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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Uma revista...

13.05.15, Helena Le Blanc

Nas vésperas do dia da Mãe, eu fui a uma papelaria comprar diversos livros de charadas, jogos, cruzadas, sopa de letras, etc. Como a minha mãe ocupa a maior parte do seu tempo fazendo estas coisas, achei por bem juntar à prenda do Dia da Mãe mais uns livrinhos deste género.

Assim, ao procurar, nas estantes, vi uma coisa que até hoje nunca tinha visto e que não me passava pela cabeça ser possível: uma revista sobre Fátima. Fiquei embasbacada, mas passados alguns segundos peguei na revista, desfolhei e decidi comprar em imediato.

Fiquei encantada! 

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Que bom existir uma revista sobre o Santuário, e sobre as coisas de DEUS! 

Sei que existe uma ou duas revistas que falam sobre orações e anjos, etc.. Desculpem se aborreço alguém, mas não me parecem credíveis, e que eu, com a sua leitura, aprenda mais e que enriqueça o meu espírito. 

Guardei esta revista para hoje, dia de Nossa Senhora de Fátima, 13 de Maio. Nos bocadinhos livres que hoje tiver vou ler esta revista, como as mulheres habitualmente fazem, só que desta vez será sobre o Santuário de Fátima.

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Tenho a certeza que vou ter leituras muito interessantes: a mensagem de Fátima; Pastorinho Francisco Marto; Jacinta Marto; Lúcia de Jesus; Eventos históricos; Venerados por milhões; Fé e Crença; Basílica de N.ª S.ª do Rosário de Fátima; A Capelinha das Aparições; Peregrinação, o que significa; Fátima um Santuário do Mundo; Os mistérios do Rosário; Imagens peregrinas; Comércio em Fátima; Cronologia do Milagre de Fátima.

A revista trás um poster: homenagem a Nossa Senhora.

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A revista, da presspeople, é a edição n.º1, em Portugal/continental, e custou 2,30 euros. Infelizmente já planearão o n.º2 sob a temática "Vença a Depressão". 

Mas, já é um início, certo?

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Ser boa pessoa é ser um bom cristão?

12.05.15, Helena Le Blanc

Estava a preparar outro texto, para publicar, quando parei por uns minutos e decidi mudar a temática.  Decidi escrever sobre o que aconteceu ontem e hoje de manhã na minha família.

Ontem, o meu marido chegou a casa com "humor de cão", o que não é nada costume nele. Entre as rotinas domésticas, foi-me dizendo que se sentia muito frustrado, por diversos motivos (trabalho, hobby, etc.)

Entretanto, chegaram os Sr.s (Construtor e Canalizador) para combinarmos o arranjo da fuga de água que estamos a ter em nossa casa neste momento.

O meu marido estava muito diferente: agressivo, barulhento, resmungão. Eu tentei suavizar.

Depois de eles se terem ido embora, o James comenta comigo que provavelmente eles pensaram que ele estava chateado com eles, o que não era verdade. Ele sentia-se cansado de obras, de alterações, de mais uma reparação deste género (é a segunda fuga de água que temos num ano) e que ainda não tinha conseguido iniciar o projeto de ter a sua garagem. Esta casa não tem garagem e o meu marido precisa da garagem para os seus passatempos. Está nos nossos planos construir a garagem, mas leva o seu tempo, para se fazer como deve de ser.

O resto da noite foi uma continuação do seu "mau-humor". Queixou-se relativo ao tempo que as pessoas demoram a fazer o seu trabalho, ou a prestar um serviço que ele paga, da burocracia, da inércia das pessoas em geral, do país, etc...

Eu acabei por não conseguir manter-me impávida e serena. Cheguei a um ponto, no fim da noite, que coloquei um basta. Dito assim até parece que fui muito madura mas não fui. Coloquei o basta fazendo, eu própria uma fita (por uma coisinha pequenina). Mas a verdade é que também me sentia também cansada de diversas coisas. E estas coisas tinham a ver com a nossa divisão de tarefas domésticas e o pequenos comentários que ele faz relativo à ocupação do meu tempo.

