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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

O vídeo com a nossa oração da noite!

30.09.15, Helena Le Blanc

O meu marido esteve uns dias fora. No entanto, não deixámos de fazer a nossa oração familiar. 

Na primeira noite ele assistiu pelo facetime. Hoje, não foi possível! No entanto, apesar de eu estar um pouquinho nervosa (por estar a filmar para partilhar) decidi mostrar um exemplo do que acontece todas as noites em nossa casa.

Chamo a atenção para que, neste dia eu estava sozinha e como tal ficamos na versão mais simples. Em alguns dias acrescentamos mais coisas, como canções (com ajuda de vídeos pois eu e o James não temos muita à vontade para cantar), agradecimentos por momentos especiais ou pedidos por intenções familiares ou do mundo. 

 

 

No início, quando começamos sentíamo-nos muito estranhos, inseguros e "esquisitos", como não fosse natural toda atividade. Mas com o tempo e com a rotina, tornou-se mais fácil, menos estranho, e natural como comer, dormir, tomar banho ou vermos todos um filme.

Como se vê neste vídeo, não é um momento perfeito. Têm gritos, às vezes choros e birras. 

Mas quem disse que a oração tinha que ser perfeita?

 

Obrigada Meus Deus por me teres ensinado.

Com grande surpresa, senti que a oração é nosso especial momento

para te dizer "obrigado" por tudo! 

Uma Santa Casa que não é Santa Casa!

29.09.15, Helena Le Blanc

Eu trabalho na Misericórdia da Freguesia de Sangalhos.

E apesar de ser uma Santa Casa, a sua denominação não têm Santa Casa: "Misericórdia da Freguesia de Sangalhos".

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Como?

É possível?

Esta Misericórdia, como as outras 385 existentes no nosso país, nasceram inspiradas pela Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, e esta, como todos nós hoje sabemos, é fruto da ação da rainha D. Leonor, em conjunto com o seu confessor Frei Miguel Contreiras.

04_DLeonor.jpgEsta nossa rainha, viúva, dedicou-se intensamente a todos os desprotegidos (aos "expostos" - termo da época), nomeadamente os doentes, os pobres, os órfãos, os recem-nascidos abandonados, os prisioneiros e os artistas. Patrocinou a fundação da Santa Casa da Misericórdia, e, em 1498 foi a primeira Organização Não governamental (ONG) legítima em todo o mundo. Uma grande novidade para a época: a existência de uma instituição social que se declara leiga e não governamental.

 

Esta instituição tornou-se o instrumento de ação social da coroa portuguesa, e é o início da história de assistência em Portugal, ou seja, das práticas ligadas aos costumes e ensinamentos cristãos, realizadas por amor a Deus.

Como tal, nascendo com uma natureza cristã, a fé instituída em todo o reino, D. Leonor, inspirada pela iniciativa de  S. Pedro Mártir em Florença em 1244, apoiou esta obra nas 14 obras da misericórdia:

 

Obras Corporais:

1ª Dar de comer a quem tem fome;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

3ª Vestir os nus;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

5ª Assistir aos enfermos;

6ª Visitar os presos;

7ª Enterrar os mortos.

Obras Espirituais:

1ª Dar bons conselhos;

2ª Ensinar os ignorantes

3ª Corrigir os que erram;

4ª Consolar os tristes;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

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A partir deste exemplo, com o apoio do Rei D. Manuel I, surgiram muitas Santas Casas por todo o reino, e para além do reino. Hoje em dia, para além das 386 existentes em território nacional, existem 631 Santas Casa no estrangeiro:

 

Prestam apoio á comunidade essencialmente em duas áreas: apoio social e cuidados de saúde. Por dia, as 386 Misericórdias nacionais acompanham mais de 150 mil portugueses em todo o território nacional. São 462 estruturas residenciais para pessoa idosa, 420 serviços de apoio domiciliário, 315 creches, 262 pré-escolares, 23 hospitais, 112 unidades de cuidados continuados, entre muitos outros equipamentos.

