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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Shemá - o que é isso?

19.09.15, Helena Le Blanc

 Nas Famílias de Caná, a quarta bilha fala-nos do canto de oração:

 

A Família de Caná constrói em casa um lugar para a oração e aí se reúne uma vez por dia, em clima de alegria e simplicidade, para catequisar os filhos, para aprofundar a fé e para rezar. Todos os dias, a sua oração começa com a afirmação do primado de Deus, manifestado no amor ao próximo:

 

Shemá:


“Escuta Israel
O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor com todo o teu coração
Com toda a tua alma e com todas as tuas forças
E amarás o próximo como a ti mesmo.
Faz isto e serás feliz.
Ámen!” (Lc 10, 27-28)

 Mas o que é isto de "SHEMÁ" ?

 

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 É o nome de uma das orações mais importantes dos judeus. Esta oração está na Tora (o livro principal da religião Judaica). Jesus cresceu a aprender o que estava escrito na Tora (e que são os primeiros cinco livros da nossa Bíblia, ou seja, o Génesis, o êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronómio) que relata a criação do mundo, a origem da humanidade, do pacto de deus com Abraão, a libertação de Isarel do Egito, a sua peregrinação de quarenta anos até à terra prometida, e os mandamentos da lei recebidos por Moisés. 

A tradição religiosa em que Jesus cresceu e foi educado era uma tradição rica em oração, em relação profunda com Deus, no empenho em estudar com alegria a Torá, na vivência das festas que expressam e alimentam o sentimento religioso. A partir do período do segundo Templo (586 a.e.c), a religião já era conhecida como Judaísmo.shema-israel-se-meu-povo-compacto-vinil-gbm-especi

A família de Jesus guardava o sábado, celebrava a Páscoa judaica, fazia peregrinações no Templo, não comia certos alimentos proibidos na Escritura, praticava a circuncisão e os rituais judaicos da purificação, freqüentava a sinagoga enfim, vivia de acordo com os mandamentos e seguia os ensinamentos dos rabinos.

 

 

O povo hebreu teve momentos menos bons durante a antiga aliança - o pacto feito entre Abraão e Deus. A humanidade desviou-se muitas vezes do compromisso que assumiu, em especial relativo à adoração a outros deuses. Por isso tornou-se muito importante esta oração, esta afirmação de fé e de confiança. A lealdade a Deus é inabalável. E os judeus tiveram e continuam a ter esta preocupação, de geração em geração, em nunca esquecer que Ele é terno, existe, existiu e existirá. O primeiro mandamento da LEI DE DEUS é exatamente isto: Amarás a Deus sobre TODAS AS COISAS.

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O Shemá é recitado nas primeiras horas de todos os bebes, depois de nascerem, e antes de serem depositados no berço. O Shemá acompanha cada judeu ao longo da vida, desde o momento do nascimento até à hora da morte.

Qualquer judeu aprende, de cor, esta oração e recita-a duas vezes por dia (de manhã e à noite), dando entoações diferentes em algumas palavras. Cobrem os olhos com a mão direita, durante o primeiro verso para maior concentração, e procuram pronunciar cada palavra claramente, mesmo que isso leve tempo.

 

 “Escuta Israel
O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor com todo o teu coração
Com toda a tua alma e com todas as tuas forças
E amarás o próximo como a ti mesmo.
Faz isto e serás feliz.
Ámen!”

 

Por isso a  crença no Deus único, a confiança na presença amorosa de Deus que liberta, a aliança feita com Abraão, Isaac, Jacó, a revelação através de Moisés transmitida nas Escrituras, a importância, da prática da justiça, do culto, da oração, do amor ao próximo. Isso tudo e muito mais, é herança judaica, que está nas raízes da nossa fé cristã.

E esta é a minha surpresa: temos muito a aprender com os judeus!

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A cadela Filo

18.09.15, Helena Le Blanc

Ontem cheguei a casa e ao abrir a porta, depois de mais um dia muito preenchido e intenso, e vejo isto:

 

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E antes era isto:

 

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Desatei à gargalhada. Ri-me tanto tanto.... 

Não sei se esta surpresa têm "dedo" de Deus, mas foi uma grande surpresa. Não estava nada a contar ver a Filo completamente tosquiada. Ela nunca, nunca mas nunca teve este aspeto!

E porque é que isto aconteceu?

Não era nossa intenção tão grande tosquia! Foi um (grande) problema de comunicação!

A Filo sente.

