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as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

as surpresas de DEUS!

uma cristã católica com sérias dificuldades no caminho da Santidade!!!

Os sacramentos de iniciação: a minha história!

29.05.15, Helena Le Blanc

A maior parte de nós andamos na catequese... há muitos anos! E recebemos a maior parte dos sacramentos...

Eu fui batizada com 4 anos, na Cerimónia da Vigília Pascal, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Mogofores.

Pelo que os meus pais me contam, a madrinha inicial (a quem eu devo o meu primeiro nome) recusou-se em assumir o papel combinado préviamente. Por isso o assunto ter sido arrastado até aos meus 4 anos. Esse pequeno incidente foi marcante para os adultos da família envolvidos. 

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Eu tive um acidente doméstico infantil, que fez com que eu atrasasse a linguagem. Por causa disso, colocaram-me no colégio católico feminino da zona. Todos os dias tínhamos a oração da manhã. 

Quando chegou o ano do sacramento da Eucaristia, lembro-me que andei tristíssima. O meu grupo da catequese fez a Primeira Comunhão. Como os meus pais eram emigrantes, e não puderam estar para o dia marcado, optaram por eu não fazer a Primeira Comunhão junto com os meus colegas. Fiz a Primeira Comunhão no Santuário de Fátima, no meio de gente desconhecida, num dia que chovia torrencialmente! Para além dos meus pais e da minha avó, só estava uma pessoa que reconheci: uma irmã do colégio onde eu estudava. Por coincidência encontrámos-nos no Santuário, na mesma Eucaristia.

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E assim continuei o meu percurso na catequese. Tive duas catequistas durante o período da minha formação. Elas falaram-me da maior parte das histórias de Jesus, guiadas pelos catecismos antigos. Em casa, apesar de ter sido criada pela avó, não tive nenhuma formação mais específica a este nível. Via a minha avó rezar o terço sozinha e eu ia à missa com ela.

Lembro-me que para a minha Festa da Profissão de Fé eu estava excitadíssima! Estava a sentir como fosse a minha Primeira Comunhão. Apesar de não ser um sacramento, pela primeira vez eu ia ter o meu momento no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, o Santuário onde eu cresci. Treinei muito o texto que deveria decorar e recitar nessa Eucaristia. Os meus pais não puderam estar nesse dia, e a minha avó, com uma família amiga da altura, levaram-me a um restaurante na Malaposta.

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Pouco tempo depois, e porque eu ia todos os dias à missa, servir  o altar como acólita, na Igreja Matriz, o Pároco colocou-me a ajudar uma catequista. Ele emprestava-me também livros de histórias.

Era costume os meus pais, por causa das notas baixas castigarem-me através da proibição da televisão e da frequência na igreja.

Organizei um grupinho de adolescentes em que ajudávamos à Missa semanal na Capela de S. Sebastião, e a partir desse grupo surgiu o grupo de Laura Vicunha. Reuníamos semanalmente e correspondíamo-nos, por carta, com outros grupos.

O Grupo de Escuteiros de Mogofores desaparece. Gostava muito ter frequentado. Era uma expectativa minha.

Veio outro Pároco, o Sr. Padre Luís Belo, que marcou a minha adolescência e juventude. Era o Padre que usava o relógio virado para baixo e meias brancas com sandálias castanhas. Era relativamente jovem, comparativamente com os que eu conhecia, e muito simpático.

Os meus pais tinham, nas suas relações, alguns amigos presbíteros. Convidavam-nos, quando vinham de férias a Portugal, frequentemente para jantar lá em casa. O Sr. Padre Luís Belo não foi excepção. Eu, nestas reuniões à volta da mesa, com a presença de um ou muitos presbíteros, eu sentia-me sempre intimidada.

Com este Pároco, surgiu o grupo de Oração dos Salmos com jovens, e o grupo de jovens de Juventude Mariana Vicentina. Levou-nos a retiros e campismo. Eu tornei-me, para além de catequista, uma leitora assídua na Eucaristia das 10h30.

Fiz a preparação para o Crisma juntamente com a minha avó. Os meus pais não estiveram presentes.