Também são responsáveis por iniciativas de inovação social e valorização da cultura local. Produção de artesanato e de bens alimentares, edição de livros e recuperação de tradições, como o cortejo de oferendas, são apenas alguns exemplos para valorizar a nossa identidade.

Aproveito para esclarecer aqui algo muito importante: as Misericórdias são independentes umas das outras. Simplesmente, têm as mesma fonte de inspiração: a obra de D. Leonor. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ou do Porto não têm nada a ver com a Misericórdia de Aveiro ou Sangalhos!

Assim, e retomando a história inicial, a Misericórdia de Sangalhos, em 1937, pretendeu constituir-se mas encontrou um obstáculo: já existia uma Santa Casa de Misericórdia no concelho em questão: a Santa Casa da Misericórdia de Anadia. E para quem não sabe só pode existir uma "Santa Casa" por concelho! Assim, impedida de se registar como tal, mas querendo, e muito, ser ser semelhante à Santa Casa da D. Leonor, e, neste caso específico, dar resposta às necessidades de saúde existentes na freguesia, registou-se como "Misericórdia da Freguesia de Sangalhos".

Existe mais uma ou duas no país com a mesma particularidade. E como alguém que eu conheço, respeito e admiro, costuma a dizer: não somos Santa Casa, mas se calhar somos mais "Santas" que muitas Santas Casas!

Independentemente da minha crença pessoal, eu não devo esquecer da responsabilidade do que é ser trabalhadora de uma Misercórdia:

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"Cada um, dentro de suas possibilidades e dons, deve em diversos momentos da vida fazer obras de misericórdia.

Para uns é mais fácil visitar enfermos, para outros é mais fácil ensinar os ignorantes. Mas para todos, em alguma fase da vida, surgirão os momentos de "perdoar as injúrias" e "sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo".

Diário de Santa Faustina: "O Amor é a flor e a Misericórdia é o fruto".

Todo ato de amor resulta em misericórdia, não há como fugir desta verdade!

O mais pequeno ato de amor que eu praticar, terá como resultado a misericórdia!

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 Meu Deus, como foi para mim uma grande surpresa toda esta história!

E, para além disso, o tomar consciência, ao longo da minha caminhada,

da vantagem que tenho por trabalhar numa instituição, 

uma obra que foi inspirada no Amor e moldada para distribuir Misericórdia! 

Um privilégio e uma grande responsabilidade!

Uma surpresa no Portugal dos Pequeninos

28.09.15, Helena Le Blanc

Neste verão, fomos visitar o Portugal dos Pequeninos, em Coimbra.

Eu já conhecia, da minha infância, mas o James desconhecia este espaço.

Ficou muito bem impressionado (à exceçao do preço do comboio, e do Museu da Barbie que cheirava intensamente a suor).

O Xavier ao entrar ficou muito acanhado, demonstrando timidez.

Nós tivemos que o ajudar a entrar nas casinhas e a explorar todos os espaços. Eu e o meu marido decidimos fazer vez à vez, para as nossas costas não sofrerem tanto.

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Numa casinha que me calhou, um grande complexo, descobri uma capela. Mais à frente descobri uma igreja em miniatura.

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Fiquei muito admirada! Pois ao entrar naquele complexo/habitação, para além da capela, tinha um jardim/pátio interior, em o rodeava diversos murais de azulejos com histórias da bíblia!

Que linda surpresa! Mesmo num espaço de brincar, Deus estava lá, a lembrar-nos da sua existência. E alguns de nós, Homens, demonstramos na nossa vida (casa, carro, jóias, objetos) que Deus é importante para nós!

As casas do Portugal dos Pequeninos são réplicas, e que refletem a nossa cultura portuguesa ao longo da história. Ainda bem que não ignoraram a nossa fé cristã:

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Meu Deus, que bela surpresa!