Mas passando à frente, terminou o dia e fomos dormir.

Hoje de manhã, uma das primeiras coisas que faço, é, depois de desligar o despertador do telemóvel, ver os emails que recebi. Abro sempre a newsletter da ALETEIA - Em busca da Verdade. Gosto muito dos artigos deles. Assim, o artigo em destaque tinha o seguinte título: Ser bom cristão significa aguentar tudo? O Frei Nelson Medina responde a esta pergunta. Eu li o artigo e fiquei a refletir. 

Eu e o James começamos nas rotinas da manhã, e pelos entremeios, fomos conversando sobre o que tinha acontecido ontem. Ele pediu-me desculpa. Eu apresentei uma espécie de rascunho de pedido de desculpas.

Pensando no artigo, percebi melhor o meu marido. Disse-lhe que ele ser uma "boa pessoa" não quer dizer que ele tenha que aceitar tudo o que lhe acontece. E o meu marido aceita tudo com um leve movimento de ombros. Não reage, não fica chateado ou aborrecido, nada. Mas se ele reagisse mais, e aceitasse de menos, se calhar as pessoas levariam-no de forma mais séria.

É preciso, muitas vezes, tomar posições firmes, e dizer coisas difíceis, por diferentes razões e diversos contextos. Mas se essas razões forem credíveis, fundamentadas, reais e tidas com as devidas responsabilidades, então são necessárias para o bem de todos.

Se eu, de forma positiva e construtiva, exigir o serviço ou o trabalho bem feito, então essa pessoa ganhará, eu ganharei e todos os outros que vierem depois de mim ganharão!

"O amor, então, tem muitas expressões e não pode se reduzir a fórmulas fáceis como “aguentar tudo”, nem o contrário: “não deixar passar nada”. A verdade é que algumas vezes é preciso aguentar, e outras vezes é preciso reagir. O critério é: buscar o bem, o maior bem possível para todos."

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O nosso final de dia...

10.05.15, Helena Le Blanc

Nós rezamos juntos à noite, depois de jantar e antes que o nosso filho vá para a cama.

A nossa rotina, da oração familiar e do sono, é da seguinte forma:

 - Visto-lhe o pijama e vamos para o nosso cantinho de oração;

 - Depois o Xavier chama o pai pedindo que este traga o seu biberão;

 - Rezamos proclamando que só temos um único Senhor (Shemá);

 -  Em seguida, eu leio uma história (hoje calhou a história de Jesus e Zaqueu);

 - Depois de terminar a história, cada um dá graças e agradece o que bem entender e consagramos a nossa família à Nossa Senhora de Caná;

 - Depois, cada um benze-se com a água benta da nossa pia;

 - Vou para o quarto do Xavier e, às escuras na cadeira baloiço, dou-lhe o leitinho e brinco com ele aos segredos. Outros dias rezo o Pai-Nosso, a Avé Maria e a oração ao anjinho da guarda;

 - Coloco-o na cama com um beijinho de boa noite;

 - Saio fechando a porta.

Assim terminamos o nosso dia. Os adultos ficam com um bocadinho de tempo livre.

Apesar da oração familiar não ser longa, é muito bom. Há dias que corre melhor e outros que é mais agitado e, como tal, mais rápido.

Hoje foi um daqueles dias muito bom. Até os cães e gatos estavam connosco na sala.

E por minutos revi toda a nossa caminhada, e fiquei orgulhosa de nós. Há alguns anos atrás não conceberia uma possibilidade destas. 

Lembrei-me de duas pequenas conversas que tive, com pessoas diferentes, sobre o continuarem a procurar algo... continuarem com perguntas sem respostas...

E foi assim que eu comecei...


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Fides ex auditum - "A Fé vem da escuta" (Rom 10, 17), que quer dizer que a primeira etapa consiste em acolher a mensagem, a pregação, através da Igreja e de todos os meios pelos quais a Palavra de Deus nos alcança. Tudo começa na escuta, nos ouvidos...