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E a partir de determinada altura comecei a dar catequese no barracão dos escuteiros. Serviu de inspiração para muitas atividades diferentes e divertidas...

O Padre Luís Belo, Pároco de Mogofores, vai embora para África. Fiquei perdida. Ainda tentei durante um ano mas, já não era a mesma coisa. Andava no meu primeiro ano do curso superior em Coimbra.

 

Desapareci...

 

Até que regressei. Passados 12 anos regresso. Primeiro participando na Eucaristia das 12h no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Depois, por mera coincidência, o Pároco, que tinha vindo substituir o Padre Luís Belo, vai embora. Chega o Padre José Augusto Fernandes. Ofereço-me para dar catequese. O Sr. Padre aceita-me. Eu que tinha estado tantos anos fora da vida da paróquia, a viver no concelho vizinho, e que fumava imenso, e que dizia constantemente e tão inconscientemente "Eu adoro isto.. eu adoro aquilo"!

Pouco a pouco fui reaprendendo e descobrindo muito mais. 

Nos anos que estive ausente tive uma vida completamente diferente. Fiz coisas incrivelmente boas e incrivelmente más, e das quais me arrependo profundamente.

Surpresa das surpresas: hoje sou mãe (uma coisa muito complicada), sou esposa (essa é outra grande história para um futuro post), sou catequista, sou acólita, sou administradora de uma instituição (também para um futuro post), e faço parte das Famílias de Caná!

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Os meus pais e educadores cometeram diversos erros comigo. Eu, tendo-os compreendido, quero, enquanto mãe, não cometer os mesmos erros. Mas ás vezes, ao tentar não cometer esses, acabamos por errar e muito noutros sentidos. Mas eu sei que, a grande surpresa que Deus colocou no meu caminho, as Famílias de Caná, vão-me ajudar nesta tarefa. 

 

Famílias de Caná:

Obrigada pelo Vosso testemunho, ensinamentos, conselhos e dicas!

 

Obrigada Maria Auxiliadora, e Mãe de Caná!

Obrigada meu Deus!

 

 

Um almoço de trabalho...

28.05.15, Helena Le Blanc

 

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No meu dia a dia profissional de vez em quando tenho almoços de trabalho.

Como todos sabemos, é à volta de uma mesa que acontece a maior parte dos momentos mais importantes das nossas vidas: comemorações e festejos, namoros, reuniões de família, tomadas de decisões (ou o alinhavar), formação ou planeamento de alianças... Há  já mais dois mil anos atrás que isto era assim: por exemplo a ultima ceia do tríduo pascal, a primeira Eucaristia.

Os almoços de trabalho têm um esquema mais ou menos pré-definido: fala-se de "tudo" um pouco, como introdução, depois falamos do assunto central que reune os presentes, e depois concluí-se com uma ou outro assunto que no início causou mais descontração e que envolveu todos os intervenientes. 

Apesar de andar à pouco tempo nestas andanças, percebi que as coisas acontecem mais ou menos assim.

Portanto, num destes dias, fui almoçar com o meu chefe e duas representantes de topo, altamente especializadas, de uma empresa conceituada a nível nacional.

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 Assim, o "esquema pré-definido" não fugiu à regra.

O primeiro tema introdutório foram as férias. Que planos é que tínhamos, locais de sonho, tipo de férias, orçamentos possíveis para famílias numerosas, convites aos filhos para passar férias com tudo pago, locais habituais para passar férias, férias quando é só o casal, férias com filhos e bebes, etc...

A conversa estava a desenvolver-se muito bem, envolvendo todos os presentes e proporcionando um ambiente descontraído e agradável entre todos.

A determinada altura, não sei bem como, e para minha grande surpresa, a conversa  começa a girar à volta da religião. 

Em todos os jantares que tive até hoje, esta temática nunca surgiu. Aparece muito habitualmente o futebol, o governo, os partidos, as notícias do dia, os carros, as lojas (para as mulheres), e muito mais. Agora, eu sempre senti que a "religião" fazia parte dos assuntos proibidos pois ninguém gosta ou quer falar sobre isso.