Apesar de não ter tido muito tempo para apreciar e deliciar-me com estes azulejos (pois o Xavier rapidamente desaparecia) fiquei maravilhada!

Obrigada!

A mensagem de Jesus: diversidade religiosa!

27.09.15, Helena Le Blanc

Na Eucaristia de hoje, o evangelho é o seguinte:


Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.
Quem não é contra nós é por nós.
Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.
Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar.
Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga.
E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.
E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».

 Marcos 9,38-43.45.47-48

 

Eu gostaria de salientar, deste texto do Evangelista S. Marcos, o seguinte mini-diálogo: 

«Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.
Quem não é contra nós é por nós.

Acho interessante que Jesus, no seu tempo, fala da exclusão religiosa!

Quem somos nós para ditar, obrigar e impor a nossa fé e criticar, julgar e gozar as outras religiosidades? 

Aproveito para introduzir o conceito do ECUMENISMO:

(uma palavra difícil de se dizer!!!)

 

Ecumenismo - movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa, anglicana e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs.

 

As iniciativas de diálogos poderão ser classificadas conforme os objetivos, mas sempre com a mesma natureza - a de conciliação e concertação.

Ecumenismo espiritual: pressupõe que a superação das diferenças humanamente insuperáveis é uma obra de Deus. Requer uma atitude orante e também uma atitude de diálogo que brota da convicção de unidade espiritual entre aqueles que crêem em Jesus Cristo. O Concílio Vaticano II afirma que "a oração é a alma do ecumenismo";
Ecumenismo institucional: é aquele que ocorre ao nível das instituições promotoras do ecumenismo, como o Conselho Mundial de Igrejas e o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.
Ecumenismo oficial: é aquele que envolve as autoridades eclesiásticas das diversas igrejas.
Ecumenismo doutrinal: trata-se das iniciativas de diálogo sobre as diversas questões doutrinais que estão na raiz das divergências. Busca-se atingir pontos de convergência no que é o essencial do cristianismo através de encontros, colóquios e diálogos entre as diversas igrejas.
Ecumenismo local: o ecumenismo local corresponde às iniciativas e ações comuns que ocorrem na base das igrejas.
Ecumenismo secular: o ecumenismo secular é uma corrente do movimento ecumênico representada por aqueles que, diante do impasse e da lentidão das diversas instituições em realizar a unidade, crêem que somente a aplicação do método indutivo – que parte da história concreta em que se está inserido e da encarnação como tema central - poderá levar adiante a tarefa ecumênica. Segundo os secularistas, o pensamento e a ação ecumênicas devem estar centradas no mundo secular, no serviço do ser humano. Assim, o ecumenismo secular coloca-se na busca da justiça, da paz, da ecologia e da luta contra a pobreza expressa nas diversas teologias da libertação.

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Este movimento, na minha opinião, é extraordinário. A igreja católica tem a capacidade de ir ao encontro dos outros, respeitando as suas diferenças.

O Papa Francisco liderou, nestes ultimos dias, uma cerimonia (descrita como emotiva) inter-religiosa no local onde estavam localizadas as Torres Gêmeas.

Fazendo uma pesquisa na internet descubro casamentos ecuménicos, sites sobre o assunto ( ex. Comissão Ecuménica da Diocese do Porto), e até bíblias ecuménicas.

Á pouco tempo adquiri uma e estou a gostar.

Atenção que o ecumenismo não é simplesmente um intercâmbio de ideias ou uma aproximação “amigável” onde todos podem participar e expor sua ideologia e crenças; o culto ecumênico essencialmente se baseia em uma tentativa de unificação das denominações.

Percebi, com este post, que há muito mais a saber deste movimento, deste esforço tão bonito da Igreja Católica (inspirada pelo Espírito Santo!)

Existem muitas cerimónias, atividades e encontros ecuménicos perto de nós.

Temos amigos, familiares que professam outras fés. E porque não?

Por isso, de que é que estamos à espera?