 

Cordi Creditur - "No coração se crê", que dos ouvidos desce até ao coração. Com o coração se crê, isto é, no nosso íntimo, o comando da vontade e da inteligência, é que se decide quem se crê e quem não se crê...

 

Ore fit professio - "Com a boca se faz a profissão de fé", ou seja, com a boca eu digo que "O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças, e amarás o próximo como a ti mesmo. Faz isto e serás feliz! Amén!" (Lc 10, 27-28) - SHEMÁ

 

Termino este post dizendo que, fnalmente percebi que o negócio mais importante da vida, não é progredir na carreira ou ter mais dinheiro, mas sim em realizar o meu destino eterno. Já me esqueci qual era a minha primeira pergunta, porque o que eu encontrei, não foi uma resposta, mas um mundo de respostas, um mundo de amor. 

Por isso, continuo à procura, porque quero muito mais e cada vez mais...

A Cruz de S. Damião

09.05.15, Helena Le Blanc

Ontem à noite, aconteceu um incidente que nos assustou a todos.

Depois de jantar, saímos para dar um passeio ao velódromo. Fomos todos, inclusivé os dois nossos cães.

Foi um belo passeio, ao fim do dia.

 

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Ao chegar a casa, e porque um dos nossos cães, o mais bem comportado, estava de momento sem trela (para lhe dar um descanso do Xavier que o adora passear), apareceu uma viatura que quase atropelou esse nosso cão. Eu segurava o outro cão de trela mas porque este interpretou que a viatura estaria para me atacar e ao nosso outro cão, tentou atacar a viatura. Como deu um puxão forte e eu tentava segurar o outro cão (sem trela), a trela escapou-se-me. Ficou por baixo da viatura. Eu entrei em desespero, o cão gania, a viatura, apesar a andar devagar não parava... O nosso cão, com a trela atrás, correu desvairado para um pinhal. Desapareceu.

Foram minutos de horror.

Depois de alguns momentos de confusão, e de assegurar a uma vizinha que não tinha acontecido nenhum acidente (que envolve-se humanos) e pedir desculpa pelo barulho que eu tinha feito, peguei no meu filho, e meti-me no pinhal à procura do nosso cão.

O meu marido foi buscar a casa um foco e foi para outra direção procurar o cão.

Andamos, andamos, andamos. Eu chamava, e o Xavier repetia sempre comigo. Andamos no escuro, sem medo, à procura do nosso cão.

Eu sentia-me a tremer por todo o corpo, à beira das lágrimas. O meu filho, sem medo do escuro, manteve-se calmo, e com voz suave chamava o nosso cão.

 

Chegamos ao fim do pinhal e nada. Aí, não pode conter mais as lágrimas e supliquei a S. Francisco de Assis que guiasse o nosso cão até nós! Ferido, assustado, com uma trela atrás (outra vez!) Rezei e continuei a chamar o nosso cão. Entrei novamente no pinhal. Refiz os meus passos.

O meu marido telefona-me (ainda bem que eu tinha o telemóvel comigo) e diz-me que o cão já estava em casa. Eu perguntei qual era o estado dele. Ele disse-me que aparentemente estava bem, sem feridas abertas. Provavelmente teria ossos partidos. Eu perguntei onde é que ele o tinha encontrado. Ele disse-me que apareceu junto da nossa casa.

Eu fiquei tão aliviada. O Xavier também percebeu e juntos, no escuro e sem medo, encaminhamos-nos rapidamente para a nossa casa.

Mal entrei em casa o meu marido diz-me que "aquele cão deve ter mesmo 9 vidas!". A viatura era grande (transportava passageiros) e o cão ainda é alto também. Nós esperávamos quase o pior.

Eu sentei-me junto do cão e deitei-no no meu regaço. Ele estava ofegante e a tremer todo. Estive algum tempo a acaricia-lo e a acalma-lo para que o meu marido o pudesse examinar.

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Aparentemente não tem nenhum osso partido. Experimentamos passar a noite sem leva-lo ao veterinário. Ficamos atentos, por causa de feridas internas. 

Não teve nenhum comportamento esquisito. Dormiu bem. Acordou bem hoje de manhã, à excepção de um ligeiro mancar.

