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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Viver juntos

29.06.15, Helena Le Blanc

 

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Eu e o James, eu portuguesa e ele canadiano, encontrámos-nos no site, http://www.clubeamizade.pt .

Fui lá agora espreitar mas, pelo menos aparentemente, o site está diferente. Não sei se, na sua funcionalidade continua o mesmo, mas na altura, uma rapariga poder-se-ia inscrever, sem custos. Preenchíamos uma série de perguntas e colocávamos uma foto. Depois poderíamos receber mensagens ou "flores". Tinha um chat com conversa online (em tempo real) que a qualquer momento aparecíamos e começávamos a conversar com quem estivesse (com a possibilidade de consultar o perfil de cada interlocutor a qualquer momento). 

Em determinado momento, não sei bem como, eu estava a falar com um suposto homem, que supostamente falava muito mal português, que supostamente a língua natural era o inglês, e que supostamente vivia em Aveiro.

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Durante diversos dias, semanas, eu continuei a conversar com ele. Fiquei cheia de curiosidade e intrigada. A história parecia-me muito estranha. Fiquei muito curiosa (seria treta ou não?) fui continuando a conversar. Até era giro treinar o meu péssimo inglês. Afinal, a minha única negativa que tive no meu percurso escolar foi em inglês.

Na altura achei uma pena a conversa não ser em francês, já que eu tinha sido sempre aluna de 4s e 5s. 

Ele contou-me que, supostamente, estava a divorciar-se (o que eu achei que era outra "peta", para disfarçar a sua condição de casado) de uma mulher portuguesa. (Supostamente) Ele conheceu-a em Toronto, tendo eles namorado em diversos períodos da juventude. A um determinado ponto, a família dela decidiu regressar "definitivamente" a Portugal, e ela viria também. Jovens, e com "o sangue na guelra", decidiram casar no espaço de uma semana. A família dela só permitiria que ele a acompanhasse se estivessem casados e pela Igreja. Assim, o casal tratou de todo o processo e em 5 dias casaram. 

Viveram felizes em Portugal durante vários anos. Depois tiveram um problema grave que não conseguiram ultrapassar. A esposa separa-se e pede o divórcio.

Ele, sem família em Portugal, ficou em compasso de espera. Tinha um trabalho, uma casa e alguns amigos, um hobby (modelismo) em Portugal, e a mãe a pedir para ele regressar rapidamente.

 

Nesse período, eu e ele encontrámos-nos no dito site.

Começamos a encontrar-nos para pequenos cafés. Muitas histórias engraçadas surgiram desses encontros. E a nossa relação cresceu e aprofundou-se. 

Eu, nessa altura grande fumadora, decido parar de fumar. Ele, asmático, incomodava-o o fumo. 

Passado um ano decidimos viver juntos. Ele era divorciado, eu solteira. Ele e eu éramos católicos mas não poderíamos casar pela Igreja. 

E assim começou a nossa vida em conjunto, para "mal dos pecados" da minha sogra.

 

Eu tinha saído de casa dos meus pais há 4 anos atrás, e vivia sozinha num T2. Os meus pais, emigrantes desde os meus 3 anos, tinham regressado passados 23 anos.

Eu, que tinha crescido com a minha avó, senti estranheza ao viver com eles. Depois de 2 anos decidi, com um pedido de empréstimo ao banco, comprar um apartamento: T2.

 

Ele arrendou a casa dele e veio viver para o T2.

 

Eu, que era (e sou) catequista, passados alguns meses, tive a coragem de abordar o assunto com o meu Padre. Disse-lhe que estava a viver com o meu namorado, que era divorciado.

O Sr. Padre decidiu vir jantar connosco para o conhecer e saber mais de "nós". 

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 E a história contínua, no próximo post.

Adão e Eva: qual é a verdade?

28.06.15, Helena Le Blanc

Num destes dias, fui a um almoço de trabalho, com gente muito importante, local e do estado central.

Fiquei junto de uma pessoa que conhecia muito bem, mas as restantes pessoas, apesar de estar habituada a vê-las em eventos, nunca tinha realmente falado com elas.

Assim, tal como tinha falado no post um almoço de trabalho relembrei o esquema destas coisas, e comecei a elencar mentalmente os temas que eu poderia trazer "para a mesa" para que, todos nós, por força das circunstancias ali reunidos, pudéssemos ter uma refeição agradável.

