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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

24
Jul15

O meu avô Roger!

Helena Le Blanc

O Xavier foi visitar o avô Roger, aquele avô que só vê uma vez ou duas por ano.

Apesar de o Xavier ter dois anos de vida, quase três, foram ainda poucas as vezes em que ambos estiveram juntos! 

Pouca coisa têm em comum, para além do nome LeBlanc.

 

- Não se conhecem muito bem;

- Não falam/dominam bem a mesma língua;

- Sentem-se muito curiosos um pelo outro;

- O Xavier têm dois anos e é uma bateria ambulante;

- O Avô têm 62 anos e, bem, têm um ritmo diferente;

- (Ambos dormiam a sesta à tarde);

- O Xavier gosta muito de mexer em tudo e de desarrumar;

- O Avô gosta das coisas no sítio, especialmente o seu jogo de xadrez que permanece "em stand-bye" para retomar mais tarde;

- O Xavier não gosta muito de comer;

- O Avô gosta muito de preparar uns pequenos almoços bem calóricos;

- O Avô tentava encontrar algo com que fizesse o "miudo" prestar-lhe atenção;

- O Xavier fazia de conta que não o estava a ouvir;

- ...

 

Mas bébes, rapazinhos, homens, todos "são farinha do mesmo saco"! Vejam no vídeo o que acabou por ser o ponto comum de ambos.

Para o Xavier, o Avô Roger é o máximo!

Para o Avô Roger, foi super interessante ter um rapazinho que se interessa pelas suas coisas...

 

  

Nota final: aquela espécie de produto preto coloca-se por cima da terra, depois de limpa, impedindo as ervas daninhas crescerem.

22
Jul15

O gelado do Xavier...

Helena Le Blanc

O meu filho, ofereceu-me um momento que será difícil eu esquecer!

Pela primeira vez, vi-o a comer gelado...  

Só consegui filmar um bocadinho, mas imaginem isto durante uns 15 minutos.

Fui-lhe dando instruções para ir comendo o gelado... Achei que isto seria uma daquelas coisas instintivas... 

 

Deus,

agradeço por me permitires ser mãe

e por me teres confiado este belíssimo bébé!

 

19
Jul15

James, nós não podemos comungar! #2

Helena Le Blanc

 - James, nós não podemos comungar! - disse-lhe eu.

O James começou a acompanhar-me à Eucaristia Dominical e como cristão que frequentou (mais ou menos) a catequese, tinha essa noção e aceitou (mais ou menos) bem, até ao dia em que descobrimos que ele não tinha sido casado pela Igreja Católica, já relatado num dos posts anteriores.

Mas mesmo assim, eu voltei a repetir:

- James, nós não podemos comungar!

- Porquê?" - retorquiu ele.

E desta vez foi mais difícil aceitar. 

 

Dois adultos, um homem e uma mulher, solteiros (pelo menos um solteiríssimo da silva, e outro divorciado de casamento não católico), a viverem juntos num T2, com dois gatos e um cão, boas pessoas (na maior parte das vezes), ativos profissionalmente, frequentemente solidários com o próximo, participantes na vida da paróquia... Porque raio é que não deveríamos poder comungar?

Será que a igreja não poderia facilitar um pouco e, já agora, modernizar-se e acompanhar os tempos? Porque é que têm que ser tão complicada? Como oiço tantas vezes dizer, é por estas e por outras que a igreja vai perdendo as suas ovelhas!

Não conseguíamos entender o que é que se passava na cabeça de Deus, ou então isto tudo seria fruto das cabeças dos homens!?

Ficamos "revoltados", e quase abandonamos a nossa relação com Deus.

 

quase...

 

- James, nós não podemos comungar, e tem calma, por favor! - disse-lhe eu.

 

P1020220.jpg

 

Antes de tomar uma decisão, decidi procurar saber o porquê das coisas. Não nasci ensinada e não poderia ter vergonha por não saber. Eu tinha o direito/dever, pelo menos, de tentar saber. Não sei se a minha condição humana deixar-me-ia entender as coisas de Deus (engraçado - as coisas de Deus - um titulo que pensei dar a este blog), mas pelo menos eu tinha que encontrar alguma coisa que "confortasse" o meu coração, e ajudasse-o a ouvir, com mais solicitude, a ordem do meu cérebro: não posso comungar.

 

Procurei, perguntei e pesquisei. Nos textos que lia, encontrava muitas vezes um conjunto de números e a referência ao Catecismo Católico da Igreja. Nunca tinha dado importância, até à data, a este calhamaço. Mas foi por causa deste que o meu cérebro começou a ver uma luzinha ao fim do túnel!