 

Eu vim para o computador e, por causa da dávida que recebemos de São Francisco de Assis, fiz uma pesquisa sobre ele e do porquê ser o patrono dos animais. Tratava todas as criaturas por irmãos.

Frei Tomás de Celano, primeiro biógrafo de Francisco, descreve-o da seguinte forma:

 


“Muito eloqüente, tinha o rosto alegre e o aspecto bondoso, era diligente e incapaz de ser arrogante. Era de estatura um pouco abaixo da média, cabeça proporcionada e redonda, rosto um tanto longo e fino, testa plana e curta, olhos nem grandes nem pequenos, negros e simples, cabelos castanhos, pestanas retas, nariz proporcional, delgado e reto, orelhas levantadas mas pequenas, têmporas chatas, língua apaziguante, fogosa e aguda, voz forte, doce, clara e sonora, dentes unidos, iguais e brancos, lábios pequenos e delgados, barba preta e um tanto rala, pescoço fino, ombros retos, braços curtos, mãos delicadas, dedos longos, unhas compridas, pernas finas, pés pequenos, pele fina, descarnado, roupa rude, sono muito curto, trabalho contínuo.”

 

Durante esta minha pesquisa descobri a história de uma cruz que tem estado junto do meu computador em casa: a cruz de São Damião.

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Eu tenho uma réplica da Cruz de São Damião, que data do século XII, de um mestre anónimo, e que está na Basílica de Santa Clara em Assis, Itália.

Francisco, no seu percurso de descoberta de Deus (conhecer a sua fé), vai rezar para a Igreja de São Damião, fora da cidade de Assis. E, de um crucifixo que lá estava, ouve a voz de Jesus: "Francisco, reconstrói a minha Igreja!"

Até à data, Francisco tinha tido sonhos, os quais se debatia em os interpretar.

Este crucifixo é a Cruz de São Damião. 

Além da figura de Jesus, em posição central, tem as figuras de Maria e o apóstolo São João, Maria Madalena, Maria de Cleófas, o Centurião de cafarnaum, o Longinus, o Estefânio, 6 Santos, 2 grupos de Anjos, e mais símbolos como o sepulcro, a videira, a mão do Pai, o medalhão e a inscrição. No total, este ícone tem 33 figuras (com uma criança e um galo). Uma imensidão de gente.

Algumas das figuras não conheço. Ainda tenho muito por descobrir na Bíblia, e esta cruz, que tem muito o que se lhe diga, parece-me ser um óptimo guia (o meu próximo projeto pessoal!)

 

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 Agradeçemos, do fundo do nosso coração, a ajuda que nos deste, S. Francisco,

ao protegeres o nosso irmãozinho, e que faz parte da nossa família.

Fazer compras...

08.05.15, Helena Le Blanc

 

Há uns tempos atrás, surgiu esta conversa, em que estavam a contar qualquer coisa que acontecia nos hipermercados (confesso que já não me lembro sobre o que era).

Um dos interlocutores, mediante o meu desconhecimento, perguntou-me se eu não costumava a fazer compras. Eu respondi que não, raramente ia a um hipermercado. Perguntou porquê. Eu respondi que não tenho tempo. Como vê (isto aconteceu no trabalho) pouco tempo me sobra para além do trabalho.

A pessoa ficou alguns segundos a olhar para mim. E depois respondeu-me: então?! Não têm o domingo? O Domingo está livre para ir às compras. Aliás aos Domingos, eu e a minha família, vamos passear e às compras, e assim...

Eu olhei para a pessoa e disse: como eu dizia, pouco tempo me resta. Assim, todo o tempo é muito precioso para mim. Por isso, eu não gasto tempo da minha família, em hipermercados, a fazer compras. Prefiro passear ou ficar em casa.

Nos dias de hoje é muito raro irmos a um hipermercado.

- E então, como é que faz?

Pegando num post da Marisa, no blog Uma jovem católica, em que ela falava de Deus e as novas tecnologias, eu também utilizo as novas tecnologias para me resolverem esta necessidade.

