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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Halloween? E porque não?

31.10.15, Helena Le Blanc

E porque não brincar ao Halloween?

Há cerca de duas semanas, cheguei a casa e vi umas tangerinas (estranhas) no meu muro!

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 O meu marido explicou-me que este ano decidiu tomar em mãos esta ocasião. 

Há uns anos atrás tocaram na nossa campainha de casa (ainda morávamos em Aveiro) e eu não tinha nada para dar. Senti-me péssima por aquelas crianças que tinham a expectativa de... receber doces... e eu não consegui corresponder!

A partir desse ano, independentemente de eu concordar ou não com a atividade, passei a ter o cuidado de ter guloseimas no dia 31 de Outubro.

Mas este ano o James decidiu "organizar" um halloween cá em casa. Aliás, fez-me saber que ele ficaria com o halloween e eu com o Natal. 

Mas... nós somos católicos... e temos estado em caminhada... Se antes não parecia ser "big deal", a partir de determinado ponto (da nossa caminhada espiritual), passou a ter determinada importância.

Assim, o james "obrigou-me" a refletir sobre esta temática. o halloween não faz parte da cultura portuguesa, é certo! Mas, nesta "aldeia" que hoje é o mundo, é difícil ignorar estes novos hábitos.

O James é natural do país onde o Halloween é "tradição"!

E pensei: e porque não? Se ele quer organizar e "mostrar" um bocadinho o que pode ser o halloween, porque é que eu não hei-de apoiar o meu marido?

Aliás, se eu sei em quem espiritualmente acredito e em quem deposito, de forma inabalável, a minha fé, porque raio é que eu hei-de misturar as coisas? Nós estamos a falar de uma festa de brincadeiral! Apesar de a fronteira ser muito próxima com o ocultismo, se formos vigilantes, tomando os cuidados certos, porque não?

Foi quando li este artigo:

Meus parentes irlandeses não entendem por que sua querida festa familiar causa tanta polémica aqui. Estas festas ancestrais que o cristianismo conservou – e às quais deu um novo sentido – chegam até nós de épocas em que as pessoas, precisamente porque acreditavam em Deus, tinham menos respeito aos demônios

Precisamente porque acreditamos em Deus, porque é que havemos de ter medo de brincar ao halloween? PORQUE PARA NÓS É E SERÁ SOMENTE UMA GRANDE BRINCADEIRA! 

E as brincadeiras fazem tão bem, a miúdos e graúdos!

Depois desta leitura, comecei a apoiar, com mais firmeza, o meu marido nesta atividade!

Assim, qualquer pessoa mais atenta que passou, nos ultimos dias,  pode observar os progressos do meu marido na decoração da casa. Desta forma, ele foi anunciando que poderão vir cá a casa esta noite. Encontrarão doçuras e boa disposição!

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Mas apesar desta brincadeira, não nos vamos esquecer das nossas obrigações para com Deus! Sim, obrigações! Ele dá-nos tanto... em troca de tão pouco! Por isso, iremos ter o cuidado de, com a linguagem certa e no momento certo, falar-lhe do que é mais importante: o dia de Todos os Santos, e o dia dos finados!

A mídia faz o resto: “As crianças de hoje nem sabem que existe a festa de Todos os Santos, mas sabem, porque isso é incutido até nas escolas, que existe o Dia das Bruxas – ou Halloween”.

O dia das Bruxas é uma grande brincadeira, como por exemplo o Carnaval! Mas, apesar de "brincarmos" não iremos estar distraídos ao que é mais importante, como por exemplo o nascimento de Jesus, pois o Natal aproxima-se!

Como falar com crianças de 11 anos?

24.10.15, Helena Le Blanc

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Hoje, a catequese foi a seguinte: "De Isaac e Rebeca ao sacramento do Matrimónio" - 2º Mistério - As bodas de Caná, pag. 43 do 1º volume dos Mistérios da Fé de Teresa Power (Evangelização Familiar, Edições Salesianas).

 

 

No início de cada semana leio a "catequese" prevista para "digeri-la". Analiso, aprendo e amadureço. Este exercício para mim é fundamental. Eu, enquanto catequista, tenho que, em primeiro lugar, aprender, absorver e vivenciar.

Qualquer docente, antes de transmitir e ensinar, tem que saber do que fala, certo? O mesmo se passa com os vendedores, ou com os políticos (aaaahhhhhhh.... pois!). Mas avançando...

Depois passo para a planificação da catequese. Há alturas em que é mais fácil, outras vezes nem tanto.