Refiro que, apesar de todo o estado de "revolta e confusão", nunca deixámos de participar na paróquia. Assim:

2390 - "Existe união livre quando o homem e amulher se recusam a dar uma forma jurídica e pública a uma ligação que implica intimidade sexual.

A expressão (união livre) é enganosa: com efeito, que significado pode ter uma união na qual as pessoas não se comprometem mutuamente e revelam, assim, uma falta de confiança na outra, em si mesma ou no futuro?

A expressão abrange situações diferentes: concubinato, recusa do casamento enquanto tal, incapacidade de assumir compromissos a longo prazo. Todas estas situações ofendem a dignidade do matrimónio, destroem a própria idéia da família, entraquecem o sentido da fidelidade. São contrárias à lei moral. O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.

2391 - Muitos reclamam hoje uma espécie de ´direito à experiência´quando há intenção de se casar. (...) O amor humano não tolera a experiência´. Ele exige urna doação total e definitiva das pessoas entre si".

 

Isto fez sentido para o meu cérebro. Afinal, quando um jovem casal decide ir viver junto, é porque a relação é séria e forte, certo?

Então, se é séria e forte, porque é que não é séria e forte o suficientemente para casarem? 

 

- Ah! Se não der certo, é mais fácil separar sem a papelada do divórcio.

- Ok. Então quer dizer que já estás a pensar nessa possibilidade?

Desculpa meu caro e minha cara, mas se já tens esse receio da separação, então tu não a amas ou não o amas. Sentes sim, forte e seriamente, uma grande paixão, e nada mais para além disso.

Se fosse eu, perguntar-me-ia: não serei eu suficientemente especial e importante para que ele se comprometa comigo para o resto da sua vida? 

Por isso, a pergunta a fazer é: casar... e porque não?

Ele (ou ela) teria muito que explicar; porque é que não se daria ao trabalho de casar comigo!

 

 

É que isto do casar, tem muito o que se lhe diga, e não é só sobre o quanto se gasta (horrores de dinheiro) ao fazer esta festa. É que, tal como a mulher precisa de 9 meses para se preparar para o seu papel de mãe, o casal de namorados precisa do tempo de planeamento do casamento para se preparar para começar a ser um só.

Há muito para decifrar e discutir na preparação de um casamento, e tenho a certeza que, na maior parte dos namoros, não se fala destas coisas: custo de um casamento, constituição de um menu, decoração de uma igreja (as flores, os tules, as velas), a escolha dos padrinhos/testemunhas, a lista dos convidados, o local da cerimónia e da festa, o fotografo e os produtos que vão querer, a habitação e os móveis, a lua de mel (viagem e onde), contas bancárias, que prendas se quer receber,  a musica do casamento, os vinhos do casamento, preparar as malas para sair de casa dos pais pela primeira vez, etc...

Tanta coisa para decidir, e um rol de situações para resolver! Tenho a certeza que é nesta preparação que o casal se redescobre. É o início de muita coisa: negociar amorosamente, ceder amorosamente, ganhar amorosamente... aprender a ser um só!

Por isso, casar... e porque não? É uma aventura tão gira que todas as mulheres (e rapazes suponho, mas falo mais por mim) deveriam ter o direito de vivenciar! 

Agora imagina... Ele está a tomar umas atitudes esquisitas... com o dinheiro, com a roupa do casamento, com as flores, com os carros, com a lua de mel, com a lista de convidados... Nunca tinhas visto este lado dele. Repensas e começas a descobrir um outro lado do teu namorado que, até à data ele tinha escondido muito bem. É muito mais fácil acabar um namoro quando se esta ainda noivo, do que quando já se vive junto.

 

Retomando a temática, se um casal viver juntos não estando casados não poderão comungar. Esta é a Lei de Deus. Só há duas soluções: ou vivem em castidade (que parece-me ser muitíssimo difícil), ou aceitam viver em pecado e não comungam.

Isto é como outras coisas na vida: eu aceito viver num apartamento alugado até que tenha dinheiro para comprar uma casa, ou então vivo em casa dos meus pais submissa às suas regras, até que tenha possibilidades financeiras para a comprar.

Somo nós a decidir. Deus não decide por nós. Nós é que efetivamente decidimos, mediante o conhecimento das regras.

Nós poderemos tentar perceber alguns "porquês", à medida que investigamos e interpretamos melhor a nossa natureza humana, mas na verdade só Deus sabe todos os porquês, e isso faz parte dos mistérios de Deus!

 

P1020246.jpg

No nosso caso concreto, a coisa foi um bocadito diferente.