Conversa puxa conversa: planos para férias, onde trabalha e o que faz especificamente, gosto do que se faz, a crise económica, a juventude de hoje, a religião... E lá estava outra vez! A religião. Eu preparei-me para segurar, com garras e dentes, aquele assunto em cima da mesa.

Disutimos as diferenças de estilos entre os Sr.s Padres e as paróquias.

Alguém, de repente questiona-me:

- Eu tenho muitas dúvidas, e vou começar pela primeira: a história de Adão e Eva. Eles tiveram dois filhos machos. Como é que procriaram e surgiu o resto das pessoas? Como é que a Igreja explica essa história quando estamos fartos de saber da ciência que essa descrição do surgimento da raça humana não é verídica.

Eu retorqui:

- Apesar de ser Católica praticante, também tinha muitas dúvidas, e que estava todos os dias a aprender. Depois, relativo a ADÃO E EVA, respondi que a ciência não é uma inimiga da Igreja. Aliás, muitos dos cientistas que ficaram na história, eram padres e monges. A Igreja, se alguma vez na sua história fez alguma confusão e perdeu-se, já não é a realidade de hoje. A igreja não afirma, de todo, que a história de Adão e Eva é a história do nascimento da humanidade. A Igreja aceita a teoria do Big Bang, e nem tem pretensões em ir fazer o trabalho desta ou de a substituir! A história da Criação é uma bela história, que tem uma mensagem forte para todos nós. É uma analogia, uma história com uma mensagem moral, tal como as histórias infantis tradicionais. Eu, pessoalmente, acho que é um belo poema.

- Mas porque é que não dizem isso às pessoas?

- Se calhar dizem, as pessoas é que não ouvem - respondo - Mas as pessoas também não perguntam. As pessoas calam-se e afastam-se da Igreja sem perguntar!

- Pois, os Padres....

- Os Padres têm defeitos. São homens como nós, e são melhores ou piores na sua missão, como nós somos no nosso trabalho. Portanto, quem é católico deve procurar a Paróquia ou a missa que vai ao encontro das suas expectativas. Ninguém nos obriga a ir à Paróquia onde residimos, pois não?

Não nos agrada um ou outro aspeto? Então devemos tentar mudar isso e não nos afastar. E esta é a grande diferença entre os Católicos praticantes e os não praticantes. Se mantivessemos todos unidos, à volta do altar, a Igreja seria diferente. O espírito santo atua através da unidade da Igreja.

Nós, os católicos praticantes, não somos tolinhos e ceguinhos. Também vemos e sentimos as coisas e queremos o melhor para nós e para as nossas famílias!

E como exemplo falei do movimento das Famílias de Caná.

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Algumas crianças das Famílias de Caná, a divertirem-se "à grande e à francesa", num dos nossos encontros!

O meu marido perguntou: ... e os gays?

25.06.15, Helena Le Blanc

Um destes dias...

Cheguei a casa e comecei a preparar o jantar. Coloquei, através do telemóvel, um programa audio.

Ouvi cerca de 20 minutos o Greg Willits (para ouvir - em inglês - clicar na frase "Free Talk...", preencher os dados e escolher fazer download ou guardar o link) sobre as 10 lições ou os 10 erros que ele cometeu na sua atividade, o seu testemunho de fé através das novas tecnologias.

Pausa.

 

Ainda só estava na primeira lição e já tinha a cabeça cheia de pensamentos e dúvidas. Decidi, em imediato interpelar o meu marido. Ele estava ali, à mão, e poderia-me ajudar.

E assim começou a conversa... 

 

O meu propósito, com o blog, é claramente dizer às pessoas que, se derem um bocadinho de atenção a Deus, ele fará maravilhas nas suas vidas. Expliquei isto ao meu marido. Nós somos felizes, e gostaria que os outros fossem felizes, tal como nós. Não quero guardar "a galinha dos ovos de ouro" só para mim (para nós). Não perco nenhum desses "ovos de ouro" se disser, a todos os ventos, qual é o nosso segredo.

Como é que eu posso saber se estou a atingir o meu objetivo? E se não estiver e for tudo tempo perdido? Porque se for, terei que parar e repensar, e perceber qual é o (meu) caminho.

Conversa puxa conversa....

 

Acontece tantas vezes as pessoas terem ideias erradíssimas da Igreja. Ideias preconcebidas e completamente descabidas. Aceitam-nas como verdades, e não procuram saber porquê. Bastaria pelo menos perguntar se assim é (ou não)!