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Uma mãozinha na cozinha #2

25.09.15, Helena Le Blanc

Pela 2ª vez desafiei o meu filho a ajudar-me na cozinha, há cerca de 2/3 meses.

Também surgiu do nada. O meu marido, prestes a perder a paciência com o Xavier, fez-me sinais que precisava de um "break"/intervalo. Eu que estava para começar a preparar o jantar pensei... e porque não?

Então perguntei-lhe se queria lavar a alface. Ele que gosta muito de água, não iria recusar.

Como calculei, disse logo que sim... mas eu, interiormente, estava em pânico! Lena, água?!??!?!?!?!? Que raio de ideia! Vai ficar tudo molhado, para além da alface que não sobreviver à tortura!

Mas a minha boca já tinha lançado a ideia (-bomba) e, como tal, eu tinha que cumprir!

 

Assim, com o coração muito apertadinho, munindo-me de coragem, preparei tudo.  IMG_5811.JPG

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O rapaz tem jeiteira! Uau! Fiquei, no mínimo... impressionada!

A alface sobreviveu!

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E, pela primeira vez, o Xavier comeu (e de muito bom agrado) a alface!

 

Meu Deus, sem palavras!

- mas com um enorme sentimento de gratidão no meu coração!

 

Uma mãozinha na cozinha #1

24.09.15, Helena Le Blanc

- "O meu filho é um poço de surpresas!"

Ouvi muitas vezes esta expressão! E hoje posso dizer que subscrevo. Aliás, completo: o meu filho é um poço de surpresas de Deus!

 

Todos os dias ele surpreende-me!

Uma das coisas que, desde cedo, atraio a sua atenção foi a cozinha. Com 6 meses, o bebé já tinha que andar sempre com a sua colher de pau! Perdemos e comprámos várias!

No entanto, apesar desta atração pela cozinha, ele não é muito dado a comer! Talvez por erro meu, de mãe inexperiente, que quis planear tudo ao pormenor e não deixei que as coisas se desenvolvessem ao sabor da corrente! Mas esta é outra história!

 

Assim, entre colheres de pau, panelas, sertãs, ele foi crescendo.

 

Até que este ano, em Janeiro, lembrei-me de o desafiar para fazer sumo de laranja natural. Não sei bem como nem porquê. Surgiu, no momento, esta ideia. O Xavier, com 2 anos e meio, disse logo que sim, sem saber muito bem do que é que eu estava a falar. Achei que não iria resultar em nada. 

Acontece que... tive uma surpresa. Ora vejam: 

 

 

Não é uma ternura?

Eu fiquei completamente surpresa como ele "encaixou" tão bem o que fazer e como fazer, somente com 2 anos e meio?!!!!

 

Meu Deus, agradeço-te pela oportunidade de ser Mãe,

pelo "dom da Vida"! 

 Apesar da mudança que é ter um bebe (ou uma criança)

na nossa vida,é tão gratificante!

É um privilégio poder observar o crescimento dele!

Obrigada por esta surpresa! 

Uma estrelinha verde!

22.09.15, Helena Le Blanc

Num dos últimos dias deste ano letivo que passou, o meu filhote, na hora de saída da Creche, chamou-me à salinha dele e mostrou-me isto:

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Fiquei profundamente surpreendida. Ele explicou que era "Ele", ou seja, o símbolo que ele tinha escolhido, no início do ano, representar a sua presença, no quadro de presenças, passando a exemplificar:

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Fiquei muito orgulhosa da sua escolha:

- uma estrela, um astro que tem luz e calor próprio. Um importante símbolo que já fez correr muita tinta. Aliás, sendo tão importante para os judeus, aparece na bandeira de Israel!

- cor verde. A nossa casa, por dentro, esta toda pintada de verde. Esta é uma das coisas que nos une, a mim e ao meu marido: a preferência pela cor verde. 

Por isso, apesar da estrelinha já ter pedido os olhos, e só ter boca, fiquei muito contente com o meu filho. Uma bela surpresa.

