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as surpresas de DEUS!

O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

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O nosso diário: aprendemos, vivemos e partilhamos a nossa Fé.

29
Mai15

Os sacramentos de iniciação: a minha história!

Helena Le Blanc

A maior parte de nós andamos na catequese... há muitos anos! E recebemos a maior parte dos sacramentos...

Eu fui batizada com 4 anos, na Cerimónia da Vigília Pascal, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Mogofores.

Pelo que os meus pais me contam, a madrinha inicial (a quem eu devo o meu primeiro nome) recusou-se em assumir o papel combinado préviamente. Por isso o assunto ter sido arrastado até aos meus 4 anos. Esse pequeno incidente foi marcante para os adultos da família envolvidos. 

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Eu tive um acidente doméstico infantil, que fez com que eu atrasasse a linguagem. Por causa disso, colocaram-me no colégio católico feminino da zona. Todos os dias tínhamos a oração da manhã. 

Quando chegou o ano do sacramento da Eucaristia, lembro-me que andei tristíssima. O meu grupo da catequese fez a Primeira Comunhão. Como os meus pais eram emigrantes, e não puderam estar para o dia marcado, optaram por eu não fazer a Primeira Comunhão junto com os meus colegas. Fiz a Primeira Comunhão no Santuário de Fátima, no meio de gente desconhecida, num dia que chovia torrencialmente! Para além dos meus pais e da minha avó, só estava uma pessoa que reconheci: uma irmã do colégio onde eu estudava. Por coincidência encontrámos-nos no Santuário, na mesma Eucaristia.

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E assim continuei o meu percurso na catequese. Tive duas catequistas durante o período da minha formação. Elas falaram-me da maior parte das histórias de Jesus, guiadas pelos catecismos antigos. Em casa, apesar de ter sido criada pela avó, não tive nenhuma formação mais específica a este nível. Via a minha avó rezar o terço sozinha e eu ia à missa com ela.

Lembro-me que para a minha Festa da Profissão de Fé eu estava excitadíssima! Estava a sentir como fosse a minha Primeira Comunhão. Apesar de não ser um sacramento, pela primeira vez eu ia ter o meu momento no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, o Santuário onde eu cresci. Treinei muito o texto que deveria decorar e recitar nessa Eucaristia. Os meus pais não puderam estar nesse dia, e a minha avó, com uma família amiga da altura, levaram-me a um restaurante na Malaposta.

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Pouco tempo depois, e porque eu ia todos os dias à missa, servir  o altar como acólita, na Igreja Matriz, o Pároco colocou-me a ajudar uma catequista. Ele emprestava-me também livros de histórias.

Era costume os meus pais, por causa das notas baixas castigarem-me através da proibição da televisão e da frequência na igreja.

Organizei um grupinho de adolescentes em que ajudávamos à Missa semanal na Capela de S. Sebastião, e a partir desse grupo surgiu o grupo de Laura Vicunha. Reuníamos semanalmente e correspondíamo-nos, por carta, com outros grupos.

O Grupo de Escuteiros de Mogofores desaparece. Gostava muito ter frequentado. Era uma expectativa minha.

Veio outro Pároco, o Sr. Padre Luís Belo, que marcou a minha adolescência e juventude. Era o Padre que usava o relógio virado para baixo e meias brancas com sandálias castanhas. Era relativamente jovem, comparativamente com os que eu conhecia, e muito simpático.

Os meus pais tinham, nas suas relações, alguns amigos presbíteros. Convidavam-nos, quando vinham de férias a Portugal, frequentemente para jantar lá em casa. O Sr. Padre Luís Belo não foi excepção. Eu, nestas reuniões à volta da mesa, com a presença de um ou muitos presbíteros, eu sentia-me sempre intimidada.

Com este Pároco, surgiu o grupo de Oração dos Salmos com jovens, e o grupo de jovens de Juventude Mariana Vicentina. Levou-nos a retiros e campismo. Eu tornei-me, para além de catequista, uma leitora assídua na Eucaristia das 10h30.

Fiz a preparação para o Crisma juntamente com a minha avó. Os meus pais não estiveram presentes.