Eu sou católica e tenho imensas dúvidas. Todas as semanas faço descobertas. No entanto, apesar dessas incertezas, o meu coração sabe qual é a única verdade: Deus é o meu Pai.

É como a velha questão de que o preto é preto, e o branco é o branco. Isto para mim não há duvidas. Mas não invalida que eu tenha perguntas sobre a pigmentação, a concentração, ou o ser mais claro ou mais escuro, ou com que tipo de matéria se faz o preto e o branco, etc... 

E a conversa desembocou em....

 

-" .... e os gays? a história da homossexualidade?" -  O meu marido lança para cima da mesa esta questão.

Já estávamos a jantar.

Ele diz-me que a Bíblia fala claramente desta questão.

Eu fiquei a olhar para ele. Ele explica que, apesar de ser uma temática destes últimos séculos, na época também existia esta realidade. Sabemos que no tempo dos Romanos, era uma pratica as relações homossexuais. Até aí tudo bem, sim! E...

Procurou a passagem da bíblia e leu:

"De facto há homens castrados (eunucos), porque nasceram assim; outros, porque os homens os fizeram assim; outros ainda castraram-se por causa do Reino do Céu. Quem puder entender, que entenda!" (MT, 19, 12)

 

Depois continua dizendo que lhe parece que a igreja descrimina e não aceita os homossexuais.

Eu retorqui negando. Essa é uma daquelas ideias erradas generalizadas. Ele diz que há cristãos que pensam e acreditam ser assim.

A Igreja não descrimina ninguém. Aceita os homossexuais. São pessoas iguais ás outras e bem vindas, como são as mulheres, os homens, as crianças, os solteiros, os casados, as pessoas de cor, as pessoas sem cor, os divorciados, os viúvos, os morenos, os louros, os ruivos, os barbudos, os carecas, etc...

A questão está nas nossas acções. Nós, aos olhos de Deus, valemo-nos pelas nossas ações.

Essas ações, para cumprir com a nossa missão, deverão ser pautadas por regras presentes na mensagem de amor de Jesus, na Bíblia, nos mandamentos da Igreja, etc... Essas regras existem para nos proteger e ajudar. As leis (regras da justiça) existem para nos proteger e ajudar. O código da estrada (regras rodoviárias) existem para nos proteger e ajudar.

A Igreja não permite sacramentar um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

No entanto...

Se um homossexual mantiver-se casto, como é pedido às pessoas casadas, às pessoas solteiras, às pessoas consagradas, às pessoas divorciadas, e oferecer esse controlo e sacrifício a DEUS, está a cumprir a sua missão e a caminhar em direção à santidade (outro conceito habitualmente mal entendido).

Se uma criança diabética mantiver-se longe dos doces, como é pedido a todos os diabéticos, a todas as pessoas com problemas de obesidade, a todas as pessoas com problemas de "n" de doenças, está a cumprir a sua missão e a caminhar em direção à santidade.

  

Definição de alguns conceitos:

 

Castrado (eunuco) - é um homem que teve os testículos e/ou o pénis removidos. No sentido figurado o termo é usado com o significado de “estéril”, “impotente”, “fraco” ou “inútil”. 

 

Homossexualidade -  relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominantemente, por pessoas do mesmo sexo. "Os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados", contrários á lei natural (2357 do Catecismo da Igreja Católica).

 

Castidade - É ser fiel à nossa natureza biológica, independentemente das atrações que se sente, e para com as nossas escolhas, tenham sido sacramentadas ou não. Para isto pressupõe uma aprendizagem do domínio de si mesmo. Às pessoas casadas pede-se a vivência da castidade conjugal, de maneira como a lei moral determina; às pessoas celibatas pede-se a vivência na continência. O celibato consagrado, ou seja os religiosos ou leigos consagrados, é a dedicação exclusiva a Deus. Não quer dizer ser um solitário ou eremita. Aliás a castidade expressa-se na amizade ao próximo, desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou sexo diferentes (2337 a 2363 do Catecismo da Igreja Católica).

 

Foi uma surpresa, para mim, na hora de jantar estarmos a falar das coisas de Deus.

Nós aprendemos mais alguma coisa naquela noite...

 

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Desafio só + 1....

23.06.15, Helena Le Blanc

Fui nomeada pela Olívia do blog Adotar Amar Viver, uma Família de Caná.