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 Mas não foi o caso neste dito almoço. Todos nós conversámos sobre a religião. Todos os presentes eram católicos e que abraçam a sua fé. Sem nos conhecermos tão bem, acabamos por revelar esta faceta das nossas vidas pessoais. Falámos dos valores cristãos, da participação na Eucaristia, e como os católicos são "envergonhados" e que não assumem este aspeto da mesma forma como dizem que são fãs da equipa de futebol x ou y.

Eu senti-me tão bem e privilegiada por poder estar a falar deste aspeto da minha vida tão importante num almoço de trabalho.

Fiquei a saber que, uma das representantes da empresa ia há mais de 30 anos a Fátima a pé. Claro que o assunto dos peregrinos foi um dos tópicos desta temática.

O meu chefe perguntou-lhe, pedindo desculpas pela possível indiscrição, porque é que o fazia? Eu estava à espera que ela dissesse que o motivo seria uma promessa, o cumprimento de uma promessa. Mas não, já ia, há 30 anos a Fátima, para agradecer a Nossa Senhora. Todos os anos vai até à Nossa Senhora de Fátima em sinal de agradecimento. E aproveitou para nos contar um episódio que a marcou numa das suas peregrinações.

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 Ela, e a sua companheira de peregrinação, uma certa vez, passaram por uma senhora que estava a fazer a caminhada sozinha. Começaram a falar com a senhora perguntando-lhe se não gostaria de se juntar ao "grupinho", já que é muito bom falar e ter companhia. E a dita senhora, a determinada altura, revela o motivo pelo qual estava a ir a Fátima a pé. A senhora tinha um filho pequeno que tinha estado muito doente. E a cura do filho passou pelo transplante de um órgão de um jovem de 20 anos que morreu acidentalmente. Ela, enquanto mãe, ficou muito feliz pela cura do filho. No entanto morreu um jovem. Então decidiu ir a pé a Fátima para pedir a Nossa Senhora consolo para aquela mãe que perdeu o filho, e que se tornou salvação do seu próprio filho. A senhora diz-lhes que não se esquece da outra mãe; esta está sempre presente no seu espírito.

Este episódio sensibilizou-nos a todos.

Agradecimento e pedido de consolo para um irmão que foi a origem de uma nossa grande alegria: dois grande motivos para uma peregrinação a um local sagrado.

Que belo almoço!

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Nossa Senhora em saída...

27.05.15, Helena Le Blanc

Depois do post A pressa de Maria, da Teresa Power, aqui fica o vídeo da benção realizada por P. José Aníbal Mendonça, delegado da Pastoral Juvenil e Vocacional dos Salesianos, e P. José Augusto Fernandes, Pároco de Mogofores:

 

 

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte, Amém!

 

Hail Mary, full of grace, the Lord is with thee,blessed art thou among women, and blessed is the fruit of thy womb, Jesus. Holy Mary, Mother of God, pray for us sinners now,and at the hour of our death,Amen!

 

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum,benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui,Jesu. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae, Amen!


Ave Maria piena di grazia, il Signore è con te,Tu sei benedetta tra le donne e benedetto è il frutto del tuo seno, Gesù. Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori, adesso e nell'ora della nostra morte, Amen!


Dios te salve María llena eres de gracia, el Señor es contigo,bendita eres entre todas las mujeresy bendito es el fruto de tu vientre,Jesús. Santa María, Madre de Dios, ruega por nosotros los pecadores ahora y en la hora de nuestra muerte, Amén!


Je vous salue, Marie pleine de grâce, le Seigneur est avec toi,Tu es bénie entre toutes les femmes et, Jésus, le fruit de tes entrailles, est béni. Sainte Marie, Mère de Dieu, prie pour nous, pauvres pécheurs,maintenant et à l'heure de notre mort, Amen!

 

Gegrüßet seist du, Maria, voll der Gnade,der Herr ist mit dir,Du bist gebenedeit unter den Frauen,und gebenedeit ist die Frucht deines Leibes, Jesus. Heilige Maria, Mutter Gottes,bitte für uns Sünder jetzt,und in der Stunde unseres Todes, Amen!

Os dez Mandamentos traduzidos...

26.05.15, Helena Le Blanc

 

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" - Vocês são o meu povo e eu sou o vosso Deus - disse Ele.