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E a partir de determinada altura comecei a dar catequese no barracão dos escuteiros. Serviu de inspiração para muitas atividades diferentes e divertidas...

O Padre Luís Belo, Pároco de Mogofores, vai embora para África. Fiquei perdida. Ainda tentei durante um ano mas, já não era a mesma coisa. Andava no meu primeiro ano do curso superior em Coimbra.

 

Desapareci...

 

Até que regressei. Passados 12 anos regresso. Primeiro participando na Eucaristia das 12h no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Depois, por mera coincidência, o Pároco, que tinha vindo substituir o Padre Luís Belo, vai embora. Chega o Padre José Augusto Fernandes. Ofereço-me para dar catequese. O Sr. Padre aceita-me. Eu que tinha estado tantos anos fora da vida da paróquia, a viver no concelho vizinho, e que fumava imenso, e que dizia constantemente e tão inconscientemente "Eu adoro isto.. eu adoro aquilo"!

Pouco a pouco fui reaprendendo e descobrindo muito mais. 

Nos anos que estive ausente tive uma vida completamente diferente. Fiz coisas incrivelmente boas e incrivelmente más, e das quais me arrependo profundamente.

Surpresa das surpresas: hoje sou mãe (uma coisa muito complicada), sou esposa (essa é outra grande história para um futuro post), sou catequista, sou acólita, sou administradora de uma instituição (também para um futuro post), e faço parte das Famílias de Caná!

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Os meus pais e educadores cometeram diversos erros comigo. Eu, tendo-os compreendido, quero, enquanto mãe, não cometer os mesmos erros. Mas ás vezes, ao tentar não cometer esses, acabamos por errar e muito noutros sentidos. Mas eu sei que, a grande surpresa que Deus colocou no meu caminho, as Famílias de Caná, vão-me ajudar nesta tarefa. 

 

Famílias de Caná:

Obrigada pelo Vosso testemunho, ensinamentos, conselhos e dicas!

 

Obrigada Maria Auxiliadora, e Mãe de Caná!

Obrigada meu Deus!

 

 

28
Mai15

Um almoço de trabalho...

Helena Le Blanc

 

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No meu dia a dia profissional de vez em quando tenho almoços de trabalho.

Como todos sabemos, é à volta de uma mesa que acontece a maior parte dos momentos mais importantes das nossas vidas: comemorações e festejos, namoros, reuniões de família, tomadas de decisões (ou o alinhavar), formação ou planeamento de alianças... Há  já mais dois mil anos atrás que isto era assim: por exemplo a ultima ceia do tríduo pascal, a primeira Eucaristia.

Os almoços de trabalho têm um esquema mais ou menos pré-definido: fala-se de "tudo" um pouco, como introdução, depois falamos do assunto central que reune os presentes, e depois concluí-se com uma ou outro assunto que no início causou mais descontração e que envolveu todos os intervenientes. 

Apesar de andar à pouco tempo nestas andanças, percebi que as coisas acontecem mais ou menos assim.

Portanto, num destes dias, fui almoçar com o meu chefe e duas representantes de topo, altamente especializadas, de uma empresa conceituada a nível nacional.

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 Assim, o "esquema pré-definido" não fugiu à regra.

O primeiro tema introdutório foram as férias. Que planos é que tínhamos, locais de sonho, tipo de férias, orçamentos possíveis para famílias numerosas, convites aos filhos para passar férias com tudo pago, locais habituais para passar férias, férias quando é só o casal, férias com filhos e bebes, etc...

A conversa estava a desenvolver-se muito bem, envolvendo todos os presentes e proporcionando um ambiente descontraído e agradável entre todos.

A determinada altura, não sei bem como, e para minha grande surpresa, a conversa  começa a girar à volta da religião. 

Em todos os jantares que tive até hoje, esta temática nunca surgiu. Aparece muito habitualmente o futebol, o governo, os partidos, as notícias do dia, os carros, as lojas (para as mulheres), e muito mais. Agora, eu sempre senti que a "religião" fazia parte dos assuntos proibidos pois ninguém gosta ou quer falar sobre isso.