 

Como é que eu iria transmitir a história de amor de Isaac e Rebeca a crianças de 11 anos, sem parecer demasiado lamechas (eles ainda são um bocado crianças e de certeza que rapidamente "cortariam-me as bases") ou demasiado infantil (eles já falam de namoradas e namorados, e de gostarem desta ou daquele)?

Uma das coisas que tenho atenção, na preparação da catequese é:

- a "tradução" da mensagem essencial, de forma que eles a entendam e fiquem a pensar nela (para, rezo eu, a irem absorvendo);

- utilização de métodos diferentes (powerpoint, leitura de conto, teatralização, fotografias, etc...)

- uma atividade que utilize as mãos, e que ande à volta do tema (que pode ter a introdução do tema, a conclusão ou o TPC);

- um jogo lúdico.

 

Portanto, como é que eu iria contar esta (difícil) história de amor a crianças de 11 anos?

Apesar de não fazer ideia do como, coloquei mãos à obra e, o final surpreendeu-me: um livrinho com a história, dividida por diversas personagens.

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História de Amor Rebeca e Isac.pdf

As crianças gostam muito de ler. Então, com diversas personagens, poderíamos fazer uma leitura, diretamente do papel (e não de ecrãs!)

A linguagem foi ligeiramente arranjada por mim mas tentei manter o mesmo género de linguagem que usa a bíblia (para eles se irem habituando a ela).

Trabalhei as imagens do papel, para ser atrativo, já que o texto (com a tal linguagem) já seria "pesadote".

Para as personagens, em vez de colocar o "nome próprio", usei imagens, com algum humor.

Por ex:

- o criado de Abraão;

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 - a Rebeca;

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- dois narradores;

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 - a mãe de Rebeca;

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 etc....

 

Eu fiquei muito surpresa com o produto final!

Também preparei a atividade e o jogo.

 

As crianças ficaram algo surpresas quando comecei a distribuir o livrinho, e curiosas começaram logo a desfolhar!

Depois da primeira leitura, tivemos um diálogo para além de resumir a história. Relembramos quem era Abraão, e comecei por colocar perguntas muito concretas:

- é normal um pai, que quer casar o seu filho, pedir ao seu empregado para ir buscar uma noiva para ele?

- é normal escolher-se uma rapariga daquela forma?

- é normal os pais de uma rapariga acreditarem em tal história e deixarem-na ir?

- é normal uma rapariga aceitar ir com um desconhecido, para se casar com outro desconhecido?

- é normal um rapaz aceitar casar com um desconhecida, que foi escolhida não sei como pelo pai?

Não.

No entanto, o facto é que, contra todas as espetativas e possibilidades, Rebeca e Isaac apaixonaram-se! Como é que é possível? Foi um acaso? Não me parece! A história é demasiada rebuscada para ser um conjunto de circunstâncias e coincidências!

Qual é a grande lição? Temos que confiar (cegamente) em Deus! Deus ama-nos tanto! Ele quer a nossa felicidade. Por isso, devemos confiar!

- Mas e se o rapaz depois deixa de gostar dela? - pergunta-me um rapaz.

- Continuamos a confiar em Deus. Se o amarmos, e mostrar-lhe que ele é o mais importante das nossas vidas, Deus já nos mostrará o caminho para a felicidade.

E, nesta altura, pensei eu: se eu soubesse (há 20 anos atrás) que iria encontrar o James, casar com ele e ter a família que tenho hoje, voltaria a viver tudo outra vez, cada segundo e cada minuto. Mas talvez com uma diferença: viveria tudo outra vez com um sorriso na cara, especialmente nos momentos menos bons que vivi!

 

Atividade (desta vez para TPC) e que deverão trazer para a próxima catequese:

Atividade Isac e Rebeca.pdf

 

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O grupo quis repetir a leitura, pela segunda vez! Já não houve tempo do jogo lúdico. Fica para uma próxima oportunidade!

Fiz um pequeno vídeo de alguns momentos da leitura. Afinal, a bíblia também tem bonitas histórias de amor!

 

 

Meu Deus, obrigada por mais esta aprendizagem: confiar em Ti!

Não conhecia (com profundidade) esta história de amor entre Rebeca e Isaac!  

Ó Meu Deus, como tenho tanto para aprender sobre Ti!

Um adulto e uma criança...