O James também sente (o olhar infeliz e acusador, de cada vez que a Filo olha para ele!)

 Eu sorrio!

 

Meu Deus, agradeço-te pela capacidade de rir e sorrir!

Soube tão bem, depois de um dia de intenso trabalho!

Obrigada!

O aniversário do meu marido!

17.09.15, Helena Le Blanc

Na semana passada o James fez anos. 

 

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Desta vez decidimos festejar só os dois. 

Combinamos jantar fora.

O Xavier ficou em casa de uma família amiga. A restante família e amigos estranharam (comentaram) mas aceitaram. Seria somente entre nós e mais ninguém.

Tinha pensado em oferecer uma prendinha: comprar umas peçazitas de roupa pois ele estava precisado.

O filhote já tinha oferecido a prenda dele (com a ajuda da mãe), durante as nossas férias.

Assim, chegou o dia. Depois do trabalho seguimos juntos para o centro comercial para escolher as tais peças de roupa e depois fomos jantar, a um restaurante italiano, nossa gastronomia favorita!

 

Durante o jantar, em que conversamos muito, ofereço-lhe 4 pacotinhos e digo-lhe que não poderia deixar passar o dia sem lhe oferecer a "tradicional" prenda: legos!

O James gosta muito de legos, coleccionando alguns.

No ano passado eu tinha descoberto uma caneca de café, feita em placas de legos. Encomendei online (da América) e comprei dois ou três saquinhos (pequenos) de legos temáticos para ele enfeitar a sua caneca.

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Este ano, porque já tinha gasto o valor planeado para a prendinha, não tinha orçamento para mais legos. Mas esta coisa dos legos já é tradição. 

Então, numa das nossas raras idas ao hipermercados para fazer compras, reparei nuns saquinhas pequeninas de legos com a temática SIMPSONs! Baratinhos, mesmo à medida do meu inexistente orçamento!

O James gosta muito dos SIMPSONs. Eu, por acaso, não consigo achar nenhuma graça!

 

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Ele ficou muito surpreso e admirado com as prendinhas. Foi com muito prazer que observei  o meu marido abrir os saquinhos, umas prendinhas tão simples!

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 E, surpresa das surpresas, foi isto que ele descobriu dentro do primeiro:

 

 

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Aqui estão os restantes:

 

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 Meu Deus agradeço-te por este momento simples mas tão importante para o meu casamento!

A tua mensagem, as tuas dicas, os teus conselhos, chegam-me de muitos lados e de diferentes formas (conselhos das amigas, exemplos dos casais das Famílias de Caná, artigos publicados em sites sobre o assunto do casamento e divórcio, etc...) mas muitas vezes eu não consigo ouvir, perceber, dar importância!

Meu Deus, têm paciência comigo!

Consagração à Mãe de Caná

16.09.15, Helena Le Blanc

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 “Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, 

ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser!"

 

Consagração

Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná,
Consagramos-te hoje e sempre a nossa família.
Confiamos na tua intercessão de mãe,
Para que o vinho da fé, da esperança e do amor
Nunca acabe em nossa casa.
Faz de nós servos do Senhor, como tu,
E ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser.
Ámen!”

 

Poderei eu, um dia, emigrar?

15.09.15, Helena Le Blanc

Eu sou filha de ex-emigrantes. Os meus pais estiveram na Suíça durante 23 anos. Eu vivi em Portugal e cresci com a minha avó materna mas estava com os meus pais nas férias.

Só a partir dos meus 8 anos (quando eles se legalizaram no país em questão) é que eu comecei a ir ter com eles nas férias do Natal e eles, por sua vez, vinham a Portugal nas férias do Verão. Mais tarde, comecei a ir também no Verão e, a metade das féria vinha com eles de carros até Portugal.

Tinha eu 26 anos quando os meus pais regressaram definitivamente e eu comecei a viver, a tempo inteiro, com eles.

Por causa desta experiência, tenho uma opinião e uma visão muito próprias relativo à emigração. Não poderei dizer que é positiva ou negativa. É (simplesmente) complexa, em especial quando há uma separação entre crianças e pais, pois daí poderá resultar um grande trauma afetivo e social. É de uma violência extrema esta separação.

 

O meu marido é Canadiano. Tenho, nos últimos anos, tido a oportunidade, nas visitas que fazemos à família, de conhecer melhor o CANADA. E é habitual perguntarem-me se "lá não é melhor?"