- Cuidarei sempre de vós. Cupram estas leis especiais e serão felizes:

 

Sou eu o vosso Deus não venerem nenhum outro. Não endeusem nada mais.

Usem o meu nome com carinho, e não quando estiverem zangados.

Descansem e louvem-me um dia por semana.

Amem os vossos pais e escutem-nos.

Não matem.

Não roubem.

Amem o vosso marido ou mulher e nenhum outro.

Não digam mentiras acerca das pessoas.

Não sejam gananciosos nem invejem as coisas dos outros." 

  

uma história de um livro infantil que, mais uma vez, esclarece os adultos cá de casa...

 

As histórias infantis...

22.05.15, Helena Le Blanc

Todos os dias, uns 15 minutos antes de deitar o bebe grande, a minha família tem o seu momento de oração diária.

Uma parte dessa oração familiar é contar uma história infantil. Nós decidimos "misturar" a história do adormecer com esta "atividade".

A única (e grande) diferença é que as histórias são da bíblia.

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Temos livros com histórias bíblicas. É fácil encontrar este tipo de livros, especialmente nas épocas natalícias e épocas pascais.

Os hipermercados, nas suas campanhas sazonais, colocam estes livros, com histórias da bíblia, em destaque.

Os preços destes livros são semelhantes aos outros livros. Por isso, sendo nós uma família católica (que vamos à missa, que batizamos o nosso filho, que casamos na Igreja) porque é que não haveriamos de ter também livros com histórias da bíblia?

Afinal, estes livros também são infantis, com desenhos e linguagem infantis, certo?

Nestes últimos dias, as histórias têm sido deste livro específico:

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Hoje, a história escolhida pelo Xavier, foi "A última ceia". Pela segunda vez eu contei esta história.

O Xavier facilmente recordou quem eram Jesus e os amigos especiais nos desenhos desta história.

Cada vez que eu dizia a palavra pão, ele apontava os pães no desenho...

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Desde segunda-feira que, nos meus pequenos momentos, tenho estado a ler a  "Ecclesia de Eucharistia" (Encíclica da Eucaristia) de João Paulo II. Aproveitei um conselho da Teresa Power (no Retido de Castelo de Neiva). Quero saber mais sobre o mistério da Eucaristia. Assim, tem sido quase uma página por dia mas, com vontade e interesse, tenho estado empenhadíssima neste meu pequeno objetivo.

Este documento pode facilmente ser encontrado na internet.

A surpresa de hoje foi eu reparar, notar, perceber, identificar, consciencializar, tropeçar, chocar, sei lá mais o quê, com uma das frases desta história.

De uma forma surpreendente, esta história explicou-me um grande aspeto da "ultima ceia" de Jesus, junto dos apóstolos, no cenáculo de Jerusalém:

 

"Jesus estava a avisar os amigos de que os deixaria em breve. Os seus inimigos iriam espalhar mentiras sobre ele e assim provocar a sua morte. O seu corpo ficaria partido como o pão, o seu sangue escorreria como o vinho."

 

Que maneira mais simples e verdadeira de explicar isto:

 

"... Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos e disse: Tomai e comei, isto é o meu corpo. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para a remissão dos pecados."

(Mt, 26, 26-28)

 

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 Eu aprendi com esta história infantil.

Quem disse que as histórias infantis eram para crianças? Você? Então é porque nunca experimentou ler uma.

Eu e o James temos aprendido muito através destes livros.

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Resposta ao meu pedido de ajuda #2

22.05.15, Helena Le Blanc

Há uns tempos atrás, pedi ajuda relativo ao um dos meus quadros favoritos, aliás, eu diria mesmo o meu favorito, de todos os quadros que  já vi na minha vida. Cada vez que olho para ele, transmite um "je ne sais quais!"... Este quadro é, para mim, um excelente exemplo de beleza. Através dele, sinto-me completamente envolvida no amor de Deus... A sua beleza é tão simples e tão magnífica... 

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Então, decidi, uma vez por todos, fazer alguma coisa para perceber mais este quadro que tanto mexe comigo. Pedi ajuda.