23.10.15, Helena Le Blanc

Depois de um dia de trabalho:

  • Ele chega a casa. Ela chega a casa com o filho;
  • Ele ocupa-se do filho (jogos, corridas, legos, ver televisão, pintar, etc...)
  • Ela trara do jantar (depois de fazer um xixi rápido, arrumar a minha carteira e casaco, arrumar casaco do Xavier e a sua mochila);
  • Enquanto isto tudo Ele e Ela tentam encontrar pequenos minutos para partilharem as notícias do dia;
  • Eles começam a preparar a mesa;
  • Ela levo a comida para a mesa;
  • Ele e Ela sentam-se à mesa;
  • Ela serve o prato do filho para ir arrefecendo;
  • A criança continua a brincar mais um bocadinho até que o chamem para a mesa;
  • Jantam e conversam (vão dando comida na boca à criança pois ele é muito preguiçoso!)

Ultimamente, o Xavier, porque tem toda a atenção do pai, requisita a sua atenção para tudo. Não me quer. Eu percebo que sejam fases, mas "dói" um bocadito ouvi-lo sempre a dizer-me "não, é o papá". Também é saturante para o James ouvir constantemente as suas solicitações.

 

Assim, num destes dias, o James disse-me: tens que ser tu a ficar com o Xavier quando chegas a casa. Ele precisa de ti! Amanhã?

 

Mas e o jantar? O James é responsável por muitas outras tarefas porque ele não se sente muito à vontade em cozinhar.

 

- Ok. Amanhã eu fico com o Xavier e tu preparas as pizzas?Já era esse o plano para o nosso jantar! Pode ser?

- Ok.

(Compro a massa e nós recheamos as pizzas aproveitando todos os restos que temos no frigorífico e mais uma ou duas latas de conserva).

 

No dito dia, chego a casa e fico com o meu filho.

Eu, enquanto mãe, uma das coisas que me tenho debatido, é relativo à gestão da minha disponibilidade para o trabalho, para o meu filho, para a minha família, e para outras coisas!

O tempo é importante, mas a energia também! Há dias que não há energia para mais nada! Tenho-me esforçado, dia a pôs dia, para fazer uma coisa especial ao meu filho (por ex. ir buscá-lo mais cedo do que habitual à escolinha, ou brincar um bocadinho com ele, na hora de deitar na cama, aos segredos, etc..)

Portanto, e conforme o combinado, fui brincar com ele, enquanto o meu marido preparava o jantar:

 

 

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Entrei numa competição: o Xavier na sua moto 4x4 e eu com um carrinho telecomandado!

Adivinhem quem ganhou? Pois... mesmo com batota não consegui!

  

Também decidi fazer o que vi numa foto de uma família que costumo acompanhar, nas blogosfera, (Da Cor das Cerejas) e que propunha uma atividade engraçada:

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Assim, no fim da corrida de competição, fui buscar o cesto das meias, cuequinhas, soutiens! Eu fiquei com as cuequinhas e soutiens. Ele ficou com as meias.

 

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Ele onseguiu identificar todos os pares de meias!

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Há pouco tempo, li um artigo, sobre "o seu filho deve aprender que não é o centro do mundo". Fez muito sentido para mim! Veio confirmar o que eu já pensava, mas também me chamou a atenção (puxou-me as orelhas) relativo a alguns aspetos. Por ex. "e quando estão juntos, os pais não conhecem essas crianças, não sabem lidar com elas. Estão estressados com os seus trabalhos, estão viciados nos seus telefones e não querem também se submeter a desaprovação social de uma criança que chora ou se comporta mal".

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Também li o artigo que vi no facebook, do Eduardo de Sá: os bons pais fazem uma asneira de 8 em 8 horas. E, no meio de muitas coisas, este psicólogo disse-me que " muitas vezes que os pais não têm tempo, são maus pais. A ideia deste título provocatório é dar-lhes um safanão e dizer-lhes ‘vejam bem o que são capazes! Percam de vez o medo de errar, porque os bons pais para serem bons pais precisam de fazer uma asneira de 8 em 8 horas’, enquanto não chegarem lá não devem perder a esperança." Também diz que " os pais têm de perceber é que não é possível crescer sem dor"! "(....) a função de um técnico de saúde mental é dar uns safanões aos pais e dizer ‘deixem-se de tolices, magoem um bocadinho se tiver de ser’. Se magoarmos as crianças dizendo ‘não’, são dores que nos empurram para a frente. Muitos pais querem tanto proteger os filhos das dores, que fazem pior. "

Há algum tempo atrás, uma amiga decidiu dividir comigo uma coisa... uma coisa muito importante!