Estes tipos de jogos/desafios podem ser tidos como aborrecidos e chatos, mas uma coisa é certa: se não fossem estas atividades, nunca pensaria em determinadas coisas. Agradeço por ter a oportunidade de pensar em determinadas perguntas.

 

As regras são as seguintes:

A. Responder às perguntas da lista. (Responder "Passo." se não se quiser responder a alguma pergunta.)
B. Acrescentar uma pergunta à lista de perguntas.
C. Nomear um blogue para responder ao desafio.
D. Colocar o link do post num comentário ao post onde se foi desafiado(a).
E. Se o blogue nomeado no ponto C não responder ao desafio no prazo de uma semana, repetir o número C, nomeando outro blogue. (Tentativa de manter o desafio a circular.)

Olívia, mil e uma desculpas não estar dentro do prazo. Obrigada por teres tido paciência e teres esperado pela minha resposta ao desafio.

 

 

A. Responder às perguntas da lista:

1. Se pudesses fazer uma pergunta a uma pessoa influente (qualquer que seja o campo de influência), que pergunta seria e a quem a farias?

Presidente da Républica: É feliz? (realmente feliz?)

 

2. Qual o elogio mais original que recebeste?

 Fartei-me de pensar e não encontrei uma resposta! Passo. 

 

3. Se pudesses voltar atrás, o que mudarias?

Os anos loucos da juventude...

 

4. Que sonho não pode ficar por realizar?

Tantos... Visitar Jerusalém.

 

5. Se te fosse concedida a realização de um desejo (apenas um) o que escolhias?

Ter outro filho (andamos a tentar...)

 

6. Estás satisfeita com o teu corpo? Porquê?

Sim. Porque vejo as partes bonitas e aceito as menos agradáveis. Aprendi a valorizar os aspetos mais bonitas e a disfarçar os menos agradáveis.

 

7. Tinhas 1 hora para fazer tudo o que te desse na cabeça, ilegal ou não, proibido ou não, sem sofreres qualquer punição ou represálias. O que fazias nessa hora?

 Redistribuir o dinheiro dos impostos entre projetos/atividades das Juntas de Freguesia e Camaras para proverem mais serviços de qualidade ou melhorar os existentes, para todos os cidadãos.

 

8. Se ganhasses o euromilhões o que fazias com o dinheiro?

Tal como a Olívia não jogo. No entanto se ganhasse (tendo eu jogado) pagaria as despesas que temos a longo prazo; pediria uma licença sem vencimento e desafiaria a minha família para viajarmos visitando algumas culturas muito diferentes da nossa; e, por último, retomaria o meu trabalho fazendo uma grande doação a uma Instituição de Solidariedade Social.

 

9. Se não estivesses neste momento a ler/escrever (n)um blogue, o que estarias a fazer?

A trabalhar.

 

10. O que achas que os teus filhos (pais, para quem não tem ainda filhos) diriam sobre o teu bom/mau feitio?

O meu filho um dia dirá que o Pai teve muita paciência com ele ao contrário da Mãe. 

 

B. Acrescentar uma pergunta à lista de perguntas.

11. Qual a tua melhor memória de infância?

 

 

C. Nomear um blogue para responder ao desafio.
Nomeio a Nice do blog simples e nice.

D. Colocar o link do post num comentário ao post onde se foi desafiado(a).
Cumprido.

Pedrinhas e conchinhas...

22.06.15, Helena Le Blanc

Chegou o Verão!

E uma das atividades preferidas dos portugueses, e de outros (especialmente de outros), em Portugal, é ir à Praia.

Nos últimos fins de semanas temos ido mais frequentemente à praia. Alias, um dos últimos post foi precisamente uma surpresa que encontramos na praia. Mas desta vez, fomos a uma praia diferente, cujo tempo atmosférico não abonava muito a nosso favor, e que o meu marido estava "mortinho" que eu concordasse por regressarmos a casa.

A determinada altura, eu parei por alguns minutos e olhei à minha volta, com olhos de ver.

E o que vi?

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Vi um casal a namorar, à beira mar....

Vi jovens a jogar em grupo...

Vi jovens a posarem para fotografias...

Vi famílias a conversar...

Vi famílias a almoçar...

Vi pessoas de idade sozinhas a caminhar à beira mar...

Vi pessoas acompanhadas a caminhar à beira mar...

Vi famílias a chegar à praia...

Vi famílias a ir embora da praia...

E com famílias quero dizer diversos tipos e feitios de famílias...