Assim, inscrevi-me num hipermercado que tem loja online, e que tem cartões e vales de desconto, que recebo em casa, como todas as pessoas, e faço a encomenda pelo meu computador. Avisam-me que vales de desconto tenho, escolho o modo de pagamento, e escolho o dia e hora que eu gostaria de receber a encomenda.

Há mais de um ano atrás, na creche, um casal falou-me que era assim que faziam. Eu, na altura, achei estranhíssimo e esquisito. 

Mas ao mudar de casa, senti que precisava de outra coisa. Não podia estar a perder tanto tempo nas compras. O hipermercado está sempre cheio de gente, o meu filho já quer mexer em tudo e mais alguma coisa, acabamos por comprar mais coisas do que estava na lista, e facilmente voam horas e horas nesta atividade.

Pelo transporte existe o custo extra de 6 euros. Eu achei que justificava e decidi experimentar.

Fiquei surpreendida com o bom serviço. A camioneta chegou nas horas planeadas, colocaram todas as compras na minha cozinha, e ainda por cima, recebi umas ofertas. Fiquei encantada e deliciada.

Desde então é assim que faço. Todas as semanas, ou de 15 em 15 dias, encomendamos. Desta forma, posso encomendar grandes quantidades (papel higiénico, sumos, rolos de cozinha, cerveja), para ter melhores preços. Acondicionam de forma muito cuidadosa todos os produtos.

Relativamente à questão dos sacos plásticos é que, neste caso, temos mesmo que os comprar, pois não há forma de os reutilizar. Aproveito-os para sacos de lixos, em todos os caixotes do lixo de minha casa.

Utilizo o mercado local para os frescos, carne e peixe, locais esses que sou muito bem acolhida e atendida, sem demorar muito tempo.

A minha vizinha, cada vez que vê a camioneta, queixa-se do tempo que perde nas compras, e diz-me que qualquer dia tenho que lhe mostrar como faço no computador.

Nós gostamos da solução que encontrámos. Planeamos e controlamos mais as nossas despesas, e temos o dia de Domingo livre para a Eucaristia e para as atividades familiares.

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 Um destes domingos, na casa dos avós!

 

Os retiros das Famílias de Caná!

07.05.15, Helena Le Blanc

 

Ao organizar umas fotografias, encontrei um conjunto delas que tirei no nosso segundo retiro das Famílias de Caná!

Como tivemos uma boa experiência no primeiro retiro, e que nos ajudou enquanto família, decidimos participar num segundo retiro, na mata do Buçaco, em Julho do ano passado.

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Nós não conhecíamos muito bem a mata do Buçaco, e por isso, só pelo local já era uma boa novidade.

Encontramos famílias conhecidas e famílias desconhecidas. Foi, no mínimo, estranho e interessante.

Depois de todos se instalarem e as crianças confraternizarem, organizamo-nos em três grupo: o grupo dos adultos (papas e mamãs), o grupo dos jovens e o grupo das crianças. Fomos todos divididos e introduzidos ao programa. 

O programa das crianças, obviamente, era brincar. Alguns adultos ficaram com elas.

O programa dos jovens era um pouquinho mais "sério". O Niall Power tinha uma série de desafios para os jovens cumprirem e. fazerem mais tarde parte da Via-sacra.

Os adultos iriam ter um momento de aprendizagem, de refleção e partilha, sob a orientação da Teresa Power.

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 Fotos do momento de aprendizagem, refleção e partilha:

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Mais ou menos uma hora depois, terminaram os primeiros trabalhos. Fizemos um pequeno intervalo para explorar e conviver um pouco.

Eu descobri que, mesmo ao nosso lado, estava  a Fonte de Santa Teresa, considerada a melhor fonte de água do deserto carmelita do Buçaco, e que a sua denominação se deve a Santa Teresa de Ávila, reformadora da Ordem dos Carmelitas e Doutora da Igreja.

 

Na mata do Buçaco existiu o Convento de Santa Cruz do Buçaco, ligado à prática eremítica dos Carmelitas Descalços e à ação reformadora (1562) de Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz que estimulou a criação de um dos mais originais Desertos da Ordem. Infelizmente, sendo um dos mais procurados e prestigiados, o convento foi abandonado, em 1834, data da extinção das ordens Religiosas.