Já há muito que não se confessava.

Depois de o fazer, comentou comigo o que o Sr. Padre lhe disse: "O que interessa é, em cada dia, fazer um bocadinho melhor"!

Ela receava a reação do Sr. Padre relativo a alguns aspetos da vida dela.

Ele simplesmente disse-lhe: "O que interessa é, em cada dia, fazer um bocadinho (pequenino) melhor"! 

Desde que nos esforçamos por fazer melhor, mesmo com todos os nosso erros e pecados, já estamos a caminhar... (no meu caso) ao encontro do meu filho, do meu marido, do NOSSO DEUS!

Esta confissão foi uma grande surpresa para ela! Se ela soubesse mais cedo que Deus era tão "amor", nunca teria deixado passar tanto tempo afastada dele!

 

 - Desculpa James, mas acabei mesmo por colocar as nossas meias e cuecas na internet!

 

 

Meus Deus, obrigada por esta pequena (grande) lição!

Se todos os dias eu  fizer o esforço de mais meio minuto,

de mais meio centímetro, de mais um bocadinho pequenino,

eu estarei mais perto da tua "graça"!

O que se passa no Oriente?

21.10.15, Helena Le Blanc

Há algum tempo atrás, recebi uma proposta para subscrever o grupo dos CitizenGO (fundação espanhola).

"São uma comunidade de cidadãos ativos que buscam promover a participação da sociedade na política, e que nasceu da experiência e da amizade de um grupo de pessoas ansiosas por trabalhar a serviço da sociedade, de modo que a dignidade da pessoa humana e os direitos inerentes a ela sejam respeitados em todas as áreas."

Eles estão atentos ao que os grupos políticos vão preparando e propondo a nível europeu e internacional. Vão organizando petições que, no momento "H" introduzem na equação do parlamento europeu, por exemplo. Já tiveram vários sucessos em matérias europeias e internacionais, do conhecimento geral dos mass media.

Têm uma "uma visão cristã do ser humano e da ordem social, nós queremos oferecer a todos os cidadãos uma ferramenta de participação e aprimoramento de nossa sociedade." Defendem que o "homem é um ser racional (inteligente), livre (responsável por suas ações), moral (capaz de distinguir o bem do mal) e foi criado à imagem de Deus. Deste modo, o homem é superior ao restante do universo; é um valor em si."

Assim, eles para mim foram uma grande surpresa de Deus: um pequeno grupo de pessoas, que já conseguiu juntar 2.948.091 pessoas, e que através de diversas ações (petições essencialmente) conseguem mudar o mundo! Através de hardware e software, e tempo voluntário, vão fazendo "mossa"!

Costumo a receber as newsletters deles na minha caixa eletrónica.

Ontem recebi o email deles (sempre em texto personalizado) a apelar para uma ajuda económica (doação) para ajuda humanitária aos cristão perseguidos do Iraque, da Síria, da Nigéria, do Paquistão e de outros países de maioria islâmica, e cujas casas são marcadas com este símbolo: ن.  É a vigésima-quinta letra do alfabeto árabe – nun, a nossa letra N –, e é o desenho com o qual os seguidores do califado do Estado Islâmico (IS, Islamic State) estão marcando as fachadas das casas e locais de culto dos cristãos no Iraque. Fazem disso seu objectivo: perseguir cristãos.

Relativo aos mulçumanos existem apoios diversos, mas para os cristão há muito pouco:" a situação enfrentada pelos cristãos é “mais injusta: eles não têm apoio suficiente”.

 

E para perceber melhor o que é que está a acontecer nestes países, há mais de um ano, deixo este vídeo:

(Esta em inglês. Para ver legendas deverá fazer o seguinte: clicar em cima do quadrado branco que está na janela do vídeo, em baixo do lado direito; deverá aparecer um traço por baixo (vermelho); depois deverá clicar em cima do desenho que esta ao lado, uma roda; deverá abrir um menu em que uma das palavras é "legendas"; fazer correr toda as possibilidade e clicar no "traduzir"; seleccionar a língua pretendida. Se não resultar, deverá abrir este vídeo no You tube e deverá fazer tudo isto outra vez. Para abrir no you tube, é só pesquisar pelo nome/título do próprio vídeo).

 

 

Este é um vídeo sobre o trabalho da CITEZENGO (com tradução portuguesa):

 

Meu Deus,

ajuda-me a dividir o que tenho pelos que mais precisam,

e não somente as minhas sobras e os meus restos!

Ámen!

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