Até ao dia de hoje, não recebi nenhuma resposta. Fiquei triste. Gostaria tanto de saber mais alguma coisa! Fiquei com a impressão que, se calhar, tinha sido uma grande patetice ter lançado esse pedido de ajuda!

 

Hoje, depois de jantar, estive a pensar sobre o texto que iria escrever hoje no blog, e nada me ocorreu. Atribuí isso ao cansaço. O dia foi quase esgotante. Mas mesmo assim, decidi ir até ao computador, depois de deitar o filhote. Pensei que, talvez e entretanto, Deus fizesse a sua "magia". E com isto quero dizer que, na maior parte das vezes que eu venho escrever sobre alguma coisa no blog, a ideia inicial é tão bem mais pequena do que o texto no seu final. Quantas vezes fico surpresa, quando termino, de como aquela pequena mensagem ou dica, tomou um caminho diferente e bem mais construtivo...

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Deus fez a sua "magia".

Esperava-me um comentário no blog que me deixou completamente surpresa. Há mais de um mês que tinha escrito o texto a pedir ajuda e não tinha recebido nenhuma resposta até hoje.

Depois de alguns segundos, decidi explorar o link que o Sr. João Miranda Santos me indicava para obter mais informações do quadro.  

A "Anunciação" confirmasse.

 

Obtive o seguinte vídeo:

 (copy/paste no Vosso browser)

 

https://www.khanacademy.org/humanities/renaissance-reformation/early-renaissance1/painting-in-Florence/v/fra-angelico-the-annunciation-and-life-of-the-virgin-in-the-predella-c-1426

 

Percebi que aos 14 segundos do vídeo aparece a "minha" imagem.

Concentrei-me na mensagem dos intervenientes do vídeo. Achei interessante a ideia de Adão e Eva serem os precursores de Maria e Jesus. Nos últimos dias, não consigo neste momento lembrar-me da fonte, mas percebi, em alguma leitura que fiz, o seguinte: 

Jesus Cristo nasceu de Maria, concebida sem pecado, tal como Adão e Eva. Maria teve a mesma posição que Adão e Eva. Essa era uma condição para que o filho de Maria pudesse repor o "estrago" de Adão e Eva, oferecendo a sua vida, para a remissão de todos os pecados da humanidade.

No entanto, à medida que continuei a ver este vídeo, à excepção do 14º segundo, não reconhecia a Maria deste quadro com a "minha" Maria... Comecei a pensar que se calhar tinha havido um engano...

No site deste vídeo, estava outro vídeo com o mesmo título. Decidi também ver esse:

 

(copy/paste no Vosso browser)

https://www.khanacademy.org/humanities/renaissance-reformation/early-renaissance1/painting-in-Florence/v/fra-angelico-the-annunciation-c-1438-47

 

Fiquei encantada. Reconheci o meu quadro... Este quadro da Anunciação, de Fra Angelico, é muito conhecido. Já o tinha usado numa das evangelizações. Fiquei pasma. Maria, neste quadro, era a "minha Maria" do meu quadro. Nunca me passou pela cabeça que o meu quadro seria uma cópia de uma parte de outro quadro, e não um todo. 

Fiquei tão agradecida! Que bom saber mais do quadro onde está a "minha Nossa Senhora"!

Que bela surpresa!

 

O nosso terceiro retiro das Famílias de Caná...

22.05.15, Helena Le Blanc

Eu e a minha família decidimos participar no retiro das Famílias de Caná em Castelo de Neiva. Aliás, decidimos aproveitar a oportunidade e fazer umas mini-férias. Fomos na sexta-feira e ficamos até domingo em Viana do Castelo.

Fizemos diversas coisas, mas o sábado foi dedicado ao mais importante: um retiro.IMG_2875.JPG

Um retiro, segundo alguns, quer dizer o "aprimoramento do indivíduo e de sua relação com o sagrado. Retiro é um termo muito usado por cristãos para designar uma atividade da igreja em que geralmente são levados para lugares ao ar livre onde possam usufruir ao máximo do encontro com Deus. Ele pode ser uma "vivência", ou seja, de apenas um dia ou pode ser de 3 ou de uma semana."