E a minha resposta é sempre a mesma: tem coisas boas mas também tem coisas menos boas. É uma realidade diferente, nem melhor nem pior. Simplesmente diferente.

 

Por ex.:

- Eles têm temperaturas menos ZERO (mau) e a neve (bom). Não têm a costa marítima "à mão de semear" (mau) mas o frio deles não é húmido (bom);

 

- Eles têm casas e espaços públicos aquecidos (bom) mas são todos muito parecidos e do mesmo estilo, construídos em grelhas certinhas e direitinhas que faz impressão (mau);

 

- Eles têm excelentes estradas (bom), mas com cruzamentos e sinais luminosos de 500 em 500 metros (mau). As multas de infrações rodoviárias são pesadíssimos e por isso toda a gente conduz calmamente (bom). Isto faz com que se demore imenso a chegar a algum lado (mau) e por isso os carros de alta cilindrada são mais baratos e mais confortáveis (bom) exatamente pelo tempo que se passa dentro deles;

 

- Eles têm meia hora de descanso para almoço e que o têm que compensar (mau), mas são muito rigorosos com os horários do início e de fim (bom). Têm duas a três semanas de férias por ano conforme os casos (mau) mas os impostos são menos pesados (bom);

 

- O dia útil é casa-carro-trabalho-carro-casa sem pararem em nenhum café ou na vizinha, porque não há mais tempo (mau). Não há ambientes públicos de convívio social, e por isso convivem em casa uns dos outros ou em almoços ou jantares nos restaurantes. Os cafés têm poucas mesas para sentar. Servem em copo transportável, para se beber no carro ou no autocarro (eu gosto por isso é um bom para mim). O álcool é muito caro (bom). Socializam também muito no trabalho e pelas redes sociais. Ao contrário do que se diz dos países desenvolvidos, são muito próximos da família nuclear e alargada (bom);

 

- As casas, com construções diferentes das nossas - usam muito a madeira - que eu gosto muito (bom), são mais pequenas e caríssimas! Por exemplo 3 quartos, sala de estar, cozinha, quarto de banho, arrumos e garagem custa, conforme a localização, por ex na periferia de uma cidade, meio milhão de euros (muito mau);

 

- Têm excelentes incentivos à maternidade, por ex. a licença de maternidade é 1 ano (bom) mas as creches (a partir dos 12 meses) é caríssimo (mau). A uma mãe com 2 filhos compensa desempregar-se e ficar em casa, pois o custo da creche corresponderia ao seu vencimento;

 

- Aplicam muito bem o dinheiro dos impostos nas estruturas comunitárias, em especial parques infantis e espaços de desporto. Em cada "bairro" existe pelo menos um parque infantil e 2 campos de jogos uma escola e pelo menos uma Igreja (muito bom). No entanto, para proporcionarem atividades de lazer em ambientes (fechados ou abertos) diferentes, têm que se deslocar durante bastante tempo (mau);

 

- As pessoas são muito bem formadas para o atendimento ao público. Em qualquer sítio só há um atendimento de excelência. Sentimos-nos únicos cada vez que somos clientes, seja do que for (muito bom). Também notei que são complicados burocraticamente como nós! (mau).

 

 

E tenho a certeza que há muito mais exemplos. Esta é a minha visão de visitante, em que nunca estive mais do que 2 semanas seguidas. Se estou errada em algum detalhe, ou se ofendo alguém, peço, desde já, que me corrijam, para além das minhas desculpas.

Poderia também fazer este simples exercício relativo à Suíça. Mas a minha conclusão seria a mesma: há coisas boas e maus. Não é melhor ou pior, mas diferente. E a diferença está no que é mais importante aos nossos olhos.

 

 

Concluindo, eu costumo a dizer isto a todos os pais que me dizem que estão a pensar em emigrar:

- As crianças são exímias na adaptação em ambiente diferentes. Nós, adultos, é que temos muitos problemas de adaptação. Mas se a família considerou essa hipótese, porque não encontra trabalho, ou apareceu uma proposta de trabalho muito melhor, ou por outra razão, pois existem mil e uma razões (a guerra - os refugiados), deverão amadurecer, ponderar muito bem e decidir. Mas deixo este alerta: as crianças adaptam-se mas não podem andar constantemente a mudar, tipo ping-pong. No entanto, o lugar delas é sempre junto dos seus pais. E com a ajuda de Deus, já encontrarão o seu caminho.

 

 

Poderei eu um dia emigrar?