Quando decidimos viver juntos estávamos convencidíssimos que nunca poderíamos casar pela igreja, e como tal tomamos a decisão de viver juntos. Estávamos em constante pecado porque nos relacionávamos muito intimamente. Como tal, mesmo que não percebesse  Deus e a sua Igreja, respeitava-o e não comungava. 

 

Depois de estar casada civilmente, e porque o nosso grande problema era com o Estado e não com a Igreja, reiniciei a comungar. Tinha publicamente proferido os meus votos, junto da minha família e amigos, mas não tinha sido (ainda) abençoada por Deus por causa de erros humanos, portanto, no meu cérebro, fez sentido eu recomeçar a comungar. 

Quando não podemos comungar, a "comunhão" assume uma grande importância! Estava esfomeada pelo corpo de Jesus Cristo.

Para grande vergonha minha, fui chamada atenção pelo Sr. Padre. Continuava a não poder comungar.

- James, nós continuamos a não poder comungar! - disse-lhe eu, mais uma vez!

 

Deus é o meu Pai e como tal ama-me profundamente.

Deus é amor e Deus é perdão. 

Então porquê? Porquê tudo isto?

 

Se até à altura o meu cérebro tinha visto uma pequena luz, o meu coração continuava aos pulos e ansioso!

Foram as Famílias de Caná que trouxeram a ultima parte da resposta.

Eu sou a mãe e como tal amo o meu filho profundamente. Assim, procuro defendê-lo de todos os perigos, e conforme a idade do meu filho, ele vai percebendo ou não. Por exemplo, o meu filho com 2 anos não faz ideia do perigo que é ao atravessar uma estrada. Não faz a mínima. Adora "pó-pós" e sente-se atraído pela estrada.

Estou sempre atenta e farto-me de lhe dizer ou até de gritar, conforme as circunstancias. Ele não percebe. Olha para mim espantado e, sem perceber, acha que a sua mamã endoideceu de vez! Mas pelo grande amor que lhe tenho, esforço-me para que não vá para a estrada e que fique sujeito a um acidente.

Agora imagino isto entre mim e Deus! Apesar de eu ter a certeza absoluta que é para meu bem eu re-casar com aquela pessoa (ou pelo menos não manter o meu casamento com o outro) ou estar a viver intimamente com um homem sem estar casada, Deus, o meu adorado Pai, que me ama profundamente, faz todo o possível para me proteger do perigo, que nestas circunstancias particulares não faço a ideia do que seja! Mistérios de Deus, como dizia à pouco.

Assim, só me resta aceitar a sua advertência e cumprir com o castigo: não comungar!

Se o meu pai ou a minha mãe decidem que não é bom para mim comer frango, e mesmo eu achando um grande disparate pegado, não  deverei aceitar e ceder? Uma relação de amor supõe comportamentos em conformidade. Não será um ato de amor deixá-los terem a sua razão e obedecer anulando-me a mim própria? 

Quando ultrapassei os 35 anos vi-me a fazer isto tantas vezes! O que interessa ter ou não ter razão? Se gosto deles então sacrifico a minha vontade e o meu pensamento e cedo-lhes a razão.

O mesmo se aplica à minha relação com Deus. Deus é amor. E como tal, sendo eu sua filha amada, Ele também espera sacrifícios de amor da minha parte, independentemente se tenho razão, ou se percebo o porquê das coisas.

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Concluo com as seguintes notas:

1 - Quem não pode ir comungar é que acaba por perceber e sentir o verdadeiro significado do sacrifício de Jesus Cristo, pelo menos mais depressa do que aqueles que comungam todos os domingos;

2 - Não se é mais pecador ou menos pecador por não se poder ir comungar. Quem não pode comungar está nas mesmas condições de poder ou não alcançar a santidade, a grande missão de todos nós, tal como os que podem ou não podem comungar. Deus ama o seu filho amado, podendo este comungar ou não!

3 - Conhecem o Rei David do antigo testamento? Há imensas histórias deste Rei David! E com uma delas concluo este post. Sabem que ele assassinou (ou mandou assassinar) o marido da sua amada, para se poder casar com ela?

Matar é um pecado muito grave. Ele foi responsável por uma morte. E sabem que mais? O Rei David é santo, filho amado de Deus! Ele alcançou a santidade. Por isso, é na relação de amor que está a resposta. Eu obedeço ao meu Pai/Deus (tenha lá ele razão ou não). Afinal eu amo-o tanto que não interessa nada quem tem razão ou perceber de razões! Ele diz para eu fazer isto ou aquilo, então eu submeto a minha vontade e faço isto ou aquilo segundo a sua vontade. É o mínimo que eu posso fazer, tendo em conta o tanto que ele já me deu, e que continua a dar-me todos os dias!

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