Também me parece que o termo "retiro" é um repelente para a maior parte dos indivíduos. Inspira conceitos como aborrecimento, seca, oração contínua, grande sacrifício, tempo perdido, estranheza, obrigatório ser conhecedor da religião que professamos, esquisitice, gastos completamente desnecessários, etc.... Eu senti algumas destas coisas na primeira vez que me fizeram o convite. E eu que, na minha juventude, tinha participado em diversos retiros! Mais complicado ainda foi envolver a minha família... Eu nem me atrevi a propor ao meu marido... O que vinha à minha mente era uma resposta tipo "não tem nada a ver comigo!". Só considerar a possibilidade parecia-me loucura.

No entanto, no meu caso, Deus ajudou-me. Proporcionou-se sem eu ter a real consciência da grande oportunidade que Deus estava a dar-me, a mim e à minha família...

Depois, fomos a um segundo retiro. Aconteceu a meio de uma época de muitas mudanças na minha família. Apesar de ter sido muito enriquecedor, foi um "abrir de olhos" no meio de todas aquelas novidades. Afinal, estávamos a esquecermos do mais importante... 

E como dizia ontem, no post Uma parada, "há já, pelo menos, um ano que a minha família não ia a um retiro... confrontei-me comigo própria, frente a frente: afinal quais foram as tais razões, os tais fortes motivos, para que eu e a minha família não tivéssemos estado presentes nos últimos retiros? Os motivos foram diversos, mas à luz do bem estar que eu sinto neste momento, assumem importância ZERO."

Nos outros blogs de algumas das Famílias de Caná (Uma Família Católica, Adotar, Amar, Viver Pipoquices Cor de Rosa) poderão ler textos sobre o encontro, e ver muitas fotografias que ilustram este dia. 

Nós, apesar de termos saído com tempo do Hotel, chegamos atrasadérrimos. Que vergonha! A celebração Eucarística já estava a decorrer. Só chegar lá foi uma grande aventura. O GPS não estava a ser claro e oportuno nas suas indicações, e as pessoas (muito simpáticas), falavam em "é lá em baixo", "vá junto ao rio", "passa a casa dos padres", "essa casa esta fechada", etc...

Aliás, uma das vezes que paramos para perguntar a um casal de certa idade, acabamos por observar uma discussão entre ambos relativo à melhor estrada para chegar ao local. Nós, aflitos porque já estávamos atrasados, apreciávamos o casal que se debruçava completamente à vontade pela nossa janela do carro. 

As crianças foram entregues às  Educadoras (de serviço) e que muito agradeço a generosidade e sacrifício delas (pois imagino que gostariam de ter estado nos momentos "formativos" já que também são Famílias de Caná). Os jovens juntaram-se ao Niall.

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Os adultos seguiram para uma salinha para ouvir a Teresa. Ao longo do dia tivemos três momentos destes. Com uma disciplina implacável, a Teresa apresentou as bilhas de Caná, cumprindo o horário planeado. Ouvimos, vimos, refletimos, perguntamos, rimos, escrevemos, lemos, e para os que levaram as bíblias, treinaram as mãos no manejar da Bíblia, em passar do início ao fim em menos de meio segundo!  Verdade! Querem saber como? Participem no próximo retiro... Eu aprendi, e muito. Também relembrei, e muito. 

Almoçamos. Tomamos café. Conversamos. Desconversamos. Vigiamos as crianças. Sujamos. Molhamos. Limpamos. Ajudamos. Rezamos. Cantamos. Brincamos. Passeamos.

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As crianças andavam felicíssimas! Fizeram atividades super giras. O meu filho, um dos mais novos, estava como um peixe na água!

Os jovens, esses, estavam super alegres e super queridos! Eu fiquei surpreendida com o carinho que eles distribuíam por todos os presentes...

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Fica aqui o vídeo do encerramento da nossa oração familiar... 

 Agora, na nosso momento de oração, à noite cá em casa, acrescentamos mais um momento de 2/3 minutos aos 15 minutos que dedicamos todos os dias a Deus: coloco este vídeo no telemóvel e cantamos "Eu e a minha Família, Serviremos o senhor!"

O Xavier fica muito atento a ver o vídeo, reconhecendo as pessoas, e vai cantando comigo o refrão.