Já disse ao meu marido que não conheço o país dele mas, se um dia ele me disser que é necessário e muito importante fazermos essa mudança, mesmo que eu não perceba ou veja todo o contexto, só terei que confiar nele, pois ele quer o melhor para a nossa família. E eu, antes de ser "Eu - pessoa", sou Eu - família". A família vem em primeiro lugar.

E esta é uma das duas grandes surpresas de Deus deste post: eu, que senti tanto os efeitos da emigração na pele, hoje consigo dar aquela resposta ao meu marido, para a pergunta "Poderei eu um dia emigrar?".

A segunda surpresa de Deus é para os meus pais. Eles, à exceção do ultimato quando entrei na Universidade, fizeram de tudo para eu não ir viver com eles para a Suíça porque tinham o receio de eu construir lá a minha vida e mais tarde, quando quisessem vir embora eu escolher não os acompanhar. Eu acabei por me casar com uma pessoa de nacionalidade estrangeira e, apesar dos esforços deles, continuam a correr o risco de um dia eu poder emigrar!

 

Deus tem ou não tem sentido de humor, hem?!

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 Meus Deus, agradeço-te tanto por, com a tua ajuda, ter aprendido a superar tanta coisa!

Como do sofrimento e da angústia nos poderão vir coisas e capacidades maravilhosas!

Louvado sejas Meu Senhor!  

O avô, o neto e o genro!

14.09.15, Helena Le Blanc

 

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 Esta foi uma das surpresas que tivemos este ano!

O Avô aceitou acompanhar-nos numa semana de férias no sul de Portugal!

 

Foi tão bom observar os três a relacionarem-se, em momentos tão diferentes! Fomos à praia, brincamos em parques com muitas piscinas e animais, fizemos passeios, rimos imenso, assistimos a espetáculos improvisados das crianças, tivemos chatices, divertímo-nos tanto! Até os momentos menos bons tornaram-se importantes, para que todos nós nos sentíssemos mais próximos uns dos outros!

 

Obrigada  Meus Deus por esta tão bela surpresa!

Não estava nada à espera. Aliás, como tão bem sabes, eu já tinha desistido!

Pois... mais uma vez não confiei em Ti!

Perdoa-me!

 

A mensagem de Jesus: tens vergonha de mim?

13.09.15, Helena Le Blanc

Na Eucaristia de hoje, o evangelho é o seguinte:

 

Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?».
Eles responderam: «Uns dizem João Baptista; outros, Elias; e outros, um dos profetas».
Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias».
Ordenou-lhes então severamente que não falassem d’Ele a ninguém.
Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois.
E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas. Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O.
Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens».
E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».

S. Marcos 8, 27-35

 

Não é muito grande. É simples e direto, e na minha opinião já bastante conhecido. Esta passagem é amplamente transmitida pela Igreja. A minha surpresa foi, ao ler esta passagem na bíblia, o que Jesus Cristo diz a seguir:

 

"Se alguém dentre esta gente infiel e pecadora tiver vergonha de mim e do que eu ensino,

também o Filho do Homem, quando vier a glória de seu Pai com os santos e os anjos, terá vergonha dessa pessoa."

 

Quantas vezes eu senti vergonha de dizer que sou cristã, católica, e que acredito no ensinamento de Jesus? 

Quantas vezes eu senti vergonha em rezar à frente de outras pessoas e noutros sítios que não a Igreja?

Quantas vezes eu senti vergonha de informar a minha impossibilidade de agenda porque tinha atividades religiosas marcadas, tão importantes como as consultas médicas por ex.?

 

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A minha carreira profissional #2

12.09.15, Helena Le Blanc

Eu não aceitei a vaga no setor publico: licenciatura em ensino do 1º ciclo na Universidade dos trás dos Montes.

Os meus pais não permitiram.

Fizeram-me um ultimado, por telefone. Toda a nossa comunicação era por telefone.

-  Nós estamos dispostos a pagar-te o curso no setor privado. Assim, encontras um curso (e entras) perto de Mogofores ou vens para a Suíça.

Eu tinha 17 anos. Todos os meus amigos estavam em Portugal. Eu não queria ir para a Suíça. Todas as férias que lá passeio deu para perceber todos os aspetos positivos e negativos desse país, e os positivos não eram suficientes, aos meus olhos, para que eu ficasse contente com a essa oportunidade.

Como eu costumo dizer a quem conto esta história, mal terminou o telefonema eu literalmente peguei na lista telefónica (o calhamaço) e fui diretamente para as páginas amarelas. Escolhi a cidade (Coimbra) e pôs-me a telefonar para todas as Escolas e Institutos Privados, com nível universitário, para saber informações e condições de candidatura. 