Em 1888 o Buçaco recebe o "Palace-Hotel" implicando a destruição das estruturas conventuais anexas à igreja, ao corredor e pátios que hoje testemunham a existência do Convento.

Fotos da Fonte de Santa Teresa:

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 De seguida, todos os presentes reuniram e participaram na celebração eucarística, ao ar livre, no meio da vegetação...

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Depois do almoço, em que cada família trouxe o seu piquenique, o desafio era rezar e percorrer a via-sacra.

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Foi uma atividade de aprendizagem, de oração, de contemplação, de exercício físico, de convívio, de meditação...

Eu aprendi, e que não sabia, qual foi a origem da via-sacra.

A via-sacra, via-crúcis em latim e que quer dizer "caminho da cruz", é o trajeto seguido por Jesus carregando a cruz, que vai do Pretório até o Calvário. 

Os últimos passos de Jesus na terra são representados por uma série de imagens da sua Paixão, morte e sepultura, nas catorze estações que compõe a Via-sacra.

Segundo os primeiros cristãos, Maria percorreu várias vezes o caminho que seu filho Jesus seguiu, desde a casa de Pilatos até ao lugar do Santo Sepulcro.

Ao verem Maria a fazer estes percursos, começaram a juntar-se alguns dos primeiros cristãos para a acompanharem, e progressivamente adoptada pelos peregrinos que visitavam Jerusalém.

Mas Maria, depois da crucificação e Ressurreição de Jesus Cristo, foi viver para Éfeso, na Turquia com o apóstolo João.

Numa humilde casinha, na serra de Bulbul, Maria, que tinha decorado quantos passos ela dava entre cada paragem/estação, no caminho da cruz em Jerusalém, começou a marcar e a definir um percurso, que apesar de não ser em Jerusalém, teria o mesmo numero de passos que o caminho percorrido pelo seu filho, com a cruz às costas. Assim, nasceu a via-sacra.

Esta via-sacra, da mata do Buçaco, cumpre com o numero de passos definido por Maria, entre cada estação.

Todos se juntaram nesta via-sacra. Em cada estação fomos surpreendidos com atividades do grupo de jovens.

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Curiosidade: algumas famílias trouxeram os seus cãezinhos. Estes tiveram também a oportunidade de correr e de conviver.

 

Aqui fica um vídeo de como acabou a nossa via-sacra:

 Terminamos com o lanche e o festejo de um aniversário. 

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Foi um dia muito bem passado. Conhecemos outras famílias, com as mesmas aspirações e duvidas; aprendemos e conhecemos um espaço novo; convivemos e brincamos; comemos e bebemos; rezamos, meditamos e até participamos numa eucaristia; fizemos exercício físico; contemplamos e respiramos...

 

E por isto tudo, nós vamos ao próximo retiro.

Querem vir connosco?

Inscrevam-se aqui: próximo retiro

 

 

Tradição #3

06.05.15, Helena Le Blanc

Aconteceu por acaso.

Visitava as imensas lojinhas que rodeiam o recinto do Santuário de Fátima, quando vejo um objeto que me lembrou uma prenda que eu tinha recebido, há mais de 30 anos, dos meus pais:

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Eu juntei todas as prendas que recebi em ouro, durante a minha vida, numa pulseira. Quase que diria que, por coincidência, PANDORA "usou" a minha ideia. 

Quando a minha mãe me deu a dita peça, disse-me que a origem era árabe. Mas quando a vi numa lojinha, em Fatima, fiquei confusa! E perguntei à lojista qual era o sigificado da peça:

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Então foi-me explicado o seguinte:

Segundo reza a história, o Conde de Ourém apaixonou-se por uma moura, de nome Fátima. E, resultado deste amor, surgiu este símbolo: o pedido da mão de Fátima em casamento.

Como achei uma bonita história, adquiri uma "mão" para colocar no meu terço. Recordar-me-á das Bodas de Caná, o primeiro milagre de Jesus, por intercessão da nossa Mãe, Maria de Caná.