E lembrei-me de um post da Teresa: a estrela escondida.

Um dia destes, será esta pequena atividade que fará com que explica mais um bocadinho sobre estrelas ao Xavier.

 

 Meu Deus, obrigada por esta bela surpresa do meu filho!

Uma criança é um tesouro precioso, que nunca devemos esquecer! 

Uma piada de um Papa!

21.09.15, Helena Le Blanc

Nos ultimos dias, tenho andado a ler este pequeno livro:

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A leitura de livros sempre foi uma paixão e ultimamente, tenho tentado ser mais seletiva nas minhas leituras: romances históricos e livros sobre as coisas da vida, como por exemplo sobre a minha fé.

Quero saber mais sobre DEUS, mas não quero ler livros "pesados"! A leitura, para mim, é uma forma de descanso produtivo. Por isso, quando eu digo "descanso" quer dizer que o livro não pode exigir muito do meu cérebro. Produtivo porque quero aproveitar os pequenos momentos, que tenho para mim, para aprender mais qualquer coisa.

Assim, este livro pareceu-me exatamente o que eu procurava, e não me desapontou! Tenho rido e sorrido com as pequenas peripécias do Santo Papa João XXIII.

Ainda não cheguei ao Santo Papa João Paulo II.

Tem estado a ser uma bela surpresa!

Deixo-Vos um dos muitos episódios:

 

O Papa João XXIII, como é hábito no Vaticano, aparecia aos domingos ao meio-dia na janela do palácio para recitar a habitual oração mariana (Anjelus) na presença dos fiéis na praça de S. Pedro. 

Juntamente com esta oração, fazia uma oração ao Anjo da Guarda e uma outra a pedir o eterno descanso para os fiéis defuntos.

Um dia, um bispo sugeriu-lhe:

- Por que não omite essa oração ao Anjo? A doutrina acerca do anjo da Guarda não é um dogma (uma decisão) de fé, definido pela Igreja Católica.

O Papa, depois de escutar esta observação, com um certo humor, comentou:

- O Senhor é um grande teólogo! Mas, para lhe agradar a si, teria de dar um desgosto ao meu Anjo da Guarda!

 

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Obrigada Meu Deus por este livro!

Afinal pode ser muito divertido ler livros sobre a cristandade e a nossa fé!

Mensagem de Jesus: acolhe as crianças!

20.09.15, Helena Le Blanc

Na Eucaristia de hoje, o evangelho é o seguinte:

 

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse, porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar.
Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?».
Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».
E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes:
«Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

S. Marcos 9,30-37

 

A frase central, assim de repente, diria que é esta: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».

 

No entanto, e porque gostaria de falar outra vez no assunto das crianças, digo que a minha mensagem de Jesus é esta: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

 

Como é que uma Eucaristia não pode ter crianças, nem barulho de crianças? A ultima ceia, a primeira eucaristia, foi realizada por Jesus Cristo. E ele claramente diz que quem recebe uma criança, recebo-o a ele. Nós é que devemos ir ao encontro das crianças e adaptar-nos aos seus ritmos de crescimento. Nós temos que ter a capacidade de as incluir na Eucaristia, e em todos os seus momentos. Temos o dever de encontrar estratégias para que, não comprometendo a essência da Missa, esta receba as nossas crianças que também fazem parte do reino de Deus!

 

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Se os nossos filhos se sentirem bem, acarinhados, queridos, acolhidos por todos os presentes na Igreja, e percebam a tolerância, a paciência e a simpatia dos demais, tenho a certeza que vão gostar de ir à Missa para visitar Jesus e a Mamã de Jesus. 

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Meu Deus, hoje não é um agradecimento mas um pedido para muitas surpresas:

sensibiliza os duros de coração para acarinhar todas as crianças que estão presentes durante a Missa.

Se todos formos simpáticos e acolhedores na igreja, as nossas crianças sentir-se-ão em "casa do Pai". 

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