Nesse ano, no setor privado, as provas vocacionais estavam na moda. E todas tinham já tinham decorrido. Encontrei uma escola que não exigia essa prova. Pedi todas as informações para poder me candidatar. Não sabia muito bem em que é que constava o curso, mas o que eu queria (desesperadamente) é ficar em Portugal.

Candidatei-me e entrei no curso de Serviço Social. Comecei a planear o pedido de transferência para outro curso.

O 1º ano, foi muito estranho. Os primeiros meses utilizei o comboio, e o resto do ano fiquei a dormir em Coimbra com outra colega, num quarto de uma família.

CCI12092015_2.jpgTive uma diversidade de disciplinas, de naturezas muito diferentes. Estatísticas, Informática (em computadores da APPLE), Direito (diversos ramos), Psicologia, Psicopatologia e Saúde Mental, Sociologia (diversos ramos), Ciências Sociais, Economia, História Económica e Social, Psicossociologia das Organizações, Antropologia Cultural, Estruturas da Sociedade e Economia Portuguesa, Política Social, Administração Social, Publicidade e Marketing, Técnicas de Entrevista e Avaliação, Demografia, etc...

Foi uma descoberta, de muita coisa. Não só do curso em si, mas também, com os conhecimentos tecnicos certos, da minha família e da minha história pessoal. Conheci a cidade e todos os costumes académicos. Fiz algumas amizades, mas também  perdi dois grandes amigos. Curioso, agora que penso nisso: perdi o primeiro, no final do 1º ano de curso, por motivo de enfarte, e o outro no 5º ano, ultimo ano, durante a queima das fitas, por motivo de acidente rodoviário.

Mais tarde, quando tirei a carta de condução, comecei a ir de carro, dividindo o transporte com 2 colegas.

No final do curso, olhei para mim própria e concluí: eu gostei muito, especialmente pela diversidade de matérias e disciplinas. Percebi, que a junção de todos aqueles conhecimentos, conferiam-me uma visão única relativo ao ser humano e à sua vida. Se fosse hoje era exatamente isto que eu teria escolhido. Eu desconhecia a existência do curso, mas Deus sabia. Por "portas travessas" fui lá ter.

Depois de terminar o curso, em Serviço Social com a especialização em Gestão de Recursos Humanos, e apesar de ter ganho uma bolsa (pelas minhas boas notas - uma surpresa pois sempre tinha sido aluna mediana) e de ter sido convidada a dar continuidade à minha carreira académica, quis ir trabalhar. Eu queria entrar no mundo do trabalho.

Comecei a trabalhar, na área em que havia empregabilidade na época, e fui aprendendo a desempenhar, cada vez melhor, a minha atividade. Em todos os lugares em que estive, e em todas as posições que tive, sempre levei muito a sério das minhas responsabilidades. 

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Hoje trabalho numa Misericórdia - que não é SANTA CASA (uma história para um futuro post!)

Mas tal como todas as outras pessoas, já tive momentos menos bons e desmotivantes e que me deixei levar pela onda. Mas hoje, com mais experiência e maturidade, dedico-me inteiramente, desde as 9h15 até às horas que forem precisas, para defender os melhores interesses da instituição, ou seja, da irmandade, dos colaboradores e dos utentes.

Um dia o Sr. Provedor, o meu chefe, disse-me que  servir o próximo é a missão dele, em comunhão com Jesus Cristo. Eu, porque tenho aprendido muito com ele, digo: o meu dever é servir a instituição.

O meu percurso foi e tem sido uma grande surpresa de Deus!

Quando conto esta minha história pessoal a jovens, concluo desta forma: confiem em Deus!

 

Meus Deus, como te agradeço por teres interferido e me teres guiado para o curso certo!

Humildemente reconheço os meus erros e, a confiança que continuas a depositar em mim!

Peço-te que tenhas paciência comigo, por todas as vezes que eu continuo a não confiar em Ti!

Ámen.

A minha carreira profissional # 1

11.09.15, Helena Le Blanc

Há algum tempo, prometi um post sobre a minha carreira profissional, e como estamos em época de admissão às Universidades, e início de ano letivo, acho que não é tarde nem cedo para falar sobre isso.

Eu sempre fui uma aluna mediana. Transitei sempre de ano, mas com uma negativa: inglês. Todos os anos eu tinha um "2" em inglês.

