meus pais, em Mogofores. O almoço do dia de Natal seria em nossa casa, Sangalhos.

Alimento comum em ambas as refeições: bacalhau!

Como somos uma família que todos os dias procura aprender e refletir, especialmente relativo à nossa fé, procurámos fazer melhor este Natal!

Assim, as principais mudanças seriam:

1 - A abertura das prendinhas só no dia 25 de Dezembro, depois de regressarmos da Missa;

2 - Rezar no início da refeição da consoada.

 

Apesar de não estarem por ordem cronológica, estão por ordem crescente de dificuldade e de importância.

 

Numero 1 - Já todos estavam avisados que seria dessa forma. Nós colocamos todas as prendinhas debaixo da árvore de natal, na madrugada do dia 25 de Dezembro. O Xavier não reparou nelas. Depois de regressarmos da Eucaristia é que, pela primeira vez, as vê. Tal como estávamos à espera, ficou entusiasmado. Dissemos-lhe que só poderia abrir as suas prendas depois de chegarem os avós. Ele surpreendeu-me aceitando muito bem. Ficou sentado no sofá quietinho, pacientemente à espera dos avós. Quando os meus pais chegaram notei claramente que os 3 anos dele já não o permitiam esperar nem mais um segundo sequer! Procedemos à distribuição e abertura de prendas, um de cada vez!

 

Numero 2 - Foi uma grande surpresa. Apesar de eu ter planeado este momento, não disse nada a ninguém! Queria propor uma oração para início da nossa consoada, mas não tive muito tempo para procurar a "tal oração". Chegou-se ao dia e pensei: porque é que tenho que ter uma oração especial? Porque não rezar o que todas as noites rezamos antes de irmos para a cama?! Assim, levei os nossos 3 cartões onde temos o SHEMÁ e a Consagração da nossa Família.

Quando estávamos todos à mesa para começar a comer senti-me "suspensa no tempo". É agora!

Não tenho coragem! Tenho medo que achem uma estupidez e piada e não me liguem nenhuma.

Vão gozar com a minha cara!

Mas... tem que ser. Assim, abri a boca e disse... vamos rezar antes de comer.

Lembro-me de me sentir como se estivesse num filme que lentamente vemos as cenas a passar...

Distribuí os cartões mal os informei, e comecei a ler o SHEMÀ.

Não houve comentários! Não houve recusas! Não houve piadas! 

Houve aceitação! Houve uma oração de todos!

 

Foi uma bela noite de consoada!

 

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