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Curiosidade: Qual dos Condes de Ourém terá sido o protagonista desta lenda? - Não consegui descobrir...

D. João Afonso Telo de Menezes
João Fernandes Andeiro
D. Nuno Álvares Pereira
D. Afonso de Portugal , Marquês de Valença
D. Fernando I, Duque de Bragança
D. Fernando II, Duque de Bragança
D. Pedro de Meneses, Marquês de Vila Real
D. Jaime I, Duque de Bragança
D. Teodósio I, Duque de Bragança
D. João I, Duque de Bragança
D. Teodósio II, Duque de Bragança
D. João IV, Duque de Bragança e Rei de Portugal
D. Teodósio III, Duque de Bragança e Príncipe do Brasil
D. Afonso VI, Rei de Portugal
D. João V, Duque de Bragança e Rei de Portugal
D. José I, Duque de Bragança e Rei de Portugal
D. José, Duque de Bragança, Príncipe da Beira e Príncipe do Brasil
D. João VI, Duque de Bragança, Rei de Portugal
D. Pedro IV, Duque de Bragança, Rei de Portugal e Imperador do Brasil
D. Miguel I, Duque de Bragança e Rei de Portugal
D. Maria II, Duquesa de Bragança e Rainha de Portugal
D. Pedro V, Duque de Bragança e Rei de Portugal
D. Carlos I, Duque de Bragança e Rei de Portugal
D. Luís Filipe, Duque de Bragança e Príncipe da Beira

Uma reportagem especial

05.05.15, Helena Le Blanc

A Beatriz e a Sara, duas acólitas do grupo de Acólitos de Mogofores, fizeram uma reportagem da nossa Peregrinação a Fátima no último Dia 1 de Maio de 2015

 

 Á chegada ao Santuário de Fátima:

 

Um momento de animação no Paulo VI, juntamente com outros acólitos, de quase todas as regiões de Portugal:

 

Durante a Eucaristia, quando os acólitos fizeram a sua consagração a Nossa Senhora do Rosário de Fátima:

  

 No final da eucaristia, durante o cântico final - o Hino do Acólito, os acólitos revelam-se: 

  O refrão do Hino do Acólito:

O acólito serve com amor a mesa da palavra do Senhor

O acólito serve na alegria, o altar da Eucaristia.

 

Só às 14h é que começamos a almoçar...

 

 

E o David Power regista a ultima reportagem do dia:

 

Agradeço às acólitas Beatriz Santos e Sara Costa.

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Termino com o Hino dos Acólitos.

 

O acólito serve com amor a mesa da palavra do Senhor

O acólito serve na alegria, o altar da Eucaristia.

 

(Nos vídeos, as referências a canais de televisão portugueses é pura e mera brincadeira, não sendo, por isso, considerado publicidade por nós ou permitido ser usado como tal, por quem que seja. É um ato exclusivo de brincadeira cujos direitos são das Famílias de Caná, tal como todo o conteúdo e material deste blog. Para ser usado carece de autorização expressa).

 

Os limões #2

04.05.15, Helena Le Blanc

Retomando o post  Os limões, a família Le Blanc tem um pedido de desculpas a fazer.

 

Passadas 24 horas, nós começamos a achar estranho, alguma coisa estava a correr mal, pois os limões mantinham-se nos 8, sem diminuirem.

Durante a tarde de sábado, o James percebeu.

O nosso cão Pluto estava a achar a iniciativa hilariante. Cada vez que alguém se aproximava do muro, ele, um grande saltitão, defendia os limões.

O meu marido ficou preocupado. O que estariam a pensar as pessoas? Que colocamos uma armadilha para o nosso cão se divertir?

 

Pedimos desculpas a todos os que se assustaram com o Pluto.

Mudamos o sítio dos limões. Arranjamos um cesto e colocamos os limões no passeio da estrada. Passado algum tempo já estava nos 4, até que o cesto ficou vazio.

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 Vamos manter o cesto: o que não precisarmos vamos partilhar.