Comecei a ter notas mais jeitosas a partir do 10º ano. O tipo de disciplinas, a partir deste nível na área de letras, eram, aos meus olhos, muito mais interessantes, como por exemplo a filosofia e a psicologia.

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Do jardim infantil ao 11º ano frequentei o Colégio de Nossa Senhora de Assunção/Cluny. Porque tive um acidente infantil com 2 anos (ingestão de amoníaco) tive um grande atraso no desenvolvimento da fala (que ainda se nota muito hoje, em especial na escrita).

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Apesar de meus pais serem, na altura emigrantes na Suíça (francês) e eu estar habituada a essa língua (nas férias escolares) eu tive como língua estrangeira o inglês. 

O meu sonho de infância era ser hospedeira (sonho dividido pela maior parte das meninas).

No 9º ano tive orientação vocacional com a psicóloga do colégio. Depois de diversos testes, ela concluiu que eu de facto era boa em francês, e que tinha uma percentagem muito alta no raciocínio mecânico. Assim, a sugestão dela foi seguir o ensino de francês.

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No 10º ano escolhi línguas, à rebeldia do meu pai que queria que eu tive ido para contabilidade.

No fim do 11º ano tive um problema: o colégio não iria constituir turma de línguas para o 12º ano. Não existiam alunas em numero suficiente.

Eu inscrevi-me na Escola Secundária Homem Cristo, em Aveiro.  A minha melhor amiga, que queria LATIM, foi para a Escola Secundária José Estêvão. Por isso, em sintonia, procurei uma Escola perto dela. Ao iniciar o ano letivo, percebi que o horário era de trabalhador-estudante, não existindo turma para estudantes. Os meus pais não aceitaram este tipo de horários.

Tive que rapidamente resolver o problema! A Escola Secundária de Anadia não tinha vaga. Inscrevi-me na Escola Secundária da Mealhada e pedi autorização para frequentar as aulas em Anadia, até que surgisse vaga para eu pedir (mais uma vez) transferência do meu processo. 

Tudo isto fiz-o sempre sozinha, usando comboios e táxis. A minha avó não tinha esta destreza e os meus pais estavam noutro país! Mas tive ajuda do pároco de Mogofores, o Padre Luís Belo.

Resultado: perdi completamente o contacto com a minha melhor amiga! Ela nunca deve ter percebido porque é que eu desapareci do mapa (e não agi conforme o que tínhamos planeado), e eu não tinha numero de telefone nem a morada dela para poder ir ter com ela e explicar-lhe. Ela é natural de Barro e chama-se Leonor. 

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Concluí, na Escola Secundária de Anadia, o 12º ano e nesse ano foi o primeiro ano da realização dos testes de especialidades para candidatura à Universidade. No ano anterior, tinha-se realizado, pela ultima vez, a PGA (Prova Geral de Acesso - penso que é assim). Fiz a prova de filosofia e obtive uma boa nota. Eu gostava muito de filosofia!

Preparei a candidatura. Queria muito entrar em Comunicação Social. Entrei mas em ensino de 1º ciclo, na Universidade de Trás dos Montes. Eu quando vi o resultado fiquei (mais ou menos) feliz. Tinha entrado. Os meus pais não ficaram nada contentes. O que eles somente ouviram foi "Trás dos Montes" e não permitiram que eu fosse.

Na altura, tentei perceber e aceitar a decisão deles. Estando longe, sentiram-se inseguros ao saberem que eu iria para parte desconhecida.

Assim, eu não fiz a minha matrícula na universidade e no curso em que tinha sido aceite.

 

 

A história continua no próximo post.

 

 

Um passeio de pijama!

10.09.15, Helena Le Blanc

Num destes dias, depois de ler o post de uma família católica, inspirada com a caravana ao pôr do sol, desafiei a minha família para uma simples atividade, em final do dia: um passeio de pijama.

Chegamos a casa, depois de termos tido um dia de praia e jantado num simples restaurante, tomamos banho, e com os pijamas vestidos, em vez de ver a habitual TV ou jogos no tablet, desafiei-os para um passeio na estrada de pijama (e casacos)! 

Um ideia doida e maluca mas que se tornou num excelente momento familiar.

Quando chegamos, fomos todos para a caminha!

 

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 Agradeço-te, Meu Deus, pelas Famílias de Caná,

que me ensinam a dar valor ao dom da Vida e ao dom do Amor!

Ensinam-me a dar importância ao que de facto é importante!

Ámen.