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Uma parada...

19.05.15, Helena Le Blanc

Neste ultimo fim de semana, nós participamos no Retiro das Famílias de Caná.

Em breve, falarei, com mais pormenores, deste retiro.

 

Há já, pelo menos, um ano que a minha família não ía a um retiro... confrontei-me comigo própria, frente a frente: afinal quais foram as tais razões, os tais fortes motivos, para que eu e a minha famíla não tivessemos estado presentes nos últimos retiros? Os motivos foram diversos, mas à luz do bem estar que eu sinto neste momento, assumem importância ZERO.

 

Foi um fim de semana cheio de surpresas, e uma dela foi assistirmos, no centro de Viana do Castelo, a uma parada...

Uma parada é uma passeata em comemoração de um marco importante da história local.

Estavamos a almoçar, no Domingo,  quando começamos a ouvir ruídos e barulhos sonoros. Pensamos, inicialmente, ser uma ambulância mas, depois percebemos que eram um conjunto de viaturas....

Nunca tinha assistido a uma parada deste tipo. Achei muito bonito.

Uma parada dos bombeiros...

Fartei-me de acenar aos motoristas, aos bombeiros e respetivas famílias. O meu filhote imitou-me.

Que melhor forma de nos lembrarmos desse trabalho tão válido e da generosidade com que dispõem das suas vidas e do seu tempo para salvarem outras vidas.

Aproveitei e falei disso ao Xavier. Expliquei ao meu filhote quem eram e o que fazem por todos nós...

 

 

A beleza...

18.05.15, Helena Le Blanc

No jornal Correia do Vouga, há bastante tempo, apareceu um artigo que achei do maior interesse, e que era dirigido a todas as Educadoras de Infância católicas. Dava uma grande dica. Apesar do condicionalismo a que estão sujeitas na formulação dos Projetos Pedagógicos / Projetos Educativos de Estabelecimento, se tiverem em conta estes três valores estarão a falar de Deus: verdade, caridade e beleza. Desta forma não precisam de mencionar Deus ou a igreja. Mas se, junto das crianças e restante comunidade educativa, desenvolverem estes três conceitos, estarão a falar d`ELE.

Passados uns tempos, ouvi um podcast em  http://catholicstuffpodcast.com sobre uma peregrinação especial: peregrinação à beleza.

Este site é um dos que acompanho há mais tempo. Infelizmente é uma conversa tida em inglês, entre presbíteros, seminaristas e diáconos. Falam sobre temáticas muito pertinentes e atuais, numa linguagem do nosso dia a dia. Não se inibem de falar de tudo, desde vampiros até a biquínis.

Mas existem dois ou três programas que me marcaram, e que não serão fáceis eu esquecer. Um deles foi exatamente este. Organizaram  uma peregrinação à beleza.

Uma peregrinação, normalmente, é uma jornada empreendida, por motivos religiosos, a um lugar considerado de algum modo sagrado ou milagroso. Peregrino, ou romeiro, é todo aquele que faz uma viagem desta natureza. Mas também peregrino é aquele indivíduo humano ou animal que se dirige de um local para o outro.

 

Porquê à beleza?

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Estas quatro fotos foram tiradas neste fim de semana. Estive em lugares belíssimos.

Na minha colecção de fotos e memórias, tenho muitas que retratam momentos como estes.

 

O que sentem quando estão perante uma paisagem de grande beleza?

Não se sentem paralisados? Não se sentem perdidos? Não se sentem inspirados? Não se sentem pequeninos? Não se sentem deslumbrados? Não se sentem mais próximos do Criador? Não se sentem preenchidos?

Será que uma bela paisagem, ou um objecto de grande beleza, não poderá ser o ponto de partida para procurar mais? Procurar saber mais? Procurar a verdade? A única e grande verdade do homem?

 

Reflecti muito sobre isto. Observem a vossa reacção perante a beleza. Observem a reacção de outros perante a beleza. 

Quase nos esquecemos, por momentos, de pegar no telemóvel e tirar fotos...

 

A beleza é um caminho para a verdade! E encontrada a verdade, não poderemos deixar de a partilhar...

 

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