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 Mas não foi o caso neste dito almoço. Todos nós conversámos sobre a religião. Todos os presentes eram católicos e que abraçam a sua fé. Sem nos conhecermos tão bem, acabamos por revelar esta faceta das nossas vidas pessoais. Falámos dos valores cristãos, da participação na Eucaristia, e como os católicos são "envergonhados" e que não assumem este aspeto da mesma forma como dizem que são fãs da equipa de futebol x ou y.

Eu senti-me tão bem e privilegiada por poder estar a falar deste aspeto da minha vida tão importante num almoço de trabalho.

Fiquei a saber que, uma das representantes da empresa ia há mais de 30 anos a Fátima a pé. Claro que o assunto dos peregrinos foi um dos tópicos desta temática.

O meu chefe perguntou-lhe, pedindo desculpas pela possível indiscrição, porque é que o fazia? Eu estava à espera que ela dissesse que o motivo seria uma promessa, o cumprimento de uma promessa. Mas não, já ia, há 30 anos a Fátima, para agradecer a Nossa Senhora. Todos os anos vai até à Nossa Senhora de Fátima em sinal de agradecimento. E aproveitou para nos contar um episódio que a marcou numa das suas peregrinações.

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 Ela, e a sua companheira de peregrinação, uma certa vez, passaram por uma senhora que estava a fazer a caminhada sozinha. Começaram a falar com a senhora perguntando-lhe se não gostaria de se juntar ao "grupinho", já que é muito bom falar e ter companhia. E a dita senhora, a determinada altura, revela o motivo pelo qual estava a ir a Fátima a pé. A senhora tinha um filho pequeno que tinha estado muito doente. E a cura do filho passou pelo transplante de um órgão de um jovem de 20 anos que morreu acidentalmente. Ela, enquanto mãe, ficou muito feliz pela cura do filho. No entanto morreu um jovem. Então decidiu ir a pé a Fátima para pedir a Nossa Senhora consolo para aquela mãe que perdeu o filho, e que se tornou salvação do seu próprio filho. A senhora diz-lhes que não se esquece da outra mãe; esta está sempre presente no seu espírito.

Este episódio sensibilizou-nos a todos.

Agradecimento e pedido de consolo para um irmão que foi a origem de uma nossa grande alegria: dois grande motivos para uma peregrinação a um local sagrado.

Que belo almoço!

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27
Mai15

Nossa Senhora em saída...

Helena Le Blanc

Depois do post A pressa de Maria, da Teresa Power, aqui fica o vídeo da benção realizada por P. José Aníbal Mendonça, delegado da Pastoral Juvenil e Vocacional dos Salesianos, e P. José Augusto Fernandes, Pároco de Mogofores:

 

 

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte, Amém!

 

Hail Mary, full of grace, the Lord is with thee,blessed art thou among women, and blessed is the fruit of thy womb, Jesus. Holy Mary, Mother of God, pray for us sinners now,and at the hour of our death,Amen!

 

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum,benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui,Jesu. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae, Amen!


Ave Maria piena di grazia, il Signore è con te,Tu sei benedetta tra le donne e benedetto è il frutto del tuo seno, Gesù. Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori, adesso e nell'ora della nostra morte, Amen!


Dios te salve María llena eres de gracia, el Señor es contigo,bendita eres entre todas las mujeresy bendito es el fruto de tu vientre,Jesús. Santa María, Madre de Dios, ruega por nosotros los pecadores ahora y en la hora de nuestra muerte, Amén!


Je vous salue, Marie pleine de grâce, le Seigneur est avec toi,Tu es bénie entre toutes les femmes et, Jésus, le fruit de tes entrailles, est béni. Sainte Marie, Mère de Dieu, prie pour nous, pauvres pécheurs,maintenant et à l'heure de notre mort, Amen!

 

Gegrüßet seist du, Maria, voll der Gnade,der Herr ist mit dir,Du bist gebenedeit unter den Frauen,und gebenedeit ist die Frucht deines Leibes, Jesus. Heilige Maria, Mutter Gottes,bitte für uns Sünder jetzt,und in der Stunde unseres Todes, Amen!

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