 

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E se Portugal que não tivesse praias, como por exemplo a Mongólia?  

E se não existisse a "praia" tal como a conhecemos? 

E foi nesse pequeno instante percebi a grande dádiva de Deus ao oferecer-nos a praia. 

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Na praia podemos contemplar o mar, ao som da brisa marítima...

Na praia podemos jogar com os nossos amigos, de forma livre e espaçosa, sem sapatos e com roupa diminuta, sem a distração do pc ou da tv...

Na praia podemos tirar excelentes fotografias para colocar nos nosso perfis, ou para mais tarde recordar...

Na praia podemos conversar, simplesmente conversar, tomar decisões, rir...

Na praia podemos comer todos juntos, que muitas vezes não acontece em casa...

Na praia podemos pensar, meditar, respirar...

Na praia podemos exercitar o físico com companhia, ao som da brisa marítima...

Na praia podemos brincar e relaxar...

Na praia podemos apanhar conchinhas e pedrinhas, levar para casa, e fazer coisas giras...

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num SPA...

14.06.15, Helena Le Blanc

Hoje em dia falamos muito em SPAs, e na necessidade que temos deles. Por causa do ritmo de vida que levamos e os grandes níveis de stress que desenvolvemos, facilmente pensamos em como um SPA, em determinados momentos, seria maravilhoso.

No entanto, há pessoas que sentem necessidade de mais, de muito mais. 

Em momentos da vida muito complicados, por exemplo por causa do desemprego, de problemas financeiros, crise no casamento, problemas de saúde graves, tragédias inesperadas, sentem que precisam de mais, de muito mais...

Procuram alguma coisa que faça com que "aguentem", que lhes traga confiança no futuro, que se sintam importantes, valorizados e especiais.

Através de um livro, de uma revista, da internet, da televisão, da amiga, do ginásio, do SPA, encontramos diversas "filosofias", "guias espirituais", metodologias para encontrar o "eu", etc.

Todas essas alternativas, normalmente estão ligadas ao corpo, à mente, à energia, à alimentação, às pedras preciosas, aos signos, à disposição do mobiliário em casa, aos cheiros, etc...

Mas, sendo nós naturais de Portugal, um dos países da "velha guarda" da Europa, a religião está entrusada na nossa história, na nossa cultura. Raro é aquele ou aquela que não andou na catequese, ou pelo menos foi batizado. 

No entanto, há pessoas que sentem necessidade de mais, de muito mais?

 

- "Não concordo com muita coisa da igreja"

- "Não encontro respostas na igreja"

- "Não se medita na igreja"

- "É só os outros, os outros, mas e nós?"

- "A igreja não me ensina, aborrece-me com regras e mais regras"

- "O Padre é uma seca! Só arranja problemas onde não existem"

- "Não entendo porque é que tenho que ir à Missa"

- "Não sinto nada de especial ao comungar"

...

 

A lista de respostas e afirmações poderia ser maior, mas paro aqui.

Também poderia comentar cada uma destas afirmações, com respostas que acredito que poderão surpreender o titular.

Mas não o vou fazer, à exceção da ultima. Não consigo resistir: "não sinto nada de especial ao comungar".

Alguma vez alguém disse que era suposto nós sentirmos fisicamente alguma coisa ao comungar?

Por acaso alguém consegue sentir a sua alma, como sente as pernas ou os braços?

Sentir sentimos no médico a seringa da injecção, ou à mesa de jantar quando comemos uma rodela de limão, ou quando bebemos várias bebidas alcoólicas, ou depois de uma hora de intenso exercício físico no ginásio, ou ao apanhar descuidadamente uma rosa, ou quando tentamos vestir umas calças um numero mais abaixo do nosso, etc...

Portanto, pensem nisto, e nas surpresas que poderão encontrar...

 

Por falar em surpresas, meu marido teve uma que sentiu e muito, provavelmente mais do que ele sentia necessidade.

 

 

Uma surpresa na Praia...

12.06.15, Helena Le Blanc

Num destes fins de semanas, decidimos ir passar o dia de domingo à praia.

Escolhemos a Praia de Mira. É uma praia relativamente perto e que foi a minha praia de infância.

Lembro-me de, em criança, ir com a minha avó na Colónia de Praia. Se a memória não me falha, o nosso sacristão organizava todos os anos esta colónia. As pessoas, durante o mês de Julho, tinham a oportunidade de ir à Praia de Mira. Iam cedo (8h00) e chegavam ao fim da tarde (18h). 

Nesse tempo, uma das minhas atividades na praia era observar, de longe, o trabalho dos pescadores. Eu não gostava muito, especialmente pelo cheiro intenso. Mas a minha avó obrigava-me a ir com ela para comprar o peixe acabado de sair do mar.

Assim, retomando o nosso dia, chegamos à praia a meio da manhã e...

 

 

Ao meio da tarde, ainda andavam os pescadores a trabalhar... 

Um dia inteirinho de domingo, a trabalhar no duro...

Fiquei a admirar e a respeitar profundamente os nossos Pescadores!

A nossa história

08.06.15, Helena Le Blanc

Eu sou a Lena, tenho 40 anos e sou natural de Mogofores.

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O James, meu marido, tem 44 anos e é natural de Toronto.

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Os meus pais emigraram para a Suíça, tinha eu 3 anos e fiquei em Portugal com a minha avó materna.

Estudei no Colégio de Nossa Senhora de Assunção/Cluny, desde os 3 anos ao 11º ano. 

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Eu tive duas grandes relações (namoros) durante a minha juventude. Uma mais longa e muito bonita. Outra mais curta e mais apaixonada.

Por diferentes motivos, não resultaram.

Muitas vezes pensei que não me iria casar. Conforme a onda e a filosofia da altura, a conclusão era sempre a mesma: o casamento não seria para mim. A maternidade não seria para mim.

Licenciei-me e comecei a trabalhar. Os professores queriam que eu tivesse continuado. Eu queria ir para o mundo do trabalho.

Fui conhecendo diversas pessoas mas, nunca a "pessoa certa". Tinha muitas dúvidas e incertezas. Tinha muitas arestas para limar, nomeadamente a minha personalidade.

Os meus pais regressaram aos meus 26 anos. Eu saí de casa aos 28 e fui viver sozinha para um apartamento T2.

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O James foi o ultimo de 3 filhos. Cresceu habituando-se ao mundo das raparigas com as suas duas irmãs. Aos 15 anos vive a separação e divórcio dos Pais. Fica a viver com a mãe, depois com Pai, que entretanto volta a casar-se. Com esta relação, o James ganha mais três irmãos (um deles adoptado). 

Tem um grupo de 3 amigos que o acompanham nas aventuras com bicicletas, os primeiros computadores e jogos, e as motas.

À medida que vai estudando, também vai trabalhando nas férias, especialmente como segurança numa empresa de transporte de valores. 

CCI08062015-cópia 2.jpgQuando começa a trabalhar, vai viver com uma das suas irmãs mais velhas. Depois muda-se e vai viver com a sua mãe, que atravessa tempos difíceis.

Vai tendo diversas experiências amorosas mas tendencialmente com raparigas de origem latina.

Aos 30 anos, porque a sua namorada de então decide regressar aos seu país com os seus pais (Portugal) decide casar à pressa, para poder vir com a namorada/mulher para outro continente.

Ao fim de 6 anos divorcia-se. Decide manter-se em Portugal por uns tempos até resolver todas as suas questões pessoais (trabalho, bens, etc.) para regressar ao seu país natural.

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Nós encontrámos-nos num site/chat - Club de amizade.

Eu fiquei extremamente confusa e curiosa. Um tipo a falar inglês e a viver em Aveiro?! 

Começamos a conversar de vez em quando. Ele manteve-me interessada. Eu dava-lhe conselhos em como retomar a vida dele.

Primeira grande surpresa: um homem que fala inglês? Quem me conhece, e em especial a minha Professora de Inglês, sabem que eu sempre fui péssima em inglês, e muito boa em francês. Passei sempre de ano com uma negativa, e sempre a mesma: inglês. Eu tinha sérios problemas com esta língua!

Começamos a encontrar-nos, (para tomar cafés) pois vivíamos muito perto um do outro (Silveiro - Santa Joana). Por causa da (grande) diferença linguística, tivemos histórias engraçadas nestes encontros. Por exemplo relativo a pontos de referência. Acabei por descobrir que em Aveiro existem vários balcões do mesmo banco junto da ria.

Passado um ano ele veio viver comigo. Aparentemente (uma história hilariante) ele não poderia voltar a casar. 

Segunda grande surpresa: casámo-nos (o tal post com a tal história hilariante). 

Terceira grande surpresa: tivemos o nosso filhote Xavier.

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